maio, 2018

Sexologia

29/05/18

O estudo da sexualidade humana interessa a várias especialidades médicas, como a Psiquiatria, a Urologia, a Ginecologia, a Endocrinologia e a Radiologia, principalmente. No Brasil, a Sexologia não é reconhecida como uma especialidade médica, mas uma área de atuação médica, segundo a Associação Médica Brasileira (AMB). Outras áreas do conhecimento humano também se interessam pela sexualidade humana, como a Psicologia, a Psicanálise, a Antropologia e a Sociologia, entre outras.
Na prática, são os médicos, os psicólogos e os psicanalistas os profissionais mais diretamente voltados para o tratamento das disfunções sexuais, que acometem um número muito expressivo da população, em todos os lugares do planeta. Os números de dificuldades e de doenças sexuais são grandes e aparecem em todas as estatísticas, em todas as idades. Ejaculação precoce, só para dar um exemplo de uma das disfunções mais prevalentes, acomete cerca de 30% da população masculina adulta brasileira. Esse número é extraordinariamente elevado e não diminui com o envelhecimento, como se supunha antigamente.
O tratamento de qualquer pessoa com disfunção sexual começa por uma entrevista com o profissional escolhido para ajudar, médico ou não. Da entrevista pode sair um diagnóstico provável da disfunção e uma proposta de investigação e de tratamento. Frequentemente, outros profissionais precisam ser envolvidos, o que aumenta o tempo dispendido pelo paciente e os custos. Por exemplo, um homem com dificuldade de ereção, ao ser abordado por um psicanalista inicialmente, certamente irá ser tratado em conjunto com um urologista, que solicitará exames e proporá um tratamento. Esse tratamento poderá incluir um psiquiatra, que dê apoio medicamentoso. Assim, este homem terá um psicanalista, um psiquiatra e um urologista para tratar de sua dificuldade eretiva. Eventualmente, sua parceira (ou seu parceiro) terá que participar da abordagem terapêutica, o que aumenta ainda mais o investimento de tempo e dinheiro.
Lamentavelmente, embora haja recursos técnicos e profissionais qualificados em nosso meio, o acesso aos tratamentos disponíveis para os problemas da sexualidade não é para todos.

Visite www.momentosaude.com.br
Visite www.minhashistorinhas.art.br

Vacinação contra a gripe

21/05/18

Muitos anos atrás, quando se conseguiu entender melhor a estrutura molecular dos vírus causadores da gripe, que sofrem mudanças genéticas sazonais continuamente, ao que se chama de mutação, foi possível fabricar uma vacina eficaz e segura, com vírus inativos, contra os principais causadores da gripe. De início, o principal grupo de risco, alvo das vacinações em massa, foram os idosos, principalmente por conta das complicações da gripe, potencialmente letais, como a pneumonia e a septicemia. Posteriormente, com o aperfeiçoamento técnico das vacinas e a possibilidade de produção em larga escala, o público-alvo foi ampliado.
Em 2018, no Brasil, o Instituto Butantã, de São Paulo, fabricou 55 milhões de doses para todo o Brasil. O Ministério da Saúde determinou que sejam disponibilizadas vacinas gratuitamente, em todo o país, para pessoas com 60 anos de idade ou mais, crianças entre 9 meses e 6 anos, gestantes, puérperas até o 45º dia pós-parto, pessoas com imunodeficiência, presidiários, crianças institucionalizadas, professores, profissionais da saúde, e alguns outros subgrupos. A finalidade maior é proteger a população mais vulnerável e reduzir o número de mortes. O procedimento vacinal ocorre em quase todo o mundo atualmente, uma vez que já ficou comprovada a boa relação custo-benefício da vacina contra os vírus da gripe.
Como os vírus do hemisfério norte são diferentes dos vírus do hemisfério sul, a vacina tem que ser regionalizada. A vacina norte-americana não serve para nós, brasileiros, por exemplo. Da mesma forma, a vacina oferecida neste ano não serve para o ano que vem, justamente porque os vírus sofrem mutações rápidas e já não são os mesmos alguns meses depois. A vacina tem que ser dada anualmente.
Embora de graça e altamente eficaz, a vacinação contra a gripe não deverá atingir o público-alvo desejado pelas autoridades sanitárias. As principais razões são o desleixo da população, que só se mobiliza quando a mortalidade é alta, nas grandes epidemias, e o medo indevido de reações adversas, que são raras. Soma-se a esse quadro os movimentos antivacinais, que crescem a cada ano, não só no Brasil, e que se promovem especialmente graças às mídias sociais por meio de notícias falsas (fake news). Os movimentos contrários à administração de vacinas são muito antigos e não se baseiam em nada sólido, apenas na opinião de alguns idiotas, que querem aparecer na mídia.

