Arquivo da categoria ‘Doença mental’

Síndrome de pânico

15/05/18

Síndrome de pânico ou transtorno de pânico é uma doença psiquiátrica do grupo dos transtornos de ansiedade. Pode ocorrer em qualquer pessoa, mas geralmente aparece mais em adultos jovens e sadios, principalmente mulheres.
A síndrome é caraterizada por uma crise súbita, incapacitante e recorrente, desencadeada por algum fator externo (susto, perda, violência, desgosto), ou por nada. Sobe a adrenalina sanguínea e a pessoa tem aumento da frequência cardíaca, aumento da frequência respiratória, ressecamento da boca, falta de ar, medo de morte iminente, contraturas musculares, formigamentos em mãos e boca, sensação de desmaio, escurecimento da visão e outras manifestações subjetivas. O quadro pode durar poucos minutos ou algumas horas, e passa sozinho ou com ajuda médica. O quadro pode se repetir e requerer tratamento psiquiátrico, por meio de drogas (antidepressivos e ansiolíticos) e psicoterapia. A estimulação magnética transcraniana repetitiva é uma técnica indolor, introduzida em psiquiatria em 1997, que pode beneficiar os pacientes que não respondem bem ao tratamento clássico medicamentoso/psicoterápico.
Estima-se que, no Brasil, cerca de 1% da população adulta tem alguma ataque de pânico por ano e que 5% dos adultos relatam algum ataque de pânico na vida. Isso significa que a síndrome de pânico é muito frequente. Todos os médicos deveriam ter familiaridade com essa síndrome, não só os psiquiatras, porque pode aparecer em qualquer consultório ou Pronto Socorro.
A síndrome de pânico pode surgir em pessoas sem antecedentes pessoais ou familiares de transtornos mentais, completamente sadias. Todavia, ela é mais frequente em pessoas que têm pessoas com doenças mentais na família, como depressão e ansiedade.
A síndrome de pânico tem tratamento eficaz e geralmente fica curada ou bem controlada. No entanto, pode estar associada a depressão ou transtorno de ansiedade, doenças crônicas incuráveis, que requerem acompanhamento psiquiátrico permanente.
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Esquizofrenia e bipolaridade

17/03/17

As doenças mentais são muito comuns. Ansiedade patológica, depressão, esquizofrenia, bipolaridade, mania, personalidade narcísica, perversidade, autismo e diversas outras anomalias mentais são doenças universalmente encontradas em todas as idades, todas as nações e em todas as classes sócio-econômicas.
Há alguns anos, um grupo de cientistas americanos e europeus conseguiu provar que a esquizofrenia, a bipolaridade e o autismo estão ligados a genes mutados na mesma região cromossômica, que regula o desenvolvimento neuronal. Feliz ou infelizmente, nessa mesma região cromossômica encontram-se genes ligados à criatividade e às habilidades intelectuais e artísticas. Isso significa que a genialidade está anatomicamente próxima à área da loucura humana. Essa fabulosa descoberta levanta muitas questões de natureza filosófica e ética.
Daqui a pouco tempo, muito pouco tempo, poderemos estudar o genoma do feto humano por meio de células fetais colhidas do sangue materno e avaliar as mutações, inclusive na área das doenças mentais. Só para efeito de raciocínio especulativo, pais poderão se deparar com a gestação de um filho autista, bipolar ou esquizofrênico. E poderão ter a oportunidade de decidir interromper a gestação, mesmo sabendo da possibilidade de seu filho ser potencialmente um gênio. Ou, seguindo um raciocínio lógico, ainda que muito especulativo, geneticistas oferecerão e engenharia genética para modificar o genoma de seu filho e “curar” a esquizofrenia, ou a bipolaridade, ainda que com o risco de matar ou reduzir a criatividade de seu filho.
Outras pesquisas têm identificado regiões cromossômicas responsáveis pela preferência sexual e pelo comportamento erótico-afetivo. Nunca foi encontrado, ainda que muito procurado, o gene gay, mas isso é teoricamente possível.
Tempos complexos nos aguardam dentro de poucos anos. Se, por um lado, a ciência nos brindará com magníficas soluções, que prolongarão e melhorarão nossas vidas, por outro lado, nos colocará diante de dilemas éticos muito sérios.
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Depressão e ansiedade no Brasil

