Arquivo da categoria ‘Sem categoria’

É bom que o médico peça muitos exames de imagem?

26/06/17

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou neste mês de junho de 2017 alguns dados referentes aos números de pedidos de exames de ressonância magnética e tomografia computadorizada realizados entre 2014 e 2016 por médicos que atendem planos de saúde no Brasil, os chamados “convênios”. Esses dados mostram com clareza que os números desses exames de imagem ultrapassam os números de muitos países desenvolvidos, como Alemanha, França e Estados Unidos. A ANS também demonstrou que houve um crescimento significativo de 18% de pedidos de tomografias entre 2014 e 2016, absolutamente injustificável tecnicamente, e de 22% de pedidos de ressonância magnética.
As explicações para esses números exagerados na população dos “convênios”, cerca de 50 milhões de pessoas, são diversas – despreparo técnico dos médicos, substituição apressada de história e exame físico por exames de imagem, propinas dos radiologistas aos médicos solicitantes, pressão dos pacientes sobre os médicos para a realização de exames de imagem, baixa remuneração dos planos de saúde aos médicos e outras causas.
Já está mais do que provado que os médicos que pedem exames em excesso têm uma formação ruim. Os que não pedem nada nunca, por outro lado, são negligentes. Há um meio termo, nem sempre fácil de achar, em que os exames necessários devem ser solicitados, depois de uma anamnese cuidadosa e de um exame físico completo.
O excesso de tomografias computadorizadas, que têm radiação ionizante, pode levar a algumas formas de câncer, uma vez que o efeito da radiação é cumulativo ao longo da vida. Isso já foi demonstrado nos Estados Unidos, onde havia, até um passado recente, um número abusivo de pedidos de tomografias.
A melhor formação de nossos médicos, tanto ética como técnica, e a educação médica da população, certamente reduzirão os pedidos de exames desnecessários a longo prazo. Por ora, a contenção dos excessos deve ser coibida por meio de auditorias médicas e melhor remuneração dos médicos pelas operadoras de saúde que atuam no Brasil.

Visite www.momentosaude.com.br
Visite www.minhashistorinhas.art.br

Quanto vive uma pessoa contaminada pelo vírus da AIDS?

19/05/17

Quando uma pessoa é infectada pelo vírus HIV (vírus da imunodeficiência humana), quer pelo uso compartilhado de drogas injetáveis, como cocaína e heroína, que por via sexual, homo ou heterossexual, quer por transfusão de sangue ou derivados, quer por acidentes em laboratórios, quer por via vertical (da mãe para o feto) ou por qualquer outro modo, muito mais raro, ela pode ficar com o vírus no corpo sem nunca desenvolver a doença AIDS – síndrome da imunodeficiência adquirida. O mais provável, todavia, é que, depois de alguns meses ou poucos anos, essa pessoa comece a apresentar sintomas da doença – febre, perda de peso, diarreia, e muitos outros sintomas e sinais inespecíficos.
Até meados dos anos 90, um aidético tinha uma expectativa de vida de 18 meses no Brasil. No Primeiro Mundo, essa expectativa era de 36 meses. Quando surgiu a terapia antirretroviral, base do “coquetel” de três drogas diferentes, em 1996, a expectativa de vida começou a crescer. De 2008 para cá, com novas drogas, o coquetel tornou-se ainda mais eficiente. Segundo um estudo recente, com 88 mil pacientes, os aidéticos que começaram a se tratar a partir de 2008 têm agora uma expectativa de vida de 78 anos, na Europa e nos Estados Unidos, poucos anos menor do que as pessoas não-aidéticas naqueles mesmos lugares. Isso significa que, atualmente, a doença AIDS ficou tão cronificada, que praticamente pode-se dizer que ela não encurta mais a vida.
No Brasil, a incidência de AIDS vem aumentando nos últimos anos, pela omissão governamental, principalmente. O coquetel oferecido aqui é o mesmo dos países desenvolvidos. Não há estudos semelhantes no Brasil, mas o que se vê na prática é que as nossas vítimas da AIDS, se bem tratadas e bem acompanhadas, têm vidas normais, ainda que não curadas.

