Arquivo da categoria ‘Câncer de mama’

Câncer colorretal

11/04/18

O intestino grosso, que é a parte terminal do tubo digestivo, tem cerca de 150 cm. Nesse tubo, que compreende o cólon, o reto e o canal anal, podem surgir pequenas saliências da mucosa, os chamados pólipos. Esses pólipos geralmente surgem depois da meia idade, mas podem surgir mais cedo por razões genéticas. Os pólipos podem se tornar malignos e causar sangramento intestinal ou obstruções ao trânsito intestinal.
O câncer de cólon é um dos mais frequentes em todo o mundo. No Brasil, é um dos cinco mais frequentes e matou cerca de 20 mil pessoas por ano em anos recentes.
A prevenção do câncer de cólon não é difícil e depende de bons hábitos alimentares, com a adição de frutas, verduras e legumes, isto é, muitos vegetais. O tratamento do intestino preso, ou preguiçoso, também previne o câncer de intestino grosso, além de prevenir hemorroidas, fissuras e divertículos intestinais. Outra forma de prevenir o câncer colorretal é evitar e tratar a obesidade, que é uma das principais causas do câncer atualmente, qualquer câncer. Como a obesidade vem crescendo no Brasil, assim também o câncer colorretal.
Dos exames disponíveis para o diagnóstico de pólipos intestinais ou de câncer inicial de intestino grosso, o mais eficaz é a colonoscopia, que é um exame realizado com um endoscópio de cerca de 2 metros de comprimento e pinças de biópsia para a retirada de lesões suspeitas. O exame não é isento de riscos e tem custos, mas deve ser feito sempre que há motivos para se suspeitar de lesões de cólon. Por exemplo, nos filhos de uma pessoa que foi tratada de câncer colorretal, no indivíduo que já foi tratado com sucesso de um câncer colorretal, em pessoas que apresentem sangue nas fezes, em pessoas que tenham períodos alternados de prisão de ventre e diarreia, entre outros.

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O futuro do check-up do câncer

22/01/18

As estatísticas oficiais do Brasil e da maioria dos países mostram que de cada três mortes por causas naturais, uma decorre de alguma forma de câncer. Há uma estimativa da ONU e da OMS (Organização das Nações Unidas e Organização Mundial da Saúde) de 12 milhões de mortes por câncer no mundo, por ano, pelos próximos vinte anos.
Bastam esses dados para que qualquer pessoa mentalmente sadia se preocupe em fugir do câncer. Como fazê-lo? Atualmente, a melhor maneira de se evitar o câncer é adotar um estilo de vida sadio, principalmente não fumando e não engordando. O sobrepeso e o cigarro são as principais causas de câncer que pode ser evitado, segundo uma pesquisa recente nos Estados Unidos. A estimativa é de 42 casos em cada 100, número muito expressivo.
A segunda maneira de fugir do câncer é procurá-lo ativamente a partir dos 40 anos de idade, em todo o organismo, por meio de consultas médicas e de exames complementares (raio x de tórax, endoscopia digestiva, colonoscopia, ultrassom abdominal, dermatoscopia, Papanicolau ginecológico, mamografia, etc.).
No futuro haverá exames de sangue especiais, baseados em pesquisa de fragmentos de DNA na corrente sanguínea de casos com câncer inicial. Isso já vem sendo testado por uma equipe da Johns Hopkins, nos Estados Unidos, com resultados surpreendentemente bons, especialmente para aqueles casos mais difíceis de salvar, como o câncer de pâncreas. Até já existe um exame de sangue especial (CancerSEEK), que é caro (cerca de 500 dólares lá nos EUA), comercialmente disponível, que pesquisa câncer de ovário, fígado, estômago, pâncreas, esôfago, cólon, pulmão e mama.
Mais para o futuro, talvez em 20 anos, faremos apenas exames de sangue e de urina para pesquisar tumores iniciais de todos os órgãos, tumores tão pequenos que não podem ser detectados pelos exames rotineiros atuais. Quem viver, verá.

