setembro, 2006

30

set

Monumento

Monumento: o termo vem do Latim “monumentu”, significando “obra de arquitetura ou escultura feita em honra de alguém cuja memória se quer perpetuar ou para comemorar algum fato notável”. Este é o verdadeiro sentido dos monumentos públicos, homenageando e perpetuando através do tempo, personalidades e fatos que, nos mais diferentes setores, trabalhararam pelo bem da comunidade ou de importância para esta. Campinas orgulha-se dos seus monumentos. São muitos e algums deles, verdadeiras obras de arte e neste espaço estaremos contando a história deles e a quem ou que se refere. E como diz nossa professora e cronista, Sra. Célia Siqueira Farjallat: “O significado de cada monumento de cada cidade é também uma lição de História”.

29

set

Personagem: Ant̫nio Carlos Gomes РO maior m̼sico campineiro

Descrevo aqui o maior orgulho da cidade de Campinas na área artística musical; o grande artista na arte lírica internacional, autor de óperas de envergadura encenadas nos grandes teatros do Velho Mundo.

1836 – Em 11 de julho, nascimento de Antônio Carlos Gomes, em Campinas na rua da Matriz Nova, 50 (hoje Rua Regente Feijó, 1251).

Acima foto do Manoel José Gomes (Manéco Músico)

Pais: Manoel José Gomes (Maneco Músico) e Fabiana Maria Jaguary Cardoso.
Padrinhos: Bento da Rocha Camargo Maria Candelária (mulher de José Custódio).
Irmãos: José Pedro Sant’Ana Gomes (Juca Músico), Manoel Gomes, Thomaz Gomes, Joaquina Gomes e Ana Gomes Funk; todos músicos.


Na foto acima de 1954, mostra o local onde nasceu Antonio Carlos Gomes (Rua Regente Feijó). Nota-se que existe uma placa dizendo do fato.

1844 – Em 26 de julho, sua mãe com 28 anos é brutalmente assassinada a facadas. Perto de sua residência, o evento aconteceu num largo cortado de jurumbevas próximo a Rua das Casinhas (hoje Rua General Osório).

….. ……………Foto de Carlos Gomes quando jovem.

1859 – Viagem ao Rio de Janeiro e ingresso no Conservatório, onde estuda composição.

Acima tem-se a partitura da 1a. obra do maestro.

1860 – Apresentação, no Rio de Janeiro, de duas cantatas de sua autoria e início de sua projeção no cenário musical.

1861 – Composição da ópera “A Noite do Castelo”, sobre argumento de Antonio José Fernandes dos Reis inspirado no poema homônimo de Antonio Feliciano de Castilho.

1863 – É levada em cena a ópera “Joana de Flandres”, com Ilbreto de Salvador de Mendonça; como pensionista do governo brasileiro segue para Milão.

1870 – Na Itália, após se tornar conhecido com as revistas musicais “Se sa minga” e “Nella luna”, estréia a 19 de março, no Teatro Scala de Milão, “Il Guarany”, cujo entrecho literário de Antonio Scaivini e Carro d’Ormeville tivera como fundamento o romance “O Guarany” de José de Alencar. Grande consagração da ópera em várias capitais européias: Moscou, Roma, Copenhague, Lisboa.


Acima foto de Adelina Peri, italiana de Bolonha, esposa do maestro.

1871 – Substitui o simples “Preludio” que havia concebido para dar início a “Il Guarany” pela “Sinfonia”, que passou à categoria de segundo hino nacional brasileiro.

1873 – Primeira apresentação, a 16 de fevereiro, no Seala de Milão, da ópera “Fosca”, com argumento de Ghisianzoni, extraído do romance “La festa delle Marie” de Luigi Capranica. Êxito relativo se o compararmos ao de “Il Guarany”.

1874 – Execução em 24 de março, no Teatro Felice de Genova, da ópera “Salvator Rosa”, com libreto de Ghisianzoni, inspirado em romance de Engenio de Mirecourt que trata da insurreição de Masaniello, em Napoles. Triunfo completo da obra, que se tornou a predileta do público italiano.

1879 – No Teatro Scala de Milão, sobe em cena, na noite de 27 de março, a ópera “Maria Tudor”, sobre entrecho literário de Em1io Praga, Zanardlni e Ferdinando Fontana, tendo por fundamento um drama de Victor Hugo. Insucesso inicial e grande êxito depois.
Homenagem ao maestro na Revista Ilustrada em 1880

1889 – Estréia no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, a 27 de setembro, da ópera “Lo Schiavo”, sobre libreto do poeta Rodolfo Paravicini, com excerto de versos de Antonio Giganti, sugerido por Visconde de Taunay. Por desavenças com o libretista, que tivera ganho de causa nos tribunais, não pode ser apresentada em premiére para o povo italiano, como desejava o compositor.

