Arquivo da categoria ‘Acidentes’

Uma guerra nas nossas ruas e estradas

17/05/17

Os acidentes de trânsito no Brasil atual matam cerca de 60 mil pessoas por ano e deixam mutiladas outras 600 mil pessoas. O custo pessoal, familiar e social desses números pode ser estimado, mas é certamente uma fração do custo verdadeiro. O Brasil é um dos países que têm os números mais expressivos de acidentes de trânsito no mundo. Mais um triste recorde para nós.
As razões para números tão grandes são conhecidas: motoristas despreparados ou alcoolizados, veículos com manutenção deficiente, estradas e ruas com buracos e falta de sinalização, pedestres mal educados e um governo incompetente.
As principais vítimas dos acidentes de trânsito são das classes D e E, isto é, das classes pobres, geralmente dependentes do SUS. O único benefício com que podem contar é o seguro obrigatório de veículos automotores terrestres, o DPVAT, que todos os anos é recolhido por todos os proprietários de veículos. Esse seguro beneficia as vítimas ou seus dependentes. Imaginem um chefe de família que é atropelado e morre. Sua família, eventualmente, vai ser indenizada pelo DPVAT e esse dinheiro, que não é muito, será o único recurso material para que aquela família inicie sua lenta e dolorosa recuperação.
Nosso governo omisso e incompetente vem permitindo o crescimento desses números apavorantes. Cabe a nós reagir a isso e cobrar uma atuação firme, convincente e contínua de nossos governantes. Cabe a nós, também, evitarmos as duas principais condições humanas causadoras de acidentes: usar o celular na direção e dirigir alcoolizado. De longe, o uso do celular é a principal causa hoje de acidentes de trânsito inteiramente evitáveis. Não só da parte dos motoristas, mas também dos pedestres. Muitos atropelamentos ocorrem porque o pedestre está digitando no seu celular ou lendo alguma mensagem. Falta-nos, também, a educação para o uso do celular.
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Entre um e três anos, cuidado!

03/09/11

As crianças entre um e três anos de idade são muito ativas e têm necessidade de investigar tudo o que veem. São movidas por uma curiosidade insaciável e por uma perigosa ingenuidade. Não se contentam em olhar, precisam tocar, pôr na boca, cheirar, enfiar o dedo, espremer e escutar. Crianças nesta idade usam os cinco sentidos para conhecer algo novo: O tato, a audição, a visão, o olfato e o paladar.
Nesta idade elas sobem em tudo, abrem portas e gavetas, retiram coisas dos armários e adoram brincar com água. Estão interessadas só no que estão fazendo naquele momento e não têm consciência dos perigos que possam estar presentes. Ficam totalmente tranquilas e seguras só quando estão dormindo.
Preste atenção para algumas medidas práticas se você tem ou pretende ter um dia uma criança em casa sob seus cuidados, ainda que como visita.
Portas ou caminhos para escadas, depósitos, ruas ou outras áreas perigosas devem ser bloqueados.
Verifique móveis quanto ao aspecto de segurança. Use tapetes que não deslizem na banheira. Instale grades em todas as janelas acima do primeiro andar.
A cozinha é perigosa. Nunca deixe uma criança só na cozinha. Ensine o significado de quente. Ela tem capacidade para entender. Não deixe os cabos de panelas ao alcance das mãos. O gás do fogão deve estar desligado quando não estiver em uso. Esconda os fósforos. Cubra as tomadas elétricas com protetores próprios.
Brinquedos devem ser inquebráveis, sem partes pequenas que possam ser engolidas. Não dê chiclete ou pipoca para crianças até três anos de idade. Elas podem se engasgar e sofrer asfixia.
Nunca deixe uma criança pequena sozinha na banheira. Mesmo água rasa é perigosa. As crianças devem ser acompanhadas por um adulto sempre que forem à piscina e é aconselhável o uso de bóias sempre, mesmo nas piscinas de crianças.
Crianças entre dois e três anos não devem brincar na rua porque são bastante rápidas e imprevisíveis.
Fique de olho na criança de um a três anos porque se ela tiver saúde, será um furacão e vai precisar, além de seus anjos da guarda habituais, também de você.
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A criança que engatinha