24/02/17

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou em fevereiro de 2017 alguns dados muito preocupantes sobre ansiedade e depressão no Brasil. Segundo aquela organização internacional, o Brasil tem 9,3% de sua população com transtorno de ansiedade e 5,8%, com depressão. Nas Américas, o Brasil ocupa o primeiro lugar quanto à incidência de ansiedade e o segundo lugar quanto à incidência de depressão, perdendo apenas para os Estados Unidos (5,9%).
Ambas as doenças, ansiedade e depressão, acometem mais mulheres do que homens, tanto no Brasil, como em outros países. No total, a OMS estima que haja 264 milhões de pessoas com transtorno de ansiedade e cerca de 322 milhões de pessoas com depressão no mundo. O número de indivíduos depressivos que se suicidam por ano é da ordem de 800 mil casos.
Contribuem para esse cenário, no Brasil, a situação econômica muito ruim, a corrupção desenfreada, a desigualdade social, o desemprego, a violência urbana e a falta de esperança da população.
O fato de haver mais mulheres do que homens com ambos os problemas, ansiedade e depressão, não pode ser inteiramente explicado, mas contribuem para essa diferença os ciclos hormonais da mulher, a menopausa, a opressão da mulher pelo machismo, ainda muito prevalente, e outros fatores biológicos e culturais.
O tratamento da ansiedade e da depressão, que são doenças diferentes, mas que podem coexistir na mesma pessoa, é feito pelo especialista – o psiquiatra, eventualmente com a ajuda de outros profissionais, como o psicanalista, o terapeuta ocupacional, o nutricionista e o preparador físico. Ainda que, de modo geral, essas doenças sejam consideradas incuráveis, o resultado do tratamento é altamente satisfatório, promovendo a redução dos sintomas e melhorando significativamente a qualidade de vida do indivíduo e de sua família. Além de reduzir a possibilidade de suicídio.

