junho, 2009

30

jun

História Agradece: Nas placas das ruas, uma lição de história

Matéria dos profs. Odilon Nogueira de Matos e Maria Lúcia de Souza Rangel Ricci, extraído do livro “Um pouco da história de Campinas”, publicado sob o patrocínio da PUC Campinas em 1985.

Uma matéria deste porte não pode ficar “esquecida” em algum lugar; perdida no tempo.

Uma verdadeira lição de história.




29

jun

Personagem: Regente Feijó

A matéria abaixo foi retirada do livro de 1983 do grande historiador de Campinas, Edmo Goulart.


Veja abaixo o evento que este personagem teve grande participação.

Abaixo fotos do livro Retratos da Velha Campinas, publicado em 1951, de outro grande historiador e campineiro, José de Castro Mendes.

As fotos mostram detalhes da casa onde morou Padre Diogo Antônio Feijó, antiga rua da Matriz Nova, hoje rua Regente Feijó e que ficava no número 1842.

28

jun

Memória Fotográfica: Teatros Municipais

Como bom amante da história de minha cidade; estava eu “viajando” pelas fotos antigas e deparei-me com uma foto que considero inusitada. Isto pelo fotógrafo ter flagrado a construção do teatro. Detalhe que pode ser visto na segunda foto.

Agora o que mais me chama a atenção é de como estas fotos foram sacadas; isto pelas datas das fotos (década de 1910, 1920 e 1930).

A história dos dois teatros que existiram atrás da igreja catedral metropolitana. Tem-se: O primeiro foi o Teatro São Carlos inaugurado em 1850 e demolido em 1922. Depois o Teatro Municipal, inaugurado em 1930; recebendo a denominação de Teatro Municipal Carlos Gomes em 1959, igualmente demolido em 1965.

Atrás, em seu lado direito, da cúpula da catedral vê-se parte do teatro.

Abaixo a foto que deu origem a pesquisa aqui apresentada. Pelos fatos históricos, os veículos que se vê nas ruas, deduz-se que esta seja entre 1922 e 1930.


A foto abaixo é original de um livro, de minha biblioteca particular, publicado em 1916. Aqui pode-se ver ao lado esquerdo do espectador uma pequena parte do Teatro São Carlos.

27

jun

Efeméride: Alcides Ladislau Acosta – Aniversário de Nascimento

O homenageado em foto de 26 de junho de 2009, em evento da ABAL

Nasceu em Ponta Porã, MS, em 27 de junho de 1943, filho de Francisco Acosta e de Catalina Deolinda Rojas. Seu pai era radiotelegrafista da Comissão Brasileira Demarcadora de Limites, autarquia criada no Ministério das Relações Exteriores para realizar a demarcação de fronteiras do Brasil com os países limítrofes. Alcides tem uma irmã cirurgiã-dentista, Marilda Sheila Acosta, e um irmão, Luis Wagner Acosta, analista de sistemas, todos graduados na Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Na PUC-Campinas Alcides cursou Direito, bacharelando-se em 1968, e também, Relações Públicas, concluído em 1983.

Tendo residido na cidade de Corumbá, MS, dos 4 anos até os 18 anos de idade, quando terminou o curso Científico no Colégio Estadual Maria Leite, Alcides decidiu continuar seus estudos em Campinas, SP, onde chegou em 6 de janeiro de 1963, uma manhã de céu azul e ensolarada, inscrevendo-se a seguir nos vestibulares da PUC-Campinas. Em vista de seu reconhecido pendor para as letras, uma vez que havia em Corumbá trabalhado como redator, locutor e repórter na Rádio Clube local, emissora de ondas médias, escolheu o curso de Letras Neolatinas, da antiga Faculdade de Filosofia da Universidade Católica, na época tendo na reitoria o fundador, Monsenhor Emílio José Salim.

Ainda em seu tempo de universitário, Alcides Acosta trabalhou como locutor da Rádio Cultura de Campinas, nas organizações Irmãos Pedroso. E, em seguida, como redator e repórter do Correio Popular, onde ingressou em 1965. Permaneceu no Correio Popular até o final de 1969. Muitas matérias assinadas por Alcides mereceram o reconhecimento, especialmente na Câmara Municipal de Campinas, onde algumas obtiveram indicação do vereador Romeu Santini para constarem dos Anais do nosso Legislativo. Uma delas foi publicada no último dia em que os bondes circularam em Campinas, intitulada “Os Bondes Estão Chegando ao Final da Linha”. Realizou a cobertura jornalística das passeatas estudantis na Avenida Francisco Glicério, em 1967, na manifestação contra o AI-5 do governo de exceção da época; cobriu a visita da Rainha Elizabeth II, ao Instituto Agronômico de Campinas; e a visita a Campinas do Presidente Eduardo Frei, do Chile, a quem entrevistou no embarque no Aeroporto de Viracopos; entrevistou o ex-governador da Guanabara, Carlos Lacerda, o Professor de Física, Cesar Lattes, que chegava a Campinas para lecionar na UNICAMP, e o Reitor Zeferino Vaz. Realizou reportagens no lançamento das pedras fundamentais da Refinaria do Planalto, em Paulínia, e da UNICAMP, em Barão Geraldo, entre outras centenas de acontecimentos da cidade, entre 1965 e 1969, inclusive a implantação em 1966 do Centro Cultural Brasil-Estados Unidos, CCBEU, segunda escola de Inglês a funcionar em Campinas, onde chegou a integrar o Conselho Deliberativo da instituição, presidido pelo Dr. Maurício Lencastre. Anteriormente, existia somente a escola FISK e professores particulares dedicados ao ensino do Inglês.