Visite www.momentosaude.com.br
Visite www.minhashistorinhas.art.br

O que é acompanhamento vigiado de câncer de próstata?

08/05/17

O câncer de próstata é um dos cânceres mais prevalentes do homem. Surgem cerca de 200 mil novos casos por ano nos Estados Unidos e cerca de 60 mil no Brasil. No resto do mundo não é diferente, exceto naqueles países muito pobres e atrasados, em que a expectativa de vida é baixa e o homem morre ainda jovem.

O câncer de próstata inicial ou localizado na próstata, tem uma grande chance de ser curado por meio de radioterapia ou cirurgia. Todavia, há uma terceira via, o acompanhamento vigiado, que vem ganhando terreno e tem sido objeto de estudos de grande envergadura.

O acompanhamento vigiado é o seguimento do paciente com câncer de próstata SEM qualquer tratamento. O paciente se submete a exames periódicos, mas só será tratado se o câncer crescer muito depressa ou se o paciente desejar o tratamento. O acompanhamento vigiado é uma invenção de médicos suecos, há algumas décadas. Eles provaram que a grande maioria dos tumores localizados de próstata evolui muito lentamente. Os pacientes não tratados acabariam por morrer de outras causas, que não o câncer de próstata. Essa modalidade de abordagem não foi aceita nos Estados Unidos inicialmente, mas isso vem mudando.

Dois trabalhos científicos de grande envergadura, um nos Estados Unidos, chamado CaPSURE, e outro na no Reino Unido, chamado ProtecT, ambos iniciados nos anos 90, concluíram que o acompanhamento vigiado tem resultados excelentes quando se considera um período de dez anos. A chance de um homem com câncer localizado de próstata morrer depois de dez anos é cerca de 1%. Muito pouco para que ele seja submetido a qualquer tratamento curativo no início da doença.

O acompanhamento vigiado do câncer de próstata inicial, localizado, não é para todos os casos, mas deve ser considerado na maioria dos pacientes com câncer de próstata localizado acima dos 65 anos de idade.

Vacina contra gripe. É para todos?

17/04/17

Hoje, dia 17 de abril, tem início a campanha nacional de vacinação contra a influenza, ou gripe. A campanha, patrocinada pelo Ministério da Saúde, irá até o dia 26 de maio e tem como meta vacinar 54 milhões de pessoas. Para tanto, o ministério comprou 60 milhões de doses. Serão vacinados pelo SUS, sem custos:
-Crianças entre 6 meses completos e 5 anos incompletos
-Gestantes
-Puérperas (até 45 dias após o parto).
-Pessoas com 60 anos de idade ou mais.
-Todos os profissionais da saúde.
-Povos indígenas.
-Presos e funcionários do sistema prisional, incluindo adolescentes entre 12 e 21 anos.
-Pessoas que têm doenças crônicas, inclusive aquelas que comprometem a imunidade.
-Professores de escolas públicas e particulares. Esse grupo de profissionais será contemplado pela primeira vez no Brasil. Os professores têm contato diário com dezenas de alunos e ficam mais expostos aos vírus causadores da gripe.
Pessoas que não se enquadrarem nessa lista e quiserem receber a vacina, terão que se dirigir a uma clínica particular de vacinação. O valor deverá variar, conforme o Estado e a clínica, entre 80 e 150 reais.
A vacina é trivalente, isto é, contém três tipos diferentes do vírus da gripe: influenza A (H1N1), influenza A (H3N2) e influenza B. Isso confere uma proteção satisfatória, ainda que não absoluta, uma vez que existem outros tipos virais capazes de provocar gripe.
O objetivo maior da vacina é reduzir o número de complicações, das quais a mais grave é a síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que matou cerca de 2000 pessoas no Brasil em 2016.
A vacina precisa de 15 dias para conferir proteção, portanto, quanto antes, melhor.

