Arquivo da categoria ‘Alimentação’

Afrodisíacos

09/05/18

Afrodisíacos são medicamentos, alimentos ou bebidas que promovam estimulação sexual ou o aumento da libido. O termo vem de Afrodite, a deusa grega do amor.
Não há nenhuma ou quase nenhuma comprovação científica de que alimentos ou bebidas sejam afrodisíacos. Todavia, os afrodisíacos são muito usados em todo o mundo, tenham ou não qualquer ação farmacológica. Assim, na Europa, alimentos afrodisíacos são as ostras, na Ásia, os chifres de rinocerontes, no Brasil, são as garrafadas de catuaba, a marapuama, o guaraná, os ovos de codorna, o amendoim e outros. Tudo isso é usado sem comprovação científica e seu uso é baseado em lendas. Muito usados ainda são a iombina (planta oriunda da África), o Ginseng (planta do Oriente) e o Tribulus terrestris (planta que existe em vários lugares do mundo). O Ginseng e a iombina têm alguma comprovação científica, embora fraca. A iombina industrializada existe em farmácias comuns e o Ginseng pode ser encontrado em algumas farmácias de manipulação.
Alguns medicamentos podem ter efeito afrodisíaco. Por exemplo, hormônio masculino sintético administrado a uma mulher menopausada, com libido baixa, melhora significativamente seu desejo sexual em pouco tempo. Isso tem fundamentação científica abundante e é usado clinicamente. A razão disso é simples: os ovários fabricam hormônios femininos e também masculinos. Depois que os ovários param de funcionar, o nível de testosterona cai. Ocorre que este hormônio masculino é o estimulador do desejo sexual, tanto no homem como na mulher. Uma dose mínima de testosterona pode ajudar muito a mulher que reclama de falta de libido. Outro exemplo muito comum é o deprimido tomar medicamento antidepressivo e recuperar a sua libido, rebaixada pela depressão.
Remédios com comprovação científica para, especificamente, ajudar, tanto o homem como a mulher sadios, sem qualquer doença, não deficientes de testosterona, com desejo sexual diminuído, ainda não existem na prática clínica.

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Sobrepeso infantil

11/10/16

Um estudo recente, encomendado pela Nestlé ao Ibope, mostrou algumas particularidades nutricionais de crianças paulistanas. O título do trabalho publicado foi THE INFANT AND KIDS STUDY (Estudo sobre bebês e crianças).
Alguns destaques do trabalho:
1-As crianças ingerem muito sal e pouco cálcio no seu dia a dia. Isso significa que tomam pouco leite, surpreendentemente, e comem salgadinhos, tomam refrigerantes e sucos com sódio. Ou seja, comem mal, enchem a barriga com coisas com pouco valor nutricional. A ingestão deficiente de leite, que é a fonte mais barata e acessível de cálcio, levará a problemas de desmineralização óssea no futuro. A osteoporose, que acomete cerca de 10 milhões de brasileiros adultos, em parte, teve origem em má alimentação e ingestão deficiente de cálcio nos primeiros 30 anos de vida, fase da vida em que os ossos do corpo fixam cálcio e fortificam-se;
2-Em decorrência da má alimentação, as crianças estão com sobrepeso, mais de 50% delas. Isso as levará, necessariamente, a problemas na adolescência e na vida adulta. Os adultos obesos quase sempre tiveram problemas de peso na sua infância;
3-Um dos motivos para a dieta errada e para o sobrepeso, segundo o estudo, é a associação de pouca atividade física e muito tempo diante da televisão, do celular, do tablet ou do computador. Segundo a pesquisa, mais de 50% das crianças entre 1 e 2 anos de idade passam mais de duas horas por dia diante da tela de um desses aparelhos. Crianças mais velhas, ainda mais;
4-A má alimentação e o sobrepeso não têm uma relação direta com o poder aquisitivo, mas com a ignorância de pais, avós e cuidadores dessas crianças. Mesmo famílias ricas padecem do mesmo problema, mas ele é mais importante nas famílias pobres, que compram nos supermercados produtos industrializados baratos, hipercalóricos e cheios de sódio e de corantes.
Quem entende de nutrição de crianças é o Pediatra, não são as empresas que fabricam alimentos. Ele tem que ser consultados desde o primeiro dia de vida da criança. Pais e avós, mas também as escolas e os cuidadores das crianças têm o dever de seguir as recomendações e prescrições dos Pediatras.
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Um estudo recente, encomendado pela Nestlé ao Ibope, mostrou algumas particularidades nutricionais de crianças paulistanas. O título do trabalho publicado foi THE INFANT AND KIDS STUDY (Estudo sobre bebês e crianças).
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1-As crianças ingerem muito sal e pouco cálcio no seu dia a dia. Isso significa que tomam pouco leite, surpreendentemente, e comem salgadinhos, tomam refrigerantes e sucos com sódio. Ou seja, comem mal, enchem a barriga com coisas com pouco valor nutricional. A ingestão deficiente de leite, que é a fonte mais barata e acessível de cálcio, levará a problemas de desmineralização óssea no futuro. A osteoporose, que acomete cerca de 10 milhões de brasileiros adultos, em parte, teve origem em má alimentação e ingestão deficiente de cálcio nos primeiros 30 anos de vida, fase da vida em que os ossos do corpo fixam cálcio e fortificam-se;
2-Em decorrência da má alimentação, as crianças estão com sobrepeso, mais de 50% delas. Isso as levará, necessariamente, a problemas na adolescência e na vida adulta. Os adultos obesos quase sempre tiveram problemas de peso na sua infância;
3-Um dos motivos para a dieta errada e para o sobrepeso, segundo o estudo, é a associação de pouca atividade física e muito tempo diante da televisão, do celular, do tablet ou do computador. Segundo a pesquisa, mais de 50% das crianças entre 1 e 2 anos de idade passam mais de duas horas por dia diante da tela de um desses aparelhos. Crianças mais velhas, ainda mais;
4-A má alimentação e o sobrepeso não têm uma relação direta com o poder aquisitivo, mas com a ignorância de pais, avós e cuidadores dessas crianças. Mesmo famílias ricas padecem do mesmo problema, mas ele é mais importante nas famílias pobres, que compram nos supermercados produtos industrializados baratos, hipercalóricos e cheios de sódio e de corantes.
Quem entende de nutrição de crianças é o Pediatra, não são as empresas que fabricam alimentos. Ele tem que ser consultado desde o primeiro dia de vida da criança. Pais e avós, mas também as escolas e os cuidadores das crianças, têm o dever de seguir as recomendações e prescrições dos Pediatras.
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Água para o recém-nascido

