Arquivo da categoria ‘Memória’

Perda de memória

11/07/18

A perda de memória é uma queixa comum nos consultórios médicos, particularmente por parte de pessoas de meia idade para cima. A preocupação de que isso seja o início do Alzheimer tem levado pessoas atrás de diagnóstico e tratamento.
A memória pode ser subdividida em recente e tardia. Memória recente é aquela que foi guardada há minutos, horas, dias, semanas ou meses. Por exemplo, a memória recente é aquela que faz a pessoa se lembrar do que comeu no almoço de ontem. Ou repetir o que acabou de ouvir no rádio. Ou lembrar-se do conteúdo do livro que acabou de ler. A memória tardia, por outro lado, está associada a fatos ocorridos em anos ou décadas anteriores. Faz com que a pessoa descreva, detalhadamente, o que aconteceu na sua festa de aniversário cinco décadas atrás. Ou lembrar-se vividamente do primeiro beijo. Ou do dia da morte da bisavó.
O processo de envelhecimento normal compromete a memória recente. Todas as pessoas normais se esquecem de nomes, números de telefones, números de documentos ou do que fizeram há dois dias, ou de sua última viagem, ou de sua última refeição. A memória tardia fica preservada. Um dos truques para enfrentar essa perda da memória recente é anotar as coisas importantes e não confiar tanto na memória.
Diversas doenças físicas e mentais podem levar à perda de memória, recente ou tardia. O estresse continuado, a depressão, as alterações hormonais, a apneia do sono, os quadros demenciais, a aterosclerose e muitíssimas outras, nem todas tratáveis ou reversíveis.
O especialista que mais estuda os problemas de memória é o neurologista clínico. Com os recursos existentes atualmente, é possível diagnosticar com precisão a origem dos problemas de memória e, eventualmente, tratar com algum sucesso. Se não para curar, pelo menos para minimizar o problema.

Visite www.momentosaude.com.br
Visite www.minhashistorinhas.art.br

Perda de memóira

27/02/18

Muitas pessoas, inclusive jovens, preocupam-se com esquecimentos eventuais de nomes, números, endereços, compromissos, além de perda de chaves, dinheiro, cheques, canetas e óculos. Acham que deveriam ir ao médico e pedir um remédio para melhorar a memória. Alguns vão diretamente ao balcão da farmácia e acabam comprando remédios para melhorar e memória. Geralmente compram remédios inúteis, às vezes nocivos à saúde.
A perda de memória, exceto por doença, começa na meia idade, entre 40 e 50 anos, e é progressiva, em pessoas sadias e absolutamente normais. A memória recente fica mais prejudicada do que a memória tardia, isto é, a pessoa não se lembra do que comeu no almoço, mas se lembra nitidamente de um episódio acontecido na infância. Esse fenômeno é normal no processo de envelhecimento e não deveria preocupar.
Há casos, todavia, como o Alzheimer e outros quadros neurológicos, que se caracterizam por uma perda muito acelerada da memória. Tais casos são francamente patológicos e precisam de tratamento logo no início, de modo a preservar a memória o máximo possível. São os neurologistas os profissionais treinados para o diagnóstico e o tratamento de uma perda de memória patológica, quase sempre causada por doença facilmente identificável. Além dos quadros demenciais, outras doenças podem prejudicar a memória, como alcoolismo, diabetes, esquizofrenia e outras.
Para as pessoas normais, sadias, que têm um ou outro lapso de memória durante o processo de envelhecimento, o melhor é fazerem exercícios físicos com regularidade e praticarem a leitura diária. Outros preferem aprender coisas novas, se dedicarem a projetos de médio e longo prazo, estudarem para uma outra profissão, etc. É válido da mesma forma. Os exercícios intelectuais, particularmente a leitura, são o equivalente dos exercícios físicos. São a musculação da mente. Os que pretendem conservar sua inteligência e sua memória, deveriam cuidar da saúde como um todo, e praticarem a leitura durante toda a vida.

Visite www.momentosaude.com.br
Visite www.minhashistorinhas.art.br