O problema do álcool na adolescência

Por Dr. Lísias Castilho em 29/01/2018

Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2014, publicou dados relativos ao consumo de álcool no mundo. Nas conclusões da pesquisa, destaca-se que seu consumo excessivo causa cerca de 4% de todas as mortes por ano no mundo, cerca de 2,5 milhões. Isso é muito significativo e excede o número de mortes causadas pela AIDS e pela tuberculose. A OMS também estimou o número de alcoólatras no mundo, cerca de 76,3 milhões, em 2014.
A Sociedade Brasileira de Pediatria publicou, em 2017, um manual sobre os riscos de bebidas alcoólicas na infância e na adolescência (“Bebidas alcoólicas são PREJUDICIAIS à saúde da criança e do adolescente”). Seu extenso trabalho baseou-se em pesquisas nacionais, que revelaram um número muito alto de adolescentes tomando álcool com regularidade, especialmente em festas de final de semana, frequentemente em grande quantidade.
Há dois problemas que se destacam na questão do consumo de álcool antes dos 18 anos: o alto risco de alcoolismo futuro e o risco de lesões cerebrais que se instalam no cérebro ainda não completamente desenvolvido, acarretando mudanças de comportamento, tais como envolvimento com o crime, a dependência de outras drogas, o envolvimento com acidentes de trânsito e mortes por suicídio ou homicídio.
O álcool é uma substância psicotrópica e é considerada a droga legal mais utilizada no planeta. Por essa razão, há leis que controlam a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em todo o mundo. No Brasil, embora haja leis, não há rigor na fiscalização, nem a consciência familiar de vigiar seus filhos menores de idade. Muitos pais acham que os filhos podem e devem beber para se integrarem socialmente. Em pesquisas realizadas no Brasil, grande parte dos quase 40% de adolescentes que já experimentaram alguma bebida alcoólica, o fizeram em casa, com o conhecimento de seus pais.

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O futuro do check-up do câncer

Por Dr. Lísias Castilho em 22/01/2018

As estatísticas oficiais do Brasil e da maioria dos países mostram que de cada três mortes por causas naturais, uma decorre de alguma forma de câncer. Há uma estimativa da ONU e da OMS (Organização das Nações Unidas e Organização Mundial da Saúde) de 12 milhões de mortes por câncer no mundo, por ano, pelos próximos vinte anos.
Bastam esses dados para que qualquer pessoa mentalmente sadia se preocupe em fugir do câncer. Como fazê-lo? Atualmente, a melhor maneira de se evitar o câncer é adotar um estilo de vida sadio, principalmente não fumando e não engordando. O sobrepeso e o cigarro são as principais causas de câncer que pode ser evitado, segundo uma pesquisa recente nos Estados Unidos. A estimativa é de 42 casos em cada 100, número muito expressivo.
A segunda maneira de fugir do câncer é procurá-lo ativamente a partir dos 40 anos de idade, em todo o organismo, por meio de consultas médicas e de exames complementares (raio x de tórax, endoscopia digestiva, colonoscopia, ultrassom abdominal, dermatoscopia, Papanicolau ginecológico, mamografia, etc.).
No futuro haverá exames de sangue especiais, baseados em pesquisa de fragmentos de DNA na corrente sanguínea de casos com câncer inicial. Isso já vem sendo testado por uma equipe da Johns Hopkins, nos Estados Unidos, com resultados surpreendentemente bons, especialmente para aqueles casos mais difíceis de salvar, como o câncer de pâncreas. Até já existe um exame de sangue especial (CancerSEEK), que é caro (cerca de 500 dólares lá nos EUA), comercialmente disponível, que pesquisa câncer de ovário, fígado, estômago, pâncreas, esôfago, cólon, pulmão e mama.
Mais para o futuro, talvez em 20 anos, faremos apenas exames de sangue e de urina para pesquisar tumores iniciais de todos os órgãos, tumores tão pequenos que não podem ser detectados pelos exames rotineiros atuais. Quem viver, verá.