02/10/12

Você sabia que a falta de água no corpo de um recém-nascido pode causar febre? Isto mesmo, a desidratação, o nome científico para a falta de água no corpo, pode dar como primeiro sinal a febre quando o doente é um bebezinho.
É comum que recém-nascidos cheguem ao pronto-socorro com febre e durante a consulta o médico percebe que a causa da febre é a falta de água no seu organismo.
A desidratação num corpinho de bebê é muito fácil de acontecer. Em poucas horas ela pode instalar-se no organismo, provocando alterações sérias e trazendo riscos sérios à criança.
Muitas mães, com medo de que seus filhos larguem o peito, caso ofereçam a “chuca”, deixam de dar chá ou água para a criança.
O leite materno, por ser pobre em sal, dá pouca sede na criança.
Em dias frios, quando a quantidade de água perdida pela pele por meio do suor é menor, muitas vezes só o peito repõe esta perda. Em dias quentes, no entanto, no período mais agudo do verão, só o leite não é suficiente para repor a água necessária. Nestes casos, se não for oferecido mais líquido à criança, sua temperatura pode subir, determinando a febre.
Sempre se deve oferecer água ou chá ao bebê, principalmente se estiver recebendo leite de vaca. O bebê não tem gula. Ele pode tomar o quanto quiser de água. Isso não lhe faz mal.
A água pode ser filtrada ou fervida e oferecida à temperatura ambiente. O chá pode ser de camomila ou erva-doce, adoçado com açúcar próprio para recém-nascidos. A proporção é de uma colher de chá de açúcar para um copo de chá, mais ou menos.
Qual é o melhor horário para se oferecer água ou chá para o bebê? Em princípio, não existe um horário certo. A mãe deve aproveitar um momento em que a criança estiver acordada, inquieta e ainda não for hora de mamar, ou quando levar a criança para o banho de sol.
É preferível oferecer água e o bebê não tomá-la do que não oferecer e o líquido faltar para a criança.
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Leite de peito e leite de vaca

02/10/12

O leite mais adequado para o bebê é, sem qualquer sombra de dúvida, o leite materno.
Mamando no peito a criança costuma fazer intervalos de duas a três horas entre as mamadas. Já a que recebe leite de vaca mama com intervalos de três a quatro horas. Seria o leite materno mais fraco que o leite de vaca? Não! Esta conclusão não é correta. Por ser próprio para o ser humano, o leite materno é mais facilmente digerido pelo bebê. Seu estômago se esvazia em menos tempo e a criança tem a sensação de fome.
Quando ela recebe o leite de vaca, este vai levar mais tempo para ser digerido. Sua proteína coagula no estômago da criança. Qualquer pessoa mais observadora já notou que o bebê alimentado no peito regurgita, ou seja, põe para fora o leite como foi ingerido. Já o bebê alimentado com leite de vaca, vomita azedo, leite talhado.
As mães costumam ter dúvida sobre quanto tempo a criança deve sugar o peito. Não existe uma regra. O tempo que a criança suga o peito depende de quanto leite tem a mãe e da força com que a criança suga. Nas primeiras semanas a produção de leite pode ser maior do que a necessidade da criança, assim sobra leite. Com o passar do tempo a mãe passará a produzir exatamente o que a criança precisa. A mulher que amamenta pode perceber o seio vazio de várias formas: primeira, olhando o canto da boca da criança e vendo se há leite; segunda, escutando se a criança está engolindo; e terceira, apalpando o seio. Nunca se deve deixar a criança a sugar o seio vazio, pois ela perderá peso.
A mulher que amamenta deve descansar durante o dia enquanto o bebê dorme, pois o grande número de mamadas, necessárias no início, sempre deixa a mãe cansada. Isso não será sempre assim. À medida que novos alimentos forem introduzidos na dieta, as mamadas irão sendo substituídas e o desmame acontecerá naturalmente.
A amamentação no peito requisita mais a mãe, porém o prazer e os benefícios que ela oferece valem a pena.
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Quando uma criança precisa comer?

