Arquivo da categoria ‘Obesidade’

Cresce a obesidade no Brasil

26/04/17

Dados da mais recente pesquisa da Vigitel, do Ministério da Saúde, publicados recentemente, mostram que entre 2006 e 2016, o número de brasileiros com 18 anos de idade ou mais, que apresentam sobrepeso (sobrepeso, obesidade e obesidade mórbida), passou de 42,6% para 53,8%. Isso representa um aumento de 26,3% em apenas dez anos. Pior ainda, o percentual de obesos nessa mesma população (obesos e obesos mórbidos) cresceu 60% no mesmo período, passando de 11,8% para 18,9%. Paralelamente, o número de crianças com sobrepeso e obesidade também cresceu, o que foi objeto de estudos de outra pesquisa. Há cerca de 30% de crianças com excesso de peso no país.
O aumento do sobrepeso coloca o Brasil entre os cinco países com mais obesos no mundo e aponta para um futuro sombrio. Isso porque a obesidade não caminha sozinha. A mesma publicação da Vigitel mostra que o número de hipertensos e de diabéticos cresceu paralelamente. Na capital de São Paulo, foram encontrados 10% de diabéticos e 25,9% de hipertensos, dados que superam um pouco a média nacional.
As causas desses crescimentos são principalmente a indisciplina na alimentação (alimentos processados, refrigerantes, excesso de doces e de bebidas alcoólicas) e o sedentarismo. Outras causas são o aumento da depressão e da ansiedade, que levam a mais erros alimentares e ao sedentarismo.
Outros problemas associados ao sobrepeso são a artrose, as dores de coluna, a baixa autoestima, dificuldades afetivas e sexuais, redução da produtividade no trabalho e diversas formas de câncer, notadamente câncer de mama, pâncreas, próstata, rim e cólon.
A obesidade é um problema, antes de tudo, mental. Tem que ser tratada por diferentes profissionais – nutricionista, endocrinologista, psicanalista e preparador físico. Mesmo assim, os resultados são frustrantes na maioria dos casos porque a mudança da mente é a mais resistente de todas as mudanças.

Visite www.momentosaude.com.br
Visite www.minhashistorinhas.art.br

O problema da obesidade tem conserto?

07/03/17

O Brasil é, ao lado dos Estados Unidos, da Rússia, da Índia e da China, um dos cinco países mais obesos do mundo. Existe uma outra lista, com os países menos obesos do mundo, em que a maioria dos países luta contra a pobreza e a fome. Exceto um – o Japão, que é um dos países com menor índice de obesidade em sua população – apenas 3,7%. Os países mais obesos do mundo têm entre 17,1% (Brasil) e 33,6% (EUA). Esse baixo número de obesos em sua população, torna o Japão um exemplo a ser seguido pelos países desenvolvidos e também pelos países em desenvolvimento, como o nosso.

O sucesso do Japão, além de fatores culturais milenares, depende, em grande parte, de duas leis nacionais – uma voltada para as crianças e, a outra, para os adultos. A lei Shuku Iku, que contempla as crianças, vigente desde 2005, estabelece que todas as escolas ensinem aos seus alunos os valores nutricionais e culturais da boa alimentação, além de preparar e repartir os alimentos de qualidade nas suas escolas. Não há lanchonetes nem máquinas de comida para as crianças japonesas nas escolas. Toda a dieta é orientada por nutricionistas profissionais, que também participam da educação das crianças.

A lei Metabo, para os adultos, estimula adultos entre 40 e 75 anos de idade a fazerem a medição anual de suas circunferências abdominais, além de orientar e promover exercícios físicos regulares em seus horários de folga e orientação dietética. A circunferência abdominal masculina, medida com fita métrica, facilmente, deve estar igual ou menor do que de 94 cm, segundo a Organização Mundial da Saúde, e a da mulher, igual ou menor do que 80 cm. Esse importante indicador, serve para avaliar o risco cardiovascular, e vale tanto ou mais do que qualquer check-up exaustivo. Os japoneses têm investido nisso.

Se o Japão conseguiu reduzir a obesidade de seu povo, com investimento do Estado e muita paciência, podemos conseguir também.

