março, 2007

31

mar

Memória Fotográfica: 1939 – Rua Conceição

Fotografia tirada a partir da Catedral de Campinas, veja ao fundo que pouco existia do que existe hoje.

27

mar

Curiosidades: 1935 – Escola Normal – Convite de Formaturas

Acima uma foto de um convite para formatura de 1935.

27

mar

Memória Fotográfica: 1903 – Rua 13 de maio

Rua 13 de maio engalanada para receber o grande Santos Dumont em sua visita a Campinas.

25

mar

Personagem: Odila Egídio de Souza Santos Camargo e Lafayette Álvaro de Souza Camargo

Lafayette Álvaro de Souza Camargo, nasceu em 01 de novembro de 1887, filho de Antônio Álvaro de Souza Camargo e Olympia Lapa de Souza Camargo que eram cafeicultores. Lafayette casou-se com Odila Egídio de Souza Santos Camargo, também filha de cafeicultores, e os dois moraram juntos por algum tempo na Usina Ester, em Cosmópolis. Ele era gerente da usina, e dona Odila dava aulas na escola rural. Após deixar a Usina, Lafayette passou a se dedicar integralmente a suas propriedades em Campinas, O casal, que não teve filhos.

Foi prefeito de Campinas eleito pelo Estado Novo entre 22 de julho de 1941 a 04 de novembro de 1941. Durante esse período, sensibilizou e passou a preocupar-se com a proliferação de cortiços na região central de Campinas. Desde 1940, o casal destacava-se nos meios de assistência social, dentre a filantropia campineira, pela preocupação com o futuro das crianças pobres.

Em contato com o amigo Estanislau Ferreira de Camargo, rico fazendeiro na região de Lins, auxiliou na construção de uma vila operária no Cambuí, entre a rua dos Alecrins e a avenida José de Sousa Campos. É a Vila Estanislau, cujas casas foram adquiridas pelos moradores, pelo empenho de Lafayette em obter empréstimo junto ao banco local. Em sua Fazenda Vila Brandina, Lafayette trocou o plantio de café pela produção de leite tipo A.

Parte dessa renda era destinada a crianças de famílias pobres. Em 1958, criou a Fundação “Odila e Lafayette Álvaro” destinada a dar assistência social aos pobres. A fundação tinha quinze conselheiros, mas ela somente começaria a funcionar depois que o último membro do casal falecesse, porque o patrimônio da Fundação, que estava reservado, era uma fazenda onde vivia o casal, que se chamava Fazenda Vila Brandina.

Nessa fazenda, Lafayette que era um engenheiro agrônomo, foi um dos introdutores do gado holandês, preto e branco. E, com esse gado de alto nível, muito selecionado, ele tinha uma granja e uma pecuária que produzia leite tipo A. Sua preocupação era de fornecer esse leite para as crianças. A fazenda era assim, no início a fazenda de café, depois se transformou em granja, e, depois começou a criar cavalos de puro sangue inglês, cavalos de corrida, era apaixonado pelo Jóquei. Em 1964 realizou a junção de sua fundação com a FEAC, tornando-se a Fundação FEAC. Lafayette faleceu em 12 de setembro de 1967.

A ORIGEM DA ANTIGA FAZENDA VILA BRANDINA

Fundado em 1806 pelo tenente-coronel Joaquim Aranha Barreto de Camargo o Engenho Fazenda Mato Dentro passou, em 1820, à propriedade de sua filha Maria Luzia (futura Viscondessa de Campinas) e de seu genro e sobrinho, Francisco Egídio de Souza Aranha. Tinha o engenho, nessa época 1515 alqueires de terras que foram, posteriormente, divididas pela viscondessa entre suas duas filhas: Maria Brandina e Petronilia Egídio de Souza Aranha.

Maria Brandina, casada em 1838 com Álvaro Xavier da Silva Camargo, funda então, a Fazenda Mato Dentro de Baixo. Em 1885, viúva, Maria Brandina de Souza Aranha, tornou-se única proprietária da fazenda que dispunha de 230 mil pés de café, máquina de benefício à água e terreiros atijolados.

Em 1900, Maria Brandina faleceu deixando as terras para seus dois filhos Cândido Álvaro de Souza Camargo e Antonio Álvaro de Souza Camargo, produzindo 9 mil arrobas de café. Em 1914 a fazenda, agora com o nome de Fazenda Vila Brandina, passa a pertencer exclusivamente a Antonio Álvaro que, ao falecer, deixa para seus filhos.
Um dos filhos, Lafayete Álvaro de Souza Camargo, então prefeito de Campinas, compra a parte dos seus irmãos e se torna único proprietário ao lado de sua esposa Odila Egídio de Souza Aranha.
Petronilha Egídio de Souza Aranha, casada com Francisco Inácio do Amaral, em 1849, funda a Fazenda Lapa, cultivando café. Falecidos, ele em 1868 com 47 anos de idade e ela em 1869, deixam a fazenda para suas filhas Olímpia, casada com Antonio Álvaro de Souza Camargo e Leonor, casada com Elisário Penteado.
Em 1900, com 238 mil pés de café e produzindo 8 mil arrobas, a fazenda passa a ser propriedade exclusiva de Antonio Álvaro, posteriormente herdada por sua filha Judite, casada com Celso Egídio de Souza Santos (irmão de Odila Egídio de Souza Aranha, que viria a se casar com Lafayette Álvaro de Souza Camargo, irmão de Judite).
Fato interessante é que o casal Maria Luzia Aranha e Cel. Francisco Egidio de Souza Aranha eram bisavós tanto de Lafayette como de Odila. Maria Luzia e Francisco foram pais de Petronilha Egidio de Souza Aranha, a Viscondessa de Campinas, que era avó de Lafayette. Eram também pais de Martim Egidio de Souza Aranha, avô de Odila.
A fazenda que pertenceu à Judite, após a morte do pai, Cel. Antonio Álvaro, se chamava Fazenda Lapa, até meados da década de 1920. A sede da Lapa é onde hoje se encontra o casarão sede do clube sócio esportivo Sociedade Hípica de Campinas. Vila Brandina foi o nome dado por Lafayette à uma gleba remanescente da Lapa, após a venda da mesma pelo casal Celso e Judite. Era o único filho do casal Antonio Alvaro e Olimpia Lapa com condições de adquirir parte das terras.


Odila e Lafayette já idosos.

Nas terras da Fazenda Vila Brandina encontra-se construído o primeiro shopping de Campinas, o Iguatemi.
Agradeço aqui; informações passadas por Carlos Francisco de Paula Neto, neto materno de Judite Álvaro de Souza Santos (Camargo) e de Celso Egidio de Souza Santos.

25

mar

Memória Fotográfica: 1919 – Av. Andrade Neves