Arquivo da categoria ‘Tabagismo’

A descoberta dos males provocados pelo cigarro

17/10/17

Até o início do século XX, o hábito de fumar cigarros industrializados não era arraigado em nenhuma população do planeta e quase nada se conhecia a respeito dos potenciais danos que poderiam ser causados pelo cigarro para o meio ambiente e para a saúde humana.
Em 1898, numa fase em que o diagnóstico de câncer de pulmão era bastante raro, um estudante de Medicina, em Würzburg, na Alemanha – Hermann Rothmann -, defendeu a tese de que o cigarro, de alguma forma, estaria relacionado ao desencadeamento do câncer de pulmão. Isso só veio a ser demonstrado por epidemiologistas americanos e ingleses nos anos 1950, quando o consumo do cigarro industrializado era imenso e globalizado. Foi a partir daquele momento que foram elaboradas leis antitabagistas e que a comunidade médica se convenceu, lentamente, de que o tabagismo prejudicava a saúde humana. Ainda em 1960, mais de um terço dos médicos norte-americanos não havia ainda se convencido dos males causados pelo cigarro.
A indústria do tabaco vem perdendo mercado lenta e progressivamente desde os anos 1950, mas resiste bravamente a todos os esforços para combatê-la. Nos últimos anos, por meio de aditivos (sabores, aromas, cores), ela vem tentando seduzir os adolescentes, com o falso argumento de que seus produtos são praticamente inofensivos, graças aos avanços da tecnologia dos aditivos e à redução dos elementos prejudiciais à saúde. A indústria do tabaco também adquiriu praticamente todas as indústrias de cigarro eletrônico, que também fazem mal à saúde, comprovadamente, e fez acordos de propaganda extremamente caros com a indústria do cinema. Os cigarros eletrônicos frequentarão as telas de cinema nos próximos anos.
Não nos iludamos: o cigarro causa danos irreparáveis ao meio ambiente e à saúde humana. Só no ano de 2016, no Brasil, 22 mil homens e mulheres morreram de câncer de pulmão. Estima-se que um número dez vezes superior a este, no mesmo ano, se relacione com mortes causadas por enfisema, coronariopatia, acidente vascular cerebral, osteoporose e outras doenças relacionadas diretamente ao tabagismo.
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De novo o cigarro

11/01/17

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos acabam de divulgar os dados de um estudo patrocinado por ambas as prestigiosas instituições sobre os efeitos maléficos do tabagismo no mundo.
Cerca de 1,1 bilhão de pessoas acima de 15 anos de idade são fumantes. Isso custa para o mundo cerca de 1 trilhão de dólares anualmente, considerando-se os gastos com os tratamentos e a perda de produtividade. Isso representa 4 vezes o que se arrecada por ano com os impostos sobre os cigarros, cerca de 260 bilhões de dólares. Ainda que houvesse um aumento significativo de impostos sobre o cigarro, a redução do número de fumantes e a arrecadação ainda perderiam feio para os custos dos governos. Morrerão cerca de 8 milhões de pessoas por ano em 2030 em decorrência do cigarro. Hoje morrem cerca de 6 milhões por ano.
Qual a solução? Além do aumento dos impostos, cujo alcance é pequeno, a educação das crianças e a proibição do tabagismo na maior parte dos ambientes públicos, o que vem ocorrendo paulatinamente, têm um efeito redutor em longo prazo. Atualmente, cerca de 19% de nossa população brasileira adulta é composta de fumantes, mais homens do que mulheres. Com um programa educativo agressivo e com a elaboração de leis que restrinjam severamente a propaganda e a venda a menores de idade, além da proibição de fumar em local público, talvez esses 19% pudessem ser reduzidos à metade em 20 anos. Isso demanda uma parceria público-privada com apoio de todas as sociedades civis, médicas e não médicas. O entendimento do tabagismo como o inimigo público número 1 a ser combatido por todos é o princípio dessa difícil, mas possível, articulação. Todavia, o foco principal de atenção é a população infantil. Uma vez convencida dos males do tabagismo, na escola, no clube, na igreja e na família, a criança não vai fumar quando crescer.