Visite www.momentosaude.com.br
Visite www.minhashistorinhas.art.br

Aumenta a obesidade no Brasil

21/02/17

Um estudo recente do Ministério da Saúde e da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) mostra que o percentual de pessoas com obesidade e que têm algum plano de saúde subiu de 12,5%, em 2008, para 17%, em 2015. Multiplique-se esse percentual pelo número de brasileiros que têm convênio médico, cerca de 47 milhões atualmente, e se chega ao número redondo de 8 milhões de pessoas. Não é outra a razão por que as operadoras da saúde têm oferecido programas orientados de perda de peso aos seus usuários. Sendo a obesidade um dos principais fatores de risco para os acidentes vasculares, a artrose, o diabetes e a hipertensão, ela precisa ser combatida vigorosamente. Os planos de saúde só têm a ganhar com a redução do percentual de obesos.
O percentual da população com sobrepeso (gordinhos, gordos e muito gordos) subiu de 44,9%, em 2008, para 53,9%, em 2016. Isso significa que a maioria de nossa população está com sobrepeso hoje.
As razões para isso são, de um lado, a maior oferta de alimentos para a população das classes menos favorecidas, e, de outro, a falta de educação alimentar do brasileiro. Tendo dinheiro para comprar comida, o brasileiro compra mal – refrigerantes, alimentos muito calóricos, doces, enlatados, cerveja, farináceos. O resultado é o aumento do sobrepeso, inclusive na população infantil, e os subprodutos dele – doenças físicas e mentais, que levam ao aumento dos custos de tratamento de toda a população.
A prevenção da obesidade é um tema caro ao Estado e também às operadoras da saúde. Ninguém deseja chegar ao ponto que chegaram os norte-americanos nos EUA, o país mais obeso do mundo. Se o problema aqui é grave, lá é gravíssimo e insolúvel. Temos que educar toda a população para que faça bom uso do dinheiro que chega às suas mãos, comprando alimentos de baixa caloria e nutritivos. Há, ainda, um longo caminho a percorrer.

Visite www.momentosaude.com.br
Visite www.minhashistorinhas.art.br

Comemos para viver

25/06/12

Doutor, meu filho não come nada! — Esta é uma reclamação freqüente das mães no consultório dos pediatras. Também de alguns pais e de muitos avós.
Outras mães têm uma queixa diferente:
Doutor, meu filho come demais, está ficando gordo. Dê a ele um remédio para emagrecer.
Quando as crianças são pequenas, inconscientemente os pais relacionam o comer bastante e a gordura com saúde. Tipo bebê Johnson. E isto não é bem verdade, pelo contrário, a obesidade infantil é uma doença.
Do nascimento ao final do primeiro ano de vida, os bebês comem bastante; são alimentados a cada três horas e aos oito meses chegam a aceitar um prato de sopa cheio. Isto se deve ao ritmo acelerado de crescimento deste período da vida.
No entanto, após um ano, o apetite diminui, mas caso a criança continue a aceitar bem o alimento, ninguém fica preocupado ou reclama.
Existem mães que criam o hábito de a criança mastigar o tempo todo; basta o bebê fazer algum barulho, a mãe abre a bolsa e tira um pacote de bolachas. Assim, ele é induzido a comer, comer e comer, sem nem saber o porquê.
É importante memorizar que todos “comemos para viver e não vivemos para comer”, portanto o alimento serve para suprir nossas necessidades físicas e não emocionais. Se ensinamos uma criança a comer para afogar suas tristezas, medos ou raivas, enfiando em sua boa uma mamadeira ou dando a ela um pacote de bolachas para que ela se acalme, é possível que ela assimile a lição e continue a fazer a mesma coisa para se acalmar quando for adulta. São muitas as pessoas adultas que comem para afogar as ansiedades.
Em cada idade a criança necessita de uma quantidade de alimento que a faça crescer e engordar adequadamente.
Elas comem bastante no primeiro ano de vida, mas depois o apetite diminui; então passam a satisfazer suas necessidades com pequenas quantidades de comida (que em geral são bem menores do que a mãe gostaria).
As crianças voltam a comer melhor no início da adolescência, quando novamente terão uma fase de crescimento rápido.
Visite meu site www.momentosaude.com.br

