setembro, 2017

Poluição do ar

22/09/17

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Universidade de Bath, no Reino Unido, estabeleceram um novo modelo de estudo da qualidade do ar em todos os países, baseado em dados provenientes de satélites, de dados coletados em transportes aéreos e em estações terrestres. Mais de 3 mil localidades rurais e urbanas são monitoradas continuamente. A informação coletada é apresentada por meio de mapas, destacando as áreas que excedem os limites de poluentes estabelecidos pela OMS.
As divulgações dos dados iniciais, em 2016, sobre a poluição do ar e seu impacto na saúde, estabelecidos por essa nova metodologia, são muito preocupantes. Cerca de 92% da população mundial estão expostos a qualidade de ar que excede os limites de poluição. Cerca 6 milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência dessa poluição do ar. As causas são doenças cardiocirculatórias, câncer de pulmão, enfisema pulmonar e acidente vascular cerebral. Cerca de 94% das mortes ocorrem em países de baixa e média renda, especialmente no Oriente. Nos países desenvolvidos os números são bem mais favoráveis, em parte pelo rigor das leis e das pesadas multas aplicadas nas últimas décadas.
As principais fontes poluidoras do ar são as usinas de energia movidas a carvão, as indústrias, a queima de combustível doméstico, a queima de resíduos e a queima de combustível dos meios de transporte.
Diversos estudos apontam para soluções técnicas, que, todavia, têm que enfrentar aspectos políticos e econômicos para sua implantação. Leis rigorosas antipoluidoras para as indústrias, substituição das fontes de energia poluidoras por outras, como a energia eólica e a energia solar, substituição dos carros movidos a combustível por carros elétricos, aumento das ciclovias e reeducação da população. Tudo isso demanda investimento e tempo. Enquanto isso, cerca de 6 milhões de pessoas vão morrer anualmente por conta da poluição do ar.
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Fibromialgia

22/09/17

Fibromialgia é uma doença crônica, da família dos reumatismos, caracterizada por dores musculares difusas, dores nos tendões e nos ligamentos, de causa não completamente conhecida, e que poupa as articulações e não está associada a um processo inflamatório. A fibromialgia pode estar associada a fadiga, distúrbios do sono, estresse, dificuldade de concentração, depressão e ansiedade. Tudo leva a crer que a doença é, de fato, uma desregulação do sistema neurológico que identifica as dores no corpo. Acomete muito mais mulheres do que homens, cerca de 5 a 9 vezes mais, e é considerada uma doença de difícil diagnóstico e tratamento complexo, geralmente incurável. Talvez a fibromialgia atinja cerca de 2% da população do mundo.
Essa doença, hoje já bem caracterizada pela Medicina, melhor estudada pela Reumatologia, foi conhecida por outros nomes no passado: fibrosite, dor muscular crônica, reumatismo psicogênico, mialgia por tensão e vários outros. Muitos chegaram mesmo a considerá-la uma doença inexistente como entidade própria, apenas uma manifestação psicossomática, uma doença exclusivamente mental.
A fibromialgia não pode ser diagnosticada por um método direto, indiscutível. Depende da exclusão de outras doenças semelhantes, como outros reumatismos não articulares, doença de Parkinson, mialgias de causas endócrinas, polimialgia reumática e outras doenças afeitas à Reumatologia. Por exclusão, segundo critérios diagnósticos internacionais, pode-se chegar ao diagnóstico provisório de fibromialgia.
A fibromialgia não é uma doença fatal, mas causa muito sofrimento para seus portadores e durante vários anos, às vezes décadas. O tratamento não é curativo e depende do uso de medicamentos analgésicos e antidepressivos, além de fisioterapia, psicoterapia, terapia ocupacional e terapias alternativas, como quiropraxia, acupuntura, Pilates, reeducação postural e outras, apesar de todas essas formas carecerem de comprovação científica.
Todo caso suspeito de fibromialgia deve ser investigado por um reumatologista e tratado por uma equipe multiprofissional. O tratamento é caro e não tem proposta curativa. Visa à melhora dos sintomas dolorosos e à reabilitação funcional, de modo a permitir ao paciente que tenha uma vida produtiva, com qualidade.
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Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio

11/09/17

O dia 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. Além da ampla divulgação de números sobre o suicídio no mundo, discutem-se medidas preventivas e estudam-se os principais subgrupos populacionais que estão sob maior risco e demandam maior atenção do Estado, dos educadores e das famílias.

Entre 800 mil e 1 milhão de pessoas se matam por ano. Alguns milhões de indivíduos tentam o suicídio, sem sucesso, e ficam, às vezes, mutilados, ficam sempre perturbados emocionalmente e socialmente estigmatizados. O suicídio é um tema riquíssimo em Saúde Pública, Psiquiatria, Sociologia, Antropologia, Medicina Social e Psicanálise.

