dezembro, 2006

31

dez

Memória Fotográfica: 1898 – Rua 13 de Maio

Bela vista da rua 13 de Maio, vendo-se ao lado esquerdo do espectador, o arvoredo que existia em frente a Matriz da Catedral.

30

dez

Curiosidades: Meados do s̩culo XIX РAntigas Casas Comerciais

Raphael Duarte, saudoso historiador e conterrâneo deixou registrado sobre os comerciantes que há muito abriram suas casas de negócios em Campinas. Tais registros estão em seu livro “Campinas de outr’ora”, editado em São Paulo, pela typographia Andrade & Mello em 1905.


Nesta preciosa obra, de minha biblioteca particular, conta sua história vivida pelo antes e pós meados de 1850 e faz homenagem à seus pais: Joaquim Carlos Duarte e Anna Francisca de Andrade Duarte; seus padrinhos Barão e Baronesa de Atibaia; e ainda a seu sogro Custódio Manoel Alves.


Seguem tais registros retirados diretamente da obra e ainda inspirado em artigo de 1968 de outro saudoso campineiro e historiador; José de Castro Mendes:

“Grande foi o número de campineiros que tiveram lugar saliente entre os negociantes dos bons tempos, mas, impõe-se-me a imparcialidade de declarar, que, com justiça cabe ao português a primazia neste ramo de atividade.

Para não falar em muitas, o que ocuparia um tempo longo, vou consignar o nome de algumas casas dentre as mais importantes que em Campinas houve.

Assim foi que em 1840, se estabeleceram em sociedade Manoel Roso e Manoel Cordeiro, cuja firma se dissolveu em 1852, ficando com o estabelecimento sob a firma de Roso & Santos, o coronel Joaquim Quirino dos Santos Junior e Manoel de Araujo Roso, abrindo nova casa corm o mesmo ramo de comércio o ex-sócio Manoel Cardoso.

E primeira farmácia que tivemos foi em 1842 do glorioso botânico Joaquim Corrêa de Mello, seu Joaquimzinho (sic) da Botica; como o povo o denominava. Em 1846, estabeleceu-se a segunda farmácia, de Jorge Krug (este irmão de Carolina Florence e cunhado de Hércules Florence).

Entre os anos de 1850 e 1860, abriu a sua loja de fazendas e armarinho, o seu Polydoro, Antonio Francisco do Amaral Gurgel. Em 1853, entre outros, estabeleceram-se José Rodrigues Ferraz do Amaral, e Antonio Joaquim Gomes Tojal; em 1854 o capitão Antonio Quirino dos Santos, sendo todos estes estabelecimentos de secos e molhados, em grosso e a retalho, bem como de ferragens.

Em 1856, foram criadas muitas lojas de fazendas, finas e grossas, e tambem de armarinhos, tais como as do Polycarpo Alves Cruz, ao depois do caixeiro Agostinho de Magalhães, de Campos Junior, Irmão & Cia., de Joaquim Antonio Hodrigues, Antonio Ferreira Cezario, Manoel J. Lopes dos Santos e muitas outras. Em 1857 as de Joaquim Gabriel de Castro, Joaquim Antonio Batista e Costa, José Delmont, Francisco de Assis MeIlo, Antonio de Abreu Sampaio; as de Fidelis Machado, Joaquim Theodoro Alves os santistas Ragio & Irmão. As de Francisco Gonçalves Ferreira Novo e João Nobrega (João do Piques) já existiam em data anterior a 1857.

As de Antonio Francisco de Amaral Gurgel e João Fortunato Ramos dos Santos foram das mais antigas. Tivemos também a Loja Monstro, dos srs. Pompeu Pacheco & Comp., assim chamada por terem os sócios formado capital de 12 contos de réis que, para aquele tempo, se considerava um grande capital! Acresce que o sortimento ainda foi muito maior ao correspondente em fundos, onde o aperto dos sócios que traspassaram a loja ao capitão Joaquim Correia Dias (o Alferinhos), o qual se manteve por muitos anos.

