dezembro, 2010

31

dez

Curiosidades: Pax 2011 Salus

Pax 2011 Salus

30

dez

Personagem: José da Costa Carvalho (Barão de Monte Alegre)

Postos Campinas - Av Barao de Monte Alegre 72 - Jardim Bonfim - Campinas - foto 2010

O posto aqui apontado fica na av. Bar√£o de Monte Alegre, 72 em Campinas. O qual recomendo.
 

Postos Campinas - Av Barao de Monte Alegre 72 - Jardim Bonfim - Campinas - mapa

Aproveitando o “gancho” coloco abaixo dados sobre o bar√£o.

¬†Jose da Costa Carvalho (1796 ‚Äď 1860) - 1¬į barao, visconde e marques de Monte Alegre

Quadro do Barão, Visconde e Marquês de Monte Alegre
 
Primeiro barão, visconde e marquês de Monte Alegre, (Salvador, 7 de fevereiro de 1796 РSão Paulo, 18 de setembro de 1860) foi um político e magistrado brasileiro, membro da Regência Trina Permanente e primeiro-ministro do Império do Brasil de 8 de outubro de 1849 a 11 de maio de 1852.

Estudou na Universidade de Coimbra, bacharelando-se em 1819. De volta ao Brasil, foi nomeado juiz de fora em São Paulo. Elegeu-se, em 1823, deputado para a primeira Assembléia Nacional Constituinte brasileira.

Eleito Deputado pela Bahia à Assembleia Geral nas legislaturas de 1826 a 1833, em 1827 fundou o O Farol Paulistano, primeiro periódico impresso e publicado em São Paulo.

Após a abdicação de D. Pedro I, em 1831, foi eleito para a Regência Trina Permanente, com o Brigadeiro Francisco de Lima e Silva e João Bráulio Muniz.

A Regência Trina efetiva fez obra relevante, entregando a direção da política aos moderados, maioria em todo o país. Em 24 de setembro de 1834 falecera D. Pedro I e os restauradores passaram a apoiar a ala moderada, de cujas idéias mais se aproximavam, evitando assim o crescimento dos exaltados.

Com habilidade, o governo regencial foi neutralizando as maquina√ß√Ķes dos exaltados, e procurava vencer a resist√™ncia do Senado √†s reformas constitucionais da C√Ęmara. O Ato Adicional aparecia, ao cabo de longa campanha, como a grande obra da Reg√™ncia, exprimindo o definitivo triunfo dos moderados.

Afastou-se depois da pol√≠tica alegando motivos de sa√ļde que mal disfar√ßavam o seu descontentamento com a vida p√ļblica. De volta a S√£o Paulo, foi diretor da Faculdade de Direito do Largo de S√£o Francisco, de 1835 a 1836, tendo sido ainda senador por Sergipe (em 1839), Conselheiro de Estado em 1842 e, ainda em 1842, Presidente da Prov√≠ncia de S√£o Paulo.

Ministro do Império de 1848 a 1852, substituiu o Marquês de Olinda na Presidência do Conselho de Ministros (8 de outubro de 1849).

Foi ainda presidente da Sociedade de Estatística do Brasil e da Associação Central de Colonização do Rio de Janeiro. Agraciado com o título de Barão por decreto de 23 de agosto de 1841, depois Visconde com grandeza por decreto de 11 de setembro de 1843, e finalmente Marquês por decreto de 2 de dezembro de 1854.

 

A Revolução Liberal de 1842 

Em 1840 imperador Pedro II assumiu o trono.

O Minist√©rio, dominado pelos conservadores desde 23 de mar√ßo de 1841, adotou medidas centralizadores que provocaram nos liberais intensa agita√ß√£o. Mas, tendo levado a cabo a etapa dif√≠cil do ¬ęregresso¬Ľ, com a ultima√ß√£o das leis de 9 de novembro e de 3 de dezembro de 1841, o Governo n√£o pretendia perder o jogo pois tinha os melhores trunfos na m√£o. Havia por√©m agita√ß√£o, pois em maio de 1842 tomaria posse uma C√Ęmara Liberal.

