novembro, 2006

29

nov

Memória Fotográfica: 1903 – Desfile Cívico


Em 1903; concentração de alunos durante desfile cívico. À direita vê-se o edifício da Escola Complementar.

28

nov

Monumento: Fábrica Lindgerwood

O prédio da Lindgerwood foi construido em 1868 para abrigar uma fábrica de equipamentos de beneficiamento de café, arroz, milho, açúcar e algodão.

A empresa atuou como um pólo de atração no crescimento urbano de Campinas. Instalada ao lado da Estação Ferroviária, ela transformou a rua São José (atual 13 de Maio) na principal via de ligação entre o centro da cidade e a estação. Com 150 trabalhadores, um número considerável final do século passado – e três motores a vapor de 60 cavalos, a indústria tornou-se “um gigante no ramo”, como diziam os almanaques da época. Atualmente o prédio abriga o Museu da Cidade e foi tombado em 1987.

27

nov

Personagem: Guilherme de Almeida

Guilherme de Andrade Almeida, Nasceu em Campinas SP, a 24 de junho de 1890 e faleceu em São Paulo SP, a 11 de julho de 1969. Tendo como pai Estevam de Araújo Almeida, professor de Direito e juris consulto e mãe Angelina de Andrade Almeida.
Formou-se em Direito em 1912. Nos anos seguintes, conciliou o exercício da profissão de advogado com trabalhos como jornalista literário, tradutor e, principalmente, poeta. Em 1917, teve publicado seu primeiro livro, Nós; seguiriam-se A Dança das Horas (1919), Messidor (1919), Livro de Horas de Sóror Dolorosa (1920), e Era uma Vez…(1922). Participou da Semana de Arte Moderna de 1922, e foi o primeiro modernista a entrar para a Academia Brasileira de Letras, em 1930.

Em 1923, na cidade do Rio de Janeiro, casa-se com Belkiss (Baby) Barrozo do Amaral.

Em 1932, combateu na Revolução Constitucionalista, como um dos líderes, o que lhe custou a prisão e o exílio na Europa. De volta ao Brasil, continuou produzindo ensaios, traduções e poemas. Sua produção de caráter modernista concentra-se em três livros publicados em 1925: Encantamento, Meu e Raça. Posteriormente adotou uma poética mais tradicional, o que deve ter contribuído para que fosse eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros.

CRONOGRAMA

1896 РRio Claro SP РPrimeiros estudos no col̩gio da tia, Ana de Almeida Barbosa de Campos

1902 – Campinas SP – Estudos no Colégio Culto à Ciência

1907 – São Paulo SP – Formado em Ciências e Letras pelo Ginásio do Carmo

1908/1912 – São Paulo SP – Curso na Faculdade de Direito. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais

1903 РṢo Paulo SP РEstudos no Col̩gio Ṣo Bento

1904/1906 РPouso Alegre MG РEstudos no Col̩gio Diocesano Ṣo Jos̩

ATIVIDADES LITERÁRIAS/CULTURAIS

1912 РṢo Paulo SP РColaborador de O Pirralho

1914/1969 РṢo Paulo SP РRedator do jornal O Estado de S. Paulo

1916 – São Paulo SP – Publicação, em co-autoria com Oswald de Andrade, das peças teatrais em francês Mon Coeur Balance (Meu Coração Balança) e Leur Âme (Sua Alma)


1922 – Participa da Semana de Arte Moderna

Guilherme de Almeida e Oswald de Andrade.

ATIVIDADES SOCIOPOLÍTICAS

1932 – São Paulo SP – Participante da Revolução Constitucionalista, como um dos líderes; é preso e exilado

OUTRAS ATIVIDADES

1913/1923 РṢo Paulo SP РAdvogado

Está sepultado no Obelisco e Mausoléu do Soldado Constitucionalista, no Parque Ibirapuera na cidade de São Paulo.

HOMENAGENS PÓSTUMAS

1969 РṢo Paulo SP РNome de viaduto no bairro da Liberdade

1970 РṢo Paulo SP РNome de Biblioteca P̼blica no bairro da Penha

1974 – São Paulo SP – Lei no. 337, de 10 de julho, institui como letra do Hino Oficial do Estado de São Paulo o poema “Hino dos Bandeirantes”

1979 – São Paulo SP – Inauguração da Casa Guilherme de Almeida, museu biográfico ligado à Secretaria de Estado da Cultura, em sua última residência, no bairro de Perdizes

1979 РṢo Paulo SP РNome de avenida no Parque Pedroso


É nome de praça na parte central e nobre de sua cidade natal, Campinas.

Com o fardão da Academia Brasileira de Letras

Já idoso nas duas fotos abaixo.


