Arquivo da categoria ‘Sexo’

Problemas sexuais do envelhecimento

03/07/18

Ainda que haja muitos problemas sexuais disfuncionais na juventude, tanto em homens como em mulheres, em todo o mundo, há problemas previsíveis, com os quais todos podemos contar, no processo de envelhecimento normal, sem doenças.
Homens que envelhecem com saúde preservada perdem potência sexual progressivamente. Suas ereções são menos frequentes e incompletas, isto é, há uma menor rigidez peniana. Mesmo assim, o coito é possível, e o indivíduo acaba se adaptando a uma ereção menos satisfatória. Essa situação pode progredir até que uma rigidez insuficiente para a penetração ocorra, ao que chamamos de disfunção erétil severa. Nestes casos, há que procurar ajuda médica. Isso pode ocorrer em homens sadios, não fumantes, em qualquer idade, mas a disfunção erétil guarda uma relação forte com a faixa etária, isto é, quanto mais velho é um homem, mais ele se aproxima da disfunção erétil.
Ao envelhecer, os homens perdem volume e redução da força de expulsão do ejaculado, isto é, o esperma sai em menor quantidade e com menor jato. A qualidade do esperma diminui também com a idade, tornando o homem menos fértil. Todavia, mesmo em idade muito avançada, o homem, diferentemente da mulher, pode ter filhos.
O desejo sexual não é tão afetado no processo de envelhecimento masculino. Diminui, naturalmente, mas ele é mais uma expressão de saúde mental do que de saúde física. Um homem mentalmente sadio preserva sua libido até morrer.
Nas mulheres sadias, a grande encruzilhada da vida é a menopausa. Depois dela, muitas mulheres perdem o desejo sexual, a lubrificação vaginal e o potencial orgástico. Muitas desenvolvem dispareunia, isto é, dor durante o coito. Isso não é uma sina de todas as mulheres, mas de parte considerável delas. Com alguma ajuda médica, esses problemas podem ser facilmente superados, especialmente naquelas mulheres que tiveram no passado uma vida sexual satisfatória.

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Sexologia

29/05/18

O estudo da sexualidade humana interessa a várias especialidades médicas, como a Psiquiatria, a Urologia, a Ginecologia, a Endocrinologia e a Radiologia, principalmente. No Brasil, a Sexologia não é reconhecida como uma especialidade médica, mas uma área de atuação médica, segundo a Associação Médica Brasileira (AMB). Outras áreas do conhecimento humano também se interessam pela sexualidade humana, como a Psicologia, a Psicanálise, a Antropologia e a Sociologia, entre outras.
Na prática, são os médicos, os psicólogos e os psicanalistas os profissionais mais diretamente voltados para o tratamento das disfunções sexuais, que acometem um número muito expressivo da população, em todos os lugares do planeta. Os números de dificuldades e de doenças sexuais são grandes e aparecem em todas as estatísticas, em todas as idades. Ejaculação precoce, só para dar um exemplo de uma das disfunções mais prevalentes, acomete cerca de 30% da população masculina adulta brasileira. Esse número é extraordinariamente elevado e não diminui com o envelhecimento, como se supunha antigamente.
O tratamento de qualquer pessoa com disfunção sexual começa por uma entrevista com o profissional escolhido para ajudar, médico ou não. Da entrevista pode sair um diagnóstico provável da disfunção e uma proposta de investigação e de tratamento. Frequentemente, outros profissionais precisam ser envolvidos, o que aumenta o tempo dispendido pelo paciente e os custos. Por exemplo, um homem com dificuldade de ereção, ao ser abordado por um psicanalista inicialmente, certamente irá ser tratado em conjunto com um urologista, que solicitará exames e proporá um tratamento. Esse tratamento poderá incluir um psiquiatra, que dê apoio medicamentoso. Assim, este homem terá um psicanalista, um psiquiatra e um urologista para tratar de sua dificuldade eretiva. Eventualmente, sua parceira (ou seu parceiro) terá que participar da abordagem terapêutica, o que aumenta ainda mais o investimento de tempo e dinheiro.
Lamentavelmente, embora haja recursos técnicos e profissionais qualificados em nosso meio, o acesso aos tratamentos disponíveis para os problemas da sexualidade não é para todos.

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Quem trata de problemas sexuais?

24/04/18

O estudo científico da sexualidade humana começou com um médico inglês, contemporâneo de Darwin, chamado Henry Havelock Ellis, no século dezenove. Nasceu com ele a Sexologia, ou o estudo da sexualidade humana normal e patológica. Alguns outros deram grandes contribuições ao estudo da sexualidade, mas ainda há muito a ser desvendado. Por mais estudos que tenham sido realizados, sabemos pouco dos mistérios que envolvem o sexo entre os humanos.
Modernamente, há a chamada Medicina Sexual, que se dedica a tratar as pessoas disfuncionais, de todas as idades. Há, inclusive, sociedades internacionais de Medicina Sexual, voltadas para a investigação científica, classificações e tratamento dos problemas sexuais.
Atualmente, há uma profunda convicção de que a abordagem do paciente com dificuldades sexuais deve ser multidisciplinar. Participam psicólogo, psicanalista, urologista, ginecologista, endocrinologista, fisioterapeuta, radiologista e, eventualmente, neurologista, psiquiatra, nutricionista e cirurgião plástico. Isso, por si, já mostra quão complexa é a expressão da sexualidade humana.
Os especialistas médicos que mais atuam na área da sexualidade são os urologistas e os ginecologistas. Esses são os primeiros a ouvir as queixas dos pacientes e a propor alguma abordagem terapêutica. Isso nem sempre basta. O médico é obrigado a recorrer ao psicólogo e a outros profissionais, em busca de melhores resultados. Sempre há aspectos culturais e emocionais envolvidos com a expressão da sexualidade, daí a necessidade de uma abordagem mais abrangente. Da mesma forma, o problema raramente é individual. Uma pessoa disfuncional geralmente tem um parceiro sexual também disfuncional. Para atingir um, é necessário abordar os dois.
Alguns estudos populacionais mostraram que cerca de metade da população adulta tem queixas sexuais relevantes. Mais da metade dos casais reclamam de mau funcionamento sexual, com a decorrente frustração e o inevitável sofrimento emocional.
Em nosso país faltam centros de Medicina Sexual que atuem eticamente e com forte base científica multidisciplinar. O que existe no mercado nacional é praticamente só picaretagem e incompetência na área da sexualidade.

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