Para votar as leis ainda em 1841, por tr√™s vezes o Governo prorrogara as C√Ęmaras e paralisara as comunica√ß√Ķes por mar, ¬ęsustando a sa√≠da dos vapores do Norte¬Ľ para reter na corte os deputados. Para desmontar a m√°quina pol√≠tica dos liberais em S√£o Paulo, afastara seu chefe, demitindo Tobias de Aguiar e, depois do curto per√≠odo de Melo Alvim, nomeara Jos√© da Costa Carvalho, j√° Bar√£o de Monte Alegre, rico fazendeiro identificado com os ¬ęregressistas¬Ľ.

As leis de 9 de novembro e de 3 de dezembro de 1841 vinham remediar os males contra os quais Diogo Ant√īnio Feij√≥ tanto protestara em todo o per√≠odo regencial. Leis que repugnavam a um liberalismo mais exaltado, mas que visavam √† ordem, o governo armado de meios para repelir a anarquia, a autoridade respeitada.

A lei 234, que exacerbou o partido liberal, recriava o Conselho de Estado, integrava o programa do ¬ęretrocesso¬Ľ. Tratava-se do terceiro conselho de Estado: o primeiro fora criado em 13 de novembro de 1822: fora o Conselho dos Procuradores Gerais das Prov√≠ncias; o segundo, em 1823, com dez membros encarregados da Constitui√ß√£o. Este terceiro, extinto em 1889, completaria a obra de consolida√ß√£o da monarquia, no esp√≠rito conservador.

A lei 261 de dezembro de 1841, de reforma do Código do Processo Criminal, era reacionária, amputadora dos avanços liberais do Código Penal de 1830 (monumento de reforma e modernização do poder judicial e da sociedade brasileira) e exarcebou o partido liberal. Era, porém, o complemento obrigatório da lei de 12 de maio de 1840.

O artigo Primeiro criava, no município da corte e em cada uma das províncias, um chefe de polícia (de nomeação do Imperador) com delegados e sub-delegados necessários (nomeados pelos presidentes das províncias), entre desembargadores e juizes de direito.

A reforma despojou o juiz de paz da maior parte de suas fun√ß√Ķes, reduzindo-o a atribui√ß√Ķes notariais. Suas fun√ß√Ķes policiais mais importantes foram transferidas para os chefes de pol√≠cia e para os delegados que eram seus agentes locais.

Surgiram boatos, sobretudo no Rio, de que o governo proporia ao imperador dissolver a c√Ęmara antes mesmo da sess√£o de abertura para se ver livre dela e provocar a irrup√ß√£o do movimento armado de que muito se falava.

A 27 de abril come√ßaram as sess√Ķes preparat√≥rias da C√Ęmara e tr√™s dias mais tarde foram reconhecidos os diplomados. O Gabinete dirigiu ao imperador uma longa exposi√ß√£o em que historiava fraudes de toda ordem nas elei√ß√Ķes e pedia, nos termos do artigo 101, par√°grafo 5¬ļ da Constitui√ß√£o, dissolver a C√Ęmara. D. Pedro II assinou o decreto a 1 de maio de 1842. ¬ęPara que entregaram o poder a uma crian√ßa?¬Ľ lamentaria 25 anos mais tarde, pois arvorava-se o Poder Moderador em √≥rg√£o verificador e juiz da validade do pleito.

Os ministros ¬īregressistas¬ī, ¬ęn√£o faziam sen√£o replicar aos desmandos do minist√©rio liberal da Maioridade, j√° porque perseveraram na execu√ß√£o de um programa longamente amadurecido de fortalecimento do poder p√ļblico, de resguardo da autoridade do governo¬Ľ.

Na cidade paulista de Sorocaba o brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar (1795-1857), que havia presidido a prov√≠ncia em duas ocasi√Ķes (1831-1835 e 1840-1841) e era altamente popular, iniciou na manh√£ de 17 de maio de 1842 o movimento revolucion√°rio que rapidamente se espalhou para outras cidades da Prov√≠ncia e de Minas Gerais.

