Perda de memória

A perda de memória é uma queixa comum nos consultórios médicos, particularmente por parte de pessoas de meia idade para cima. A preocupação de que isso seja o início do Alzheimer tem levado pessoas atrás de diagnóstico e tratamento.
A memória pode ser subdividida em recente e tardia. Memória recente é aquela que foi guardada há minutos, horas, dias, semanas ou meses. Por exemplo, a memória recente é aquela que faz a pessoa se lembrar do que comeu no almoço de ontem. Ou repetir o que acabou de ouvir no rádio. Ou lembrar-se do conteúdo do livro que acabou de ler. A memória tardia, por outro lado, está associada a fatos ocorridos em anos ou décadas anteriores. Faz com que a pessoa descreva, detalhadamente, o que aconteceu na sua festa de aniversário cinco décadas atrás. Ou lembrar-se vividamente do primeiro beijo. Ou do dia da morte da bisavó.
O processo de envelhecimento normal compromete a memória recente. Todas as pessoas normais se esquecem de nomes, números de telefones, números de documentos ou do que fizeram há dois dias, ou de sua última viagem, ou de sua última refeição. A memória tardia fica preservada. Um dos truques para enfrentar essa perda da memória recente é anotar as coisas importantes e não confiar tanto na memória.
Diversas doenças físicas e mentais podem levar à perda de memória, recente ou tardia. O estresse continuado, a depressão, as alterações hormonais, a apneia do sono, os quadros demenciais, a aterosclerose e muitíssimas outras, nem todas tratáveis ou reversíveis.
O especialista que mais estuda os problemas de memória é o neurologista clínico. Com os recursos existentes atualmente, é possível diagnosticar com precisão a origem dos problemas de memória e, eventualmente, tratar com algum sucesso. Se não para curar, pelo menos para minimizar o problema.

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