Mais dados sobre a letalidade da poluição ambiental

Novos dados sobre poluição ambiental em todo o planeta foram publicados em 2017 na prestigiosa revista científica The Lancet (por sua Comissão sobre Poluição e Saúde). A pesquisa foi patrocinada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por um braço da Fundação Bill Gates, sediada em Seattle, nos Estados Unidos (Institute for Health Metrics and Evaluation).
Segundo os dados publicados, cerca de nove milhões de pessoas morreram no ano de 2015, cerca de uma em cada seis mortes, vitimadas por poluição do ar, da água, do solo, do ambiente de trabalho e pela poluição química. A poluição do ar matou cerca de 6,6 milhões de pessoas, do total de nove milhões. Em segundo lugar, a poluição da água foi responsável por cerca de 1,8 milhão de mortes.
Os países mais afetados foram os países que vêm tentando crescer industrialmente com rapidez, desrespeitando leis de proteção ambiental, como a Índia, o Paquistão, a China, Bangladesh, Madagascar e Quênia. As populações pobres e marginalizadas são as mais afetadas.
Hoje há monitores de poluição em todo o mundo. É possível conhecer detalhadamente os problemas de cada região do mundo e advertir as autoridades responsáveis. A resistência à adoção de duras medidas de preservação ambiental vem do receio dos governantes e empresários de que isso acarretaria custos muito elevados, não suportáveis pela economia desses países poluidores, e que também levaria ao atraso do desenvolvimento industrial. A experiência adquirida pelo Ocidente, grande poluidor do passado, desmente esses receios. As grandes cidades do mundo desenvolvido enfrentaram esses problemas, até mais graves, a partir dos anos 60 e se saíram muito bem. A lição aprendida foi dupla: dá para pagar a conta e o desenvolvimento “verde” é muito mais sustentável e lucrativo do que o desenvolvimento apressado e poluidor.
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