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Câncer de mama e sobrepeso

08/01/18

Cerca de 60 mil mulheres recebem a má notícia de que têm câncer de mama no Brasil todos os anos. A maioria delas tem mais de 40 anos de idade, mas há muitas com menos de 40 anos engrossando as filas dos serviços especializados. Este número vem crescendo ao longo das últimas décadas, em parte graças ao crescimento populacional e o aumento da sobrevida, mas também, em parte, por conta do sobrepeso, que vem crescendo assustadoramente. O sobrepeso abrange o sobrepeso (gordinha), a obesidade (gorda) e a obesidade mórbida (muito gorda).
As mulheres brasileiras adultas com sobrepeso são, hoje, maioria na população, passam de 50%. Essa doença, chamada sobrepeso, está vinculada a diversas outras, intimamente: hipertensão arterial, diabetes, artrose, acidentes vasculares e câncer, notadamente o câncer de mama.
Nos Estados Unidos, país com a maior concentração de obesos no mundo, há uma incidência muito grande de câncer de mama, especialmente em mulheres obesas depois da menopausa. Este é um fator de risco muito especial – a associação da fase pós-menopausa com sobrepeso.
O sobrepeso facilita o desencadeamento de outras formas de câncer, entre eles o de pâncreas, de cólon, de rim, de tireoide, de ovário e de fígado, entre outros. Não se conhecem os exatos mecanismos por que isso ocorre, mas a estatística é implacável. Sobrepeso e tabagismo são as principais condições de câncer evitável em todo o mundo. Particularmente o câncer de mama.
As mulheres que passam pela menopausa têm uma dificuldade maior de controlar seu peso, especialmente se forem sedentárias, mas devem se esforçar para que o peso não fuja de seu controle, não só por razões de saúde, mas também por razões estéticas, psicológicas, sexuais e sociais. Sobrepeso é doença. Câncer de mama é mais do que isso, uma tragédia pessoal.
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Como evitar o câncer?

13/12/17

Uma importante revista médica norte-americana (CA Cancer J Clin) publicou, em novembro de 2017, um extenso trabalho sobre os potenciais fatores de risco de câncer modificáveis, isto é, que poderiam ser explorados no sentido de se buscar a redução significativa do número de casos novos de câncer nos Estados Unidos.
Os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer, que podem ser modificados pela mudança de comportamento, são os seguintes: fumar; fumar passivamente; sobrepeso; ingestão imoderada de álcool; consumo rotineiro de carne vermelha e de carne processada; baixo consumo de vegetais e de fibras na dieta; sedentarismo; exposição aos raios ultravioletas; infecção pela bactéria Helicobacter pylori, pelo vírus da hepatite B, pelo vírus da hepatite C, pelo vírus do herpes tipo 8 (HHV8), pelo vírus HIV e pelo vírus HPV.
Os dados revisados nacionalmente se referem ao ano de 2014, em que ocorreram perto de 1,5 milhão de casos novos de câncer e em que morreram mais de 500 mil pessoas de câncer. Do total de casos de câncer, em 2014, os autores do trabalho calcularam, por meio de uma metodologia complexa, que 42% de todos os casos de câncer incidentes a partir dos 30 anos de idade poderiam ter sido evitados. Os dois fatores de risco principais observados foram o hábito de fumar e o sobrepeso. Os autores estimaram que 19% de todos os casos se relacionaram ao cigarro, o que deve ser um número subestimado, uma vez que eles não incluíram outras formas de tabagismo. Isso torna o hábito de fumar o inimigo público número um nos Estados Unidos e, provavelmente, em todo o mundo.
No Brasil, não temos dados dessa natureza, mas, pelos dados que temos já publicados, podemos dizer que há uma similaridade notável em quase tudo, com a diferença de que temos metade de nossa população com sobrepeso e, nos Estados Unidos, há três quartos da população acima do peso. Sabidamente, o sobrepeso desencadeia várias formas de câncer. Uma das mais comuns é o câncer de mama na mulher obesa depois da menopausa.
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Outubro Rosa 2017

