Arquivo da categoria ‘Pressão alta’

O crescimento da pressão alta no Brasil

24/05/17

A pressão alta, mais apropriadamente chamada de hipertensão arterial, vem crescendo em incidência em quase todo o mundo. No Brasil, oficialmente, segundo dados não muito confiáveis do Ministério da Saúde, a incidência aumentou de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016, isto é, o número de hipertensos diagnosticados por ano cresceu pouco a pouco, por razões variadas, algumas de fácil identificação, como o aumento do sobrepeso, o sedentarismo, a dieta rica em sódio, o consumo abusivo de refrigerantes e bebidas alcoólicas, além do estresse cada vez maior da vida cotidiana. Outras causas são genética, insuficiência renal, dislipidemia (colesterol e triglicérides aumentados), tabagismo e uso abusivo de certas drogas, lícitas, como a cafeína, ou ilícitas, como a cocaína.
A hipertensão arterial é silenciosa e tem, pelo menos no início, poucos sintomas. A vítima da hipertensão nem sabe que está doente. É necessário, para o correto diagnóstico, educar a população para medir a pressão arterial periodicamente, desde a infância. Caso contrário, o diagnóstico será tardio e as sequelas serão maiores.
A hipertensão exige, para seu tratamento, uma mudança na alimentação, perda de peso, exercícios regulares, ingestão baixa de sódio, redução de bebidas alcoólicas, abstinência do tabaco e de drogas ilícitas, redução de cafeína, medicamentos diários e visitas periódicas ao cardiologista ou nefrologista, os maiores estudiosos da hipertensão arterial.
A hipertensão mal tratada ou não tratada leva ao aumento dos acidentes vasculares cerebrais, cardíacos e dos grandes vasos, além de danificar seriamente os vasos da retina e dos rins, levando à perda da acuidade visual e à insuficiência renal crônica. O hipertenso vive, em média, seis anos a menos do que deveria viver, se não levar o tratamento a sério. Bem tratado e bem acompanhado, clinicamente, pode viver como uma pessoa sem hipertensão arterial e com boa qualidade de vida.

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A pressão alta é traiçoeira

28/09/11

Quero contar a história de um homem muito bom, parecida, talvez, com a história de alguém que você conheça. Chamava-se Paulo e tinha mulher e quatro filhos. Era um homem sem vícios e aparentemente sem doenças. Trabalhava noite e dia como carpinteiro e era um dos melhores de sua terra. Ia do trabalho para casa e de casa para o trabalho. Suas forças eram repartidas no cuidado com a família e no trabalho.
Um dia Paulo teve uma forte dor de cabeça durante o trabalho e desmaiou. Foi levado a um hospital e ficou internado por cinco dias. Saiu de lá com a má notícia de que tinha pressão alta e que teria que tomar remédios e fazer consultas médicas periódicas pelo resto de sua vida. Para alguém que nunca havia ido ao médico e se sentia bem, a notícia caiu como uma bomba sobre ele.
No início ele se preocupou e fez o tratamento, mas depois relaxou. Ele não sentia nada e achava desnecessário tomar remédios. Às vezes, quando tinha mal-estar ou dor de cabeça, ele se lembrava do que os médicos tinham dito e tomava os comprimidos. Muita gente faz como ele fazia, só toma o remédio da pressão quando se sente mal.
Um certo dia Paulo teve um derrame cerebral e ficou entrevado numa cadeira de rodas durante sete anos. Não podia andar, não falava, usava fralda e babador. Tornou-se um peso e uma tristeza para toda a família. Finalmente morreu de outro derrame cerebral, antes dos 50 anos.
A história de Paulo se repete todos os dias, infelizmente. Muitas pessoas com pressão alta não têm a mínima precaução porque não se sentem mal e acreditam que nada de ruim vai lhes acontecer.
A pressão alta pode não dar qualquer sintoma, mas é traiçoeira do mesmo jeito. Quando não mata, aleija.
Não tenha o destino de Paulo. Cuide-se um pouco melhor em respeito a si mesmo e aos que você tanto quer bem. Vá ao Centro de Saúde ou a outro serviço médico e controle sua pressão de vez em quando. A próxima vítima pode ser você.

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A pressão alta é democrática

24/09/11

Se você não tem pressão alta, certamente conhece alguém muito próximo que sofre desta doença. Pode ser um parente, amigo, ou companheiro de estudo ou de trabalho. Talvez um vizinho ou um conhecido. Sabe por quê? Porque a pressão alta ou hipertensão arterial é uma das doenças crônicas mais comuns entre os adultos. Aparece nas crianças também, mas entre os adultos é frequentíssima. Tenho certeza de que perto de onde você mora existem alguns hipertensos. Ou não?
A pressão alta é uma das doenças mais democráticas que existem. Todos podem tê-la, ricos ou pobres, brancos, pretos ou amarelos, gordos ou magros, pessoas agitadas ou pessoas tranqüilas, fumantes ou não-fumantes, moços ou velhos, esportistas ou sedentários. É evidente que a pressão alta tem maior incidência em determinados grupos da população – entre obesos, fumantes, diabéticos e idosos ela é mais comum. O que não existe é uma população imune à hipertensão arterial. Todo ser humano pode tornar-se hipertenso durante sua vida.
Uma vez instalada, a pressão alta começa a destruir as artérias por onde o sangue passa, ao que se dá o nome de arteriosclerose. Qualquer parte do corpo pode ser afetada. Em algumas pessoas as artérias do cérebro são afetadas mais intensamente, o que deixa a pessoa esquecida, paralítica ou maluca. Em outras pessoas, os olhos são prejudicados primeiro, o que pode chegar até a cegueira. O coração, que faz o grande trabalho de bombear o sangue para todo o organismo, naturalmente sofre mais. Quase todos os hipertensos têm lesões em seus corações, maiores ou menores. Outra parte do corpo que pode ser afetada pela hipertensão é a região genital, levando à impotência sexual.
Antigamente, por falta de remédios eficazes, a pressão alta matava ou aleijava muito cedo na vida dos hipertensos. Hoje, com a evolução da medicina, a pressão alta tem tratamento relativamente simples e, conforme sua causa, até cura.
A pressão alta é muito freqüente e pode causar sérios danos à saúde, mesmo quando não se acompanha de sintomas. Vá ao médico periodicamente e verifique, entre outras coisas, se sua pressão arterial vai bem. Medir a pressão não dói.