 

A Revolta em S√£o Paulo

Foi Rafael Tobias de Aguiar aclamado presidente interino da prov√≠ncia. Come√ßava a revolu√ß√£o √† qual n√£o faltariam lances de opereta, como a regulariza√ß√£o pelo casamento dos amores velhos e not√≥rios de Tobias de Aguiar com a marquesa de Santos, antiga amante de D. Pedro I, de quem ele j√° tinha seis filhos. Tobias prestou juramento de ¬ędefender o imperador e a Constitui√ß√£o at√© a √ļltima gota de seu sangue¬Ľ, nomeou comandantes militares, despachou emiss√°rios, suspendeu a ¬ęlei das reformas¬Ľ e declarou nulos os atos praticados em virtude dela.

Sob seu comando militar, foi constituída a chamada Coluna Libertadora, com uns 1.500 homens, para marchar até a capital paulista onde iriam depor o Presidente da Província barão de Monte Alegre. Sorocaba foi declarada a capital provisória da província, e recebeu a adesão de diversas vilas do interior como Itu, Faxina (Itapeva), Porto Feliz, Itapetininga e Capivari.

O senador e padre Diogo Ant√īnio Feij√≥ recebeu a not√≠cia em Campinas e partiu para Sorocaba, ¬ęem decis√£o de simp√°tica leviandade de um rapaz de 20 anos¬Ľ, informando os sorocabanos de sua decis√£o por uma Proclama√ß√£o datada de 27 de maio. Hospedou-se na casa de Rafael Tobias, na companhia da marquesa. Trouxera um prelo, e come√ßaram a escrever um jornal revolucion√°rio, ¬ęO Paulista¬Ľ. A curta dura√ß√£o da revolta s√≥ permitiria quatro n√ļmeros: apenas at√© 16 de junho saiu o jornal, de tom arrogante, violento, com a grave amea√ßa de separatismo.

Mas o Barão de Monte Alegre já tinha a atenção e presteza do ministro da Guerra, José Clemente Pereira. Desde o primeiro sinal, e graças a seu sucesso na pacificação dos maranhenses, o barão de Caxias, brigadeiro Luís Alves de Lima e Silva, fora encarregado de partir para São Paulo e dar combate aos revoltosos. Parte do Rio, a bordo de um vapor, desembarcando em Santos; logo em seguida chega a São Paulo, acabando com os planos dos revoltosos de conquistar a cidade.

As escaramu√ßas se deram nos arredores de Campinas. Comandava os rebeldes o capit√£o ituano Boaventura do Amaral, que foi morto no Combate da Venda Grande. A 13 de junho, em proclama√ß√£o √†s margens do rio Barueri, Caxias j√° dizia que o bando fugia ¬ęespavorido e debandado¬Ľ. Rafael Tobias de Aguiar tentou fugir para o Rio Grande do Sul, mas foi capturado e levado ao Rio de Janeiro.

Caxias tomou Sorocaba (¬ętomada sem gl√≥ria a um inimigo que fugira¬Ľ), em 20 de junho, e ali prendeu o Padre Feij√≥ que assumira, na verdade, o exerc√≠cio da ¬ępresid√™ncia¬Ľ da prov√≠ncia. Oito dias depois Caxias parte da cidade e inicia seu retorno ao Rio no dia 8 de julho, passando por Taubat√© em 13 de julho.