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Câncer de mama e sobrepeso

Por Dr. Lísias Castilho em 08/01/2018

Cerca de 60 mil mulheres recebem a má notícia de que têm câncer de mama no Brasil todos os anos. A maioria delas tem mais de 40 anos de idade, mas há muitas com menos de 40 anos engrossando as filas dos serviços especializados. Este número vem crescendo ao longo das últimas décadas, em parte graças ao crescimento populacional e o aumento da sobrevida, mas também, em parte, por conta do sobrepeso, que vem crescendo assustadoramente. O sobrepeso abrange o sobrepeso (gordinha), a obesidade (gorda) e a obesidade mórbida (muito gorda).
As mulheres brasileiras adultas com sobrepeso são, hoje, maioria na população, passam de 50%. Essa doença, chamada sobrepeso, está vinculada a diversas outras, intimamente: hipertensão arterial, diabetes, artrose, acidentes vasculares e câncer, notadamente o câncer de mama.
Nos Estados Unidos, país com a maior concentração de obesos no mundo, há uma incidência muito grande de câncer de mama, especialmente em mulheres obesas depois da menopausa. Este é um fator de risco muito especial – a associação da fase pós-menopausa com sobrepeso.
O sobrepeso facilita o desencadeamento de outras formas de câncer, entre eles o de pâncreas, de cólon, de rim, de tireoide, de ovário e de fígado, entre outros. Não se conhecem os exatos mecanismos por que isso ocorre, mas a estatística é implacável. Sobrepeso e tabagismo são as principais condições de câncer evitável em todo o mundo. Particularmente o câncer de mama.
As mulheres que passam pela menopausa têm uma dificuldade maior de controlar seu peso, especialmente se forem sedentárias, mas devem se esforçar para que o peso não fuja de seu controle, não só por razões de saúde, mas também por razões estéticas, psicológicas, sexuais e sociais. Sobrepeso é doença. Câncer de mama é mais do que isso, uma tragédia pessoal.
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Como evitar o câncer?

Por Dr. Lísias Castilho em 13/12/2017

Uma importante revista médica norte-americana (CA Cancer J Clin) publicou, em novembro de 2017, um extenso trabalho sobre os potenciais fatores de risco de câncer modificáveis, isto é, que poderiam ser explorados no sentido de se buscar a redução significativa do número de casos novos de câncer nos Estados Unidos.
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer, que podem ser modificados pela mudança de comportamento, são os seguintes: fumar; fumar passivamente; sobrepeso; ingestão imoderada de álcool; consumo rotineiro de carne vermelha e de carne processada; baixo consumo de vegetais e de fibras na dieta; sedentarismo; exposição aos raios ultravioletas; infecção pela bactéria Helicobacter pylori, pelo vírus da hepatite B, pelo vírus da hepatite C, pelo vírus do herpes tipo 8 (HHV8), pelo vírus HIV e pelo vírus HPV.
Os dados revisados nacionalmente se referem ao ano de 2014, em que ocorreram perto de 1,5 milhão de casos novos de câncer e em que morreram mais de 500 mil pessoas de câncer. Do total de casos de câncer, em 2014, os autores do trabalho calcularam, por meio de uma metodologia complexa, que 42% de todos os casos de câncer incidentes a partir dos 30 anos de idade poderiam ter sido evitados. Os dois fatores de risco principais observados foram o hábito de fumar e o sobrepeso. Os autores estimaram que 19% de todos os casos se relacionaram ao cigarro, o que deve ser um número subestimado, uma vez que eles não incluíram outras formas de tabagismo. Isso torna o hábito de fumar o inimigo público número um nos Estados Unidos e, provavelmente, em todo o mundo.
No Brasil, não temos dados dessa natureza, mas, pelos dados que temos já publicados, podemos dizer que há uma similaridade notável em quase tudo, com a diferença de que temos metade de nossa população com sobrepeso e, nos Estados Unidos, há três quartos da população acima do peso. Sabidamente, o sobrepeso desencadeia várias formas de câncer. Uma das mais comuns é o câncer de mama na mulher obesa depois da menopausa.
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O hospital é um lugar muito perigoso