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Transtorno bipolar

10/11/16

O transtorno bipolar do humor (TBH) ou transtorno afetivo bipolar (TAB) é uma doença mental, psiquiátrica, em que o doente alterna períodos de depressão e de mania. Durante os períodos de mania, a pessoa se sente muito ativa, cheia de energia, com o pensamento acelerado, toma decisões irrefletidas e irresponsáveis, tem insônia e pode ter um comportamento muito inconveniente. Durantes as fases depressivas, chora, pensa em suicídio, fica isolada e improdutiva.
O transtorno bipolar é muito prevalente na população adulta, chegando a números elevados em termos de Saúde Pública – 1 a 3% da população. Pode aparecer em crianças e adolescentes também. O risco de suicídio nessa população é elevado, bem como o de automutilação e de consumo de drogas. Surtos psicóticos graves podem ocorrer nos pacientes bipolares não tratados ou mal tratados.
O diagnóstico nem sempre é fácil, mas ele é estabelecido pelo psiquiatra. Não depende de exames de laboratório nem de exames de imagem. O diagnóstico sai da história pessoal e familiar. Uma vez firmado o diagnóstico, o tratamento é realizado por meio de medicamentos antidepressivos, antipsicóticos, ansiolíticos e outras drogas, conforme a fase da doença. Também psicoterapia e terapia comportamental. Eventualmente, em casos de risco de suicídio ou de risco para outras pessoas, a internação especializada é mandatória. De modo geral, o bipolar bem medicado e bem acompanhado tem uma vida normal e produtiva.
A doença acomete igualmente homens e mulheres e traz um grande prejuízo na qualidade de vida para a pessoa doente e para os que convivem com ela, caso não seja reconhecida e tratada. O tratamento é para a vida toda, uma vez que não há cura para esse transtorno. A principal causa do transtorno bipolar é a genética. Os bipolares em geral nascem em famílias onde há transtornos mentais, como depressão, esquizofrenia e a própria bipolaridade.
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O transtorno bipolar do humor (TBH) ou transtorno afetivo bipolar (TAB) é uma doença mental, psiquiátrica, em que o doente alterna períodos de depressão e de mania. Durante os períodos de mania, a pessoa se sente muito ativa, cheia de energia, com o pensamento acelerado, toma decisões irrefletidas e irresponsáveis, tem insônia e pode ter um comportamento muito inconveniente. Durantes as fases depressivas, chora, pensa em suicídio, fica isolada e improdutiva.
O transtorno bipolar é muito prevalente na população adulta, chegando a números elevados em termos de Saúde Pública – 1 a 3% da população. Pode aparecer em crianças e adolescentes também. O risco de suicídio nessa população é elevado, bem como o de automutilação e de consumo de drogas. Surtos psicóticos graves podem ocorrer nos pacientes bipolares não tratados ou mal tratados.
O diagnóstico nem sempre é fácil, mas ele é estabelecido pelo psiquiatra. Não depende de exames de laboratório nem de exames de imagem. O diagnóstico sai da história pessoal e familiar. Uma vez firmado o diagnóstico, o tratamento é realizado por meio de medicamentos antidepressivos, antipsicóticos, ansiolíticos e outras drogas, conforme a fase da doença. Também psicoterapia e terapia comportamental. Eventualmente, em casos de risco de suicídio ou de risco para outras pessoas, a internação especializada é mandatória. De modo geral, o bipolar bem medicado e bem acompanhado tem uma vida normal e produtiva.
A doença acomete igualmente homens e mulheres e traz um grande prejuízo na qualidade de vida para a pessoa doente e para os que convivem com ela, caso não seja reconhecida e tratada. O tratamento é para a vida toda, uma vez que não há cura para esse transtorno. A principal causa do transtorno bipolar é a genética. Os bipolares em geral nascem em famílias onde há transtornos mentais, como depressão, esquizofrenia e a própria bipolaridade.
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Ansiedade demais provoca doença

01/07/13

Quando algo muito importante está para acontecer, ficamos sem sono, sem fome, não paramos de pensar, trememos e temos taquicardia. Podemos ter também diarreia, dor de cabeça e dor de estômago, entre outros sofrimentos. Não é assim que ficamos quando estamos para enfrentar uma entrevista para um emprego, o casamento, o vestibular, o exame de motorista, um exame médico, o primeiro dia de trabalho, a primeira relação sexual?
Todos nós, sem exceção, passamos por isso muitas e muitas vezes em nossas vidas. A ansiedade é um fenômeno psicológico que faz parte da vida de todas as pessoas normais. Ter ansiedade é perfeitamente normal. Não é nenhuma vergonha. Estas ansiedades da vida são passageiras. Terminado o fato gerador de ansiedade, ela passa e tudo volta a ser como antes.
No entanto, algumas pessoas mais sensíveis têm ansiedade que não passa. Elas são consumidas por preocupações e medos inteiramente desproporcionais à realidade. Tais pessoas sofrem muito por sua ansiedade exagerada e fazem os que convivem com ela sofrerem por tabela. Ansiedade gera ansiedade, como se fora uma doença contagiosa.
Ansiedade demais é doença e precisa de tratamento. Psicólogos e psiquiatras são os profissionais que mais entendem de ansiedade. Eles podem ajudar muito com técnicas psicológicas e psicanalíticas e, eventualmente, remédios – os medicamentos ansiolíticos, isto é, que diminuem a ansiedade.
Nem sempre é fácil identificar uma pessoa patologicamente ansiosa. Ela pode se esconder atrás de várias desculpas, como excesso de trabalho, falta de tempo, pressões do patrão, problemas familiares, falta de dinheiro, mas na verdade isso não justifica nada porque problemas e preocupações todos nós temos, nem por isso somos todos ansiosos.
A ansiedade pode levar a sérias doenças físicas, como enfarte, derrame, asma, diabetes, impotência sexual, frigidez, pressão alta e câncer. Também pode minar a saúde mental, evoluindo para várias formas neuróticas e até psicóticas. Por isso ela precisa ser combatida e controlada.
Se você é feito de carne e osso, fique um pouquinho ansioso de vez em quando que isso é sinal de normalidade. Mas não se deixe dominar pela ansiedade porque ela corrói o corpo e a mente.