18/06/11

Entre os seis meses de idade e um ano a criança já se locomove por conta própria, quer seja rolando, engatinhando ou até começando a andar. Sua curiosidade natural e seu desconhecimento de riscos fazem com que ela desconheça limites.
Ela põe tudo na boca. Necessita de proteção de modo que possa provar e explorar os objetos em um meio seguro.
Não deixe uma criança sozinha na banheira por nenhuma razão. São necessários apenas alguns segundos para que ela se afogue. Os brinquedos devem ser laváveis, inquebráveis, impossíveis de serem engolidos, não devem ter pontas nem arestas.
A cozinha é uma área de alto risco. Líquidos quentes, alimentos quentes, fios elétricos e forno ligado oferecem perigo à criança. Evite também passar roupa perto da criança, pois ela pode puxar o ferro elétrico pelo fio.
Mantenha produtos de limpeza em prateleiras altas, fora do alcance das crianças. Da mesma forma, os remédios e venenos devem ser mantidos fora da visão e do alcance das crianças. Todos os produtos perigosos devem ser guardados nas embalagens originais para não serem confundidos.
Não ponha correntinha ou cordão de chupeta em torno do pescoço da criança, pois eles podem causar estrangulamento.
Nessa idade a criança adquire a capacidade de fazer pinça com os dedos e consegue recolher objetos pequenos do chão, como agulhas, alfinetes e miçangas e levá-los à boca.
Cuidado com as tomadas; existem no mercado protetores à disposição.
Tesouras, facas e outros objetos cortantes devem ficar fora do alcance das crianças. Toalhas de mesa podem ser puxadas e móveis leves, como cadeiras ou mesinhas, podem virar sobre as crianças quando estas buscam apoio para ficar em pé. Um dos maiores riscos que as crianças de famílias pobres correm é quando elas tentam subir num tanque de lavar roupa que não está chumbado na parede, apenas apoiado. O tanque pode virar sobre a criança e esmagá-la contra o chão.
No automóvel continue a protegê-la, mantendo-a sentada no banco traseiro em cadeirinha especial, presa pelo cinto de segurança.
Toda criança precisa ser cercada de anjos da guarda e de familiares cuidadosos. Só anjos não bastam.

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Proteja seu filho dos acidentes

11/06/11

A criança necessita de proteção o tempo todo, principalmente a criança pequena. Sua curiosidade natural aliada à sua inocência e falta de malícia fazem com que ela experimente tudo com a boca e com as mãos, até tomadas elétricas, venenos, bichos mortos, cacos de vidro, fezes e remédios. Os acidentes tendem a acontecer mais freqüentemente quando ela adquire a habilidade de se virar, engatinhar e pegar objetos.
O número de acidentes com crianças durante seus primeiros meses de vida é muito grande. Todo cuidado deve ser tomado pelos pais ou pelos que tomam conta da criança para diminuir os riscos de acidentes dentro e fora de casa.
Anote as seguintes dicas preventivas.
Previna as queimaduras.
Verifique sempre a temperatura da água do banho antes de mergulhar o bebê nela. Não beba líquidos quentes com uma criança no colo e mantenha-os fora do alcance dela.
Previna as quedas.
O berço e o cercadinho são os únicos locais seguros para o bebê ficar sozinho. Assegure-se de que os espaços entre as grades do berço sejam adequados, isto é, não permitam que a cabeça da criança passe por eles. Nunca deixe uma criança sem assistência sobre a mesa de troca ou em cima da cama; ela pode rolar e cair. Tenha tudo o que você irá precisar previamente à mão para trocá-la. Evite o uso de alfinetes de segurança, bem como o uso de talco, pois a criança poderá aspirá-lo.
Previna os acidentes com brinquedos.
Os brinquedos devem ser grandes o bastante para não serem engolidos. Resistentes para não quebrarem. Não devem ter pontas nem arestas agudas. Os brinquedos arredondados, de madeira lisa ou plástico, são os mais seguros.
Previna acidentes de carro.
No automóvel, nunca transporte a criança no colo ou no banco da frente. Procure adquirir uma cadeirinha que se prenda ao cinto de segurança, ou se o bebê for muito pequeno, um cestinho que também deve ser preso ao cinto, sempre no banco de trás.
Ninguém, ou quase ninguém vai elogiar você por proteger cuidadosamente uma criança. Mas conte com críticas e acusações se acontecer qualquer coisa com ela.

