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Devo usar repelente?

30/01/17

O mosquito Aedes aegypti, que vive nas cidades de boa parte do Brasil, é o transmissor de dengue, zika, chikungunya e febre amarela. No momento, experimentamos epidemias de dengue, zika e chikungunya. A febre amarela reapareceu em zonas rurais de diversos estados, recentemente, mas ainda não causou epidemias urbanas. Tivemos, em 2016, 1,4 milhão de casos de dengue, com 590 mortes, 260 mil casos de chikungunya e 210 mil casos de zika. Das gestantes que desenvolveram zika, 10 mil deram à luz crianças com microcefalia. Se a febre amarela chegar às cidades, será uma tragédia ainda maior na Saúde Pública em nosso país.
Há três maneiras de combater essas doenças: combate ao mosquito transmissor, proteção contra a picada do mosquito e vacina. O combate ao mosquito transmissor tem sido feito timidamente pela população e pelo Estado. Não tem funcionado. A proteção contra a picada, por meio de roupas compridas, telas nas janelas, uso de mosquiteiros para dormir e o uso de repelentes é eficaz, mas tem custos e não está acessível a toda a população. A vacinação só existe, por ora, para a febre amarela e, parcialmente, para a dengue (vacina pouco eficaz e cara).
O uso de repelentes deve ser incentivado porque é eficaz. As três apresentações existentes no mercado – gel, creme e spray – são eficazes. Os repelentes caseiros não funcionam ou são perigosos para a saúde. Não devem ser usados. Os repelentes recomendáveis são os que têm DEET (dietil toluamida), IR3535 ou icaridina. Devem ser passados na pele a cada duas horas, especialmente nos horários mais perigosos, que são as primeiras horas da manhã e ao anoitecer. Crianças e gestantes podem usar tais repelentes, mas sob a orientação de seus respectivos médicos. Em geral, no mercado há produtos com concentração menor para crianças. As pessoas que já estão doentes devem usar também, de modo a evitar que o mosquito as pique e que haja transmissão para pessoas da mesma casa e para os vizinhos.

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