√ďpio, opi√°ceos e opioides

Por Dr. Lísias Castilho em 27/03/2018

Da papoula do Oriente, planta cujo nome cient√≠fico √© Papaver somniferum, extrai-se o √≥pio e algumas subst√Ęncias dele derivadas ‚Äď morfina e code√≠na, as mais conhecidas. S√£o drogas chamadas opi√°ceas. Os opi√°ceos semissint√©ticos s√£o resultantes de modifica√ß√Ķes parciais das subst√Ęncias naturais, como √© o caso da hero√≠na. J√° os opioides s√£o drogas sint√©ticas feitas em laborat√≥rio, que imitam as drogas originais, como meperidina, propoxifeno e metadona.
Toda essa família de drogas, algumas usadas por via oral e outras por meio de injeção intramuscular ou intravenosa, atuam no sistema nervoso central, reduzindo sua atividade. Dependendo da droga, da dose e da resposta individual de cada pessoa, os efeitos são variados: tiram a dor, aumentam o sono, deprimem a tosse, deprimem a respiração e podem causar uma sensação de bem-estar.
Todas essas drogas são perigosas e podem matar. Por essa razão, ou são drogas ilegais ou são drogas vendidas sob prescrição médica. Qualquer uma delas pode causar dependência química e são, todas elas, passíveis de causarem vítimas fatais de overdose.
Nos Estados Unidos, nos √ļltimos anos, dezenas de milhares de pessoas morreram por drogas, principalmente as sint√©ticas, com receita m√©dica, principalmente Fentanil e Oxycodin (nomes comerciais), que tamb√©m temos no Brasil. Nos EUA elas s√£o prescritas maci√ßamente para aplacar a dor, por uma raz√£o cultura peculiar dos norte-americanos. Os pacientes ficam dependentes e acabam se intoxicando. Michael Jackson morreu disso, em casa. Prince, idem. Assim milhares de outros. H√° estat√≠sticas que apontam para cerca de 50 mil mortes s√≥ em 2017, nos Estados Unidos.
Dificilmente um dependente qu√≠mico se livrar√° da droga sem ajuda m√©dica especializada, que demanda interna√ß√£o e um longo processo de suporte psicol√≥gico e familiar. Mesmo que aparentemente curado, o √≠ndice de reca√≠das √© alto, cerca de 85%, suscitando novas interna√ß√Ķes, ou pris√£o ou morte.
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N√£o quero ficar demente

Por Dr. Lísias Castilho em 22/03/2018

Se você, como eu, não quer ficar demente, perder sua lucidez e independência, e ser um peso para sua família, saiba de alguns fatos que a ciência já comprovou, ainda que muitíssimo esteja por ser revelado e descoberto nos próximos anos sobre o tema. Pouco ainda se sabe sobre o funcionamento cerebral e muito pouco sobre como tratar as doenças do sistema nervoso encefálico.
1-O envelhecimento √© um dos principais fatores de risco para a dem√™ncia, mesmo que para uma pessoa sadia e com bons h√°bitos. O Alzheimer, que √© atualmente a forma mais comum de dem√™ncia, acomete um de cada cinco indiv√≠duos que passam dos 80 anos de idade. Isso significa que o aumento not√°vel da expectativa de vida alcan√ßado nos √ļltimos 100 anos tem um pre√ßo a pagar ‚Äď o aumento da probabilidade de desenvolver um quadro demencial, quer por Alzheimer, quer por aterosclerose, quer por alcoolismo, quer por outras causas.
2-Uso de drogas il√≠citas, sedentarismo, alcoolismo, tabagismo, hipertens√£o mal controlada, diabetes mal controlado, obesidade e dislipidemia (excesso de gorduras nocivas no sangue, como colesterol e triglic√©rides) favorecem bastante o desenvolvimento de quadros demenciais. O controle dessas doen√ßas cr√īnicas e um estilo de vida saud√°vel, com exerc√≠cios regulares e controle do peso, pode prevenir a dem√™ncia.
3-Um estudo americano muito interessante revela que, isoladamente, a atividade f√≠sica regular √© o fator de preven√ß√£o do Alzheimer mais eficaz. A Cl√≠nica Mayo, nos Estados Unidos, recomenda para todas as pessoas, desde a adolesc√™ncia, tr√™s sess√Ķes de 50 minutos de exerc√≠cios leves ou moderados por semana, coisa que est√° ao alcance de quase todas as pessoas.
4- O hábito da leitura, o estudo constante (de um idioma, de uma nova profissão, por exemplo) e novos desafios ou projetos, previnem a demência. Pessoas que não leem ou que não têm projetos de vida têm muito mais chance de desenvolver um quadro demencial.
5-O bom relacionamento social e afetivo com a família, amigos, profissionais, vizinhos, enfim, com as pessoas que nos cercam, diminui a chance de isolamento social e depressão, que são outros fatores significativos para o desenvolvimento de quadros psiquiátricos demenciais.

