Arquivo da categoria ‘alcoolismo’

Bebidas alco√≥licas na inf√Ęncia e na adolesc√™ncia

13/02/17

A Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde (OMS) estima que o consumo excessivo de √°lcool mate cerca de 2,5 milh√Ķes de pessoas por ano no mundo, n√ļmero maior do que as mortes causadas pela AIDS, pela tuberculose e outras doen√ßas de alta preval√™ncia. Outras 75 milh√Ķes de pessoas, ainda segundo a OMS, sofreriam da doen√ßa outrora denominada alcoolismo. Os danos f√≠sicos, psicol√≥gicos, familiares e sociais que o abuso do √°lcool causa nunca poder√£o ser inteiramente estabelecidos, uma vez que diversas trag√©dias humanas decorrem diretamente do abuso do √°lcool e nem sempre s√£o contabilizadas, como as mortes violentas, os acidentes de tr√Ęnsito, os afogamentos, os suic√≠dios, a viol√™ncia dom√©stica, os abusos sexuais, etc.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) acaba de publicar um guia pr√°tico de orienta√ß√£o, intitulado BEBIDAS ALCO√ďLICAS S√ÉO PREJUDICIAIS √Ä SA√öDE DA CRIAN√áA E DO ADOLESCENTE (http://www.sbp.com.br/src/uploads/2017/02/N-ManOrient-Alcoolismo.pdf). Esse trabalho, em apenas 20 p√°ginas, n√£o s√≥ situa bem o problema, mas faz recomenda√ß√Ķes objetivas para educadores, pais, m√©dicos e gestores da sa√ļde.
O guia da SBP destaca que 75% de nossos adolescentes entre 13 e 15 anos já provaram alguma bebida alcoólica, muitas vezes dentro de casa. Muitos adolescentes e crianças dependentes de álcool tornam-se dependentes de cigarro, maconha, cocaína, crack e outras drogas, ao mesmo tempo, o que mostra que a liberação de álcool para menores de idade pode ter consequências que vão muito além do alcoolismo, em associação com a criminalidade.
Os pais são os primeiros a incentivar ou a coibir o uso de bebidas alcoólicas por seus filhos. Se fossem tão duros com relação ao álcool, como geralmente o são, com relação a drogas ilícitas e abuso sexual, a história de muitas famílias seria outra. A frouxidão para com o álcool não traz nenhum benefício para o desenvolvimento físico, psicológico ou social da criança e do adolescente.
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Saber beber

10/12/12

Um dos maiores prazeres da vida é mastigar e engolir coisas que agradam aos olhos, ao olfato e ao paladar.
Feche seus olhos por um instante e pense no prato mais saboroso que você já experimentou. Hummm, que delícia!
Pense agora na bebida mais gostosa que j√° lhe desceu pela garganta. Que maravilha!
Como somos diferentes uns dos outros, temos também gostos diferentes. Muito diferentes.
Algu√©m talvez tenha se lembrado da sopa de feij√£o de sua santa m√£ezinha e de um copo de limonada bem gelada. Outro, que tenha um gosto mais sofisticado, pode ter imaginado uma saborosa lagosta acompanhada de um vinho branco franc√™s. Seja como for, todos temos nossas prefer√™ncias, quer porque aprendemos a gostar deste jeito ou nascemos assim. Gostamos porque gostamos. E pronto! N√£o √© necess√°rio buscar explica√ß√Ķes mirabolantes. Como se diz: ‚ÄúGosto n√£o se discute.‚ÄĚ
Para os que gostam muito de bebidas alcoólicas pode haver um probleminha: a ressaca do dia seguinte!
Bebendo muito hoje, mesmo sendo prazeroso, pode resultar uma ressaca amanh√£.
E ressaca √© dor de cabe√ßa, dor de est√īmago, √Ęnsia de v√īmito, tontura e mal-estar. Tudo isto e at√© mais: os reflexos ficam diminu√≠dos, pode haver depress√£o e sonol√™ncia.
O melhor jeito de beber, para quem gosta, √© beber pouco, de vez em quando e bebidas de boa qualidade. E jamais de est√īmago vazio!
Muitas pessoas inexperientes v√£o a festas ou a outras reuni√Ķes sociais e acabam aceitando uma bebidinha para n√£o fazer feio ou para n√£o ser diferente dos outros. E logo no in√≠cio da festa, quando est√£o de est√īmago vazio. O que acontece? O est√īmago empurra rapidamente o √°lcool para os intestinos, que o absorvem para o sangue. A√≠ o √°lcool vai para o c√©rebro e d√° os sintomas de embriaguez caracter√≠sticos. Mesmo que a quantidade de √°lcool ingerida n√£o seja grande.
Se voc√™ tem um genu√≠no prazer em tomar uma bebida alco√≥lica, como eu e tantas outras pessoas, siga estas dicas: beba pouco, nunca beba de est√īmago vazio, n√£o beba todos os dias e s√≥ ponha na boca coisas de boa qualidade. E jamais dirija depois de beber.