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O fumo faz mal para o bebê

02/10/12

Maria e Fátima são irmãs gêmeas. Gêmeas idênticas, daquelas que são tão parecidas que até os parentes próximos não distinguem. Elas se casaram mais ou menos na mesma época e tiveram filhos no mesmo mês. Foi uma feliz coincidência que toda a família comemorou. O filho de Maria nasceu grande e forte, mas o filho de Fátima nasceu mirradinho e pesou menos de dois quilos. Foi uma grande preocupação para a família e para os médicos. O bebê precisou ficar internado sozinho no berçário do hospital por duas semanas enquanto sua mãe foi para casa. Deu muito trabalho aos pediatras, mas finalmente ganhou peso e foi para casa. Depois de algum tempo ele se desenvolveu e ganhou peso. É agora uma criança normal.
O médico de Fátima explicou a ela que a causa do baixo desenvolvimento de seu filho foi o cigarro. Aliás ele já havia falado isso desde a primeira consulta, quando ela confessou ser fumante, mas ela não ligou. Continuou fumando. Fumou durante toda a gestação.
 Na verdade, o cigarro pode provocar um atraso no desenvolvimento do feto em crescimento. A nicotina e os outros produtos derivados do alcatrão passam do sangue da mãe para o sangue da criança, causando este e outros males. O problema do baixo peso ao nascimento é que o bebê pode não sobreviver caso ocorra alguma outra complicação, porque é um bebê desnutrido. Além disso, ele pode não ter forças para mamar como precisa, necessitando de auxílio médico por algum tempo, como a alimentação por sonda.
Fátima ficou com uma tremenda dor de consciência por ter causado mal ao seu próprio filho e parou de fumar. Seus outros filhos nasceram sem problemas.
Se você conhece alguma mulher que fuma e está grávida, conte a ela o que acabou de aprender e peça a ela que pare de fumar, pelo menos enquanto está grávida. O cigarro realmente faz mal às mães e aos seus bebês na gestação. Muito mais aos bebês.
Guarde a seguinte lição: fumar durante a gravidez pode prejudicar muito o bebê, fazendo com que ele nasça com peso abaixo do normal.
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¨Não consigo parar de fumar¨

04/06/11

“Eu fumo dois maços por dia desde os meus 13 anos de idade e não consigo mais largar o maldito cigarro. Estou viciado, meu corpo pede o cigarro. Acordo à noite para fumar. Não tem mais jeito. Eu sou um caso perdido.”
Você já ouviu algum dia um desabafo como este, não ouviu?
Pois aprenda hoje que isto é uma grande bobagem e uma tremenda mentira porque o cigarro não vicia de verdade. Fumar cigarros não é mais do que um hábito, como tomar café, ver televisão ou dormir sem travesseiro. O hábito pode ser deixado a qualquer momento sem grandes dificuldades, ainda que custe um pouquinho de sofrimento, principalmente psicológico.
Preste atenção porque vou repetir. Fumar cigarros não é vício, é hábito que pode ser deixado de repente, sem qualquer problema. Sem riscos à saúde.
Por que então é difícil para a maioria dos fumantes deixar o cigarro?
A resposta é muito simples: porque eles não querem deixar o cigarro e inventam desculpas como essa do vício.
Não é necessário consultar um médico, ou tomar remédios, ou fazer acupuntura, ou usar chás especiais, ou procurar magos e feiticeiros para deixar o cigarro. Basta querer. E pronto.
Também não é preciso parar aos poucos para “desacostumar” o organismo. Quem quer parar de fumar pára de uma vez só e para sempre. Não é necessário que o fumante passe por um processo de desintoxicação como o alcoólatra ou o viciado em heroína.
Você não acredita? Então fale com os que deixaram de fumar de um dia para o outro e confirme o que estou dizendo. E descubra ao conversar com ex-fumantes que o cigarro fez falta apenas nos primeiros dias. A vontade passou com muita facilidade. Em menos de duas semanas o hábito de fumar saiu de sua vida.
Parar de fumar é o maior investimento que um fumante pode fazer para o futuro de sua saúde. E não custa nada. Nem paga imposto. Só os fabricantes e distribuidores ficarão tristes. Também as companhias funerárias.
Não se deixe vencer pelo cigarro. Seja você um vencedor e deixe de fumar hoje mesmo.
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A mulher e o cigarro