Visite www.momentosaude.com.br
Visite www.minhashistorinhas.art.br

Transplante Рum caso muito s̩rio

28/10/13

Maria é uma moça de apenas vinte e cinco anos de idade e está morrendo. Ela tem uma doença grave de nascença no coração. Maria, que sempre foi fraquinha quando criança, agora nem sai de casa. Fica deitada a maior parte do tempo, com constante falta de ar. Ela não vive mais, vegeta. Está esperando a morte. Ou um milagre!
Sua família, que sempre cuidou muito bem dela, está desesperada. Que pai ou mãe se conforma em perder uma filha, seja por que motivo for?
Sua única esperança é o transplante de coração. Seus médicos já a prepararam para o transplante, mas ainda não surgiu um doador. Como o transplante de coração só pode ser feito atualmente a partir de uma pessoa que morre, Maria está esperando que alguém morra para receber seu coração. Só que a espera já dura alguns anos e ela não vai poder aguentar muito tempo mais. Quando surge uma pessoa de quem se poderia retirar o coração, o sangue não combina com o dela, ou a família do morto não aceita doar o coração, ou surge qualquer outro empecilho burocrático. O tempo está passando e não surge um coração para Maria.
Essa história está acontecendo neste mesmo instante. Existem centenas de pessoas aguardando um rim, um coração, um pulmão ou um fígado para poder continuar vivendo. Como a medicina ainda não evoluiu ao ponto de usar órgãos de animais ou artificiais com segurança, ou órgãos humanos clonados, ela depende de órgãos de pessoas vivas ou mortas para realizar os transplantes. No futuro próximo teremos a possibilidade de mudar essa situação, mas neste momento em que Maria está morrendo, é necessário que alguém morra para que ela viva.
A questão da doação de órgãos é muito séria e tem sido intensamente debatida. Leis estão sendo aperfeiçoadas para que casos como o de Maria não fiquem tanto tempo à espera de um órgão.
Pare e pense um pouco no assunto. Seja criativo e tente se colocar por um instante no lugar de Maria ou de seus pais. Você ficaria conformado em esperar passivamente por uma doação?

Visite meu site www.momentosaude.com.br

Hemorroidas

28/12/12

Certas palavras provocam algum constrangimento ou inibição em quase todas as pessoas. A palavra câncer é uma delas. Certos indivíduos nem mesmo a pronunciam de medo que ao proferi-la ocorra, por um mecanismo mágico, o contágio.
Outra destas palavras que causam constrangimento e até ruborizam certas personalidades mais delicadas: HEMORROIDAS.
Tenho certeza que você já ouviu ou leu esta palavra muitas e muitas vezes. Até ministros, presidentes, reis e rainhas podem sofrer de hemorroidas.
Hemorroidas são varizes no ânus. Estas varizes, como as varizes das pernas, se desenvolvem geralmente aos poucos nos adultos, embora possam também aparecer em crianças, e provocam sangramento na evacuação. Dito de outra forma, hemorroidas são varizes do ânus que sangram quando alguém usa o banheiro. Aparece sangue no papel higiênico.
As hemorroidas não complicadas somente sangram. E pouco. Mas as hemorroidas antigas, grandes, que saem para fora do ânus, podem provocar um sangramento maior e também dor.
Todo mundo pode ter hemorroidas. Depende da tendência de família (em certas famílias as hemorroidas são muito comuns) e depende dos hábitos das pessoas. As pessoas que se alimentam mal têm mais hemorroidas, comendo poucas frutas, verduras e legumes, isto é, poucos vegetais. Comem muita carne, pão, macarrão, doces e refrigerantes, mas poucos vegetais. Também têm mais hemorroidas as pessoas que ficam muito tempo sentadas, os gordos, os que têm intestino preso e as mulheres que têm muitos filhos.
As hemorroidas podem ser tratadas sem cirurgia quando estão no início. O tratamento consiste essencialmente em corrigir a dieta, emagrecer, andar mais e deixar de usar papel higiênico, substituindo-o por lavagem com água e sabonete.
As hemorroidas maiores, ditas de segundo e terceiro graus, precisam ser tratadas cirurgicamente, ou por meio de métodos modernos como a ligadura com elástico e a aplicação de frio, a chamada criocirurgia, ou por meio da cirurgia clássica, que é a hemorroidectomia, isto é, a remoção completa das varizes com bisturi e tesoura.
Seja como for, existe tratamento e a cura está ao alcance de todos os que procuram o médico. Por falar nisto, o médico que mais entende do assunto é o proctologista.
Visite meu site www.momentosaude.com.br