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Ressaca

03/12/12

Voc√™ provavelmente j√° ouviu falar de ressaca. Ou talvez at√© j√° tenha experimentado uma. Ressaca √© uma combina√ß√£o desagrad√°vel de dor de cabe√ßa, tontura, √Ęnsia de v√īmito, ‚Äúembrulho‚ÄĚ no est√īmago, cansa√ßo e, √†s vezes, depress√£o, sintomas que ocorrem geralmente depois de uma bebedeira. Ou depois de abuso de outras drogas, que n√£o o √°lcool.
A ressaca n√£o depende do tipo de bebida, se cerveja, vinho, u√≠sque ou aperitivo; a ressaca depende da quantidade de √°lcool ingerido e tamb√©m da qualidade da bebida. As bebidas baratas s√£o em geral uma mistura muito heterog√™nea de elementos qu√≠micos, cheias de impurezas e de toxinas. As bebidas mais finas, e tamb√©m mais caras, s√£o melhores para a sa√ļde.
Uma vez instalada a ressaca, não há muito o que fazer para curá-la depressa. Tomar café, água ou mais álcool, como alguns recomendam, não ajuda.
Tomar aspirina ou algum outro analg√©sico pode aliviar a dor de cabe√ßa, mas ao mesmo tempo piorar a situa√ß√£o do est√īmago.
Na verdade, uma vez com ressaca, é necessário ter paciência e esperar um ou dois dias para voltar ao normal, comendo pouco, descansando um pouco e não bebendo nada.
O melhor tratamento contra a ressaca tamb√©m n√£o √© o ‚ÄúEngov‚ÄĚ tomado antes e depois da bebedeira, conforme diz a propaganda. N√£o funciona! A propaganda √© mentirosa.
O que realmente funciona para a ressaca é a prevenção. Sim, porque prevenir ainda é o melhor remédio, já diziam nossos bisavós, no que estavam absolutamente certos.
Como prevenir a ressaca? Eu darei duas dicas que podem ajudar:
A primeira: N√£o beber muito. Tome um c√°lice, um copo ou uma caneca, mas nunca uma garrafa, uma caixa ou um barril. Alguns goles apenas e…chega!
A segunda dica: Nunca tome uma bebida alco√≥lica de est√īmago vazio. Coma algo antes, mesmo que seja pouco porque, fazendo isto, a absor√ß√£o do √°lcool se processar√° mais devagar e ele n√£o ir√° direto para o sangue.
Aqui vai uma grande e definitiva dica sobre a ressaca: se você está procurando um remédio contra a ressaca, ou então um jeito de evitá-la, você está bebendo bem mais do que deveria.
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Alco√≥latra √©…