26

nov

Curiosidades: 1889 – Sociedade Protetora dos Pobres

A Sociedade Protetora dos Pobres foi fundada pelo médico dr. Alberto Sarmento e pelo Cônego Cipião Junqueira, no inicio de “mês do terror”, justamente a 7 de abril de 1889 às 13:00h da tarde, no consistório da Matriz Nova (hoje Catedral), cuja finalidade beneficente consistia em coletar donativos para viabilizar a distribuição de gêneros alimentícios à população de poucos recursos, os quais ficariam armazenados no Coliseu, casa de espetáculos com um parque de patinação, construído em 1878, situado na esquina da rua, hoje denominadas, César Bierrembach com a avenida Irmã Serafina.

A diretoria dessa Sociedade tinha como presidente, Cônego Scipião Junqueira – vigário da Matriz Nova; como tesoureiro, Alberto Muller – Delegado de Polícia, posteriormente, falecido, vítima da febre amarela; como primeiro secretário, Padre João Batista Correa Néri, depois primeiro bispo de Campinas; e como segundo secretário, Dr Joaquim Gomes Pinto – bacharel em Direito, pertencente a uma família portuguesa de destaque na cidade.

A 14 de maio, a Sociedade Protetora dos Pobres comunicou já haver doado milhares de rações. No dia seguinte, o Cônego Scipião informou que totalizavam 2.100 as famílias cadastradas que haviam recebido os cartões, e que 35.000 rações semanais eram concedidas a 5.000 pessoas, cabendo sete rações a cada uma.

Pode-se inferir que a ação filantrópica mobilizou a sociedade campineira para angariar os recursos necessários a tão significativa distribuição. No entanto, em razão de contaminação pela febre amarela culminando com a morte de três de seus membros associados, Alberto Muller, Francisco José de Carvalho e Cipriano Rosa de Andrade, a Sociedade Protetora dos Pobres pouco durou, um mês e vinte e três dias, encerrando suas atividades em 31 de maio de 1889, e uma placa de mármore de carrara, com o nome dos beneméritos foi fixada na parede externa, ao lado da porta lateral da Catedral, na rua Treze de Maio, em reconhecimento aos serviços filantrópicos prestados na epidemia de febre amarela de 1889.

25

nov

Monumento: Palácio dos Azulejos



1878 – Ano em que foram construídas as duas residências geminadas no terreno localizado entre as ruas hoje denominadas Ferreira Penteado e Regente Feijó; uma das casas pertencia a Joaquim Ferreira Penteado e a outra, a seu genro, Antonio Carlos Pacheco e Silva.

1882 – Joaquim Ferreira Penteado recebe de D. Pedro II o título de Barão de Itatiba.

1908 – a pedido do então prefeito Orosimbo Maia, o Palácio,dos Azulejos (que levou esse nome por causa de sua decoração externa) é adaptado para sediar a Câmara Municipal, o Gabinete do Prefeito e o Tribunal do Júri.

1916 – Joaquim Ferreira Penteado (Barão de Itatiba) faz doação do edifício para o prefeito Heitor Penteado e assim passa a ser da municipalidade um ano após a fundação do conselho.

1922 – na gestão do prefeito Raphael de Andrade, que havia determinado a demolição do teatro São Carlos, é inaugura o Fórum dentro do Palácio dos Azulejos.

1956 – o prédio histórico se transforma em objeto de permuta, entre os imóveis que o então prefeito Ruy Novaes disponibilizou à .Santa Casa de Misericórdia, em troca do terreno onde hoje está localizado o Paço Municipal.


1957 – representantes da sociedade civil campineira se revoltam com a possibilidade de demolição do Palácio dos Azulejos e engrossam movimento pela preservação do prédio.

1958 – Lei Municipal autoriza a instalação de um museu histórico no Palácio dos Azulejos do prédio histórico e pedindo o desembargo da obra; o Iphan.

1959 РRuy Novaes lan̤a a Pedra Fundamental do Pa̤o Municipal, na avenida Anchieta.

1967 – O Palácio dos Azulejos é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o museu histórico.

1968 – o prefeito Ruy Novaes inaugura o Paço Municipal na avenida Anchieta; no Palácio dos Azulejos ainda permanecem os departamentos,de Obras e Viação, de Urbanismo, de Serviços Urbanos, de Aguas e Esgotos, a Secretaria Municipal.

1970 – o então prefeito Orestes Quércia tenta anular judicialmente o tombamento do prédio histórico.

1981 – o Palácio dos Azulejos é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat).

1988 – o prédio também é tombado pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc) um ano após a fundação do conselho.

1996 – na Administração Chico Amaral, o Palácio dos Azulejos passa a abrigar o Museu da Imagem e Som (MIS), a coordenadoria setorial do Patrimônio Cultural e parte do Arquivo Histórico de Campinas.