Feij√≥ ainda mandou uma carta a Caxias, em 14 de julho de 1842, em que dizia: ¬ęIlmo. e Exmo. Sr. Bar√£o de Caxias. Quem diria que em qualquer tempo o Sr. Lu√≠s Alves de Lima seria obrigado a combater o padre Feij√≥? Tais s√£o as coisas do mundo… Em verdade, o vilip√™ndio que tem o governo feito aos Paulistas e as leis anticonstitucionais de nossa Assembl√©ia me obrigaram a parecer sedicioso. Eu estaria em campo com a minha espingarda se n√£o estivesse moribundo; mas fa√ßo o que posso.¬Ľ Continuava oferecendo condi√ß√Ķes para a capitula√ß√£o, que Caxias jamais poderia aceitar, j√° que incluiam cessa√ß√£o de hostilidades, retirada da prov√≠ncia do bar√£o de Monte Alegre, que a lei das reformas ficasse suspensa, que houvesse anistia geral…

Caxias lhe respondeu na mesma data:¬ę¬†(…) Direi: Quando pensaria eu em algum tempo que teria que usar da for√ßa para chamar √† ordem o Sr. Diogo Ant√īnio Feij√≥? Tais as coisas do mundo! As ordens que recebi de S. M. o Imperador s√£o em tudo semelhantes √†s que me deu o Ministro da Justi√ßa em nome da Reg√™ncia, nos dias 3 e 17 de abril de 1832, isto √©, que levasse a ferro e fogo todos os grupos armados que encontrasse, e da mesma maneira que ent√£o as cumpri, as cumprirei agora. N√£o √© com as armas na m√£o, Exmo. Sr., que se dirigem s√ļplicas ao Monarca, nem com elas empunhadas admitirei a menor das condi√ß√Ķes que V. Exa. prop√Ķe na referida carta. (…)¬Ľ

A defesa foi extremamente bem desenvolvida, com isso, em poucos dias Caxias j√° pode se dirigir a Venda Grande (exatamente onde passa hoje a Rodovia D Pedro, pelas imedia√ß√Ķes do Bairro S√£o Marcos, em Campinas/SP) para reprimir os revolucion√°rios, e vencer uma batalha importante para o desfecho da revolu√ß√£o no oeste paulista. Ap√≥s esta vit√≥ria das for√ßas do poder central, a luta passou a ser pela busca dos l√≠deres. Com uma a√ß√£o repressiva de amplo alcance e efeitos dr√°sticos, as for√ßas sublevadas eram vencidas n√£o s√≥ nas prov√≠ncias como tamb√©m na Corte, atrav√©s de medidas que, suspendendo as garantias constitucionais, possibilitavam a pris√£o de parlamentares envolvidos, como o ex-Regente Feij√≥ que seria finalmente preso em Sorocaba a 21 de junho de 1842.

29

dez

Personagem: 1960-2010 РCinquenta Anos se Passaram РTurma de 1960 do Instituto de Educação Carlos Gomes

Com esta publicação faço uma homenagem à todas as normalistas e que viraram professoras. Aproveito para homenagear Dayz Peixoto pelo seu trabalho de pesquisadora da história de Campinas; além é claro de outras atividades no passado.

A seguir; o material foi escrito pela própria Dayz.

 Dayz_formatura2

Na foto acima, estou recebendo das m√£os da Professora Teresina Pares, o¬† diploma de Professor Prim√°rio. A alegria estampada no rosto e o olhar fixo no diploma, era a realidade vivida por todos os ‚Äúprofessorandos‚ÄĚ naquela solenidade. No plano de fundo da foto,¬† minhas colegas, sentadas, aguardam sua vez. Os rapazes, eram poucos, mas tamb√©m estavam l√°.

Na entrega dos diplomas, o ritual que todos ansiosamente aguardavam, tinha por vestimenta o simples uniforme da escola: blusa branca, saia azul, cinto de couro vermelho, sapato preto e meia branca. √Č de se acreditar que nessa ocasi√£o, o logotipo da escola, bordado no bolso, sentia o pulsar mais forte do cora√ß√£o. O local do ritual, era o palco do Teatro Municipal Carlos Gomes, alguns anos antes de ser demolido. No audit√≥rio, os pais e toda a fam√≠lia grantiam os aplausos. Formatura em grande estilo.

Dayz Peixoto 50 Anos de Formatura - 1960 - 1-x

No final do curso, o IECG tinha por hábito fazer um quadro com fotos de todos os alunos e professores.  A foto do quadro, turma 58-60,  está aqui parcelada para melhor visualização.