Visite www.momentosaude.com.br
Visite www.minhashistorinhas.art.br

Síndrome de pânico

15/05/18

Síndrome de pânico ou transtorno de pânico é uma doença psiquiátrica do grupo dos transtornos de ansiedade. Pode ocorrer em qualquer pessoa, mas geralmente aparece mais em adultos jovens e sadios, principalmente mulheres.
A síndrome é caraterizada por uma crise súbita, incapacitante e recorrente, desencadeada por algum fator externo (susto, perda, violência, desgosto), ou por nada. Sobe a adrenalina sanguínea e a pessoa tem aumento da frequência cardíaca, aumento da frequência respiratória, ressecamento da boca, falta de ar, medo de morte iminente, contraturas musculares, formigamentos em mãos e boca, sensação de desmaio, escurecimento da visão e outras manifestações subjetivas. O quadro pode durar poucos minutos ou algumas horas, e passa sozinho ou com ajuda médica. O quadro pode se repetir e requerer tratamento psiquiátrico, por meio de drogas (antidepressivos e ansiolíticos) e psicoterapia. A estimulação magnética transcraniana repetitiva é uma técnica indolor, introduzida em psiquiatria em 1997, que pode beneficiar os pacientes que não respondem bem ao tratamento clássico medicamentoso/psicoterápico.
Estima-se que, no Brasil, cerca de 1% da população adulta tem alguma ataque de pânico por ano e que 5% dos adultos relatam algum ataque de pânico na vida. Isso significa que a síndrome de pânico é muito frequente. Todos os médicos deveriam ter familiaridade com essa síndrome, não só os psiquiatras, porque pode aparecer em qualquer consultório ou Pronto Socorro.
A síndrome de pânico pode surgir em pessoas sem antecedentes pessoais ou familiares de transtornos mentais, completamente sadias. Todavia, ela é mais frequente em pessoas que têm pessoas com doenças mentais na família, como depressão e ansiedade.
A síndrome de pânico tem tratamento eficaz e geralmente fica curada ou bem controlada. No entanto, pode estar associada a depressão ou transtorno de ansiedade, doenças crônicas incuráveis, que requerem acompanhamento psiquiátrico permanente.
Visite www.momentosaude.com.br
Visite www.minhashistorinhas.art.br

Afrodisíacos

09/05/18

Afrodisíacos são medicamentos, alimentos ou bebidas que promovam estimulação sexual ou o aumento da libido. O termo vem de Afrodite, a deusa grega do amor.
Não há nenhuma ou quase nenhuma comprovação científica de que alimentos ou bebidas sejam afrodisíacos. Todavia, os afrodisíacos são muito usados em todo o mundo, tenham ou não qualquer ação farmacológica. Assim, na Europa, alimentos afrodisíacos são as ostras, na Ásia, os chifres de rinocerontes, no Brasil, são as garrafadas de catuaba, a marapuama, o guaraná, os ovos de codorna, o amendoim e outros. Tudo isso é usado sem comprovação científica e seu uso é baseado em lendas. Muito usados ainda são a iombina (planta oriunda da África), o Ginseng (planta do Oriente) e o Tribulus terrestris (planta que existe em vários lugares do mundo). O Ginseng e a iombina têm alguma comprovação científica, embora fraca. A iombina industrializada existe em farmácias comuns e o Ginseng pode ser encontrado em algumas farmácias de manipulação.
Alguns medicamentos podem ter efeito afrodisíaco. Por exemplo, hormônio masculino sintético administrado a uma mulher menopausada, com libido baixa, melhora significativamente seu desejo sexual em pouco tempo. Isso tem fundamentação científica abundante e é usado clinicamente. A razão disso é simples: os ovários fabricam hormônios femininos e também masculinos. Depois que os ovários param de funcionar, o nível de testosterona cai. Ocorre que este hormônio masculino é o estimulador do desejo sexual, tanto no homem como na mulher. Uma dose mínima de testosterona pode ajudar muito a mulher que reclama de falta de libido. Outro exemplo muito comum é o deprimido tomar medicamento antidepressivo e recuperar a sua libido, rebaixada pela depressão.
Remédios com comprovação científica para, especificamente, ajudar, tanto o homem como a mulher sadios, sem qualquer doença, não deficientes de testosterona, com desejo sexual diminuído, ainda não existem na prática clínica.

Visite www.momentosaude.com.br
Visite www.minhashistorinhas.art.br

Você está em forma?

02/05/18

Não é muito fácil dizer se uma pessoa está em boa ou má forma física só de olhar. É necessário examiná-la. Mesmo assim, há uma boa margem de erro.
Dois dos critérios mais utilizados em Medicina são o Índice de Massa Corpórea (IMC) e a circunferência abdominal. Outros critérios são resistência no teste de esforço (bicicleta ou esteira) e exames de sangue.
O IMC é calculado (não serve para crianças) por meio de uma fórmula simples: o peso (ou, mais corretamente, a massa) dividido pelo quadrado da altura. Exemplo: um indivíduo pesa 80kg e tem 1,80m de altura. O peso (80) dividido pelo quadrado da altura (3,24) dá um IMC de 24,69kg/m2, que é considerado normal (normal: entre 20 e 25). Acima de 25 é sobrepeso, acima de 30 é obesidade e acima de 35 é obesidade mórbida. Esse índice é muito utilizado e serve para triar as pessoas fora de forma. Todavia, em pessoas de grande massa muscular, atletas, como jogadores de rúgbi ou de futebol americano, ou boxeadores, o IMC falha em definir sua forma física. São pessoas em grande forma atlética, porém com IMC acima de 25. Mas, de modo geral, o IMC é útil e pode ser aplicado à maioria dos indivíduos.
A circunferência abdominal define não só a forma física, boa ou má, mas também é um indicador de risco para acidentes vasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. A medida é feita com uma fita métrica, com o abdome relaxado, entre a última costela e a crista ilíaca, ou a parte mais alta da bacia na linha da ponta da costela. Se essa medida for igual ou superior a 94cm em homens ou igual ou superior a 80cm em mulheres, isso é anormal e indica acúmulo de gordura intra-abdominal.
De maneira simples e sem custo, qualquer pessoa pode avaliar se está em boa forma ou não. Tanto o IMC como a circunferência abdominal podem ajudar a monitorar a saúde.
Visite www.momentosaude.com.br
Visite www.minhashistorinhas.art.br