03/10/17

O movimento internacional, hoje intitulado Outubro Rosa, começou nos Estados Unidos em 1997 e tem sido um mês dedicado à saúde da mulher, com destaque para a prevenção e tratamento do câncer de mama. O embrião desse movimento muito importante ocorreu também nos Estados Unidos, em 1990, quando o laço cor-de-rosa, hoje símbolo da campanha Outubro Rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura do Câncer de Mama, realizada em 1990 e, a partir daí, anualmente, em Nova York (www.komen.org).
Estima-se que, neste ano de 2017, sejam diagnosticados cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama no Brasil. O câncer de mama pode aparecer em qualquer mulher adulta, mas geralmente acomete as mulheres acima dos 40 anos de idade. Deve ser pesquisado por meio de palpação feita por um ginecologista habilitado e exames de imagem, usualmente mamografia, mas também ultrassom e ressonância magnética, para casos especiais. Em 2016, cerca de 19 mil mulheres morreram de câncer de mama no Brasil, número só inferior aos casos de morte por câncer de intestino grosso (cerca de 20 mil) e câncer de pulmão (cerca de 22 mil).
Além da busca ativa do câncer de mama inicial na idade apropriada, por meio do ginecologista e do autoexame de mamas, o que mais a mulher pode fazer? A resposta pode parecer surpreendente para algumas pessoas, mas não para os epidemiologistas. A mulher deve manter seu peso dentro dos limites normais. O sobrepeso, a obesidade e a obesidade mórbida já alcançam mais de 50% das mulheres adultas no Brasil e isso estimula o início de câncer de mama. Se uma mulher quiser fugir do câncer de mama, deve evitar o sobrepeso, fazendo dieta e exercícios regularmente. Além disso, deve comer tomate e beterraba, alimentos ricos em licopeno, que, de algum modo, diminuiu a chance do surgimento de câncer de mama.
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O crescimento do câncer

06/02/17

No dia 4 de fevereiro, todo o mundo celebra o Dia Mundial do Câncer. Neste último dia 4, a Organização Mundial da Saúde divulgou estimativas sobre o câncer no Brasil e no mundo.
Houve um crescimento de 31%, entre 2000 e 2015, do número de mortes por câncer no Brasil. Morreram de câncer 152 mil brasileiros em 2000 e 223,4 mil em 2015. A morte por câncer só perde para a morte por acidente vascular em nosso país. Em 2015, os três principais tumores causadores de morte foram o câncer das vias respiratórias, notadamente o câncer de pulmão, com 28,4 mil casos, o câncer de intestino grosso, com 19 mil casos, e o câncer de mama, com 18 mil casos. Além do crescimento numérico impressionante, cresceu o número de pessoas com câncer com menos de 40 anos de idade em todas as estatísticas.
A OMS estima que 8,8 milhões de pessoas morram por ano no mundo de câncer atualmente e que esse número deverá crescer para mais de 12 milhões no ano de 2030. Outro dado que reforça o fenômeno do crescimento do câncer é o número de novos casos diagnosticados de câncer no mundo em 2016 – 14 milhões, contra o número projetado de 21 milhões em 2030.
São diversas as causas que explicam esse crescimento, mas destacam-se o aumento da expectativa de vida, a poluição ambiental e a obesidade. Outros fatores são o sedentarismo, o uso de agrotóxicos, o alcoolismo, o tabagismo, a redução da camada de ozônio, as doenças sexualmente transmissíveis e o uso de drogas lícitas ou ilícitas.
Apesar dos extraordinários avanços da Medicina, não se espera um panorama favorável até 2030, pelo menos. O câncer deverá crescer mais e provavelmente matará cerca de 240 milhões de pessoas nos próximos 20 anos.