Foi um tempo especial. Nosso sentimento de juventude se equilibrava entre a alegria da busca do conhecimento, e o exercício sincero de cidadania. Estávamos em plena Democracia.

ERAM DUAS CLASSES

Para entrar na ‚ÄúEscola Normal‚ÄĚ, como ainda se falava,¬† havia o exame de sele√ß√£o no final do ano, e era bastante rigoroso.

Minha classe era em sua grande maioria, formada por ex-alunas do Colégio Culto à Ciência e  de outras escolas de Campinas. A outra classe, ao que parecia, era formada por alunas que vinham do curso ginasial da própria Escola.

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A partir daqui as formandas e formandos; note que todos com um semblante alegre de orgulho pelo feito conquistado.

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VISTA DO PR√ČDIO¬† – INSTITUTO DE EDUCA√á√ÉO CARLOS GOMES

Reproduzo aqui para facilitar a visualização o exterior, na fotografia abaixo.

 O Instituto de Educação Carlos Gomes, 1958

Instituto_de_Educacao_Carlos_Gomes__1_-_1958

Por se tratar de uma fotografia do estabelecimento de ensino referente ao per√≠odo a que me refiro (1958/1960) elaboro sobre ela algumas reflex√Ķes. Como segue abaixo.

Realmente, nos anos 50,  o  Instituto de Educação Carlos Gomes, não precisava de cercas e nem muros. Não existia violência ou interferências externas para justificar esse procedimento. 

A foto tirada da esquina do antigo Cine Voga, nos possibilita a apreciação de seu entorno paisagístico. Era um paisagismo limpo, nada ofuscando a beleza e grandeza do prédio.

Distinguimos duas grandes áreas de entorno.  Ao lado esquerda do prédio, estava uma parte da Praça Carlos Gomes. E à direita, lado da Rua Benjamim Constant,  o grande terreno baldio, onde se destacavam os jequitibás e  uma grande tamarindeira, da qual podíamos saborear os deliciosos tamarindos. Nesse terreno, foi construída anos mais tarde, a nova sede da Prefeitura Municipal de Campinas.

√Č bom lembrar que¬† nesse per√≠odo houve o cen√°rio festivo do futebol brasileiro. No primeiro ano do curso,¬† enquanto faz√≠amos provas na sala de aula, o Brasil jogava na Su√©cia, pelo t√≠tulo da Copa de 1958. Era imposs√≠vel saber se o suor das m√£os era por preocupa√ß√£o com as provas na classe,¬† ou¬† pelo resultado do jogo! De alguma forma os fogos amenizavam a ansiedade.

BREVE DESCRI√á√ÉO DA CIDADE NO PER√ćODO AQUI RETRATADO

Al√©m do cinema,¬† teatro e¬† bailes, havia as atividades culturais do CCLA ‚Äď Centro de Ci√™ncias, Letras e Artes – com palestras, cursos, concertos, cinema,¬† teatro. E ainda muitas outras formas de de entretenimento e participa√ß√£o.¬† Foi nessa √©poca de 1958 ‚Äď que os artistas contempor√Ęneos de Campinas criaram o Grupo Vanguarda, implantando uma nova est√©tica nas artes pl√°sticas da cidade. E era tamb√©m, no CCLA,¬† que o TEC (Teatro do Estudante de Campinas) realizava suas experimenta√ß√Ķes na arte c√™nica. A Galeria de Arte Aremar, localizada dentro da empresa Aremar Viagens e Turismo, √† Rua Gen. Os√≥rio,¬† colocava na vitrine as novas propostas art√≠sticas em artes pl√°sticas.

A  UCC РUniversidade Católica de Campinas, à Rua Marechal Deodoro, 1099, com suas Faculdades de  Direito, Odontologia, Filosofia, Economia, entre outras,  formavam as novas safras de Professores secundaristas, Advogados,  Dentistas, Economistas.