04/06/11

Segundo a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde, cerca de 10 a 15% de mulheres adultas fumam no Brasil, sendo que mais de 90% delas adquiriram o hábito de fumar antes dos vinte anos de idade, isto é, na infância e na adolescência. O número de fumantes tem crescido sem parar entre as mulheres nas últimas décadas e atualmente é estimado em mais de 11 milhões de brasileiras. O tabagismo é o responsável direto por 40% das mortes de mulheres com menos de 65 anos de idade, segundo o Instituto Nacional do Câncer. O tabagismo provoca problemas de saúde muito sérios nas mulheres e em seus filhos, dentre os quais podem ser destacados os seguintes:

1.O risco de infarto do miocárdio, embolia pulmonar e tromboflebite em mulheres jovens que usam pílulas anticoncepcionais e fumam chega a ser 10 vezes maior que o das que não fumam e usam este mesmo método de controle da natalidade.

2. Mulheres fumantes de dois ou mais maços de cigarros por dia têm 20 vezes mais chances de morrer de câncer de pulmão do que mulheres que não fumam.

3. As mulheres têm risco maior de ter câncer de pulmão com exposições menores do que os homens. Adenocarcinomas ocorrem mais em mulheres fumantes do que em homens, e estão associados ao modo diferenciado de fumar (inalação profunda) e/ou produtos da indústria do tabaco voltados para a mulher.

4. Calcula-se que o tabagismo seja responsável por 10% das mortes por doença coronariana nas mulheres com mais de 65 anos.

5. Mulheres fumantes que não usam métodos contraceptivos hormonais reduzem a taxa de fertilidade de 75% para 57%, devido ao efeito causado pelas taxas de concentração de nicotina nos ovários.

6. As fumantes que fazem uso de contraceptivos orais apresentam risco para doenças do sistema circulatório, aumentando em 39% as chances de desenvolver doenças coronarianas e 22% a de acidentes vasculares cerebrais.

7. Fumar durante a gravidez traz sérios riscos. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros, bebês de baixo peso, mortes fetais e de recém-nascidos, complicações com a placenta e episódios de hemorragia ocorrem mais frequentemente quando a grávida é fumante. Tais problemas se devem, principalmente, aos efeitos do monóxido de carbono e da nicotina exercidos sobre o feto, após a absorção pelo organismo materno.

8. Um único cigarro fumado pela gestante é capaz de acelerar em poucos minutos os batimentos cardíacos do feto, devido ao efeito da nicotina sobre seu aparelho cardiovascular.
Fonte: Ministério da Saúde

O alvo da indústria do tabaco nos últimos anos é fidelizar adolescentes, particularmente meninas, com um apelo publicitário muito forte, cativando-as por toda a vida. Isso tem funcionado muito bem. Para a indústria do tabaco. E tem funcionado muito mal para a saúde das mulheres, nas quais a incidência de câncer de pulmão, de câncer de bexiga, de acidentes cardiovasculares e de osteoporose vem crescendo sem parar, entre outras doenças igualmente graves causadas pelo hábito de fumar.
O tabaco é a segunda droga mais consumida por jovens no mundo todo, também no Brasil. Perde só para o álcool. No entanto, o tabagismo é a principal causa de morte evitável no planeta, numericamente muito mais importante do que o alcoolismo. Se pudermos considerar um inimigo público número um da saúde, de homens e mulheres, este é, sem dúvida, o cigarro.
A mulher brasileira tem fumado cada vez mais, apesar de tudo. A propaganda agressiva e desenfreada da indústria do tabaco tem vencido o jogo.