02/08/11

Muitos pais, mães, avós, tios e tias divergem sobre a alimentação das crianças da família. Enquanto que alguns, especialmente os avós, pensam que os netos precisam comer sem parar para poder crescer com saúde, os tios deixam os sobrinhos mais ou menos à vontade. Não ligam muito quando as crianças não querem comer ou comem pouco.
Não é raro que pais e mães prometam coisas a seus filhos em troca de um prato mais cheio. Mais freqüente ainda é ameaçá-los com castigos físicos e psíquicos, se não comerem tudo aquilo que os pais acham que é necessário.
Você sabe o quanto uma criança precisa comer para crescer com saúde? A resposta é simples, mas exige muita sabedoria para ser entendida e aceita: O suficiente.
Uma vez uma professora de nutrição propôs a um grupo de pediatras o desafio de prepararem pratos para crianças de várias idades. Os médicos prepararam pratos maravilhosos com bastante arroz, feijão, carne, legumes e folhas.
Todos os pratos foram colocados sobre a mesa e então a nutricionista preparou porções individuais com a quantidade de comida necessária para cada idade. A surpresa dos médicos foi grande.
Um bebê de menos de um ano comeu um prato de sopa cheio, que talvez um adulto não comesse, enquanto uma criança um pouco maior precisou apenas de um fundo de prato com só uma colher de sopa de arroz cozido, um pouquinho de feijão por cima, dois ou três pedacinhos de legumes e uma folhinha de alface para satisfazer às suas necessidades reais.
Não se desespere diante de uma criança que não come o que você imagina que ela deveria comer. Uma criança que está crescendo e ganhando peso, está com absoluta certeza comendo o suficiente.
Evite ficar com dó da criança porque ela não comeu “bem” na hora do almoço. Não dê salgadinhos, balas, doces, bolachas e refrigerantes fora de hora. Nem vitaminas. Crianças normais às vezes não almoçam, às vezes não jantam, mas se nada for oferecido fora de hora, certamente elas se alimentarão melhor às refeições.
Lembre-se sempre da palavra suficiente quando pensar em alimentação infantil.Su-fi-ci-en-te.

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A criança que não come

10/07/11

Nos consultórios de todos os pediatras aparecem dois tipos de mães: as que se queixam que seus filhos comem demais (e são gordos) e as que se queixam que os filhos quase não comem. Raramente vem para ser consultada a criança cuja mãe diz que seu filho se alimenta normalmente.
Eu gostaria de me dirigir especialmente às mães que se queixam que seus filhos não comem “direito”. Eu poderia completar dizendo: as que se queixam que seus filhos não comem o quanto elas gostariam que eles comessem.
Um ex-professor de Pediatria da Universidade de São Paulo dizia que uma tentativa de convencer as mães de que seus filhos não são anormais é dizer que “não há criança que morra de fome, tendo o que comer”. O que ele pretendia dizer com é que o apetite de uma criança normal é o referencial mais confiável para a saúde. Se ela tem à sua disposição comida à vontade, mas come pouco, aquilo basta para seu organismo.
Existem basicamente duas fases de crescimento rápido na vida humana. No primeiro ano a criança “triplica de tamanho”. Costuma passar de três quilos ao nascimento para dez quilos quando completa um ano. Isso equivaleria a um adulto de 60 quilos passar a ter 180 quilos num só ano.
A segunda fase de crescimento rápido ocorre durante o estirão da puberdade, ou seja, na fase em que a criança começa a sua maturação sexual, entre 10 e 14 anos mais ou menos.
Durante o primeiro ano, devido ao crescimento acelerado, o bebê deve ser alimentado a intervalos curtos de mais ou menos três horas. Ao completar um ano o apetite da criança cai; ela passa a fazer apenas quatro refeições por dia e os pais devem aceitar isto com naturalidade, pois o ritmo de crescimento também cai. A criança ganhará somente dois quilos durante o segundo ano de vida, o que representa 20% de aumento aproximadamente. Portanto um bebê de oito meses come muito mais do que uma criança de um ano e meio ou dois anos.
Comer pouco não é necessariamente anormal para uma criança sadia.
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