24/12/11

Se eu perguntasse a você o que é um alcoólatra, o que você responderia? Alguém que bebe muito? Então eu perguntaria: muito, quanto? Ou alguém que é viciado em bebida? Eu perguntaria: o que é ser viciado em bebida? Qual a linha vermelha que separa o vício do hábito? Então talvez você dissesse: alcoólatra é aquele que bebe todos os dias. Eu novamente o perturbaria perguntando: alguém que toma um cálice de vinho todos os dias é alcoólatra? Aí talvez você brigasse comigo por causa de minha chatice.
Na verdade, definir um alco√≥latra √© muito dif√≠cil. N√£o se define um alco√≥latra com n√ļmeros. T√£o dif√≠cil √© definir o alcoolismo que hoje em dia n√£o se fala mais em alco√≥latra, mas em dependente qu√≠mico, o que tamb√©m n√£o ajuda nada. √Č s√≥ um nome menos feio para o mesmo problema.
Alco√≥latra, dito de modo muito simples e imperfeito, √© o indiv√≠duo, adulto ou crian√ßa, homem ou mulher, que tem sua vida f√≠sica, emocional ou social de alguma forma prejudicada pela bebida. Se a pessoa bebe t√£o pouco que seu corpo n√£o se prejudique, mas tem seu comportamento alterado ao ponto de prejudicar seu trabalho, sua fam√≠lia ou seus relacionamentos, isso pode ser definido como doen√ßa: Alcoolismo. Se a pessoa s√≥ tem as conseq√ľ√™ncias f√≠sicas da bebida, ainda que n√£o tenha o seu comportamento alterado nem perturbe qualquer pessoa, evidentemente que isso tamb√©m √© doen√ßa ‚Äď alcoolismo.
Mesmo para o meio m√©dico √© dif√≠cil identificar um alco√≥latra. Na verdade, muitas pessoas s√£o alco√≥latras e n√£o o sabem. Nem sua fam√≠lia e seus amigos o sabem. O alco√≥latra em geral precisa da bebida para viver, n√£o pode ficar sem ela. Ele precisa do √°lcool para se alegrar e para superar seus medos, sua timidez, suas frustra√ß√Ķes e suas ansiedades.
O alcoólatra não consegue sair do alcoolismo sem ajuda de jeito nenhum. Se você conhece alguém que se enquadra de alguma forma na precária conceituação de alcoolismo que foi citada, ofereça ajuda. O alcoólatra pode sair do buraco em que se encontra só pelas mãos amigas que lhe são estendidas. Ofereça-lhe as suas.

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Bebida alcoólica, um velho dilema

04/12/11

João é inimigo do álcool. Em sua casa é proibido entrar qualquer bebida alcoólica. Seu zelo é tão grande que ele é contra até mesmo a cerveja sem álcool. Só porque ela se chama cerveja e lembra o álcool. Sempre que pode, João fala contra o álcool e cita os piores exemplos de pessoas que estragaram suas vidas por causa do álcool. João e sua família vão a uma igreja cujos líderes pensam do mesmo jeito. E servem suco de uva no serviço de Santa Ceia. Nenhum de seus amigos bebe. João é filho de um alcoólatra.
José, por outro lado, não vê problema nas bebidas alcoólicas. Ele bebe alguma coisa de vez em quando. Sempre pouco. Nunca ficou embriagado. Em casa ele serve bebidas a seus amigos e a seus filhos maiores, sempre no mesmo espírito de moderação. Ninguém bebe demais em casa. José gosta de beber. Além do prazer que tem com o gosto de algumas bebidas, ele fica um pouco mais solto e mais alegre quando bebe. José nunca dirige quando bebe, ainda que seja pouco. O pai de José era mais ou menos como ele, bebia pouco.
Ant√īnio tamb√©m gosta de beber, mas n√£o conhece limites. Fica freq√ľentemente b√™bado e envergonha sua mulher e seus filhos. Ele dirige embriagado e j√° causou mais de um acidente grave. Ant√īnio bebe diariamente e n√£o pode ficar sem uma bebida. Se n√£o tiver bebida em casa ele sai para comprar, sen√£o ele n√£o consegue dormir nem trabalhar. √Č um alco√≥latra. O m√©dico j√° o proibiu de continuar bebendo porque seu f√≠gado est√° com uma hepatite cr√īnica, evoluindo para cirrose. O pai de Ant√īnio era alco√≥latra como ele.
Você ouviu as histórias de três homens diferentes. Estou certo de que você conhece pessoas assim, com outros nomes. Com quem você se identifica? Quem você acha que está certo em seu comportamento?
O √°lcool tem sido motivo de muita pol√™mica nos √ļltimos mil√™nios. N√£o somos os primeiros a pensar sobre ele. Importa refletir com cuidado sobre o √°lcool, seus benef√≠cios e seus males, antes de se tomar uma posi√ß√£o. Pense nisso!