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Apneia do sono

Por Dr. Lísias Castilho em 12/03/2018

Muitas pessoas n√£o dormem bem e acordam j√° cansadas. Isso pode ser causado por h√°bitos ruins ou por doen√ßas. O h√°bito ruim mais comumente associado a dormir mal √© a alimenta√ß√£o. Algumas pessoas comem mal durante o dia e jantem muito bem, isto √©, bem demais, √† noite. Comem muito √† noite, bebem muito e v√£o dormir. Podem ter um sono perturbado pelo excesso de comida, pelo refluxo gastroesof√°gico promovido pelo √°lcool e pelo volume excessivo de comida no est√īmago. N√£o descansam e j√° acordam muito cansadas. Para tais pessoas, basta mudar seus h√°bitos ruins por outros melhores, que o problema do sono desaparece. O que se recomenda √© uma refei√ß√£o pequena e muito leve √† noite, com poucos l√≠quidos e nenhum √°lcool. Tamb√©m um intervalo de, pelo menos, duas horas e meia entre a refei√ß√£o e a ida para a cama.
No entanto, outras pessoas dormem mal mesmo tendo hábitos bons. Podem ter apneia do sono, que é uma interrupção da respiração durante o sono, durante alguns ou muitos segundos, o que leva a um sono perturbado e sensação de afogamento durante o sono. A apneia do sono pode ser documentada por meio de exames que são feitos durante o sono, em clínicas especializadas. Se confirmada, mudanças de hábitos podem ajudar. Emagrecimento, também.

Algumas pessoas, todavia, precisam de um aparelho chamado CPAP. O CPAP é um aparelho que envia um fluxo de ar contínuo para as vias respiratórias, por meio de uma máscara, evitando a apneia do sono. A quantidade do fluxo de ar enviado é determinada pela pressão informada no exame de polissonografia, que é o exame realizado durante o sono. O CPAP é um equipamento relativamente caro, mas faz milagres quando a indicação é boa. Muitas pessoas consideram que o CPAP mudou suas vidas para melhor, muito melhor, ainda que fiquem escravizadas pelo aparelho.

Se voc√™ n√£o dorme bem quase todos os dias, deve ter algum problema. Procure mudar seus h√°bitos de alimenta√ß√£o, antes de mais nada. Se n√£o funcionar, procure uma cl√≠nica de estudo do sono e fa√ßa uma investiga√ß√£o para determinar a prov√°vel causa do dist√ļrbio do sono.