No livro intitulado Os sofrimentos do jovem Werther, Goethe descreveu o sofrimento de um jovem apaixonado por uma mulher casada. Em cartas sequenciais, o jovem vai se convencendo de que a única saída para seu impasse existencial é a morte, que termina por acontecer, pela via do suicídio. O livro fez tanto sucesso, que levou à morte por suicídio dezenas, talvez centenas, de jovens europeus. Nos anos 1970, o sociólogo David Phillips cunhou o termo “efeito Werther” para descrever o fenômeno social e global de suicídios em série depois da divulgação do suicídio de uma pessoa de destaque, especialmente entre os jovens. Esse fenômeno existe, comprovadamente, mais ainda agora, graças aos meios de comunicação social on-line de que dispomos.

O suicídio pode ocorrer em qualquer idade, em ambos os sexos, até em crianças, mas é muito mais comum entre pessoas depressivas e entre os dependentes químicos. Geralmente, o suicídio é anunciado, às vezes sutilmente, outras vezes escancaradamente. Amigos, familiares e professores são os primeiros a detectar os primeiros sinais e sintomas do potencial suicida. Devem agir rapidamente e sob a orientação de um psiquiatra. Serviços como o que presta o CVV (Centro de Valorização da Vida – ligue 141) e por outros grupos de ajuda (por meio de telefone, e-mail ou chat) são de valor inestimável e salvam vidas todos os dias. São gratuitos e estão disponíveis 24 horas por dia.

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Quando o coração envelhece mais depressa do que deveria

04/09/17

O envelhecimento é assimétrico. Às vezes somos jovens com esqueletos de velhos. E vice-versa, mais raramente. Outras vezes, por conta de um passado de muita exposição solar, temos peles manchadas, enrugadas e feias, ainda que com pouca idade. Algumas pessoas muito idosas têm mentes extraordinariamente jovens, coisa de fazer inveja a qualquer um. Assim também o coração, pode ser mais velho do que deveria, por variadas razões.
A doença do coração ainda é a principal causa de morte em todo o mundo. Em alguns países, como no Reino Unido, ela é a primeira causa de morte em homens e a segunda em mulheres. Em algumas regiões desenvolvidas do planeta, o câncer mata mais do que o coração, mas por muito pouco. No Brasil, o acidente vascular – infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral – é a principal causa de morte não-violenta em adultos.
Muitas pessoas têm corações muito mais velhos do que suas idades cronológicas. Isso decorre de uma predisposição genética ou, principalmente, de um estilo de vida que lesa o coração, tornando-o mais fraco e mais vulnerável. Na Inglaterra foi feito um estudo extenso sobre este tema, envolvendo 33 mil homens com 50 anos de idade ou mais, pelo Serviço de Saúde Pública. Desse estudo saíram algumas recomendações práticas:
1-Parar de fumar
2-Fazer exercícios regularmente
3-Controlar o peso
4-Comer mais fibras vegetais e menos gorduras
5-Reduzir o sal na comida
6-Comer mais peixe e menos carne
7-Beber pouco álcool
8-Fazer medidas periódicas da pressão arterial (há muitos hipertensos que não sentem nada e vão pagar a conta no futuro)
Essas recomendações estão ao alcance de quase todas as pessoas e não são caras. Se isso é verdade na Inglaterra, com certeza é verdade aqui também. Isso evita, com absoluta certeza, o envelhecimento acelerado do coração.

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Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM)

04/09/17

Alguns homens, mesmo jovens, podem apresentar sintomas e sinais estranhos, que levam a uma importante redução da qualidade de vida – aumento da gordura abdominal e visceral (por fora e por dentro da parede abdominal), diminuição da massa e da força muscular, redução do desejo sexual e do desempenho, redução dos reflexos e do raciocínio cognitivo, perda de memória, depressão, insônia, transpiração excessiva mesmo quando está frio, diminuição da sensação de bem-estar e deficit de atenção. Isso se acompanha do aumento das gorduras do sangue (perfil lipídico) e da diminuição da eficácia da insulina produzida pelo pâncreas, ao que se dá o nome de resistência periférica à insulina, com o consequente aumento do açúcar no sangue.
A esse conjunto de sinais e sintomas se dá modernamente o nome de Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM), que tem outros nomes menos apropriados para o nosso meio, como andropausa, Hipogonadismo Masculino Tardio (HMT), Late Onset Hypogonadism (LOH), Androgen Deficiency in the Aging Male (ADAM) e outros. Os melhores nomes são DAEM, em português, e LOH, em inglês.
Ainda que o envelhecimento, pura e simplesmente, leve à redução da testosterona circulante em todos os homens, que é o principal hormônio masculino, já a partir dos 40 anos de idade, de modo algum a DAEM deva ser considerada como um fenômeno inevitável. Trata-se de doença, que se pode tratar e prevenir.
Essa doença ocorre por redução acentuada dos hormônios sexuais masculinos produzidos pelos testículos. Esse quadro clínico é reversível, na maior parte dos casos, por meio de exercícios físicos regulares, dieta apropriada e perda de peso. Eventualmente, também, por meio da administração de medicamentos. Em casos raros, com atrofia de ambos os testículos, há necessidade de reposição hormonal permanente com testosterona, que existe na forma de injeções intramusculares, desodorante axilar e gel para passar na pele. Todo caso de DAEM pode ser tratado com sucesso.

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