1891 – Apresentação a 21 de fevereiro, no Teatro Scala de Milão, da ópera “Condor”, depois chamada por ele mesmo de “Odaléa”, a qual teve por libretista o poeta Mario Canti. Carlos Gomes aqui se renova, iniciando um roteiro estético bem diferente do das óperas anteriores.

1892 – Execução a 12 de outubro, no Teatro Lírico do Rio de Janeiro, do oratório “Colombo”, que o próprio compositor chamou de poema vocal-sinfônico, escrito para comemorar o quarto centenário do Descobrimento da América, com argumento de Albino Falanca.

Acima; última foto do maestro em vida, poucos dias antes de falecer.


A foto acima mostra o maestro morto em seu leito de morte.

1896 – Em 16 de setembro, morre de Antônio Carlos Gomes em Belém, no Estado do Pará. E cortejo fúnebre é acompanhado por 10.000 pessoas.


Em 24 de outubro de 1896 o enterro é feito no mausoléu da família Ferreira Penteado já em Campinas.

1905 – Em 02 de julho é inaugurado o monumento e túmulo ao grande artista Antônio Carlos Gomes; monumento este que passa a ser um dos marcos da cidade.


No Centro de Ciências Letras e Artes (CCLA) existe um museu com peças pertencentes ao maestro.

Tem-se no mapa abaixo os pontos principais de homenagem ao Maestro.
…………..

28

set

Memória Fotográfica: 1903 – Estação Ferroviária

28

set

Curiosidades: 1901 – Inaugura-se o CCLA

CCLA é sigla do CENTRO DE CIÊNCIAS, LETRAS e ARTES.

A 31 de outubro de 1901 somos aquinhoados, fazendo jús, aliás, à tradição cultural de Campinas e ao berço campineiro tão fecundo, donde já saíram Carlos Gomes, Campos Salles, Francisco Glicério e tantos outros vultos, desta vez com a fundação de um Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA).

A sua frente, encontravam-se os nomes respeitáveis dos Srs. Coelho Neto e César Bierrenbach, além de outros. Baluarte de nossa grandeza e herança republicana, estamos certos que tal instituição muito veio contribuir para o desenvolvimento cultural da terra campineira. nos seus mais variados setores.

Alguns dos sonhadores aparecem na foto acima, sendo da esquerda para a direita.

Em pé: João Nogueira Ferraz, João César Bueno Bierrenbach e Souza Brito.
Sentados: Henrique de Barcelos, José de Campos Novaes, Ângelo Jachynto Simões e Carlos Edmundo Amálio da Silva.

Fundado por um grupo de cientistas, artistas e intelectuais, vinculados quase todos, na época, ao Colégio Culto à Ciência ou ao Instituto Agronômico, comprova o pioneirismo de Campinas em ideais científicos, republicanos e o amor às tradições históricas, objetivos marcantes defendidos ao longo dos anos.

Antiga sede do CCLA

A criação de uma biblioteca própria para a entidade foi uma idéia, que surgiu logo no início de sua existência, e o prestígio intelectual de seus fundadores e membros das diretorias sucessivas só fez crescer, em quantidade e qualidade o acervo, que atinge hoie mais ou menos cem mil volumes entre livros, revistas, jornais, boletins, teses, separatas, folhetos, voltados basicamente para asáreas de Literatura e Ciências Humanas.


Interior da antiga sede do CCLA

Maria Luiza Pinto de Moura, falecida em 2004, teve uma vida dedicada à memória da cidade e aos livros. Este é o melhor resumo, se é que isso é possível, da bela trajetória de Maria Luiza em nosso planeta. Em cinco décadas, ela cuidou, com carinho e enorme competência, da biblioteca do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA), uma das glórias do Brasil. Dezenas, ou talvez centenas, de teses de doutorado e mestrado foram elaboradas a partir de sua contribuição – a busca incansável das imprescindíveis fontes.

Sede atual do CCLA

Para comemorar os 100 anos de fundação do Centro de Ciências, Letras e Artes (CCLA) foi lançado em 2002 o livro Centro de Ciências, Letras e Artes – Ano 101, que contém um histórico do tempo de existência, entrevistas com personalidades e uma amostragem do acervo. O objetivo do livro é mostrar para comunidade a importância histórica e cultural da entidade para a cidade e o país. O livro teve o apoio cultural da Petrobras e foi escrito por Luiz Carlos R. Borges e Gustavo Osmar Mazzola.

O sonho; projeto da futura sede

26

set

Curiosidades: 1895 – Jardim Carlos Gomes; quem diria foi o Largo do Lixo

Acredite! O atual Jardim Carlos Gomes, até fins do século XIX, era conhecido como o Largo do Lixo, pois ali se acumulavam os detritos recolhidos das residências campineiras. A foto aqui mostra o local em 1895; vendo-se ao fundo a torre da Matriz Catedral.