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Perda exagerada de cabelos

Por Dr. Lísias Castilho em 01/03/2018

Um adulto normal, sadio, homem ou mulher, perde entre 100 e 200 fios de cabelo por dia. Ele percebe isso quando penteia os cabelos ou quando v√™ fios de cabelos em suas roupas de cama, nas suas roupas ou no piso do box. Algumas pessoas ficam desesperadas com isso e desnecessariamente procuram ajuda para evitarem o ‚Äúdesastre‚ÄĚ da alop√©cia, que √© o termo m√©dico para a perda anormal de cabelos, com a consequente calv√≠cie total ou parcial.
Os m√©dicos especialistas que mais estudam a alop√©cia s√£o os dermatologistas e os cirurgi√Ķes pl√°sticos. Os dermatologistas tentam fazer o diagn√≥stico da causa da perda exagerada de cabelos e prescrevem tratamentos cl√≠nicos para recuperar a cabeleira. Os cirurgi√Ķes pl√°sticos fazem transplantes de cabelos, retirando cerca de 3000 fios do couro cabeludo, entre as orelhas, na nuca ou regi√£o occipital da cabe√ßa, levando os fios para as √°reas de calv√≠cie. Isso n√£o se presta para todos os casos, infelizmente. H√° doen√ßas que promovem a perda de cabelos e que n√£o t√™m cura, nem com tratamento cl√≠nico, nem com cirurgia. Para esses casos menos comuns, s√≥ resta a possibilidade da peruca, casos as v√≠timas da alop√©cia n√£o aceitem ficar sem cabelos.
Muitas doen√ßas e medicamentos podem ser respons√°veis pela alop√©cia, al√©m da heran√ßa gen√©tica. A grande maioria dos casos, felizmente, tem tratamento e cura. Algumas doen√ßas que podem causar alop√©cia s√£o depress√£o, estresse, desnutri√ß√£o, s√≠filis, micoses do couro cabeludo e muitas outras. Rem√©dios que causam queda exagerada de cabelos, tipicamente, s√£o rem√©dios quimioter√°picos utilizados no tratamento de c√Ęncer. Esse tipo de alop√©cia medicamentosa √© quase sempre revers√≠vel. Terminado o tratamento, os cabelos crescem de novo, mas √†s vezes bem grisalhos. O exagero nas tinturas e nas tentativas de alisamento e embelezamento dos cabelos nos cabeleireiros pode tamb√©m promover a alop√©cia. H√° que ter-se modera√ß√£o na manipula√ß√£o qu√≠mica dos cabelos.

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Perda de memóira

Por Dr. Lísias Castilho em 27/02/2018

Muitas pessoas, inclusive jovens, preocupam-se com esquecimentos eventuais de nomes, n√ļmeros, endere√ßos, compromissos, al√©m de perda de chaves, dinheiro, cheques, canetas e √≥culos. Acham que deveriam ir ao m√©dico e pedir um rem√©dio para melhorar a mem√≥ria. Alguns v√£o diretamente ao balc√£o da farm√°cia e acabam comprando rem√©dios para melhorar e mem√≥ria. Geralmente compram rem√©dios in√ļteis, √†s vezes nocivos √† sa√ļde.
A perda de mem√≥ria, exceto por doen√ßa, come√ßa na meia idade, entre 40 e 50 anos, e √© progressiva, em pessoas sadias e absolutamente normais. A mem√≥ria recente fica mais prejudicada do que a mem√≥ria tardia, isto √©, a pessoa n√£o se lembra do que comeu no almo√ßo, mas se lembra nitidamente de um epis√≥dio acontecido na inf√Ęncia. Esse fen√īmeno √© normal no processo de envelhecimento e n√£o deveria preocupar.
Há casos, todavia, como o Alzheimer e outros quadros neurológicos, que se caracterizam por uma perda muito acelerada da memória. Tais casos são francamente patológicos e precisam de tratamento logo no início, de modo a preservar a memória o máximo possível. São os neurologistas os profissionais treinados para o diagnóstico e o tratamento de uma perda de memória patológica, quase sempre causada por doença facilmente identificável. Além dos quadros demenciais, outras doenças podem prejudicar a memória, como alcoolismo, diabetes, esquizofrenia e outras.
Para as pessoas normais, sadias, que t√™m um ou outro lapso de mem√≥ria durante o processo de envelhecimento, o melhor √© fazerem exerc√≠cios f√≠sicos com regularidade e praticarem a leitura di√°ria. Outros preferem aprender coisas novas, se dedicarem a projetos de m√©dio e longo prazo, estudarem para uma outra profiss√£o, etc. √Č v√°lido da mesma forma. Os exerc√≠cios intelectuais, particularmente a leitura, s√£o o equivalente dos exerc√≠cios f√≠sicos. S√£o a muscula√ß√£o da mente. Os que pretendem conservar sua intelig√™ncia e sua mem√≥ria, deveriam cuidar da sa√ļde como um todo, e praticarem a leitura durante toda a vida.

