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Vacinação contra a gripe

21/05/18

Muitos anos atrás, quando se conseguiu entender melhor a estrutura molecular dos vírus causadores da gripe, que sofrem mudanças genéticas sazonais continuamente, ao que se chama de mutação, foi possível fabricar uma vacina eficaz e segura, com vírus inativos, contra os principais causadores da gripe. De início, o principal grupo de risco, alvo das vacinações em massa, foram os idosos, principalmente por conta das complicações da gripe, potencialmente letais, como a pneumonia e a septicemia. Posteriormente, com o aperfeiçoamento técnico das vacinas e a possibilidade de produção em larga escala, o público-alvo foi ampliado.
Em 2018, no Brasil, o Instituto Butantã, de São Paulo, fabricou 55 milhões de doses para todo o Brasil. O Ministério da Saúde determinou que sejam disponibilizadas vacinas gratuitamente, em todo o país, para pessoas com 60 anos de idade ou mais, crianças entre 9 meses e 6 anos, gestantes, puérperas até o 45º dia pós-parto, pessoas com imunodeficiência, presidiários, crianças institucionalizadas, professores, profissionais da saúde, e alguns outros subgrupos. A finalidade maior é proteger a população mais vulnerável e reduzir o número de mortes. O procedimento vacinal ocorre em quase todo o mundo atualmente, uma vez que já ficou comprovada a boa relação custo-benefício da vacina contra os vírus da gripe.
Como os vírus do hemisfério norte são diferentes dos vírus do hemisfério sul, a vacina tem que ser regionalizada. A vacina norte-americana não serve para nós, brasileiros, por exemplo. Da mesma forma, a vacina oferecida neste ano não serve para o ano que vem, justamente porque os vírus sofrem mutações rápidas e já não são os mesmos alguns meses depois. A vacina tem que ser dada anualmente.
Embora de graça e altamente eficaz, a vacinação contra a gripe não deverá atingir o público-alvo desejado pelas autoridades sanitárias. As principais razões são o desleixo da população, que só se mobiliza quando a mortalidade é alta, nas grandes epidemias, e o medo indevido de reações adversas, que são raras. Soma-se a esse quadro os movimentos antivacinais, que crescem a cada ano, não só no Brasil, e que se promovem especialmente graças às mídias sociais por meio de notícias falsas (fake news). Os movimentos contrários à administração de vacinas são muito antigos e não se baseiam em nada sólido, apenas na opinião de alguns idiotas, que querem aparecer na mídia.

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Movimento antivacina – certo ou errado?

04/08/17

A primeira vacina humana que existiu foi a vacina contra a varíola, no século XVIII, com Jenner, na Inglaterra. É bem provável que ele tenha se aproveitado da experiência chinesa com a vacinação contra a varíola desde o século X. De qualquer modo, atribui-se aos ingleses o pioneirismo histórico nas vacinações.
Com o advento das vacinações, surgiu um movimento antivacinação, desde o início. Esse movimento tomou corpo com o Dr. Andrew Wakefield, médico britânico, que, há alguns anos, publicou um trabalho na prestigiosa revista The Lancet, “provando”, com dados falsificados, que o autismo é produto de vacinação. Esse médico, criminoso e irresponsável, teve sua licença médica cassada depois que se provou que seu artigo científico era fraudulento. Esse artigo foi retirado dos anais da revista. Mesmo assim, ele deu força para o movimento antivacina internacional.
Graças ao movimento antivacina, o sarampo voltou na Itália, na Alemanha, na Espanha e em Portugal, nos últimos anos. Em 2017, das 1.600 pessoas que pegaram sarampo na Itália, 88% não haviam tomado nenhuma dose da vacina, por conta do movimento antivacina. Várias dessas pessoas morreram de sarampo.
A ONU estima que cerca de 2 a 3 milhões de pessoas sejam poupadas da morte, por ano, em decorrência das vacinas existentes atualmente, cerca de 26 tipos diferentes de vacinas (no Brasil) ou mais.
O movimento antivacina no Brasil existe e tem sido veementemente condenado pelo Conselho Federal de Medicina e pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). “Vacinar crianças, adolescentes e adultos é um ato de cidadania. Recusar-se a estas práticas pode ser considerado negligência”, disse a Dra. Luciana Rodrigues da Silva, presidente da SBP, recentemente.
As pessoas que militam contra as aplicações das vacinas padecem de ignorância ou má fé. São negligentes e criminosas, à medida que promovem o aumento da paralisia infantil, do sarampo, da varíola, da rubéola e de dezenas de inúmeras outras doenças sérias e com alcance adverso muito grande. Pior, em seus próprios filhos.
Seja inteligente e civilizado. Vacine-se e vacine toda a sua casa.
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