Igreja_do_Rosario_-_Demolicao_-_1956_-_Colecao_V8_-_CMU

Demolição da Igreja do Rosário. Foto do Centro de Memória da UNICAMP.

Bem, nos anos de 1950, Campinas passava por muitas¬† transforma√ß√Ķes. Suas fei√ß√Ķes centrais eram desfiguradas.¬† A grande v√≠tima da d√©cada foi sem d√ļvida a Igreja do Ros√°rio. Com sua demoli√ß√£o, confirmava-se¬† um certo destino tr√°gico na hist√≥ria da cidade: as demoli√ß√Ķes de¬† seus √≠cones¬† arquitet√īnicos, paisag√≠sticos e hist√≥ricos. Os espa√ßos vazios deixados pelas demoli√ß√Ķes ficaram como lacunas na identidade campineira.

A grande v√≠tima, 10 anos depois, em 1966, foi o Teatro Municipal Carlos Gomes. Sua demoli√ß√£o nunca justificada,¬† ganhou o sentido de nova trag√©dia na cultura campineira, a mais lembrada. E outras demoli√ß√Ķes¬† viriam, como o Solar dos Alves, na Av. Francisco Glic√©rio, esquina de Rua¬†Barreto Leme, entre outras edifica√ß√Ķes, que deram lugar a¬† pr√©dios de v√°rios andares.

Av Fco Glicerio vista do Solar dos Alves_casarao a esquerda Fot Quirino Mariano Peixoto

Vista da Av. Francisco Glicério, vendo-se à esquerda do espectador, o Solar dos Alves, demolido nos anos 60. Foto de 1959, arquivo pessoal de Dayz Peixoto.

No final da d√©cada de 50, iniciou-se a¬† verticaliza√ß√£o desenfreada na paisagem urbana central. Era um pr√©dio novo que surgia, um ap√≥s outro, e de repente, v√°rios aos mesmo tempo. Campinas foi tomada por uma febre de constru√ß√£o de pr√©dios. Em 1966, o document√°rio ‚ÄúUm Pedreiro‚ÄĚ, que dirigi para o Cine-Clube Universit√°rio, mostra esse aspecto da cidade.

Se em 1956, era poss√≠vel, do alto da Av. Andrade Neves,¬† contar o n√ļmero de novos pr√©dios que surgiam, nos anos seguintes, a quantidade de pr√©dios havia aumentado, e cont√°-los tornava-se imposs√≠vel, porque uns cobriam os outros.

A regi√£o da Torre do Castelo, que foi o primeiro lugar de Campinas que conheci (1956),¬† um bairro novo, ainda¬† praticamente sem constru√ß√Ķes, e as ruas, de terra. Na esquina da Rua Oliveira Cardoso, esquina com o bal√£o da Torre do Castelo, ficava o ponto final do bonde 10.

Das janelas da Torre do Castelo as fotografias, acima (de 1956) e abaixo (de 1960) mostram as transforma√ß√Ķes. S√£o fotos de meu arquivo pessoal e do fot√≥grafo amador, meu irm√£o, Quirino Mariano Peixoto.

Na primeira foto, a casa da esquina da Av. Andrade Neves com Rua Orlando Carpino não havia sido construída. Ela vai aparecer na foto de 1960.

Campinas 1956 - Fot Quirino Mariano Peixoto

Campinas 1960 - Fot Quirino Mariano Peixoto

CAMPINAS EM¬†PRETO E BRANCO (“pb”)

Campinas sempre foi prof√≠cua em suas atividades fotogr√°ficas. √Č bom lembrar que¬† aqui foram realizadas as primeiras experi√™ncias de descoberta¬† da fotografia, em 1832, por H√©rcules Florence.