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Expectativa de vida

Por Dr. Lísias Castilho em 19/02/2018

O que os especialistas chamam de expectativa de vida √© o n√ļmero de anos que se espera que uma popula√ß√£o viva em determinada regi√£o do planeta, a partir do seu nascimento. O nome correto do indicador √© expectativa de vida ao nascer. Na Europa, por exemplo, a expectativa de vida de uma crian√ßa nascida hoje √© de 92 anos, isto √©, em m√©dia, os europeus nascidos em 2018 dever√£o viver mais de 90 anos, o que √© um n√ļmero muito alto, especialmente quando se considera que h√° 200 anos, no mesmo continente, a expectativa era de pouco mais de 40 anos.
No Brasil, a expectativa de vida em 2017, que vem aumentando ao longo dos anos, foi estimada em 75,8 anos. Nos Estados Unidos é de 78,6 e no Japão é cerca de 83 anos.
Nos Estados Unidos, a expectativa de vida caiu nos √ļltimos anos, por conta de depress√£o, suic√≠dio, abuso de medicamentos e √°lcool. As autoridades norte-americanas est√£o preocupadas e t√™m tomado medidas para prevenir as mortes por suic√≠dios e abuso de medicamentos ou drogas. Dos medicamentos que mais t√™m causados mortes, os opi√°ceos s√£o os principais. Opi√°ceos s√£o medicamentos legais utilizados para aliviar a dor. O abuso disso √© epid√™mico nos Estados Unidos e matou cerca de 50 mil pessoas s√≥ no ano passado.
Quando se separam homens e mulheres, os n√ļmeros favorecem as mulheres, em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, a expectativa de vida de homens e mulheres, considerados juntos, √© de 75,8 anos, mas quando se consideram apenas as mulheres, o n√ļmero sobe para 79,4 anos. S√≥ os homens, 72,2 anos.
Alguns especialistas acreditam que o m√°ximo que nosso equipamento gen√©tico nos permitiria viver seria 120 anos. S√≥ com modifica√ß√Ķes de nosso genoma, pela engenharia gen√©tica, poderia passar disso. Talvez o desenvolvimento de outra esp√©cie, diferente do Homo sapiens, venha a ter este privil√©gio.
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Alguns benefícios que os exercícios trazem

Por Dr. Lísias Castilho em 30/01/2018

Aqueles que fazem exerc√≠cios f√≠sicos moderados, regularmente, 3 horas por semana, t√™m benef√≠cios j√° comprovados para sua sa√ļde. Vejamos alguns deles.
1. Controle do peso. Hoje há mais de 50% dos adultos brasileiros com sobrepeso. Os exercícios regulares promovem perda de calorias, fortalecimento da musculatura e redução da massa gordurosa do corpo. Aqueles que precisam perder peso, devem associar dieta e exercícios.
2. Elevação do colesterol bom, o HDL, e dos níveis de testosterona (em homens), o que reduz o risco de acidentes vasculares, além de promover a redução do colesterol ruim e dos triglicérides.
3. Melhora do humor e da sensa√ß√£o de bem-estar. Os exerc√≠cios promovem a produ√ß√£o de horm√īnios e melhoram a apar√™ncia f√≠sica. Podem ajudar muito na melhora da imagem corporal e da autoestima. Os exerc√≠cios f√≠sicos fazem parte do tratamento de uma das doen√ßas mais prevalentes de nosso tempo, a depress√£o.
4. Sono melhor. Quem se exercita de modo correto e regularmente, tem uma qualidade do sono melhor. Todavia, os exercícios muito próximos da hora de dormir, podem promover uma excitação, que atrapalha o sono.
5. Diminuição do risco da demência. A doença de Alzheimer pode ter seu risco reduzido para aquelas pessoas que têm um estilo de vida sadio e que fazem exercícios com regularidade.
6. Preservação da massa óssea da massa muscular. O envelhecimento leva à perda de massa muscular e óssea em todas as pessoas, mas os exercícios regulares podem preservar o esqueleto e a musculatura até a idade avançada.
7. Redu√ß√£o do risco de c√Ęncer. Trabalhos cient√≠ficos t√™m demostrado, com consist√™ncia, que a pr√°tica de exerc√≠cios, por toda a vida, reduz de modo significativo a incid√™ncia de c√Ęncer.
8. Sexo melhor. Quem faz exercícios sistematicamente, tem uma vida sexual mais ativa e mais satisfatória.

