março, 2018

Ópio, opiáceos e opioides

27/03/18

Da papoula do Oriente, planta cujo nome científico é Papaver somniferum, extrai-se o ópio e algumas substâncias dele derivadas – morfina e codeína, as mais conhecidas. São drogas chamadas opiáceas. Os opiáceos semissintéticos são resultantes de modificações parciais das substâncias naturais, como é o caso da heroína. Já os opioides são drogas sintéticas feitas em laboratório, que imitam as drogas originais, como meperidina, propoxifeno e metadona.
Toda essa família de drogas, algumas usadas por via oral e outras por meio de injeção intramuscular ou intravenosa, atuam no sistema nervoso central, reduzindo sua atividade. Dependendo da droga, da dose e da resposta individual de cada pessoa, os efeitos são variados: tiram a dor, aumentam o sono, deprimem a tosse, deprimem a respiração e podem causar uma sensação de bem-estar.
Todas essas drogas são perigosas e podem matar. Por essa razão, ou são drogas ilegais ou são drogas vendidas sob prescrição médica. Qualquer uma delas pode causar dependência química e são, todas elas, passíveis de causarem vítimas fatais de overdose.
Nos Estados Unidos, nos últimos anos, dezenas de milhares de pessoas morreram por drogas, principalmente as sintéticas, com receita médica, principalmente Fentanil e Oxycodin (nomes comerciais), que também temos no Brasil. Nos EUA elas são prescritas maciçamente para aplacar a dor, por uma razão cultura peculiar dos norte-americanos. Os pacientes ficam dependentes e acabam se intoxicando. Michael Jackson morreu disso, em casa. Prince, idem. Assim milhares de outros. Há estatísticas que apontam para cerca de 50 mil mortes só em 2017, nos Estados Unidos.
Dificilmente um dependente químico se livrará da droga sem ajuda médica especializada, que demanda internação e um longo processo de suporte psicológico e familiar. Mesmo que aparentemente curado, o índice de recaídas é alto, cerca de 85%, suscitando novas internações, ou prisão ou morte.
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Não quero ficar demente

22/03/18

Se você, como eu, não quer ficar demente, perder sua lucidez e independência, e ser um peso para sua família, saiba de alguns fatos que a ciência já comprovou, ainda que muitíssimo esteja por ser revelado e descoberto nos próximos anos sobre o tema. Pouco ainda se sabe sobre o funcionamento cerebral e muito pouco sobre como tratar as doenças do sistema nervoso encefálico.
1-O envelhecimento é um dos principais fatores de risco para a demência, mesmo que para uma pessoa sadia e com bons hábitos. O Alzheimer, que é atualmente a forma mais comum de demência, acomete um de cada cinco indivíduos que passam dos 80 anos de idade. Isso significa que o aumento notável da expectativa de vida alcançado nos últimos 100 anos tem um preço a pagar – o aumento da probabilidade de desenvolver um quadro demencial, quer por Alzheimer, quer por aterosclerose, quer por alcoolismo, quer por outras causas.
2-Uso de drogas ilícitas, sedentarismo, alcoolismo, tabagismo, hipertensão mal controlada, diabetes mal controlado, obesidade e dislipidemia (excesso de gorduras nocivas no sangue, como colesterol e triglicérides) favorecem bastante o desenvolvimento de quadros demenciais. O controle dessas doenças crônicas e um estilo de vida saudável, com exercícios regulares e controle do peso, pode prevenir a demência.
3-Um estudo americano muito interessante revela que, isoladamente, a atividade física regular é o fator de prevenção do Alzheimer mais eficaz. A Clínica Mayo, nos Estados Unidos, recomenda para todas as pessoas, desde a adolescência, três sessões de 50 minutos de exercícios leves ou moderados por semana, coisa que está ao alcance de quase todas as pessoas.
4- O hábito da leitura, o estudo constante (de um idioma, de uma nova profissão, por exemplo) e novos desafios ou projetos, previnem a demência. Pessoas que não leem ou que não têm projetos de vida têm muito mais chance de desenvolver um quadro demencial.
5-O bom relacionamento social e afetivo com a família, amigos, profissionais, vizinhos, enfim, com as pessoas que nos cercam, diminui a chance de isolamento social e depressão, que são outros fatores significativos para o desenvolvimento de quadros psiquiátricos demenciais.