As maiores casas havidas por esse tempo, eram as de Raggio & Irmão – Roso & Santos – Francisco G. F. Novo — Almeidinha – Joaquim Teodoro Alves – Antonio de Abreu Sampaio, a de ferragens de José Artegas e a do Maneco Pelote.

Em 1865, a Loja do Sol – o Sol nasce para todos (prédio que existia à rua Dr. Quirino) de Manoel J. Pereira Villares – as de João Alves, Joaquim P. de Oliveira Nunes – o armazém do Pingurra (Antonio Monteiro de Carvalho e Silva), Duarte Rezende, Pedro Kyel, Luiz Pupo de Moraes, e assim outras em Santa Cruz, como as do Zimbres, a Loja do Boi. Lembro-me mais da loja de Aranha Irmão & Comp., bem como do armazém do Ladeira e a loja do Domingos Roso, que são de muito mais remota criações”.

29

dez

Personagem: Barão de Itapura

Nascido em 1809 em Ponta Grossa, então comarca de Curitiba, pertencente à Província de São Paulo, Joaquim Polycarpo Aranha transferiu-se para a Villa de São Carlos, antigo nome de Campinas, ainda muito jovem.

Foi proprietário da Fazenda Chapadão, nos arredores de Campinas, foi um dos grandes plantadores de café; elegeu-se vereador em 1845-1848 pelo Partido Liberal.

Casou-se com sua prima de segundo grau, Libânia de Souza Aranha (falecida em 1921) e tiveram seis filhos, além de um incontável número de órfãos e viúvas desamparadas que eram acolhidos pela baronesa em seu palacete.

Membro da Guarda Nacional, tinha a patente de Capitão da entidade. Com relevantes serviços prestados à sociedade campineira, o Governo Imperial condecorou-o como Comendador da Imperial Ordem da Rosa e concedeu-lhe o título de Barão de Itapura em 1883.

Seu solar por sinal é onde funciona hoje a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCC – Central).

O fato de Campinas possuir, em fins do século XIX, canalização de água e esgotos animou o Barão de Itapura a construir seu solar. Um arquiteto italiano foi contratado e, três anos depois (1883), a casa foi inaugurada à rua do Imperador 28 (atual Marechal Deodoro, 1099). O casarão é uma expressão fiel da arquitetura do fim do Império, de composição clássica, muito espaçoso (227 cômodos) e imponente, com suas janelas em semicírculos no andar inferior.

Foto acima, de 1990, do solar do Barão de Itapura.

Faleceu em 06/01/1902, com 93 anos.

Homenagem: é nome da avenida que começa no bairro Botafogo e termina no bairro Guanabara; tendo sido denominada em 28/02/1887.

28

dez

Notícias de …: 1900

Na publicação “A Cidade de Campinas em 1900”, de Leopoldo Amaral (org.), informa-se que os antigos cemitérios (4) de Campinas, junto à estação da estrada de ferro, foram fechados em 1881, quando foi criado o cemitério do Fundão (Cemitério da Saudade), a 3 km da cidade, mantido pela municipalidade. Esse cemitério, em 1899, possuía ricos mausoléus, entre eles o da família Ferreira Penteado, onde encontrava-se, provisoriamente, o cadáver embalsamado do maestro Carlos Gomes.

27

dez

Notícias de …: 1870

Conforme noticiado no Almanak de Campinas para 1871. Em 1870, os quatro cemitérios existentes em Campinas eram: Cemitério Municipal, Cemitério do Santíssimo Sacramento, a cargo da irmandade de mesmo nome, Cemitério das Almas, a cargo da Irmandade das Almas, e o Cemitério dos Protestantes, administrado pela Sociedade Alemã de Instrução e Leitura. Em relação às igrejas, na freguesia da Conceição havia três: Matriz Nova e São Benedito, em construção, e Rosário, servindo de sede da paróquia; na freguesia de Santa Cruz havia duas igrejas: Matriz Velha (sede da paróquia) e Santa Cruz, por concluir; em 1870, também havia na cidade uma Igreja Protestante, cujos pastores evangélicos eram G. Nash Morton e Edward Lane.