Em 1972 foi convidado a integrar o corpo docente da nascente Faculdade de Jornalismo da Universidade Católica de Campinas, permanecendo até 1986 como professor titular das disciplinas Técnica de Jornais e Períodicos, Revisão e Diagramação e, ainda, de Jornalismo Empresarial.

Tendo iniciado sua vida profissional como radialista, na Rádio Clube de Corumbá, ZYX-29, aos 17 anos de idade, Alcides Acosta desenvolveu habilidades como comunicador social. No âmbito empresarial, integrou os departamentos de Comunicação de empresas internacionais, com subsidiárias em Campinas, como Equipamentos Clark Ltda. (hoje, Eaton), em Valinhos; 3M do Brasil, em Sumaré; Bendix, em Campinas; Compaq e Motorola Industrial, em Jaguariúna. A partir de 1993 passou a atuar na área de Segurança Patrimonial, integrada a Recursos Humanos. Nessa atividade, aperfeiçoou-se em treinamentos e cursos que freqüentou em Chicago, Illinois; Austin, Texas; em Miami e Fort Lauderdale, na Florida. Ministrou cursos de Gerenciamento de Crise na Argentina (Buenos Aires e Córdoba), e em Santiago, no Chile, bem como em congressos realizados em S. Paulo, na COBRASE, e na FIESP. Foi secretario executivo e presidente da OSAC – Overseas Security Advisory Council, do Consulado dos Estados Unidos em S. Paulo, bem como um dos fundadores e presidente por quatro anos da TAPA Brasil, Transported Asset Protection Association. Coordenou o Programa de Proteção Industrial do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, em Campinas. Foi palestrante, sobre temas de Segurança Patrimonial em eventos realizados em S. Paulo pela ASIS – American Society for Industrial Security. Esteve sempre envolvido em ações em favor da comunidade nas empresas em que atuou, tendo colaborado com a FEAC, Centro Corsini e outras entidades.

O sonho que Alcides trouxe de seus tempos de estudante do Ginásio Salesiano de Santa Tereza, onde através do Padre Ernesto Sassida descobriu seus pendores para o canto lírico, foi estudar técnica vocal, ou como se dizia na época, educar a voz. Procurou uma escola de canto e encontrou a saudosa mestra, Tiana Amarante, que dava aulas em sua residência na Rua Boaventura do Amaral. Estudou sob a orientação da Professora Tiana durante muitos anos, lapidando sua técnica no registro de tenor, até o falecimento da grande artista em 1983.

Nos anos 70 figurou em recitais em Campinas, Valinhos e Jundiaí, onde sob a regência do maestro Mario Comandulli, com solistas locais e o Coral Pio X, participou em cortinas líricas das óperas “Aida” e “Il Trovatore”, de Giuseppe Verdi, oratórios e concertos.

Após sua formação técnica na escola de Tiana Amarante, teve outros professores como o barítono Rio Novello, o soprano Neyde Thomas, o soprano Suzel Cabral e o contralto Gledys Pierri. Estudou música com o saudoso Maestro Luis di Tullio e no Conservatório Musical Dr. Gomes Cardim, onde graduou-se na modalidade Canto Lírico. Cantou as óperas La Traviata (Verdi), Lucia di Lammermoor (Donizetti), A Noite do Castelo e o oratório Colombo, (de Carlos Gomes), sob regência dos maestros Mário Comandulli, Diogo Pacheco, Armando Belardi, Benito Juarez e Franco Mannino, nas temporadas do Teatro Municipal de S. Paulo, no Teatro Polyteama, de Jundiaí, e no Centro de Convivência Cultural, em Campinas. Apresentou-se com elenco da ABAL no Bob Carr Auditorium, em Orlando, na Florida, na comemoração dos 500 anos do Descobrimento da América, em 1992, cantando “Colombo”, de Carlos Gomes.

Alcides Acosta é o fundador e presidente da Associação Brasileira Carlos Gomes de Artistas Líricos, ABAL; entidade há 27 anos atuante como divulgadora da obra de Carlos Gomes em Campinas e Região. Devido ao seu contato com a obra de Antonio Carlos Gomes desde 1970, escreveu artigos e proferiu palestras e discursos em comemorações ao Maestro Carlos Gomes, em Campinas e Jundiaí.

Foi agraciado com diplomas de “Amigo do 8º. BPI”, da Polícia Militar de Campinas; de “Colaborador Emérito do Exército”, pela Escola de Cadetes do Exército de Campinas, e ainda, do Centro de Ciências, Letras e Artes e do Rotary Clube Carlos Gomes. Recebeu a Medalha Carlos Gomes, outorgada pela Câmara Municipal de Campinas.

Abaixo
, de minha hemeroteca particular, partes do folheto da ópera “A Noite do Castelo” de 1977.


26

jun

Memória Fotográfica: Estação da Paulista em 1963

Foto publicada na imprensa, jornal Correio Popular de 03 de novembro de 1963. O fotógrafo estava posicionado na rua 13 de Maio. Veja os detalhes e mate a saudade.