outubro, 2017

Mais dados sobre a letalidade da poluição ambiental

24/10/17

Novos dados sobre poluição ambiental em todo o planeta foram publicados em 2017 na prestigiosa revista científica The Lancet (por sua Comissão sobre Poluição e Saúde). A pesquisa foi patrocinada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e por um braço da Fundação Bill Gates, sediada em Seattle, nos Estados Unidos (Institute for Health Metrics and Evaluation).
Segundo os dados publicados, cerca de nove milhões de pessoas morreram no ano de 2015, cerca de uma em cada seis mortes, vitimadas por poluição do ar, da água, do solo, do ambiente de trabalho e pela poluição química. A poluição do ar matou cerca de 6,6 milhões de pessoas, do total de nove milhões. Em segundo lugar, a poluição da água foi responsável por cerca de 1,8 milhão de mortes.
Os países mais afetados foram os países que vêm tentando crescer industrialmente com rapidez, desrespeitando leis de proteção ambiental, como a Índia, o Paquistão, a China, Bangladesh, Madagascar e Quênia. As populações pobres e marginalizadas são as mais afetadas.
Hoje há monitores de poluição em todo o mundo. É possível conhecer detalhadamente os problemas de cada região do mundo e advertir as autoridades responsáveis. A resistência à adoção de duras medidas de preservação ambiental vem do receio dos governantes e empresários de que isso acarretaria custos muito elevados, não suportáveis pela economia desses países poluidores, e que também levaria ao atraso do desenvolvimento industrial. A experiência adquirida pelo Ocidente, grande poluidor do passado, desmente esses receios. As grandes cidades do mundo desenvolvido enfrentaram esses problemas, até mais graves, a partir dos anos 60 e se saíram muito bem. A lição aprendida foi dupla: dá para pagar a conta e o desenvolvimento “verde” é muito mais sustentável e lucrativo do que o desenvolvimento apressado e poluidor.
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A descoberta dos males provocados pelo cigarro

17/10/17

Até o início do século XX, o hábito de fumar cigarros industrializados não era arraigado em nenhuma população do planeta e quase nada se conhecia a respeito dos potenciais danos que poderiam ser causados pelo cigarro para o meio ambiente e para a saúde humana.
Em 1898, numa fase em que o diagnóstico de câncer de pulmão era bastante raro, um estudante de Medicina, em Würzburg, na Alemanha – Hermann Rothmann -, defendeu a tese de que o cigarro, de alguma forma, estaria relacionado ao desencadeamento do câncer de pulmão. Isso só veio a ser demonstrado por epidemiologistas americanos e ingleses nos anos 1950, quando o consumo do cigarro industrializado era imenso e globalizado. Foi a partir daquele momento que foram elaboradas leis antitabagistas e que a comunidade médica se convenceu, lentamente, de que o tabagismo prejudicava a saúde humana. Ainda em 1960, mais de um terço dos médicos norte-americanos não havia ainda se convencido dos males causados pelo cigarro.
A indústria do tabaco vem perdendo mercado lenta e progressivamente desde os anos 1950, mas resiste bravamente a todos os esforços para combatê-la. Nos últimos anos, por meio de aditivos (sabores, aromas, cores), ela vem tentando seduzir os adolescentes, com o falso argumento de que seus produtos são praticamente inofensivos, graças aos avanços da tecnologia dos aditivos e à redução dos elementos prejudiciais à saúde. A indústria do tabaco também adquiriu praticamente todas as indústrias de cigarro eletrônico, que também fazem mal à saúde, comprovadamente, e fez acordos de propaganda extremamente caros com a indústria do cinema. Os cigarros eletrônicos frequentarão as telas de cinema nos próximos anos.
Não nos iludamos: o cigarro causa danos irreparáveis ao meio ambiente e à saúde humana. Só no ano de 2016, no Brasil, 22 mil homens e mulheres morreram de câncer de pulmão. Estima-se que um número dez vezes superior a este, no mesmo ano, se relacione com mortes causadas por enfisema, coronariopatia, acidente vascular cerebral, osteoporose e outras doenças relacionadas diretamente ao tabagismo.
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Outubro Rosa 2017

03/10/17

O movimento internacional, hoje intitulado Outubro Rosa, começou nos Estados Unidos em 1997 e tem sido um mês dedicado à saúde da mulher, com destaque para a prevenção e tratamento do câncer de mama. O embrião desse movimento muito importante ocorreu também nos Estados Unidos, em 1990, quando o laço cor-de-rosa, hoje símbolo da campanha Outubro Rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura do Câncer de Mama, realizada em 1990 e, a partir daí, anualmente, em Nova York (www.komen.org).
Estima-se que, neste ano de 2017, sejam diagnosticados cerca de 60 mil novos casos de câncer de mama no Brasil. O câncer de mama pode aparecer em qualquer mulher adulta, mas geralmente acomete as mulheres acima dos 40 anos de idade. Deve ser pesquisado por meio de palpação feita por um ginecologista habilitado e exames de imagem, usualmente mamografia, mas também ultrassom e ressonância magnética, para casos especiais. Em 2016, cerca de 19 mil mulheres morreram de câncer de mama no Brasil, número só inferior aos casos de morte por câncer de intestino grosso (cerca de 20 mil) e câncer de pulmão (cerca de 22 mil).
Além da busca ativa do câncer de mama inicial na idade apropriada, por meio do ginecologista e do autoexame de mamas, o que mais a mulher pode fazer? A resposta pode parecer surpreendente para algumas pessoas, mas não para os epidemiologistas. A mulher deve manter seu peso dentro dos limites normais. O sobrepeso, a obesidade e a obesidade mórbida já alcançam mais de 50% das mulheres adultas no Brasil e isso estimula o início de câncer de mama. Se uma mulher quiser fugir do câncer de mama, deve evitar o sobrepeso, fazendo dieta e exercícios regularmente. Além disso, deve comer tomate e beterraba, alimentos ricos em licopeno, que, de algum modo, diminuiu a chance do surgimento de câncer de mama.
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