Arquivo da categoria ‘ABORTO’

O aborto deve ser legalizado?

09/09/13

Fui educado para pensar mal do aborto provocado. Aprendi desde menino que o aborto provocado é um crime, praticado em geral por pessoas mal intencionadas, tanto por mulheres de moralidade duvidosa que desejam o aborto, como pelos que as ajudam a alcançá-lo. Ensinaram-me que a vida é sagrada e que só Deus pode tirá-la. Ensinaram-me que o aborto é pecado. Descansei confortavelmente por vários anos sobre estes ensinamentos, enquanto os abortos estavam longe de mim.
No entanto, desde os tempos de estudante de Medicina, encontrei um sem-número de meninas adolescentes e de moças muito jovens que sofreram sequelas gravíssimas em suas vidas e outras tantas que morreram por causa de abortos provocados por curiosas, sem qualquer higiene ou técnica, em lugares imundos. Muitas destas meninas e moças, a maioria, eram pobres, sem orientação sexual de qualquer espécie, desprovidas de ambientes sadios na família, embrutecidas pela vida. Vítimas, na verdade, de um sistema econômico e social perverso. Falo da massacrante maioria. Não ignoro as sem-vergonhices, a imoralidade, a safadeza, o egoísmo, etc., que motivam alguns abortos, que nem por isso justificam o que acontece com as mulheres que os realizam.
Penso muito no que aprendi quando criança e no que tenho visto na dura realidade médica deste país. Hoje sou obrigado a pensar numa solução emergencial que diminua o fabuloso número de mortes causadas por abortos provocados. É claro que estou de acordo com os que propõem as soluções clássicas: educação sexual, melhor distribuição de renda, ensino ético nas escolas, democratização dos métodos contraceptivos, fortalecimento da família, etc. Mas isto demora e neste país parece ser inatingível, senão a longuíssimo prazo. Até lá vamos assistir passivamente ao que está acontecendo? Enterraremos milhares de meninas-moças até que se chegue a uma solução ideal?
Não tenho a solução, infelizmente, mas desconfio seriamente que teremos, todos nós, que decidir, mais dia, menos dia, por um ou outro mal. O mal de esperarmos décadas pela solução ideal, assistindo passivamente às mortes de nossas jovens, ou o mal de legalizaremos o aborto, com todos os seus senões. Teremos que optar, eu e você. O que faremos?

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Aborto provocado

09/09/13

Uma das principais causas de morte em mulheres jovens no Brasil é o aborto provocado. Todos os anos centenas de milhares de abortos clandestinos são praticados, a grande maioria em jovens solteiras.
Na maioria dos casos os abortos são realizados por pessoas completamente despreparadas, sem condições mínimas de higiene. Vários desses abortos são feitos por meio de manipulação uterina, isto é, de injeção de substâncias tóxicas dentro do útero ou de colocação de sondas dentro do útero. Parte dessas coitadinhas que se submetem a isso o fazem por pobreza, ignorância e medo, não por maldade ou sem-vergonhice. O risco de infecção grave existe e pode levar à septicemia e à morte.
Na verdade, o governo gasta uma fortuna por ano com o tratamento dessas mulheres em UTIs, cirurgias e leitos do sistema público de saúde. Gasta muitíssimo mais do que gastaria se investisse em educação e saúde para prevenir essas tragédias.
O aborto no Brasil só é legal em casos restritos de estupro seguido de gravidez e nas condições em que a gravidez põe em risco comprovado a vida da mãe. Todos os demais casos são ilegais. Diante disso, as mulheres que querem abortar o fazem por sua conta e risco. As que têm dinheiro, a devastadora minoria, procuram as clínicas de aborto, onde médicos realizam os procedimentos de modo técnico e geralmente com pouco risco. As outras, todas muito pobres, o fazem com curiosas despreparadas.
A mortalidade de jovens em decorrência dessa situação é absolutamente inaceitável. Também são inaceitáveis os custos para se manter essa farsa. De um lado a proibição de se abortar; do outro lado o tratamento caríssimo para as complicações do aborto mal praticado.
A legalização do aborto deve ser considerada pela sociedade à luz desses fatos, independentemente de considerações morais.
 A solução ideal, naturalmente, é prevenir a tragédia por meio de educação de nossos jovens e, especialmente, de educação sexual. No entanto, isso leva mais de uma geração para funcionar e aqui, provavelmente, jamais funcionará.
Trata-se, na verdade, de uma guerra em que temos que urgentemente optar pelo mal menor. Pense nisso com cuidado.

