Arquivo da categoria ‘Epilepsia’

Problemas elétricos do cérebro

03/08/12

Somos todos eletrificados! Explico melhor: Todos nós temos alguma atividade elétrica mensurável. Todas as nossas células têm um pouco de eletricidade, especialmente as células do cérebro. As células nervosas, os chamados neurônios, têm conexões entre si e se comunicam química e eletricamente.
A atividade elétrica cerebral normal tem um padrão já definido e conhecido pelos neurologistas há muitas décadas.
Quando há distúrbios cerebrais, os padrões elétricos mudam. Pelo estudo das ondas elétricas cerebrais, o que se faz por meio do eletroencefalograma, entre outros exames, o neurologista pode diagnosticar algumas das doenças cerebrais, como epilepsias, tumores, isquemias e outras.
Um foco cerebral que tenha uma atividade elétrica anormal pode levar a dor de cabeça, convulsão, depressão, esquecimento, desmaio, perda da memória e ainda distúrbios do comportamento como agressividade excessiva. Certos criminosos são epiléticos, isto é, têm um foco cerebral anormal e seu comportamento criminoso pode ser encarado em parte como uma doença neurológica.
As pessoas que têm estes distúrbios elétricos em caráter permanente precisam ser tratadas — elas são genericamente chamadas de epiléticas pelos médicos, mesmo que não tenham convulsões. A grande maioria melhora muito com medicamentos comuns. Outros só melhoram com a associação de vários remédios e outros ainda só melhoram com cirurgia para extirpação do foco elétrico anormal.
Quando se suspeita de um problema destes, o certo é procurar um neurologista. Depois de ouvir as queixas e de examinar o paciente, o neurologista pode pedir alguns exames, dentre eles o eletroencefalograma, que é um exame rotineiro e não dói nada. Por meio de eletrodos colocados no couro cabeludo, a atividade elétrica é captada sob diferentes condições, e registrada. É um exame demorado que exige paciência do examinado e do examinador. Mais ainda quando se trata de criança.
A interpretação do eletroencefalograma é difícil e nem todos os neurologistas estão habilitados a fazê-la – só os neurologistas clínicos. Feito o diagnóstico de doença epilética, inicia-se o tratamento. Alguns pacientes precisam ser tratados somente por alguns meses ou anos. Outros precisam ser tratados por toda a vida.
Se você suspeita que tem um problema elétrico cerebral, não vá ao eletricista. Procure um bom neurologista.

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Eletricidade e epilepsia

29/10/11

O sistema nervoso humano é bastante sofisticado em relação ao dos animais. O cérebro, mais corretamente chamado de encéfalo, é grande, muito desenvolvido. Há milhões e milhões de células nervosas chamadas neurônios, que se intercomunicam de um modo tão complexo que até hoje, mesmo com todo o conhecimento acumulado, não se sabe muito sobre o cérebro humano.
No cérebro existe uma constante atividade elétrica. Isso mesmo! No cérebro há eletricidade! Ela é diferente sob diferentes condições, como o sono, o sonho, a convulsão, o exercício e a dor. Esta é a razão por que se faz um exame chamado eletroencefalograma: Mede-se a quantidade e o padrão da atividade elétrica cerebral. O eletroencefalograma é um dos exames que existem para se investigar o que ocorre lá dentro do crânio. Os neurologistas, que são os grandes estudiosos do cérebro, examinam a sensibilidade, os reflexos e a força muscular do indivíduo para tentar imaginar o que ocorre no cérebro. Depois pedem radiografias, exame do liquor (ou líquido da espinha) e o eletroencefalograma. Desta forma os neurologistas podem chegar a conclusões diagnósticas corretas e tratar convenientemente.
O eletroencefalograma é um exame realizado por um técnico especializado, que põe eletrodos no couro cabeludo, que captam toda a atividade elétrica debaixo do crânio, tanto sob condições normais, como sob estimulação. A atividade observada é registrada e comparada com o padrão normal. Os distúrbios elétricos podem ser definidos e localizados a partir o eletroencefalograma.
Pelo estudo do eletroencefalograma o neurologista pode encontrar doenças elétricas, digamos assim — uma eletricidade anormal no cérebro. Isso pode causar dores de cabeça, convulsões, esquecimentos, comportamentos agressivos, depressão, desmaios, ausências e até mesmo alucinações. Os distúrbios elétricos podem até matar. A muitos dos desarranjos elétricos se dá o nome de epilepsia. Há diversas epilepsias diferentes, mas, de modo geral, aos problemas elétricos se dá o nome genérico de epilepsia, no singular.
Os neurologistas são os médicos treinados para pedir e interpretar os dados do eletroencefalograma. São eles também que tratam da epilepsia, que pode ser controlada ou curada.
Se você desconfia que sofre de epilepsia, procure um neurologista para deixá-lo eletricamente bem ajustado.

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