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O problema do álcool na adolescência

Por Dr. Lísias Castilho em 29/01/2018

Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde (OMS), em 2014, publicou dados relativos ao consumo de √°lcool no mundo. Nas conclus√Ķes da pesquisa, destaca-se que seu consumo excessivo causa cerca de 4% de todas as mortes por ano no mundo, cerca de 2,5 milh√Ķes. Isso √© muito significativo e excede o n√ļmero de mortes causadas pela AIDS e pela tuberculose. A OMS tamb√©m estimou o n√ļmero de alco√≥latras no mundo, cerca de 76,3 milh√Ķes, em 2014.
A Sociedade Brasileira de Pediatria publicou, em 2017, um manual sobre os riscos de bebidas alco√≥licas na inf√Ęncia e na adolesc√™ncia (‚ÄúBebidas alco√≥licas s√£o PREJUDICIAIS √† sa√ļde da crian√ßa e do adolescente‚ÄĚ). Seu extenso trabalho baseou-se em pesquisas nacionais, que revelaram um n√ļmero muito alto de adolescentes tomando √°lcool com regularidade, especialmente em festas de final de semana, frequentemente em grande quantidade.
H√° dois problemas que se destacam na quest√£o do consumo de √°lcool antes dos 18 anos: o alto risco de alcoolismo futuro e o risco de les√Ķes cerebrais que se instalam no c√©rebro ainda n√£o completamente desenvolvido, acarretando mudan√ßas de comportamento, tais como envolvimento com o crime, a depend√™ncia de outras drogas, o envolvimento com acidentes de tr√Ęnsito e mortes por suic√≠dio ou homic√≠dio.
O √°lcool √© uma subst√Ęncia psicotr√≥pica e √© considerada a droga legal mais utilizada no planeta. Por essa raz√£o, h√° leis que controlam a venda e o consumo de bebidas alco√≥licas em todo o mundo. No Brasil, embora haja leis, n√£o h√° rigor na fiscaliza√ß√£o, nem a consci√™ncia familiar de vigiar seus filhos menores de idade. Muitos pais acham que os filhos podem e devem beber para se integrarem socialmente. Em pesquisas realizadas no Brasil, grande parte dos quase 40% de adolescentes que j√° experimentaram alguma bebida alco√≥lica, o fizeram em casa, com o conhecimento de seus pais.

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O futuro do check-up do c√Ęncer