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Outubro rosa

27/10/16

No mês de outubro há uma campanha internacional de alerta sobre os problemas de saúde da mulher. O foco principal é o câncer de mama, mas outros problemas importantes também são objeto de discussão: osteoporose, câncer de ovário e de colo de útero, AIDS, violência contra a mulher, anticoncepção, obesidade, demência e outros.
Quanto ao câncer de mama, que deverá atingir a marca de 58 a 60 mil novos casos em 2016 no Brasil, é o câncer que mais mata mulheres em nosso país. O INCA (instituto Nacional do Câncer) e o Ministério da Saúde lançaram uma campanha intitulada “Câncer de mama: vamos falar sobre isso?”.
A campanha destaca a importância do autoexame das mamas para a identificação de nódulos ou quaisquer outras alterações. Recomenda a mamografia a cada dois anos para todas as mulheres entre 50 e 69 anos de idade. No entanto, para mulheres de alto risco para câncer de mama, como aquelas que têm história familiar (mãe e irmãs), recomenda-se o exame mais cedo, talvez com 40 anos de idade, e um acompanhamento médico individualizado.
A obesidade, a falta de gestações antes do 30 anos de idade, a falta de amamentação, o alcoolismo e o sedentarismo aumentam a chance do surgimento de um câncer de mama em qualquer mulher acima dos 40 anos de idade.
Uma vez detectado um nódulo suspeito, pela palpação e pela mamografia, ele é biopsiado para a confirmação diagnóstica. Em sendo câncer, o nódulo, ou parte da mama, ou a mama inteira devem ser retirados. O tratamento subsequente pode ser a reconstrução da mama, ou a retirada dos gânglios da axila, ou radioterapia ou quimioterapia, dependendo do tipo de tumor e de sua extensão. As chances de cura para tumores pequenos e localizados exclusivamente na mama são muito grandes. Vale a pena investir na prevenção e no diagnóstico precoce.
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No mês de outubro há uma campanha internacional de alerta sobre os problemas de saúde da mulher. O foco principal é o câncer de mama, mas outros problemas importantes também são objeto de discussão: osteoporose, câncer de ovário e de colo de útero, AIDS, violência contra a mulher, anticoncepção, obesidade, demência e outros.
Quanto ao câncer de mama, que deverá atingir a marca de 58 a 60 mil novos casos em 2016 no Brasil, é o câncer que mais mata mulheres em nosso país. O INCA (instituto Nacional do Câncer) e o Ministério da Saúde lançaram uma campanha intitulada “Câncer de mama: vamos falar sobre isso?”.
A campanha destaca a importância do autoexame das mamas para a identificação de nódulos ou quaisquer outras alterações. Recomenda a mamografia a cada dois anos para todas as mulheres entre 50 e 69 anos de idade. No entanto, para mulheres de alto risco para câncer de mama, como aquelas que têm história familiar (mãe e irmãs), recomenda-se o exame mais cedo, talvez com 40 anos de idade, e um acompanhamento médico individualizado.
A obesidade, a falta de gestações antes do 30 anos de idade, a falta de amamentação, o alcoolismo e o sedentarismo aumentam a chance do surgimento de um câncer de mama em qualquer mulher acima dos 40 anos de idade.
Uma vez detectado um nódulo suspeito, pela palpação e pela mamografia, ele é biopsiado para a confirmação diagnóstica. Em sendo câncer, o nódulo, ou parte da mama, ou a mama inteira devem ser retirados. O tratamento subsequente pode ser a reconstrução da mama, ou a retirada dos gânglios da axila, ou radioterapia ou quimioterapia, dependendo do tipo de tumor e de sua extensão. As chances de cura para tumores pequenos e localizados exclusivamente na mama são muito grandes. Vale a pena investir na prevenção e no diagnóstico precoce.
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O aumento da mortalidade por câncer

