Problemas urinários do envelhecimento

O processo normal de envelhecimento, ainda que com saúde, traz alterações na função da micção, em homens e mulheres. O jeito de urinar muda e muda para pior.
A bexiga normal tem a capacidade de acumular urina entre 350 e 500 milímetros cúbicos, sob baixa pressão, sem grande desconforto. Quando cheia, aumenta a pressão dentro da bexiga e ocorre o esvaziamento voluntário de todo o volume. Esse mecanismo de acumular e esvaziar dá uma autonomia de várias horas para a pessoa sadia e jovem. Não há perdas de urina involuntárias.
O idoso tem autonomia menor. Não consegue ficar muito tempo sem urinar e tem por hábito levantar-se uma ou duas vezes à noite para urinar. Isso ocorre porque a elasticidade da bexiga é menor e porque o esvaziamento é incompleto. Essa mudança é mais pronunciada nos homens por conta do crescimento da próstata, mas as mulheres também sentem a mudança.
Muitos idosos sadios têm, além da perda da autonomia e da nictúria (levantar-se à noite), perdas involuntárias de pequenas quantidades de urina. Outros têm urgência miccional, que é uma vontade imperiosa de urinar, sob o risco de perda de urina na roupa.
O resultado final do processo de envelhecimento do aparelho urinário é uma redução da força da micção, uma redução da autonomia e um risco aumentado de vazamentos involuntários. Isso ocorre em maior ou menor grau em todas as pessoas normais, que envelhecem sem doenças sérias. Quando surgem doenças, isso pode se acentuar muito, levando até ao uso de fraldas ou de medicamentos. Todavia, é um erro pensar que o uso da fralda seja uma consequência natural do envelhecimento humano. Não é. É absolutamente anormal e deve ser evitado.
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