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Acidentes domésticos

25/03/11

Família reunida em casa no domingo à tarde. Alegria, descontração. Mesa posta, todos, um a um, foram se assentando para o lanche da tarde. De repente, numa fração de segundo, susto e gritos. Isabela, de apenas dois anos, puxou com força a toalha porque não conseguia enxergar o que estava em cima da mesa e o bule de água quente caiu em cima dela queimando seus braços e seu rosto.
Família reunida de novo alguns minutos depois, mas agora no pronto-socorro. Expectativa e apreensão. Queimadura deixa cicatrizes para a vida toda e a Isabela é tão bonita…
Você se lembra de algum caso de queimadura que presenciou ou sofreu? No fogão? Com água quente? Fósforo? Tomando sol na praia? Todo mundo tem alguma experiência com queimaduras. Felizmente, para a maioria foi apenas um pequeno acidente, que não deixou marcas.
A pele pode ser queimada de diferentes modos: Pelo sol, pela água quente, por produtos químicos e de vários outros modos. A pior de todas é a queimadura elétrica, que pode matar ou aleijar gravemente porque a queimadura vai muito além da área de contato com a descarga elétrica.
É muito comum em nosso país que as queimaduras sejam tratadas em casa, geralmente por curiosos que não entendem nada de medicina ou de enfermagem. Você mesmo já dever ter visto tais pessoas em ação, passando pomadas, pó de café, óleos e outros produtos domésticos que geralmente agravam o problema.
Se acontecer um acidente com você ou com alguém de sua família, não erre. Não leve a vítima de queimadura à farmácia e nem deixe que um curioso ponha as mãos nela. Vá a um posto de saúde, pronto-socorro ou  seu médico para fazer o curativo do modo correto e para tomar as vacinas e remédios necessários. Uma queimadura mesmo simples tratada de modo errado pode levar a várias complicações, sem falar nas cicatrizes.
“Prevenir acidentes é dever de todos.” Você já ouviu esta frase muitas vezes. Pense um pouco nela hoje da seguinte forma: “Prevenir queimaduras é dever de todos. Prevenir queimaduras dentro de minha casa é o meu dever.”
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Queimaduras

25/03/11

Final de semana. Domingo ensolarado. Família reunida à beira da piscina preparando o churrasco. Dona Ione tentou pôr fogo no carvão. Soprou, abanou e nada. Desistiu e chamou o marido. Ele pegou a garrafa plástica cheia de álcool, acompanhado pelo filho, e foi à churrasqueira. Espremeu a garrafa de álcool em cima do carvão. Não sabia das brasas escondidas. Foi imprudente. O vasilhame de plástico explodiu e o fogo atingiu os três. Dona Ione, desesperada, correu e pulou na piscina. Ela sofreu poucas queimaduras e ficou logo boa. Seu marido e filho ficaram correndo em círculos, um tentando ajudar o outro, como verdadeiras tochas vivas. Demoraram a pular na piscina. Sofreram queimaduras muito graves e morreram depois de algumas semanas de grande sofrimento. Felizmente, as garrafas plásticas com álcool agora estão proibidas.
Acidentes acontecem e ninguém está livre de um acidente que provoque queimadura. Queimadura solar, queimadura química, queimadura pelo calor ou queimadura elétrica. Você nunca se queimou com água quente? Ou na panela? Ou na fogueira? Ou brincando com fósforo? Dificilmente encontraremos alguém já crescido que nunca experimentou uma queimadura qualquer, mesmo leve.
O acidente aconteceu. Queimadura. O que é certo e o que é errado fazer?
Errado: colocar pomadas, ungüentos, pó de café, pasta de dente, óleos ou quaisquer outros produtos sobre as áreas queimadas.
Certo: lavar com soro ou, se não estiver disponível, com água fria todas as regiões queimadas para aliviar a dor e também para tirar as sujeiras. Só isso.
Todas as vítimas de queimaduras devem ser levadas ao médico porque às vezes é necessário lavar de novo e cobrir os ferimentos. Outras vezes é necessário receitar antibióticos e vacina antitetânica. Outras vezes, ainda, é necessário fazer uma ou várias cirurgias para minimizar as seqüelas e cicatrizes.
Não brinque com fogo e não deixe que seus filhos e amigos brinquem com produtos químicos, fogos de artifício, álcool ou energia elétrica. As queimaduras mais profundas e mais perigosas são as queimaduras produzidas por descargas elétricas. Cuidado!
Você é responsável pelo que acontece dentro de sua casa. No que estiver ao seu alcance, procure prevenir as queimaduras domésticas.