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Apneia do sono

12/03/18

Muitas pessoas não dormem bem e acordam já cansadas. Isso pode ser causado por hábitos ruins ou por doenças. O hábito ruim mais comumente associado a dormir mal é a alimentação. Algumas pessoas comem mal durante o dia e jantem muito bem, isto é, bem demais, à noite. Comem muito à noite, bebem muito e vão dormir. Podem ter um sono perturbado pelo excesso de comida, pelo refluxo gastroesofágico promovido pelo álcool e pelo volume excessivo de comida no estômago. Não descansam e já acordam muito cansadas. Para tais pessoas, basta mudar seus hábitos ruins por outros melhores, que o problema do sono desaparece. O que se recomenda é uma refeição pequena e muito leve à noite, com poucos líquidos e nenhum álcool. Também um intervalo de, pelo menos, duas horas e meia entre a refeição e a ida para a cama.
No entanto, outras pessoas dormem mal mesmo tendo hábitos bons. Podem ter apneia do sono, que é uma interrupção da respiração durante o sono, durante alguns ou muitos segundos, o que leva a um sono perturbado e sensação de afogamento durante o sono. A apneia do sono pode ser documentada por meio de exames que são feitos durante o sono, em clínicas especializadas. Se confirmada, mudanças de hábitos podem ajudar. Emagrecimento, também.

Algumas pessoas, todavia, precisam de um aparelho chamado CPAP. O CPAP é um aparelho que envia um fluxo de ar contínuo para as vias respiratórias, por meio de uma máscara, evitando a apneia do sono. A quantidade do fluxo de ar enviado é determinada pela pressão informada no exame de polissonografia, que é o exame realizado durante o sono. O CPAP é um equipamento relativamente caro, mas faz milagres quando a indicação é boa. Muitas pessoas consideram que o CPAP mudou suas vidas para melhor, muito melhor, ainda que fiquem escravizadas pelo aparelho.

Se você não dorme bem quase todos os dias, deve ter algum problema. Procure mudar seus hábitos de alimentação, antes de mais nada. Se não funcionar, procure uma clínica de estudo do sono e faça uma investigação para determinar a provável causa do distúrbio do sono.

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Perda exagerada de cabelos

01/03/18

Um adulto normal, sadio, homem ou mulher, perde entre 100 e 200 fios de cabelo por dia. Ele percebe isso quando penteia os cabelos ou quando vê fios de cabelos em suas roupas de cama, nas suas roupas ou no piso do box. Algumas pessoas ficam desesperadas com isso e desnecessariamente procuram ajuda para evitarem o “desastre” da alopécia, que é o termo médico para a perda anormal de cabelos, com a consequente calvície total ou parcial.
Os médicos especialistas que mais estudam a alopécia são os dermatologistas e os cirurgiões plásticos. Os dermatologistas tentam fazer o diagnóstico da causa da perda exagerada de cabelos e prescrevem tratamentos clínicos para recuperar a cabeleira. Os cirurgiões plásticos fazem transplantes de cabelos, retirando cerca de 3000 fios do couro cabeludo, entre as orelhas, na nuca ou região occipital da cabeça, levando os fios para as áreas de calvície. Isso não se presta para todos os casos, infelizmente. Há doenças que promovem a perda de cabelos e que não têm cura, nem com tratamento clínico, nem com cirurgia. Para esses casos menos comuns, só resta a possibilidade da peruca, casos as vítimas da alopécia não aceitem ficar sem cabelos.
Muitas doenças e medicamentos podem ser responsáveis pela alopécia, além da herança genética. A grande maioria dos casos, felizmente, tem tratamento e cura. Algumas doenças que podem causar alopécia são depressão, estresse, desnutrição, sífilis, micoses do couro cabeludo e muitas outras. Remédios que causam queda exagerada de cabelos, tipicamente, são remédios quimioterápicos utilizados no tratamento de câncer. Esse tipo de alopécia medicamentosa é quase sempre reversível. Terminado o tratamento, os cabelos crescem de novo, mas às vezes bem grisalhos. O exagero nas tinturas e nas tentativas de alisamento e embelezamento dos cabelos nos cabeleireiros pode também promover a alopécia. Há que ter-se moderação na manipulação química dos cabelos.

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