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Ansiedade, um dos males de nosso tempo

24/06/13

A ansiedade é um dos grandes males de nosso tempo. Todo mundo sabe disso. A ansiedade pode ser causada por fantasias inteiramente inconscientes, totalmente fora do controle da vontade consciente, em pessoas sem motivos para ter ansiedade. Pouca gente sabe disso. A ansiedade pode até matar. Nós, os médicos, bem o sabemos porque tratamos de pacientes ansiosos todos os dias e podemos testemunhar quão grandes prejuízos para a saúde traz a ansiedade.
Na verdade, embora comum a quase todos, a ansiedade é difícil de ser definida. De modo muito simplista, pode-se dizer que a ansiedade é um estado físico e psicológico de medo, quer de algo real, quer de algo inteiramente imaginário, fantasioso. Por exemplo: um jovem fica ansioso porque está para fazer seu primeiro vestibular. Nada mais real e natural. É uma ansiedade normal, esperada e passageira.
Outro exemplo: uma mulher vive ansiosa temendo pela vida de seus filhos. Não há motivos maiores para esse medo, que toda mãe sente porque os perigos de fato existem, mas seu medo é desproporcionalmente grande. Ela não dorme direito, não come bem, só fala nisso e fica em pânico cada vez que o telefone toca. Ora, isso não é normal. É ansiedade demais. É doença. Precisa de tratamento, sem dúvida.
Trata-se de um problema enraizado no inconsciente, onde conselhos não penetram.
O estado de ansiedade é uma das doenças mais comuns de nosso tempo. Por causa das pressões do trabalho, dos temores do desemprego, dos perigos no trânsito, da violência urbana e rural, etc., muitas pessoas têm se deixado dominar por um estado de ansiedade crônico, que pode durar anos e anos. Isso pode levar a certas doenças como diabetes, úlcera, pressão alta, desinteresse sexual, enfarte, derrame e outras. Pode matar.
Tratar a ansiedade não é tarefa simples porque depende de vários fatores, alguns totalmente fora de controle. Mesmo assim, é possível combater a ansiedade por meio de remédios, técnicas psicológicas comportamentais e psicanálise.
Se você é desses que tem ansiedade demais, cuidado! A ansiedade precisa ser dominada antes que ela o domine e encurte sua existência. Procure um psicólogo para começar.

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Depressão, tristeza permanente