Criança obesa, adulto obeso

25/06/12

Desde que Margarida nasceu acostumou-se a ver seus pais muito mais felizes quando ela comia bem. Quanto mais comia, mais aprovação recebia. Ganhava abraços, beijos e presentes quando comia aquele pratão de comida. Para vê-los felizes, comia bastante, mesmo quando estava sem vontade. Como menina inteligente que era, logo percebeu que para ser rejeitada, devia rejeitar a comida. Para ser aprovada e amada, deveria comer bastante. Como ela queira ser amada, mais comia.
Sempre foi gordinha, mas as tias, os avós e os amigos de seus pais adoravam apertar suas bochechas fofinhas.
Quando entrou na escola tinha sete anos e era bem gordinha. Foi apelidada de bolota logo na primeira semana. Começou a sentir-se rejeitada por ser gordinha. Mas a mãe, em casa, continuava dando-lhe bastante comida e a cobria de carinho. Seu lanche era provavelmente o mais gostoso e o mais cheio de calorias de toda a escola. Preparado pela mãe.
Um belo dia, quando Margarida já estava com seus nove ou dez anos, sua mãe acordou para o fato de que Margarida estava ficando mocinha e uma mocinha gorda. Começou então a implicar com seus lanchinhos, com o tamanho de seus pratos e já não oferecia aquele Toddy antes de ela se deitar.
Pobre Margarida! Talvez nem fosse fome, mas estava tão acostumada a comer o tempo todo! Estava com problemas na escola com seus amiguinhos chamando-a de bolota. Agora tinha também problemas em casa; ninguém parecia satisfeito ao vê-la comer muito.
O que antes era qualidade tinha virado defeito. Ela era obrigada a assaltar a geladeira à noite e, quando alguém a via, levava bronca na certa.
Margarida entrou na adolescência gorda e tornou-se depois uma mulher adulta gorda. Até hoje ela carrega o estigma de ser gorda. É uma pessoa frustrada e infeliz. Sente-se culpada por comer tanto, mas a culpa não é dela. É de seus pais que, bem-intencionados, fizeram dela uma pessoa obesa.
Gordura não é saúde; comer bastante nem sempre é necessário. Comemos para viver e não vivemos para comer.
Uma criança obesa provavelmente será um adolescente obeso e um adulto obeso.
Visite meu site www.momentosaude.com.br

Julgamento

18/12/11

Hoje pedirei sua ajuda para julgar dois homens. Você passa a ser agora o tribunal popular que vai dizer se algum dos dois homens que vou apresentar é culpado do crime de prejudicar sua própria saúde. Preste atenção para julgar com justiça porque a pena é a cadeira elétrica. Seu julgamento servirá de base para os cuidados com a saúde de toda a humanidade.
Pedro tem 45 anos. É contador. Ele é gordo e não faz qualquer esporte. Come muito sanduíche e bebe muito refrigerante. Não come nada diet, só com açúcar. Não gosta de bebidas alcoólicas nem de cigarro. Raramente vai ao médico porque não gosta do que ele fala a respeito de seu colesterol, seu ácido úrico e seu excesso de peso. Na verdade, Pedro odeia os médicos por causa de suas prescrições, que ele nunca segue. Pedro tem pressão alta, mas não toma remédios e é muito nervoso. Está sempre suando agitado. Quando tira férias, passa todo o tempo comendo ou dormindo. No seu tempo livre ele assiste à televisão e come pizza. Andar a pé, nem pensar. Só de carro.
Celso tem 50 anos. Procura manter o peso ideal comendo frutas, verduras, legumes e carnes magras. Ele faz esporte três vezes por semana. Vai ao médico para um “check-up” uma vez por ano. Sempre que o médico identifica algum problema, ele segue à risca as prescrições e dietas. Seu colesterol é normal. Celso tem um trabalho difícil e estressante, que ele procura não levar para casa. Ele é advogado. Nas horas livres ele sai para longas caminhadas com amigos ou parentes. Gosta de viajar e de tomar um copo de vinho diariamente no jantar. Em ocasiões especiais, bebe um pouco mais, nunca em excesso. Toda noite antes de dormir Celso fuma seu cachimbo — é o seu “hobby”.
Você ouviu as histórias de Pedro e de Celso. Você é o juiz agora. Condene à pena de morte aquele que você julgar ter atentado contra a própria saúde. Ponha as duas mãos em sua consciência e julgue com equidade. Pedro é culpado? Celso é culpado? Você decide.
Visite meu site www.momentosaude.com.br

Quem quer emagrecer não come sobremesa

14/06/11

Pesquisa recente do IBGE mostrou que 52% dos homens brasileiros têm sobrepeso, isto é, são gordinhos, gordos ou muito gordos (obesos mórbidos). Eles já são maioria, pela primeira vez, em 2011. Já as mulheres estão bem perto, com 48% de sobrepeso. Em números redondos, de cada 100 brasileiros, homens e mulheres, 50 estão com sobrepeso. Consideradas somente as crianças e adolescentes, cerca de um em cada três deles também estão com sobrepeso.