Por Dr. Lísias Castilho em 04/12/2017

Dificilmente, nos dias de hoje, pelo menos nas regiões urbanas, uma pessoa pode dizer que nunca passou ou que jamais passará por exames ou tratamentos dentro de um hospital. Exames sofisticados são realizados dentro de unidades hospitalares, bem como partos, intervenções cirúrgicas variadas e tratamentos clínicos de toda ordem. Quase todos nós nascemos em hospitais. Quase todos nós fizemos ou faremos intervenções ou exames dentro de hospitais. Muitos de nós morreremos dentro de hospitais. Essa é uma realidade que dificilmente vai mudar nas próximas décadas.
Ainda que os hospitais salvem muitas vidas e nos deem muitas alegrias, como o nascimento de uma criança ou a cura de um câncer, são locais muito perigosos para se frequentar. Um trabalho conduzido pela Universidade Federal de Minas Gerais e pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar, entre julho de 2016 e junho de 2017, baseado em pesquisa conduzida em 133 hospitais que prestam serviços para o SUS, estimou que 829 brasileiros morrem diariamente em hospitais públicos e particulares no Brasil, por falhas, ou “eventos adversos”, que poderiam, em pelo menos 60% dos casos, ser evitados. Erros médicos, erros de enfermagem, erros de administração de medicamentos, infecções hospitalares, quedas de pacientes, trombose venosa em membros inferiores, embolia pulmonar e outros, são responsáveis por 300 mil mortes por ano. Apenas os acidentes vasculares matam mais no Brasil, cerca de 950 brasileiros por dia. Os “efeitos adversos” dentro de hospitais matam mais do que o câncer (cerca de 500 pacientes por dia) no Brasil.
Esse fenômeno é universal. Nos Estados Unidos, morrem mais de 1000 pacientes por dia dentro de hospitais, dos mesmos “efeitos adversos”, mas a população lá é mais de 55% maior do que a nossa, o que torna nossos números muito piores. Todos os hospitais do mundo têm mortes inteiramente evitáveis, causadas por erros e infecções hospitalares, principalmente.
Isso pode, evidentemente, ser minimizado. Há diversos protocolos já elaborados para a redução dos riscos, especialmente aqueles causados por falhas humanas, mas dificilmente a situação será inteiramente controlada num futuro próximo. Os hospitais continuarão a ser lugares muitos perigosos para pessoas que lá precisem ser tratadas.

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Sífilis no Brasil atual

Por Dr. Lísias Castilho em 24/11/2017

A sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Pode ser transmitida por contato sexual (geralmente genital, mas também pelo beijo, pelo sexo oral e pela manipulação genital), por transfusão de sangue (muitíssimo rara, atualmente) e por transmissão vertical (da gestante para o feto). Por descaso do Ministério da Saúde nos últimos anos (falta de penicilina no Brasil e falta de campanhas de prevenção), por descuido da população (menor uso de preservativo, aumento das relações promíscuas e desleixo das gestantes com seu pré-natal) e também pelo aumento de realização dos testes de laboratório para a detecção da doença, o número de casos de sífilis vem aumentando no Brasil desde 2010. O aumento entre 2015 e 2016 foi de 27,9%. Em 2016, foram detectados 87.593 casos novos (30.470 em gestantes e 20.474 em bebês; os demais, homens e mulheres adultos). Em 2017, a estimativa do Ministério da Saúde é de 94.460 casos novos.
A sífilis geralmente aparece como lesão ulcerada indolor genital depois de 2 a 3 semanas do contágio – é a sífilis primária. Mesmo sem tratamento, a doença desaparece algumas semanas depois e vai para o sangue. Reaparece no corpo todo, semanas ou meses depois, com lesões típicas em palmas das mãos e plantas dos pés, febre, dores no corpo, emagrecimento, mal-estar, lesões nas mucosas – é a sífilis secundária. Depois, mesmo sem tratamento, desaparece clinicamente e entra numa fase de latência. Anos depois, reaparece como sífilis no sistema nervoso, no sistema cardiocirculatório ou como um tumor (goma sifilítica) – sífilis terciária, geralmente muito grave e potencialmente letal.
A sífilis na gestação, se detectada por meio de exames de rotina durante o pré-natal, na primeira metade da gestação, fica curada e não passa para o feto em desenvolvimento. Muitas mães negligenciam o pré-natal, que está disponível em todo o Brasil de graça, pelo SUS, ou se recusam a receber injeções de penicilina durante a gestação, por ignorância ou receio de efeitos colaterais.
A sífilis poderia ter acabado em todo o planeta há muito tempo. A ignorância, o preconceito, a promiscuidade sexual e o descaso governamental, mantêm a sífilis nos países atrasados, como o nosso.