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Venenos

20/03/11

O pequeno Davi, de cinco anos, subiu numa cadeira, apanhou o litro de álcool e deu-o para sua irmã de dois anos. Ela abriu a tampa e tomou um gole. Os pais estavam em casa, ouviram o choro repentino e a tosse seca, correram e viram o desastre, este felizmente sem gravidade.
Acontece com muita frequência que uma criança pequena ingira algum medicamento ou produto de limpeza. As estatísticas oficiais mostram que em 90% dos casos o envenenamento ocorre dentro de casa e um dos pais está presente.
Quando os pais perceberem que a criança tomou medicamento, produto de limpeza ou veneno, devem correr para o pronto-socorro e levar também o frasco do produto, pois assim o médico poderá, com maior facilidade, identificar os componentes e estabelecer o tratamento adequado.
A conduta médica nem sempre é a mesma. Muitas pessoas têm a idéia de que se a criança tomou algo que não devia, deve vomitar. Sendo assim, procuram provocar o vômito, o que nem sempre é adequado.
Deve-se levar em consideração, antes de qualquer medida, o que a criança ingeriu, em que quantidade e qual a dose perigosa para o peso da criança.
Quando a remoção do produto for indicada, isto é feito provocando-se o vômito ou por meio da passagem de uma sonda no estômago seguida de lavagem.
O vômito não está indicado quando a criança ingeriu produtos corrosivos, cáusticos, gasolina, querosene e outros. Nestes casos, o vômito aumentaria a possibilidade de maiores lesões na mucosa do esôfago, boca e pulmões.
Quando a criança tiver contato com alguma substância prejudicial, mas não a tiver ingerido, as áreas atingidas, sejam os olhos, boca, mãos ou pés, devem ser lavadas com água corrente. Bastante água. Só isso.
Quando uma criança pequena ingere algum produto nocivo, a única coisa que ela não precisa é de ameaça ou castigo. Ela o faz por absoluta ingenuidade e enorme curiosidade. O erro nunca é dela, mas de quem cuida dela e deixa produtos perigosos ao seu alcance. Portanto, controle-se e procure com calma uma solução rápida se ocorrer um acidente deste tipo perto de você.

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O transporte do acidentado

07/02/11

Certa vez conheci um jornalista que ficara paraplégico num acidente. Ele dirigia na estrada à noite com chuva, derrapou e caiu numa ribanceira. Alguns caminhoneiros que viram o acidente o resgataram e o jogaram no banco de trás de um fusquinha. No hospital os médicos constataram que no acidente ocorrera uma fratura de coluna. No transporte desajeitado dentro do fusquinha a fratura levou à secção da medula, irreversível.

O jornalista ficou na verdade paraplégico pelo atendimento que recebeu e não pelo acidente em si. Que pena! Mas ele não se entregou aos fatos. Passou a escrever sistematicamente contanto sua tragédia e exigindo das autoridades a divulgação do conhecimento sobre o atendimento aos acidentados e solicitando pessoal médico e paramédico especializado nas estradas. Muitos anos se passaram até que as principais estradas do país se equiparam com pessoal treinado. Infelizmente, no entanto, o processo de educação da população vem caminhando devagar. Muitas pessoas de boa vontade, mas ignorantes, tentam socorrer as vítimas à moda antiga, causando enormes e irreparáveis males.

Todas as vítimas de acidentes que envolvam desaceleração e contusão, como ocorre em quedas de grande altura, colisões de veículos, choques entre jogadores, queda de bicicleta, brigas e espancamentos, enfim, todos os acidentes que possam provocar fraturas de qualquer tipo, principalmente de coluna, não devem ser tocadas senão por quem sabe o que está fazendo. É preferível deixar a vítima no exato local em que se encontra e chamar o socorro imediatamente. Não mexa na vítima a não ser que você tenha treinamento específico. Não vale dizer que você viu na televisão ou no cinema.

As vítimas devem ser imobilizadas, dando-se especial atenção às partes mais provavelmente feridas, observados os mecanismos do trauma. No caso de suspeita de trauma de coluna, o pescoço não pode ser manipulado; deve ser imobilizado com um colar, que pode ser improvisado no local. O transporte deve ser muito cuidadoso em cima de uma maca ou de uma prancha de madeira, de modo a não permitir que a coluna se movimente durante o transporte. O banco de trás de um fusquinha não serve. Melhor esperar pela ambulância.

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