Quem trata de problemas sexuais?

O estudo científico da sexualidade humana começou com um médico inglês, contemporâneo de Darwin, chamado Henry Havelock Ellis, no século dezenove. Nasceu com ele a Sexologia, ou o estudo da sexualidade humana normal e patológica. Alguns outros deram grandes contribuições ao estudo da sexualidade, mas ainda há muito a ser desvendado. Por mais estudos que tenham sido realizados, sabemos pouco dos mistérios que envolvem o sexo entre os humanos.
Modernamente, há a chamada Medicina Sexual, que se dedica a tratar as pessoas disfuncionais, de todas as idades. Há, inclusive, sociedades internacionais de Medicina Sexual, voltadas para a investigação científica, classificações e tratamento dos problemas sexuais.
Atualmente, há uma profunda convicção de que a abordagem do paciente com dificuldades sexuais deve ser multidisciplinar. Participam psicólogo, psicanalista, urologista, ginecologista, endocrinologista, fisioterapeuta, radiologista e, eventualmente, neurologista, psiquiatra, nutricionista e cirurgião plástico. Isso, por si, já mostra quão complexa é a expressão da sexualidade humana.
Os especialistas médicos que mais atuam na área da sexualidade são os urologistas e os ginecologistas. Esses são os primeiros a ouvir as queixas dos pacientes e a propor alguma abordagem terapêutica. Isso nem sempre basta. O médico é obrigado a recorrer ao psicólogo e a outros profissionais, em busca de melhores resultados. Sempre há aspectos culturais e emocionais envolvidos com a expressão da sexualidade, daí a necessidade de uma abordagem mais abrangente. Da mesma forma, o problema raramente é individual. Uma pessoa disfuncional geralmente tem um parceiro sexual também disfuncional. Para atingir um, é necessário abordar os dois.
Alguns estudos populacionais mostraram que cerca de metade da população adulta tem queixas sexuais relevantes. Mais da metade dos casais reclamam de mau funcionamento sexual, com a decorrente frustração e o inevitável sofrimento emocional.
Em nosso país faltam centros de Medicina Sexual que atuem eticamente e com forte base científica multidisciplinar. O que existe no mercado nacional é praticamente só picaretagem e incompetência na área da sexualidade.

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