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Gravidez depois do aborto

09/09/13

Há casais normais que, em seu perfeito juízo, não querem ter filhos, por qualquer razão, razoável ou não. Trata-se de uma opção de vida cada vez mais encontrada no mundo moderno, particularmente nos países altamente desenvolvidos.
No entanto, para a maioria dos casais, ter filhos é a consequência e o selo natural de uma união amorosa. A paternidade e a maternidade encerram uma alegria indescritível.
Infelizmente, no entanto, cerca de 10 a 15% das mulheres grávidas perdem seus bebês quando eles ainda estão dentro de suas barrigas. Algumas destas mulheres caem num desespero e numa frustração que demoram a passar. Felizmente a maioria se recupera e depois parte para uma nova tentativa, quase sempre bem sucedida.
O que acontece? Na verdade, a Mãe-natureza procura eliminar os fetos malformados e doentes por meio do aborto. Visto desta forma, o aborto espontâneo é uma bênção na maioria dos casos. Os casais deveriam ficar gratos por não terem prosseguido com uma gravidez que só traria problemas futuros para eles e para as crianças.
Esta, no entanto, não é uma explicação que se aplica a todos os casos. Existem mulheres que por fumarem muito, ou por passarem por emoções fortes, ou por tomarem drogas, ou por terem alguma doença, perdem filhos perfeitamente sadios. Abortam crianças que viriam a ser bonitas e sadias. É uma pena, mas é verdade. Alguns abortos espontâneos poderiam ser evitados se as mulheres se cuidassem melhor ou se fizessem seu pré-natal desde o início da gestação.
O que fazer do ponto de vista prático?
Em primeiro lugar, diante de uma gravidez, o casal ou, pelo menos, a mulher, deveria procurar imediatamente um ginecologista para fazer o pré-natal, que compreende exames de vários tipos e também tratamento com vitaminas e outros medicamentos.
Em segundo lugar, se ocorrer um aborto sem causa evidente, ele deve ser ignorado sem maiores preocupações porque isto provavelmente significa que a Natureza eliminou uma criança que não tinha chances de sobreviver.
Em caso de gravidez, faça a sua parte: vá ao médico e siga rigorosamente todas as suas recomendações. Se um aborto ocorrer, tente de novo.

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Aborto espontâneo

02/09/13

Madalena estava grávida de seu primeiro filho. Estava felicíssima. Também seu marido, seus pais e seus sogros. Ela começou a fazer seu pré-natal logo que soube que estava grávida. Tudo apontava para um final feliz. Afinal, ela e o marido eram pessoas jovens e sadias. Nunca tinham tido problemas sérios de saúde e sabiam se cuidar. Com toda a certeza seu filho ou filha seria igualmente forte. Fora alguns enjoos e tonturas, tudo caminhava bem, até que um dia ela teve um sangramento vaginal com cólicas. Ela foi imediatamente ao seu ginecologista que lhe deu uma péssima notícia: Ela havia abortado. Depois de muita choradeira de toda a família, ela voltou ao ginecologista decidida a saber as causas daquela tragédia. Ele lhe disse que não sabia e que nenhum exame dela era anormal. Ele sugeriu que ela esperasse alguns meses e depois tentasse de novo. Ela ficou um pouco insegura, mas como confiava muito em seu médico, decidiu seguir sua recomendação. Depois de alguns meses ela ficou grávida de novo e teve um lindo bebê. Depois desse, teve mais dois igualmente sadios. Passados muitos anos ela mal podia se lembrar daquele aborto.
O que aconteceu com Josefina acontece também com 10 a 15% de todos os casais: Um aborto espontâneo. E, felizmente, em quase todos os casos, ele não se repete. O que o ginecologista de Josefina disse a ela é perfeitamente correto. Não é necessário fazer um montão de exames para se chegar a uma causa do aborto.
O que se recomenda é que se faça uma investigação somente quando ocorrer um aborto pela terceira vez. Aí sim, é obrigatório que se investigue, porque se chega a uma causa em metade dos casos. A outra metade fica sem explicação e nada ou quase nada pode ser feito.
Toda gestante, logo no início da gestação, deve procurar seu médico ginecologista para se submeter aos exames de rotina pré-natais. Se ela abortar sem causa aparente, deve seguir adiante sem se preocupar com o que aconteceu. Sua chance de ter filhos fortes e bonitos é a mesma de qualquer outra mulher.

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Quando acontece o aborto

26/08/13

Você certamente já ouviu falar em aborto. O aborto é a morte de um feto dentro do útero materno que ocorre até a 22a semana de gravidez, isto é, até um pouco depois da metade dos nove meses normais de gestação. Nesses casos, segundo a Organização Mundial da Saúde, o feto pesa até meio quilo e mede até dezesseis centímetros e meio de comprimento.
O aborto pode ser provocado ou pode ser espontâneo. O aborto provocado depende da vontade da mulher e em geral sua legalidade depende do país e da cultura. Em nosso país o aborto provocado só é permitido em casos de gravidez decorrente de estupro e de risco de vida para a mãe. Em todos os demais casos nossa legislação proíbe o aborto, que, no entanto, é muito praticado. Estima-se que mais de um milhão de abortos clandestinos sejam feitos no Brasil a cada ano. É um número assustador.
Já o aborto espontâneo, aquele que acontece quando não é desejado nem esperado, e que causa enormes frustrações para o casal, ocorre em 10 a 15% dos casais. O aborto espontâneo pode ser causado por problemas do feto, como defeitos nos cromossomos e nos genes, ou pode ser causado por doenças da mulher: doenças infecciosas, problemas de útero ou de hormônios, uso de medicamentos tóxicos, cigarro, álcool ou drogas. Muito importante: o aborto pode ser causado por problemas puramente emocionais.
Em cerca de metade dos casos de aborto espontâneo não se consegue definir uma causa precisa. O que se recomenda à mulher que acabou de abortar é o seguinte: deixar para trás o que aconteceu e fazer um pré-natal normal na próxima gravidez. Só. Não são necessários exames especiais. No entanto, se a mulher abortar três vezes seguidas, é necessário procurar um especialista para investigar as causas do que se chama de aborto espontâneo de repetição.
Lembre-se: o aborto espontâneo é frequente e ocorre mesmo em pessoas muito sadias. A chance de ocorrer um novo aborto é a mesma de qualquer outra pessoa. No entanto, havendo três abortos seguidos, é preciso investigar-se as causas e eliminá-las quando possível.

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