Esses números caracterizam uma epidemia fabulosa de gente fora de forma e são um pesadelo para os gestores da Saúde Pública. Por quê? Porque junto com o sobrepeso vêm outras muitas doenças, como artrose, diabetes, hipertensão arterial, aterosclerose, acidentes cardiovasculares, disfunção sexual e diversas formas de câncer (mama, cólon, próstata e rim, entre outros).

O sobrepeso pode ser aritmeticamente definido como um índice de massa corpórea (IMC) acima de 25kg/m2. Se a pessoa conhece sua altura e peso, pode fazer a conta com facilidade. Exemplo: um homem tem 1,80m de altura e pesa 125kg. Seu IMC é peso/quadrado da altura, ou seja, 125/1,8×1,8, o que dá 38,58.  Ele está obeso. Para chegar ao IMC de 25, ele precisa perder cerca de 40kg.
A Organização Mundial de Saúde usa um critério simples para definir sobrepeso:

 

 

 Condição       IMC em adultos

�
 abaixo do peso       abaixo de 18,5
 no peso normal       entre 18,5 e 25
 acima do peso       entre 25 e 30
 obeso        acima de 30

 

 

Obesidade é doença. Sobrepeso é doença. E está aumentando muito no mundo ocidental, também no Brasil. A causa principal desse fenômeno é a indisciplina na alimentação, é comer de modo errado. Não é outro o motivo de tanta gente estar com sobrepeso. Outra razão, muito menos importante, é o sedentarismo, que é a lei do menor esforço. O número de automóveis no Brasil, sozinho, já reflete essa lei do menor esforço. Ir de carro até a padaria em vez de ir caminhando, por exemplo.

Os milhões de indivíduos que precisam emagrecer, para poderem viver mais e melhor, devem se concentrar em primeiro lugar em seus hábitos alimentares e, secundariamente, na atividade física regular. A dieta é o caminho mais curto e eficaz para perder peso. Carnes magras, frutas, verduras e legumes são a base da dieta que corrige o sobrepeso. O ritmo de perda de peso deve ser de 0,5 a 1,0kg por semana, isto é, bem devagar. Emagrecer depressa leva à perda de massa muscular e a desnecessário sofrimento físico e psicológico. Emagrecer com saúde é emagrecer devagar e comendo bem.

Os exercícios devem ser feitos regularmente. O exercício mínimo, para quem não tem problemas ortopédicos, é caminhar durante uma hora, três vezes por semana. O ritmo ideal, que pode ser alcançado aos poucos, é de 6km por hora, preferencialmente em terreno irregular, com descidas e subidas. Os exercícios na água são menos eficazes, mas são às vezes os únicos exercícios possíveis para quem tem artrose nos membros inferiores.

O ingrediente essencial para quem quer emagrecer é a força de vontade, que falta para a maioria. Largar os refrigerantes, o álcool, os doces e os lanches. Comer várias vezes por dia em pequena quantidade, conforme a orientação preciosa dos nutricionistas, profissionais indispensáveis para orientar os regimes.

Você quer conhecer um obeso que quer mesmo emagrecer? Que não pratica o auto-engano? Veja se ele(a) come sobremesa. Se comer, não quer emagrecer porque quem quer emagrecer de verdade não come sobremesa. E não come fast-food, não toma cerveja nem refrigerante. Usa adoçante e faz exercícios com regularidade.

Se você quer mesmo emagrecer, comece pela sobremesa!