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O automóvel e a pressão alta

17/09/11

Você provavelmente já andou muitas e muitas vezes de moto, carro, trem, caminhão ou ônibus. Provavelmente você já passou pelo aborrecimento de estar no veículo quando ele quebrou. Não foi muito chato? Já aconteceu comigo algumas vezes. Das muitas quebras de veículos motorizados, a queda ou a elevação na pressão do óleo do motor ou a elevação da temperatura e da pressão dentro do radiador, são causas muito freqüentes de defeitos. Nas corridas de Fórmula 1 não é raro ver um carro abandonando a prova debaixo de fumaça e vazamento de óleo depois de uma dessas alterações de pressão.
Dentro de nós, que não somos máquinas comuns, somos máquinas vivas e extremamente complexas, corre sangue por uma tubulação chamada circulação. O sangue é bombeado pelo coração para todas as partes do corpo, mesmo as mais distantes. Para chegar até os pés, por exemplo, tem que haver uma certa pressão, se não o sangue não chega lá e os pés ficam frios. Pois é, quando o organismo trabalha com pressões muito altas, o que nós médicos chamamos de hipertensão arterial, tal como nos automóveis pode ocorrer uma “quebra”. A circulação pode romper-se, alguns vasos podem entupir, a bomba (que é o coração) pode se dilatar…
Cuidar da saúde do corpo é muito mais importante do que cuidar da saúde do automóvel, o que nem sempre fazemos. A pressão alta é facilmente detectada por qualquer médico ou enfermeiro e pode ser tratada com grande sucesso. Infelizmente, há um montão de hipertensos e só um pequeno número deles está em tratamento. Sabe por quê? Por falta de conhecimento ou medo. Muitos se sentem bem e não sabem que a pressão alta pode matar ou aleijar sem aviso prévio. Pensam que a pressão alta deve ser tratada só quando ocorrem sintomas como dor de cabeça, tontura e mal-estar. Estão totalmente enganados porque a pressão alta pode não provocar qualquer sintoma durante vários anos.
Todos que têm bom senso e pretendem aproveitar a vida devem ter suas pressões medidas de vez em quando. Se hipertensos, que procurem tratamento enquanto é tempo, antes que a “máquina” quebre.
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Pressão alta é…

07/09/11

Se eu perguntasse a você neste momento o que é hipertensão arterial, você provavelmente teria alguma dificuldade para responder. Mas, se eu perguntasse o que é pressão alta, certamente você responderia sem hesitação. Hipertensão arterial ou pressão alta é uma condição que se caracteriza por uma pressão mais alta do que o normal dentro das artérias, que são os canais por onde o sangue flui do coração para todo o organismo.
A pressão alta não é necessariamente uma doença, ao contrário do que você está acostumado a ouvir. Por exemplo: Você que não tem pressão alta, mas uma pressão normal, pode ficar imediatamente com pressão alta se passar por um susto muito grande, ou outra emoção igualmente forte. Passado o susto, a pressão cai para os níveis normais. Um atleta, quando está no auge de seu esforço muscular, naquele momento tem pressão alta, que se normaliza logo depois. Durante o ato sexual, a mesma coisa – a pressão sobe.
No entanto, se a pressão fica alta durante a maior parte do dia e da noite, mesmo na ausência de esforços ou de emoções, então isto é doença, é hipertensão arterial crônica, e pode matar. O hipertenso que não se cuida vive em média seis anos menos que o indivíduo que tem pressão normal.
A pressão alta pode surgir em qualquer idade, até na infância, mas geralmente aparece mais tarde, depois dos 35 anos. Ela pode ser causada por tendência de família, excesso de peso, mau funcionamento dos rins, distúrbios hormonais, cigarro demais, álcool demais e, principalmente, por ansiedade demais.
Quem tem pressão alta tem que se tratar porque a pressão alta mal tratada, ou não tratada, encurta a vida ou diminui a sua qualidade. Quem sofre de pressão alta e não se trata pode ficar cego, impotente, com insuficiência renal, insuficiência cardíaca e muitas outras doenças graves e incapacitantes. No entanto, quem tem pressão alta e é bem cuidado pode ter uma vida inteiramente normal e produtiva.
Ter pressão alta não é o fim. O fim do mundo é ter pressão alta e não se tratar neste início de século XXI.
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