13/05/13

Certa vez li um livro chamado “Lamento por um filho”, de um professor norte-americano chamado Nicolas Walterstorff. O autor, um renomado professor universitário de teologia e filosofia, passou por uma das experiências mais dolorosas que alguém pode passar nesta vida: seu filho mais velho, de vinte e cinco anos, havia morrido num acidente durante as férias. O professor Nicolas, que tinha uma vida que podemos chamar de quase perfeita, um sujeito realizado na família e na profissão, uma pessoa de bem com a vida, de repente encontrou-se cara a cara com a morte, na sua pior e mais horrenda apresentação – a morte de um filho querido.
 Movido pela dor e pelo sofrimento, no processo de elaboração do luto por que teve que passar, ele escreveu um livro dolorosamente belo. Uma das frases que ficou na minha memória foi esta: “As tristezas na minha vida eram as ilhas; agora são o oceano”.
 É perfeitamente esperado este estado de espírito em qualquer pessoa normal. Aberta a ferida na alma, ela dói muito. Mas cicatriza com o tempo e a tristeza diminui.
 No entanto, a tristeza que nunca passa, a tristeza que torna a pessoa permanentemente improdutiva, amarga, desleixada e mal-humorada é anormal. Chama-se depressão. Pessoalmente gosto de diferenciar a depressão e a tristeza da seguinte forma: a tristeza, mesmo que intensa, um dia passa. Leva a um amadurecimento grande e ao aperfeiçoamento do caráter. Quem passa por uma experiência de grande dor moral sai dela enriquecido e edificado. A depressão, ao contrário, é improdutiva. Não aperfeiçoa nem faz crescer. Quem sofre de depressão entra num processo de deterioração mental e faz de seus sentimentos o centro de sua existência, levando ao sofrimento todos os que estão ao redor. O triste escreve uma poesia, um livro, uma canção ou pinta um quadro, mas o depressivo geralmente escreve um bilhete suicida. A tristeza o tempo cura, mas a depressão precisa da ajuda de um psiquiatra para tornar a vida pelo menos suportável.
 Quero expressar o mais profundo respeito por todos aqueles que de algum modo estão com seus corações doendo de tristeza.
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Mau humor Рsintoma de depresṣo

13/05/13

Você sabia que existe uma doença que se chama a “doença do mau humor”? Esta doença tem sido bem estudada nos últimos vinte anos pelos psiquiatras e é comprovadamente uma forma de depressão mais leve, a que se dá o nome de distimia. Nem sempre é fácil detectá-la porque pode ser confundida com um temperamento mais esquisito ou uma tendência à introversão.
Na verdade a distimia ou depressão neurótica é muito frequente. Ela pode ser reconhecida naquelas pessoas que estão sempre ou quase sempre de mal com a vida. Tais pessoas têm alterações do apetite, geralmente ficam sem fome e perdem peso, estão sempre cansadas e não conseguem se concentrar. Também têm sentimentos de culpa variados e se sentem meio inúteis na vida. Pensam às vezes na morte, mas não são tipicamente suicidas como os depressivos graves. Não! A distimia, esta forma mais leve de depressão, não mata, mas azeda a vida de quem a tem e principalmente de quem convive com ela – dos familiares e colegas de estudo ou trabalho. Quem tem esta forma de depressão vai aos poucos se isolando, não só por afugentar as pessoas ao seu redor, pelo baixo astral permanente que encarna, mas também pela fuga do contato com outras pessoas.
Quem tem depressão desta forma precisa de ajuda especializada. O tratamento compreende uma abordagem psiquiátrica com medicamentos antidepressivos e apoio psicoterápico. De modo algum o depressivo é efetivamente ajudado por aquelas pessoas que fazem sermões do tipo: “Levante a cabeça. Deixe de tolice. Você tem tudo na vida, não tem de que reclamar.” Ou ainda conselhos pouco profissionais de médicos que não conhecem a depressão: “Você está com estafa. Tire férias, tome umas vitaminas e faça exercícios, que tudo vai desaparecer.” Nada disso ajuda o paciente depressivo. Ele precisa ter sua doença reconhecida, principalmente por aqueles que com ele têm laços afetivos. Ele deseja desesperadamente que seus médicos, amigos e parentes não chamem seu estado de “tolice”, mas de doença.
O mau humor pode ser só mau humor mesmo, mas também pode ser uma forma de doença depressiva, que tem tratamento e pode sarar.
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Depressão e morte