Novembro Azul

Por Dr. Lísias Castilho em 06/11/2017

Em 1999, um grupo de amigos, num pub, na Austrália, teve a ideia de deixar o bigode crescer durante todo o mês de Novembro, com a finalidade de arrecadar fundos para instituições de caridade e de levar os homens a se conscientizarem sobre os problemas de saúde masculinos, notadamente câncer de próstata e depressão. Cunharam o termo Movember (moustache (bigode) + November (novembro), em inglês). Em muitos lugares do mundo, ainda hoje, deixar barba e bigode crescerem durante o mês de Novembro, para chamar a atenção para o movimento, marcam o movimento original.
Em 2003, também na Austrália, aproveitando os dias 17 de Novembro (Dia Internacional de Combate ao Câncer de Próstata) e 19 de Novembro (Dia Internacional do Homem), criaram o Novembro Azul, que hoje é uma campanha mundial. Em 2004, na Austrália, foi criada uma fundação com o objetivo de promover a caridade patrocinada pelos homens australianos – Movember Foundation Charity.
O câncer de próstata tem sido o foco da campanha no Brasil, talvez porque a campanha tenha sido adotada pela Sociedade Brasileira de Urologia, o que é um erro. Enquanto o câncer de próstata mata 12 mil homens por ano, morrem cerca de 60 mil por homicídio e cerca de 40 mil por acidentes de trânsito. Muitos desses assassinatos e dessas mortes no trânsito estão vinculadas ao consumo excessivo de álcool e de outras drogas. Morrem, ainda, cerca de 50 mil homens por acidente vascular cerebral e um número ainda maior por infarto do miocárdio todos os anos.
Novembro Azul é a oportunidade de se falar sobre a saúde do homem brasileiro, que não vai bem, segundo dados oficiais. Além do câncer de próstata, temos que abordar depressão, suicídio, alcoolismo, tabagismo, abuso de drogas ilícitas, obesidade, sedentarismo, violência, desemprego, homossexualidade/homofobia, demência, osteoporose, disfunção sexual, etc. O homem está longe de ser só uma próstata e merece ser abordado, notadamente pela mídia, de acordo com sua enorme complexidade.
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Mais dados sobre a letalidade da poluição ambiental

Por Dr. Lísias Castilho em 24/10/2017

Novos dados sobre poluição ambiental em todo o planeta foram publicados em 2017 na prestigiosa revista científica The Lancet (por sua Comissão sobre Poluição e Saúde). A pesquisa foi patrocinada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por um braço da Fundação Bill Gates, sediada em Seattle, nos Estados Unidos (Institute for Health Metrics and Evaluation).
Segundo os dados publicados, cerca de nove milhões de pessoas morreram no ano de 2015, cerca de uma em cada seis mortes, vitimadas por poluição do ar, da água, do solo, do ambiente de trabalho e pela poluição química. A poluição do ar matou cerca de 6,6 milhões de pessoas, do total de nove milhões. Em segundo lugar, a poluição da água foi responsável por cerca de 1,8 milhão de mortes.
Os países mais afetados foram os países que vêm tentando crescer industrialmente com rapidez, desrespeitando leis de proteção ambiental, como a Índia, o Paquistão, a China, Bangladesh, Madagascar e Quênia. As populações pobres e marginalizadas são as mais afetadas.
Hoje há monitores de poluição em todo o mundo. É possível conhecer detalhadamente os problemas de cada região do mundo e advertir as autoridades responsáveis. A resistência à adoção de duras medidas de preservação ambiental vem do receio dos governantes e empresários de que isso acarretaria custos muito elevados, não suportáveis pela economia desses países poluidores, e que também levaria ao atraso do desenvolvimento industrial. A experiência adquirida pelo Ocidente, grande poluidor do passado, desmente esses receios. As grandes cidades do mundo desenvolvido enfrentaram esses problemas, até mais graves, a partir dos anos 60 e se saíram muito bem. A lição aprendida foi dupla: dá para pagar a conta e o desenvolvimento “verde” é muito mais sustentável e lucrativo do que o desenvolvimento apressado e poluidor.
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A descoberta dos males provocados pelo cigarro