12/09/16

Há 100 anos atrás, o brasileiro morria jovem, antes dos 40 anos de idade, de tuberculose, diarreia, sarampo e diversas outras doenças infecciosas. Com o desenvolvimento de vacinas, remédios para a tuberculose, antibióticos sintéticos e a melhoria do saneamento básico, as mortes por infecções diminuíram e as pessoas passaram a viver mais, muito mais. E passaram a morrer de doenças crônicas, depois dos 70 anos de idade, como diabetes, aterosclerose, hipertensão e outras. O desfecho final, isto é, a morte, que ocupa a primeira posição há décadas, de todas essas doenças crônicas, é o acidente vascular – AVC (acidente vascular cerebral) e infarto do miocárdio.
Nas últimas estatísticas oficiais, com dados coletados em 2014 e publicados em 2016, houve uma mudança significativa. Dados levantados pelo Datasus, ligado ao Ministério da Saúde, revelaram que em 476 municípios brasileiros, dos 5570 existentes, a morte por câncer superou a morte por acidente vascular. Esses 476 municípios encontram-se nas regiões mais desenvolvidas do Brasil, como Sul e Sudeste. A explicação para essa inversão é simples. Com o aumento das medidas eficazes de combate e controle de hipertensão, diabetes, coronariopatia e outras doenças, que levam aos acidentes vasculares, aliadas à redução do tabagismo, houve uma redução das mortes por AVC e infarto. Por outro lado, com o aumento da longevidade, o câncer passou a ser a primeira causa de morte nessa mesma população.
Isso vem ocorrendo também nos países desenvolvidos, em que as doenças ligadas ao envelhecimento, como demência, osteoporose e câncer vêm crescendo e superando em mortalidade as doenças vasculares.
Se, por um lado, morrer jovem por tuberculose era uma tragédia inominável que, graças ao progresso que a civilização conheceu nos últimos 100 anos, virou história, por outro lado, morrer demente ou por câncer é o fantasma que assombra nosso futuro hoje. O desafio da Medicina nas próximas décadas será o de encontrar a cura das demências, do câncer, do diabetes, da osteoporose, da artrose e da obesidade, que vêm crescendo muito e lançando sombras sobre o futuro da humanidade.
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Nas últimas estatísticas oficiais, com dados coletados em 2014 e publicados em 2016, houve uma mudança significativa. Dados levantados pelo Datasus, ligado ao Ministério da Saúde, revelaram que em 476 municípios brasileiros, dos 5570 existentes, a morte por câncer superou a morte por acidente vascular. Esses 476 municípios encontram-se nas regiões mais desenvolvidas do Brasil, como Sul e Sudeste. A explicação para essa inversão é simples. Com o aumento das medidas eficazes de combate e controle de hipertensão, diabetes, coronariopatia e outras doenças, que levam aos acidentes vasculares, aliadas à redução do tabagismo, houve uma redução das mortes por AVC e infarto. Por outro lado, com o aumento da longevidade, o câncer passou a ser a primeira causa de morte nessa mesma população.
Isso vem ocorrendo também nos países desenvolvidos, em que as doenças ligadas ao envelhecimento, como demência, osteoporose e câncer vêm crescendo e superando em mortalidade as doenças vasculares.
Se, por um lado, morrer jovem por tuberculose era uma tragédia inominável que, graças ao progresso que a civilização conheceu nos últimos 100 anos, virou história, por outro lado, morrer demente ou por câncer é o fantasma que assombra nosso futuro hoje. O desafio da Medicina nas próximas décadas será o de encontrar a cura das demências, do câncer, do diabetes, da osteoporose, da artrose e da obesidade, que vêm crescendo muito e lançando sombras sobre o futuro da humanidade.
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Urina com sangue

19/07/16

Algumas pessoas têm sangue visível na urina. Basta olhar e já dá para perceber a presença de sangue misturado com a urina, às vezes com coágulos. Outras pessoas têm urina aparentemente normal, clara, mas que tem sangue no exame microscópico do sedimento urinário, quando a urina é examinada no laboratório. A presença de sangue na urina, em quantidade mínima, é considerada normal em todas as pessoas e em todas as idades. Todavia, acima de determinado número de hemácias por mililitro de urina, que são as células do sangue, considera-se anormal e a origem do sangramento precisa ser investigada.
A presença de sangue visível ou oculto na urina preocupa o médico quando o paciente tem mais de 40 anos de idade e é ou já foi fumante. O câncer de bexiga é muito mais comum em fumantes e ex-fumantes. Preocupa ainda mais quando não há sintomas, como ardor para urinar, dores abdominais, febre ou aumento da frequência miccional. Absolutamente nada. Quando há sintomas, em geral trata-se de doença benigna, como cálculo urinário, malformação congênita, infecção urinária, hipertensão arterial, diabetes ou um processo inflamatório na próstata. Todavia, a presença de sangue visível ou microscópico, sem sintomas, forçosamente leva o médico a pensar em câncer urológico.
Fumantes e ex-fumantes devem pesquisar sangue oculto na urina todos os anos a partir dos 40 anos de idade, rotineiramente. Isso pode ser solicitado pelo médico que conduz o check-up anualmente. Em caso positivo, isto é, com hematúria, o paciente deve ser encaminhado para investigação com urologista. Deve-se tentar esclarecer todos os casos que apresentem hematúria ou sangue na urina. Uma percentagem não desprezível desses casos terá o diagnóstico de câncer estabelecido pelo urologista. Em caso de câncer, o tratamento é instituído e a cura é muito provável, porque o câncer é quase sempre inicial, se diagnosticado precocemente desta forma.
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A presença de sangue visível ou oculto na urina preocupa o médico quando o paciente tem mais de 40 anos de idade e é ou já foi fumante. O câncer de bexiga é muito mais comum em fumantes e ex-fumantes. Preocupa ainda mais quando não há sintomas, como ardor para urinar, dores abdominais, febre ou aumento da frequência miccional. Absolutamente nada. Quando há sintomas, em geral trata-se de doença benigna, como cálculo urinário, malformação congênita, infecção urinária, hipertensão arterial, diabetes ou um processo inflamatório na próstata. Todavia, a presença de sangue visível ou microscópico, sem sintomas, forçosamente leva o médico a pensar em câncer urológico.
Fumantes e ex-fumantes devem pesquisar sangue oculto na urina todos os anos a partir dos 40 anos de idade, rotineiramente. Isso pode ser solicitado pelo médico que conduz o check-up anualmente. Em caso positivo, isto é, com hematúria, o paciente deve ser encaminhado para investigação com urologista. Deve-se tentar esclarecer todos os casos que apresentem hematúria ou sangue na urina. Uma percentagem não desprezível desses casos terá o diagnóstico de câncer estabelecido pelo urologista. Em caso de câncer, o tratamento é instituído e a cura é muito provável, porque o câncer é quase sempre inicial, se diagnosticado precocemente desta forma.
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Lula no SUS? Melhor não.