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√Ālcool e depress√£o

26/11/11

Você sabe o que acontece quando você toma uma bebida alcoólica?
O √°lcool desce para o est√īmago e √© absorvido rapidamente pelos intestinos. Vai para o sangue e circula por todo o organismo, mas n√£o mexe com todos os √≥rg√£os, s√≥ com alguns. O mais sens√≠vel deles √© o c√©rebro. Como o √°lcool √© um depressor do sistema nervoso, e n√£o um estimulante como muita gente pensa, ele inibe certas fun√ß√Ķes cerebrais. Os reflexos, por exemplo, ficam mais lentos e √© por isto que n√£o se deve dirigir ve√≠culos depois de beber qualquer bebida alco√≥lica. Existem leis diversas em diferentes pa√≠ses que determinam a quantidade de √°lcool permitida no sangue para quem est√° dirigindo. Mesmo assim, o correto seria que o motorista tivesse o n√≠vel m√≠nimo, que √© zero. Bebeu? N√£o dirija!
Mas você deve estar pensando: o álcool não solta a gente, não desinibe, não estimula? Como pode ser um depressor? Na verdade, o álcool é um depressor. Tomado em quantidades pequenas ele inibe as áreas do cérebro que reprimem o comportamento. O álcool diminui a ação dos censores que todos têm em suas consciências. Por isto a pessoa que bebe fica mais alegre, mais corajosa, mais solta, menos reprimida. Mas, se ingerido em quantidades maiores a pessoa fica sonolenta, mole e pode até entrar em coma.
As bebidas alco√≥licas t√™m efeitos tamb√©m sobre o f√≠gado e o p√Ęncreas, importantes √≥rg√£os da digest√£o. O √°lcool lesa esses √≥rg√£os se ingerido constantemente, mesmo que em quantidades pequenas. Mesmo aqueles que s√≥ tomam cerveja podem ter cirrose, pancreatite, certas formas de c√Ęncer e outras doen√ßas provocadas pelo √°lcool.
Muita gente gosta de uma bebidinha de vez em quando, uma caipirinha antes de um churrasco, uma cerveja na praia, um aperitivo antes do almo√ßo de domingo. N√£o h√° nada de mal nisto, se n√£o levar ao h√°bito e depois ao v√≠cio. N√£o faz mal √† sa√ļde. De qualquer modo, √© preciso ter muito cuidado com a bebida. Se voc√™ n√£o sabe beber com modera√ß√£o e com sabedoria, n√£o beba nunca. Saber beber √© uma arte que n√£o est√° ao alcance de todos.

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Beber, só com moderação

19/11/11

João era um bêbado incorrigível. Tomava uma garrafa de pinga por dia. Também fumava dois maços de cigarros por dia, comia muita gordura e sua vida sexual era uma orgia permanente. João morreu de cirrose hepática ainda jovem, vomitando sangue.
Jos√© era um verdadeiro exemplo de sa√ļde. N√£o fumava, n√£o bebia e era vegetariano. Sexo, nem pensar. Era met√≥dico, dormia cedo e se levantava de madrugada para fazer caminhadas. Tinha um corpo de atleta. Jos√© morreu de repente, n√£o se sabe de qu√™, talvez de t√©dio. Sua vida era uma chatice.
“Nem oito nem oitenta”, j√° diziam nossos bisav√≥s. Nem como Jo√£o, nem como Jos√©. Os excessos de qualquer coisa, inclusive de virtudes, podem fazer mal √† sa√ļde. Um exemplo disso √© o esporte. O esporte praticado em excesso pode causar les√Ķes card√≠acas, al√©m das √≥bvias les√Ķes musculares e articulares. As bebidas alco√≥licas, a mesma coisa: tomadas com sabedoria, em pequenas quantidades, e de vez em quando, alegram a vida e n√£o fazem mal √† sa√ļde. No entanto, ingeridas em excesso podem matar.
Do ponto de vista estritamente m√©dico, o √°lcool n√£o √© um mal em si. O organismo humano s√≥ √© prejudicado quando o √°lcool est√° presente constantemente no sangue, mesmo em quantidades pequenas. A√≠ o f√≠gado, o p√Ęncreas, o c√©rebro e outros √≥rg√£os s√£o lesados e n√£o se recuperam mais. N√£o importa o tipo de bebida, se cerveja, vinho, whisky ou pinga. Pode-se morrer com qualquer uma delas. √Č uma ilus√£o pensar que aquele que toma s√≥ cerveja est√° livre de problemas. N√£o est√°. Pode ter cirrose, pancreatite, diabetes e todas as outras doen√ßas que as bebidas destiladas causam.
Tr√™s conselhos pr√°ticos: Se beber, beba pouco e n√£o todos os dias; quando beber, n√£o dirija de modo algum, mesmo tendo bebido muito pouco; beba s√≥ bebidas com qualidade, que podem ser mais caras, mas n√£o fazem mal √† sa√ļde.
A palavra-chave quanto às bebidas alcoólicas é moderação, palavra que fica bem no meio de outras duas: Alcoolismo e abstinência. Para os que não conseguem manter-se na linha tênue da moderação, só resta o caminho da abstinência.

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