Nos anos 50, a foto ‚Äúpb‚ÄĚ fazia parte do glamour campineiro. O Foto-Cine-Clube de Campinas, no CCLA, se encarregava de estimular a cria√ß√£o de novas experi√™ncias no processo de cria√ß√£o, enquanto profissionais e amadores realizavam suas fotos, sendo que muitas delas podem ser consideras hoje, como importantes¬†registros da hist√≥ria de Campinas.¬†

√Čpoca da fotografia ‚Äúpb‚Ä̬† ‚Äď Os fot√≥grafos em a√ß√£o,¬† abaixo;¬†Campinas 1960, Largo do Ros√°rio. Formatura NPOR; foto do meu acervo pessoal, encerrando a mem√≥ria afetiva, com o abra√ßo de minha m√£e e meu irm√£o, Quirino, formando da turma. E, finalmente, algumas fotos do encontro da turma, em 1995.

fotografos_1960

Dayz autografando seu livro

Dayz Peixoto autografando um de seus livros em 2008

Aproveitando para homenagear Dayz Peixoto, coloco aqui alguns dados sobre a mesma.

Veio para Campinas, com a família, em 1956; morava em Ribeirão Preto. Completou o curso ginasial no Colégio Culto à Ciência em 1957. Em seguida, estudou no Instituto de Educação Carlos Gomes, conforme relato acima. De 1960 a 1964, cursou Filosofia na Universidade Católica de Campinas.

De 1959 a 1987,  trabalhou na Prefeitura Municipal de Campinas.   De 1973-78,  integrou-se à equipe que implantou o Ensino de Primeiro Grau na rede municipal de ensino de Campinas.

A partir de 1978 foi destacada para participar da implantação do Museu da Imagem e do Som, órgão da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Campinas. No MIS permaneceu por mais de 9 anos, como coordenadora, quando se aposentou.

De 1992 a 1998, dedicou-se ao Centro de Ci√™ncias, Letras e Artes (CCLA), tendo sido sua presidente por duas gest√Ķes.

Considera que sua¬† forma√ß√£o de educadora sempre influiu em suas a√ß√Ķes, no plano da cria√ß√£o est√©tica ou de gest√£o cultural.¬†¬†

Assim é Dayz Peixoto Fonseca.

 

28

dez

Curiosidades: Lei de Criação da UNICAMP

Neste 28 de dezembro faço a homenagem.
 
No documento abaixo a íntegra da lei que criou a UNICAMP; sendo assim o começo de tudo, desta que é hoje uma potência no setor de ensino e pesquisa.
 
Apesar de n√£o nada a haver com o assunto; tal documento passou pelas m√£os do professor Annibal Freitas; pode-se ver a assinatura dele na capa.
 
Caso queira ver com um pouco de detalhes; acesse:

 UNICAMP - Lei de criacao em 28-12-1962 1-7

UNICAMP - Lei de criacao em 28-12-1962 2-7

UNICAMP - Lei de criacao em 28-12-1962 3-7

UNICAMP - Lei de criacao em 28-12-1962 4-7

UNICAMP - Lei de criacao em 28-12-1962 5-7

UNICAMP - Lei de criacao em 28-12-1962 6-7

UNICAMP - Lei de criacao em 28-12-1962 7-7

27

dez

Curiosidades: Jornal Estudantil (do Colégio Culto à Ciência) de Dezembro de 1951

Aos saudosistas de plant√£o e principalmente √†queles que estudaram no “Col√©gio Culto √† Ci√™ncia”, como eu; segue abaixo uma publica√ß√£o de dezembro de 1951; ou seja a exatos 59 anos passados.

Caso queira ler com mais detalhes; acesse:

http://pro-memoria-de-campinas-sp.blogspot.com/2010/12/curiosidades-jornal-estudantil-do.html

Culto a Ciencia - Jornal Dezembro de 1951 1-8

Culto a Ciencia - Jornal Dezembro de 1951 2-8

Culto a Ciencia - Jornal Dezembro de 1951 3-8

Culto a Ciencia - Jornal Dezembro de 1951 4-8

Culto a Ciencia - Jornal Dezembro de 1951 5-8

Culto a Ciencia - Jornal Dezembro de 1951 6-8

Culto a Ciencia - Jornal Dezembro de 1951 7-8

Culto a Ciencia - Jornal Dezembro de 1951 8-8