 

Visite meu site www.momentosaude.com.br

Obesidade é doença

05/03/11

Quem é gordo de vez em quando se sente pressionado pelos amigos e parentes a fazer regime para emagrecer e desabafa: “Qual é o problema em ser gordo? O Jô Soares não é gordo e feliz? O mundo não está cheio de gordos de bem com a vida?”
Na verdade, há muitos problemas em ser gordo, mesmo sendo feliz.
Em primeiro lugar, os problemas físicos. Os gordos sofrem mais que os magros de diversos problemas de saúde: colesterol alto, infarto, diabetes, artrose, insuficiência cardíaca, varizes e várias outras doenças. Tais problemas de saúde podem não só encurtar a vida, mas principalmente reduzir sua qualidade e o prazer de viver.
Em segundo lugar, os problemas sociais. Não é em qualquer lugar que um gordo pode entrar ou freqüentar. Às vezes não há espaço para ele ou ela na loja, no brinquedo, na poltrona, no elevador. Comprar roupa é difícil. Pior de tudo, o gordo é o alvo predileto das brincadeiras e piadinhas.
Em terceiro lugar, os problemas emocionais. Complexos, medos, inseguranças, depressão, baixa auto-estima, dificuldade de auto-aceitação, problemas sexuais… Uma mocinha adolescente gorda, por exemplo, não se aceita como é. Não arruma namorado, não vai à piscina, tem vergonha de usar biquíni… Ser gordo hoje em dia é estar completamente fora de moda!
O que fazer?
Em primeiro lugar, procurar um médico para ver se não se trata de alguma doença orgânica. Se não for doença, então é alimentação errada, com calorias demais, e falta de exercícios físicos. A maioria dos gordos não tem problemas de glândulas endócrinas ou outras doenças físicas, e sim de disciplina alimentar.
Em segundo lugar, modificar sob orientação médica muitos dos hábitos de vida. O excesso de peso é um problema causado por desarranjos mentais tanto quanto físicos. Às vezes, para ficar curada, uma pessoa obesa precisa mudar todo o seu estilo de vida. Precisa de um psicanalista porque seus distúrbios emocionais são a causa básica de sua obesidade.
O lado bom de todas esta discussão é que quase todos os casos de obesidade têm tratamento e ficam curados. O próximo a ser curado pode ser você!

Visite meu site: www.momentosaude.com.br

O gordo sofre

27/02/11

Costuma-se dizer por aí em tom de gozação: “O gordo sofre.” O gordo sofre mesmo, sem brincadeira! Sofre com as piadinhas dos outros, sofre com a falta de lojas de roupas e produtos para gordos, sofre para calçar sapatos, sofre para se levantar, sofre quando sobe na balança, sofre emocionalmente… e a lista vai longe. A gordura em excesso, que nós médicos preferimos chamar de obesidade, é uma doença séria. A obesidade pode estragar ou até mesmo encurtar a vida de uma pessoa.
Existem somente duas maneiras de uma pessoa ficar gorda: comendo de modo errado ou desenvolvendo uma doença que provoque acúmulo de gordura no organismo.
Você tem idéia de qual destas duas causas é a mais freqüente? Se você disse que é a doença, errou. A principal causa da obesidade é a alimentação errada, geralmente aprendida na infância. Da grande maioria dos gordos que existem, somente uma pequena parte tem doenças que explicam a sua obesidade. A maioria absoluta sofre de indisciplina alimentar, isto é, não sabe comer. E isto não quer dizer que todos os gordos comem muito, mas que todos comem mal. Beliscam a todo o momento, comem doces e sanduíches, tomam refrigerantes e cafezinhos o dia todo, não resistem a um sorvete, não podem ver uma pizza, e assim por diante.
Antigamente os nenês gordos eram considerados sadios. Havia até concursos para escolher o mais sadio, que geralmente era o gordo. Quanto mais gordos, mais saúde. Hoje sabe-se que a gordura em excesso na criança não é sinal de saúde, mas de doença. Uma criança obesa com grande chance será um adolescente obeso e um adulto obeso, com todas as conseqüências psicológicas e físicas da obesidade.
O combate à obesidade começa na infância, principalmente para aquelas pessoas que têm pais gordos e que, portanto, têm uma tendência de família para a obesidade. O médico pediatra é a maior autoridade sobre o assunto da alimentação infantil. O médico endocrinologista é o especialista que pode ajudar a criança e o adulto obeso.
Gordura demais é doença e está completamente fora de moda. Cuide-se! Trate de entrar em forma!