29/04/13

Maria era uma mulher feliz. Tinha uma bela família, uma profissão e sonhos. Muitos sonhos.
Um dia aconteceu uma tragédia. Seu filho caçula de dezoito anos morreu num acidente de moto. Por muitos dias ela chorou amargamente. Junto com ela choraram seus familiares e amigos. No entanto, a dor de Maria não diminuía com o tempo, o que seria de se esperar. Ela chorava todos os dias e ficava todo o tempo deitada. Ela, que antes era uma mulher bonita e vaidosa, agora estava desleixada. Não se arrumava, não cuidava dos cabelos nem das unhas, não se maquiava mais e às vezes nem mesmo tomava banho. Passados muitos meses naquele estado e depois de procurar ajuda com os parentes e amigos, sua família decidiu levá-la a um psiquiatra. Depois de alguns exames ele fez o diagnóstico de depressão e iniciou um tratamento com remédios antidepressivos e psicanálise individual. Logo Maria apresentou melhoras e voltou a ser alegre e vaidosa. Claro que ela não se esqueceu de seu filho querido. De vez em quando ela se lembrava dele e chorava porque “…saudade é arrumar a cama do filho que já morreu”. Mas Maria voltou a sonhar e a ser feliz.
Esta é a história de muitas Marias e de muitos Josés. É a história da depressão, uma doença terrível.
A depressão, no caso de Maria, foi desencadeada por uma tragédia. Mas nem sempre é assim. Existem pessoas que ficam deprimidas por motivos muito menos importantes e até mesmo sem qualquer motivo. Certas Marias ficam deprimidas na época da menopausa, perto dos cinquenta anos, quando ocorrem profundas alterações hormonais na mulher.
Outros ficam deprimidos quando se aposentam, especialmente se não tiverem muito o que fazer.
A depressão sem tratamento pode levar à morte, quer por doença, quer pelo suicídio. Por isso a depressão precisa ser tratada sem demora. Em psiquiatria a depressão é uma das poucas condições que levam o psiquiatra a agir rapidamente, pelo risco do suicídio. Depressão é uma urgência médica, especialmente quando é aguda e intensa.
Cuidado com a depressão. Ela pode matar. Procure tratamento e volte a sonhar.

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Eu tenho depressão, doutor?

22/04/13

Você sabe o que é tristeza? Estou certo de que sabe. Mas não é fácil definir a tristeza. Seria um sentimento negativo, um estado de espírito ruim ou uma doença? Difícil dizer. O fato é que todos sabemos o que é tristeza porque todos temos as nossas, maiores ou menores. Tristeza pela perda de alguém muito querido, tristeza por uma desilusão amorosa, tristeza pelo amor impossível, tristeza por uma ingratidão, tristeza pelo desemprego, tristeza pela pobreza… Todos experimentamos muitas e diferentes tristezas durante nossas vidas.
No entanto, tristeza exagerada, tristeza que não passa, tristeza que faz pensar em suicídio, é anormal. Pode ser depressão. Sim, porque a depressão é um quadro mental crônico, uma espécie de tristeza profunda que não passa e que não precisa mais de motivos para estar presente. Uma pessoa pode ficar deprimida porque perde sua mãe, o que é perfeitamente normal porque afinal, mãe é mãe, mas depois de um bom tempo, quando nem mesmo a morte da mãe é lembrada, a depressão continua. Isso não é normal e precisa de tratamento.
A depressão acomete pelo menos 15% das pessoas, até mesmo crianças. Ela torna a vida um inferno, além de perturbar profundamente o relacionamento com as pessoas em volta. É muito chato viver ao lado de um depressivo. Às vezes é insuportável.
Hoje sabe-se que muitos depressivos têm falta de lítio em seus cérebros. Outros têm falta de outras substâncias químicas. E outros não têm falta de nada, mas melhoram com o tratamento medicamentoso.
Depressão é um problemão, mas pode ser tratada com sucesso. Quem trata? O médico psiquiatra. O psiquiatra, geralmente com a ajuda de um clínico geral, investiga as possíveis causas de depressão no paciente e depois tenta atacar o problema específico. Muitas vezes ele recomenda, além dos medicamentos antidepressivos, alguma forma de terapia de apoio, como psicanálise individual, análise de grupo, e assim por diante.
Fique com o pensamento do grande escritor espanhol Cervantes, que viveu no século XVI: “As tristezas não se fizeram para os animais, mas sim para os homens; mas, quando as sentem demais, os homens tornam-se como animais”.
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