 

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Fumar dá câncer

14/05/11

Ricardo tem 45 anos e está com câncer de pulmão. Tem esposa e quatro filhos adolescentes. Dificilmente vai ficar curado porque o câncer está muito avançado. Ele já passou por cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Provavelmente viverá só mais alguns meses, com grande sofrimento para ele e para os que gostam dele, seus amigos e parentes. Que pena! Coitado do Ricardo! Ele vai morrer e sabe disso.
Você sabe por que ele tem esse câncer? Porque fuma desde os quinze anos de idade. Só por isso. Não há outra explicação. O cigarro é a causa de sua doença e de seu sofrimento. Hoje ele sabe disso e se arrepende, mas… tarde demais.
O câncer de pulmão é uma doença gravíssima e pode matar. É uma das causas de morte mais comuns em homens e mulheres em todo o mundo. No entanto, o câncer de pulmão é frequente somente entre os fumantes. Os que não fumam raramente são vítimas dessa forma de câncer. Diversas outras doenças ocorrem preferencialmente em fumantes: osteoporose, câncer de boca, câncer de laringe, câncer de língua, câncer de esôfago, câncer de bexiga e vários outros. Também as doenças do coração, do cérebro e dos pulmões.
Ricardo tem apenas 45 anos de idade e está morrendo de câncer de pulmão por causa do cigarro. Ele gostaria muito de passar esta lição dolorosa para seus quatro filhos, mas eles já aprenderam a fumar e no fundo não acreditam que a doença do pai possa atingi-los da mesma forma. Como todos os adolescentes, eles acham que são invulneráveis. Ricardo pensava do mesmo modo quando era adolescente.
Na verdade, quanto mais cedo se aprende a fumar, mais difícil fica deixar o cigarro. É justamente por isso que as grandes companhias de cigarros envenenam os jovens com suas propagandas sedutoras. Preste atenção e veja que as propagandas mais bonitas e sofisticadas são as dos cigarros.
Não jogue sua vida fora como o Ricardo. Pare de fumar e não permita que seus filhos fumem.
O Ministério da Saúde e toda a comunidade científica advertem: o cigarro faz muito mal à saúde. Não fume.
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Fumar faz mal à saúde

08/05/11

“O Ministério da Saúde adverte: fumar faz mal à saúde.” Você já leu isto em jornais e revistas, já ouviu no rádio e já viu na televisão, com poucas variações. Toda vez que se faz a propaganda de uma marca de cigarro, aparece junto um aviso deste tipo. Você sabe por quê? Porque está cientificamente provado que os fumantes vivem menos que os não-fumantes. Além disto, sofrem de várias doenças que não só encurtam a vida, mas diminuem a sua qualidade. Pressão alta, câncer de pulmão, câncer de bexiga, infarto do miocárdio, derrame cerebral, arteriosclerose, bronquite asmática, enfisema pulmonar e inúmeras outras doenças graves. Quem não fuma pode ter estas doenças também, mas elas atingem muito, muito mais aos fumantes.
Por força de lei, de alguns anos para cá, as companhias produtoras de cigarros são obrigadas a avisar que o hábito de fumar faz mal à saúde. Elas o fazem de má vontade e com letras muito pequenas, mas são obrigadas. Esta é a razão da advertência do Ministério da Saúde que você encontra todos os dias.
Você fuma? Então saiba que o hábito de fumar realmente faz mal. A advertência do governo não tem caráter moralista, mas apenas científico e econômico. Científico porque está mais do que provado por diferentes cientistas de todo o mundo que o cigarro faz mal à saúde; e econômico porque os gastos de todos os governos do mundo com os cuidados com os fumantes são extraordinariamente altos. Apesar de os governos arrecadarem muito com os impostos sobre os cigarros, as despesas que têm com as internações e tratamentos dos fumantes é muito maior.
Fumar pode ser agradável para algumas pessoas, pode acalmar, pode ser uma espécie de muleta emocional para outros, mas faz mal à saúde. E faz mal não somente aos fumantes, mas aos que convivem com os fumantes, tanto no trabalho como em casa. São os chamados fumantes passivos, adultos e crianças.
Fumar faz muito mal à saúde de quem fuma e de quem está perto de quem fuma. Pare de fumar imediatamente. Além disso, fumar está completamente fora de moda.
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