O crescimento da AIDS entre os jovens brasileiros

Em 1996, o Brasil criou um dos melhores serviços de atendimento aos portadores do vírus da AIDS em todo o mundo, pelo SUS, para todas as pessoas. Esse programa foi elogiado e copiado por outros países. Mostrou que funciona muito bem. O número de pessoas tratadas e acompanhadas, no Brasil, supera hoje a marca de 500 mil.
Todavia, o Brasil tem sido incompetente na área da prevenção. Enquanto que, em quase todo o mundo, os números de infectados veem caindo, no Brasil têm subido, particularmente entre pessoas entre 15 a 24 anos de idade. A causa principal é a combinação de sexo promíscuo desprotegido e o uso de drogas injetáveis.
Em 2010, no Brasil, o SUS introduziu uma combinação de drogas chamada PEP (Profilaxia Pós-exposição, com duas drogas, zidovudina e lamivudina), que funciona como a pílula do dia seguinte. Para acidentes com médicos e funcionários de laboratórios, e para o sexo desprotegido eventual, incluindo o estupro, o PEP é receitado por 28 dias, começando dentro das primeiras 72 horas de exposição. Isso previne a doença com altíssima eficácia.
Em 2017, o SUS introduziu o PrEP (Profilaxia Pré-exposição, com duas drogas, entricitabina e fumarato de tenofovir desoproxila), que se destina essencialmente a pessoas que estão constantemente sob o risco de contágio, como os profissionais do sexo. O PrEP, um comprimido azul chamado Truvada, protege contra a AIDS com eficácia de 99%, mas não protege contra outras doenças sexualmente transmissíveis.
Graças ao PEP e ao PrEP, nossos jovens estão perdendo o medo da AIDS, o que tem levado, por exemplo, ao aumento de incidência de sífilis. A perda do medo da AIDS tem levado ao próprio aumento da AIDS, por descuido e desconhecimento. O Brasil está perdendo o jogo na área da educação e da prevenção, lamentavelmente.

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