O problema do álcool na adolescência

Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2014, publicou dados relativos ao consumo de álcool no mundo. Nas conclusões da pesquisa, destaca-se que seu consumo excessivo causa cerca de 4% de todas as mortes por ano no mundo, cerca de 2,5 milhões. Isso é muito significativo e excede o número de mortes causadas pela AIDS e pela tuberculose. A OMS também estimou o número de alcoólatras no mundo, cerca de 76,3 milhões, em 2014.
A Sociedade Brasileira de Pediatria publicou, em 2017, um manual sobre os riscos de bebidas alcoólicas na infância e na adolescência (“Bebidas alcoólicas são PREJUDICIAIS à saúde da criança e do adolescente”). Seu extenso trabalho baseou-se em pesquisas nacionais, que revelaram um número muito alto de adolescentes tomando álcool com regularidade, especialmente em festas de final de semana, frequentemente em grande quantidade.
Há dois problemas que se destacam na questão do consumo de álcool antes dos 18 anos: o alto risco de alcoolismo futuro e o risco de lesões cerebrais que se instalam no cérebro ainda não completamente desenvolvido, acarretando mudanças de comportamento, tais como envolvimento com o crime, a dependência de outras drogas, o envolvimento com acidentes de trânsito e mortes por suicídio ou homicídio.
O álcool é uma substância psicotrópica e é considerada a droga legal mais utilizada no planeta. Por essa razão, há leis que controlam a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em todo o mundo. No Brasil, embora haja leis, não há rigor na fiscalização, nem a consciência familiar de vigiar seus filhos menores de idade. Muitos pais acham que os filhos podem e devem beber para se integrarem socialmente. Em pesquisas realizadas no Brasil, grande parte dos quase 40% de adolescentes que já experimentaram alguma bebida alcoólica, o fizeram em casa, com o conhecimento de seus pais.

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