Por Dr. Lísias Castilho em 17/10/2017

Até o início do século XX, o hábito de fumar cigarros industrializados não era arraigado em nenhuma população do planeta e quase nada se conhecia a respeito dos potenciais danos que poderiam ser causados pelo cigarro para o meio ambiente e para a saúde humana.
Em 1898, numa fase em que o diagnóstico de câncer de pulmão era bastante raro, um estudante de Medicina, em Würzburg, na Alemanha – Hermann Rothmann -, defendeu a tese de que o cigarro, de alguma forma, estaria relacionado ao desencadeamento do câncer de pulmão. Isso só veio a ser demonstrado por epidemiologistas americanos e ingleses nos anos 1950, quando o consumo do cigarro industrializado era imenso e globalizado. Foi a partir daquele momento que foram elaboradas leis antitabagistas e que a comunidade médica se convenceu, lentamente, de que o tabagismo prejudicava a saúde humana. Ainda em 1960, mais de um terço dos médicos norte-americanos não havia ainda se convencido dos males causados pelo cigarro.
A indústria do tabaco vem perdendo mercado lenta e progressivamente desde os anos 1950, mas resiste bravamente a todos os esforços para combatê-la. Nos últimos anos, por meio de aditivos (sabores, aromas, cores), ela vem tentando seduzir os adolescentes, com o falso argumento de que seus produtos são praticamente inofensivos, graças aos avanços da tecnologia dos aditivos e à redução dos elementos prejudiciais à saúde. A indústria do tabaco também adquiriu praticamente todas as indústrias de cigarro eletrônico, que também fazem mal à saúde, comprovadamente, e fez acordos de propaganda extremamente caros com a indústria do cinema. Os cigarros eletrônicos frequentarão as telas de cinema nos próximos anos.
Não nos iludamos: o cigarro causa danos irreparáveis ao meio ambiente e à saúde humana. Só no ano de 2016, no Brasil, 22 mil homens e mulheres morreram de câncer de pulmão. Estima-se que um número dez vezes superior a este, no mesmo ano, se relacione com mortes causadas por enfisema, coronariopatia, acidente vascular cerebral, osteoporose e outras doenças relacionadas diretamente ao tabagismo.
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Outubro Rosa 2017

Por Dr. Lísias Castilho em 03/10/2017

O movimento internacional, hoje intitulado Outubro Rosa, começou nos Estados Unidos em 1997 e tem sido um mês dedicado à saúde da mulher, com destaque para a prevenção e tratamento do câncer de mama. O embrião desse movimento muito importante ocorreu também nos Estados Unidos, em 1990, quando o laço cor-de-rosa, hoje símbolo da campanha Outubro Rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura do Câncer de Mama, realizada em 1990 e, a partir daí, anualmente, em Nova York (www.komen.org).
Estima-se que, neste ano de 2017, sejam diagnosticados cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama no Brasil. O câncer de mama pode aparecer em qualquer mulher adulta, mas geralmente acomete as mulheres acima dos 40 anos de idade. Deve ser pesquisado por meio de palpação feita por um ginecologista habilitado e exames de imagem, usualmente mamografia, mas também ultrassom e ressonância magnética, para casos especiais. Em 2016, cerca de 19 mil mulheres morreram de câncer de mama no Brasil, número só inferior aos casos de morte por câncer de intestino grosso (cerca de 20 mil) e câncer de pulmão (cerca de 22 mil).
Além da busca ativa do câncer de mama inicial na idade apropriada, por meio do ginecologista e do autoexame de mamas, o que mais a mulher pode fazer? A resposta pode parecer surpreendente para algumas pessoas, mas não para os epidemiologistas. A mulher deve manter seu peso dentro dos limites normais. O sobrepeso, a obesidade e a obesidade mórbida já alcançam mais de 50% das mulheres adultas no Brasil e isso estimula o início de câncer de mama. Se uma mulher quiser fugir do câncer de mama, deve evitar o sobrepeso, fazendo dieta e exercícios regularmente. Além disso, deve comer tomate e beterraba, alimentos ricos em licopeno, que, de algum modo, diminuiu a chance do surgimento de câncer de mama.
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