Por Dr. Lísias Castilho em 22/01/2018

As estat√≠sticas oficiais do Brasil e da maioria dos pa√≠ses mostram que de cada tr√™s mortes por causas naturais, uma decorre de alguma forma de c√Ęncer. H√° uma estimativa da ONU e da OMS (Organiza√ß√£o das Na√ß√Ķes Unidas e Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde) de 12 milh√Ķes de mortes por c√Ęncer no mundo, por ano, pelos pr√≥ximos vinte anos.
Bastam esses dados para que qualquer pessoa mentalmente sadia se preocupe em fugir do c√Ęncer. Como faz√™-lo? Atualmente, a melhor maneira de se evitar o c√Ęncer √© adotar um estilo de vida sadio, principalmente n√£o fumando e n√£o engordando. O sobrepeso e o cigarro s√£o as principais causas de c√Ęncer que pode ser evitado, segundo uma pesquisa recente nos Estados Unidos. A estimativa √© de 42 casos em cada 100, n√ļmero muito expressivo.
A segunda maneira de fugir do c√Ęncer √© procur√°-lo ativamente a partir dos 40 anos de idade, em todo o organismo, por meio de consultas m√©dicas e de exames complementares (raio x de t√≥rax, endoscopia digestiva, colonoscopia, ultrassom abdominal, dermatoscopia, Papanicolau ginecol√≥gico, mamografia, etc.).
No futuro haver√° exames de sangue especiais, baseados em pesquisa de fragmentos de DNA na corrente sangu√≠nea de casos com c√Ęncer inicial. Isso j√° vem sendo testado por uma equipe da Johns Hopkins, nos Estados Unidos, com resultados surpreendentemente bons, especialmente para aqueles casos mais dif√≠ceis de salvar, como o c√Ęncer de p√Ęncreas. At√© j√° existe um exame de sangue especial (CancerSEEK), que √© caro (cerca de 500 d√≥lares l√° nos EUA), comercialmente dispon√≠vel, que pesquisa c√Ęncer de ov√°rio, f√≠gado, est√īmago, p√Ęncreas, es√īfago, c√≥lon, pulm√£o e mama.
Mais para o futuro, talvez em 20 anos, faremos apenas exames de sangue e de urina para pesquisar tumores iniciais de todos os órgãos, tumores tão pequenos que não podem ser detectados pelos exames rotineiros atuais. Quem viver, verá.

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C√Ęncer de mama e sobrepeso

Por Dr. Lísias Castilho em 08/01/2018

Cerca de 60 mil mulheres recebem a m√° not√≠cia de que t√™m c√Ęncer de mama no Brasil todos os anos. A maioria delas tem mais de 40 anos de idade, mas h√° muitas com menos de 40 anos engrossando as filas dos servi√ßos especializados. Este n√ļmero vem crescendo ao longo das √ļltimas d√©cadas, em parte gra√ßas ao crescimento populacional e o aumento da sobrevida, mas tamb√©m, em parte, por conta do sobrepeso, que vem crescendo assustadoramente. O sobrepeso abrange o sobrepeso (gordinha), a obesidade (gorda) e a obesidade m√≥rbida (muito gorda).
As mulheres brasileiras adultas com sobrepeso s√£o, hoje, maioria na popula√ß√£o, passam de 50%. Essa doen√ßa, chamada sobrepeso, est√° vinculada a diversas outras, intimamente: hipertens√£o arterial, diabetes, artrose, acidentes vasculares e c√Ęncer, notadamente o c√Ęncer de mama.
Nos Estados Unidos, pa√≠s com a maior concentra√ß√£o de obesos no mundo, h√° uma incid√™ncia muito grande de c√Ęncer de mama, especialmente em mulheres obesas depois da menopausa. Este √© um fator de risco muito especial ‚Äď a associa√ß√£o da fase p√≥s-menopausa com sobrepeso.
O sobrepeso facilita o desencadeamento de outras formas de c√Ęncer, entre eles o de p√Ęncreas, de c√≥lon, de rim, de tireoide, de ov√°rio e de f√≠gado, entre outros. N√£o se conhecem os exatos mecanismos por que isso ocorre, mas a estat√≠stica √© implac√°vel. Sobrepeso e tabagismo s√£o as principais condi√ß√Ķes de c√Ęncer evit√°vel em todo o mundo. Particularmente o c√Ęncer de mama.
As mulheres que passam pela menopausa t√™m uma dificuldade maior de controlar seu peso, especialmente se forem sedent√°rias, mas devem se esfor√ßar para que o peso n√£o fuja de seu controle, n√£o s√≥ por raz√Ķes de sa√ļde, mas tamb√©m por raz√Ķes est√©ticas, psicol√≥gicas, sexuais e sociais. Sobrepeso √© doen√ßa. C√Ęncer de mama √© mais do que isso, uma trag√©dia pessoal.
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