12/11/11

Desde que foi feito o diagnóstico de câncer de laringe no ex-presidente Lula, algumas pessoas têm se manifestado contra a escolha do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo para seu tratamento, que será longo e caro. O principal argumento dessas pessoas é o de que ele deveria buscar tratamento num hospital público, pelo SUS, para ser coerente com seu discurso. Segundo esses críticos, Lula deveria seguir o exemplo do ex-governador Mário Covas, que foi tratado no INCOR, de São Paulo, quando enfrentou um câncer de bexiga.

Será de fato que o argumento de colocar Lula no SUS tem algum fundamento racional? Ou seria apenas a manifestação oportunista e emocional de algumas pessoas bem desinformadas?

Lula escolheu o Hospital Sírio-Libanês porque tem um câncer muito sério e deseja, do fundo do seu coração, ter o melhor tratamento disponível no planeta, para não perder a voz nem a vida. Naquele hospital ele terá o que existe de melhor em corpo de especialistas e em tecnologia neste país. Escolheu certo. Escolheu o melhor.

Quem vai pagar a conta do tratamento? E este parece ser o principal ponto de desconforto de seus críticos. Há três possibilidades mais prováveis: a primeira, ele mesmo, já que tem sido regiamente remunerado por suas palestras como ex-presidente, tanto no Brasil como no Exterior, além de certamente ter feito um pecúlio durante seus anos na política. A segunda possibilidade, seu convênio médico, se é verdade o que seu porta-voz declarou à imprensa. Como os porta-vozes de políticos estão treinados para dizer qualquer mentira, é provável que isso seja no máximo meia-verdade. Em terceiro lugar, o próprio Hospital Sírio–Libanês, que sairá no lucro de qualquer modo, pela tremenda exposição na mídia que terá durante muitos e muitos meses. Uma instituição que depende do binômio competência e marketing, como é o caso do Sírio-Libanês, tem na doença do ex-presidente uma oportunidade extraordinária de ocupar a mídia sem gastar nada. Grande negócio! É claro que alguns médicos ocuparão exageradamente os microfones e se posicionarão narcisicamente para as câmeras e os flashes, especialmente aqueles que não participarão efetivamente do tratamento, enquanto que os que realmente vão cuidar dele ficarão no anonimato. Mas isso é sempre assim, faz parte da natureza humana. Dados todos os descontos, o Hospital Sírio-Libanês vai lucrar muitíssimo com o ex-presidente.

E, o melhor de tudo, o SUS ficará poupado dessa enorme despesa, que sem dificuldade poderá passar de um milhão de reais em pouco tempo.

Lula no SUS? Prejuízo para todos. Lula no Sírio-Libanês? Lucro para todos, especialmente para o maior interessado, ele mesmo.

 

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