abril, 2017

A esterilização cirúrgica do homem

28/04/17

Desde que foi industrializada a anestesia local, há cerca de um século, a vasectomia bilateral, que é a cirurgia de esterilização do homem, passou a ser praticada de forma progressiva, até que veio a se tornar o principal método de esterilização dos casais em países desenvolvidos, superando a esterilização feminina – a laqueadura das trompas uterinas.
A vasectomia compreende a interrupção de dois canais, um do lado direito, e outro do lado esquerdo, dentro do saco escrotal, por onde passam os espermatozoides. Depois dessa interrupção cirúrgica, as vesículas seminais, que ficam atrás da bexiga, dentro do abdome, e que servem de reservatório para o sêmen, eliminam todo o estoque de esperma depois de doze ejaculações, aproximadamente. A partir daí, o homem passa a ejacular apenas líquido seminal, sem espermatozoides, o que é visualmente impossível de distinguir do esperma.
A vasectomia é um dos métodos definitivos de planejamento familiar, porém é reversível. Em caso de arrependimento, o indivíduo pode passar pela reversão microcirúrgica e recuperar a sua fertilidade. Ou, então, recorrer ao esperma estocado em banco de esperma antes de fazer a vasectomia.
A vasectomia é feita por urologista, em regime ambulatorial, sob anestesia local. É um procedimento de meia hora, relativamente indolor. O indivíduo vasectomizado pode reassumir suas atividades laborais, sexuais e esportivas imediatamente. Depois de doze ejaculações, ele faz um espermograma. Constatada a sua esterilidade, ele tem alta definitiva. O risco de reversão espontânea é desprezível.
Nos países subdesenvolvidos, como o nosso, a vasectomia não é tão popular como a ligadura das trompas, mas o número de candidatos à vasectomia vem crescendo a cada década. A vasectomia é o melhor método de esterilização, especialmente porque pode ser feita sob anestesia local e pode ser revertida com relativo sucesso. Já a ligadura das trompas não deve ser feita sob anestesia local e sua reversão tem baixíssimo índice de sucesso.
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Cresce a obesidade no Brasil

26/04/17

Dados da mais recente pesquisa da Vigitel, do Ministério da Saúde, publicados recentemente, mostram que entre 2006 e 2016, o número de brasileiros com 18 anos de idade ou mais, que apresentam sobrepeso (sobrepeso, obesidade e obesidade mórbida), passou de 42,6% para 53,8%. Isso representa um aumento de 26,3% em apenas dez anos. Pior ainda, o percentual de obesos nessa mesma população (obesos e obesos mórbidos) cresceu 60% no mesmo período, passando de 11,8% para 18,9%. Paralelamente, o número de crianças com sobrepeso e obesidade também cresceu, o que foi objeto de estudos de outra pesquisa. Há cerca de 30% de crianças com excesso de peso no país.
O aumento do sobrepeso coloca o Brasil entre os cinco países com mais obesos no mundo e aponta para um futuro sombrio. Isso porque a obesidade não caminha sozinha. A mesma publicação da Vigitel mostra que o número de hipertensos e de diabéticos cresceu paralelamente. Na capital de São Paulo, foram encontrados 10% de diabéticos e 25,9% de hipertensos, dados que superam um pouco a média nacional.
As causas desses crescimentos são principalmente a indisciplina na alimentação (alimentos processados, refrigerantes, excesso de doces e de bebidas alcoólicas) e o sedentarismo. Outras causas são o aumento da depressão e da ansiedade, que levam a mais erros alimentares e ao sedentarismo.
Outros problemas associados ao sobrepeso são a artrose, as dores de coluna, a baixa autoestima, dificuldades afetivas e sexuais, redução da produtividade no trabalho e diversas formas de câncer, notadamente câncer de mama, pâncreas, próstata, rim e cólon.
A obesidade é um problema, antes de tudo, mental. Tem que ser tratada por diferentes profissionais – nutricionista, endocrinologista, psicanalista e preparador físico. Mesmo assim, os resultados são frustrantes na maioria dos casos porque a mudança da mente é a mais resistente de todas as mudanças.

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Vacina contra gripe. É para todos?

17/04/17

Hoje, dia 17 de abril, tem início a campanha nacional de vacinação contra a influenza, ou gripe. A campanha, patrocinada pelo Ministério da Saúde, irá até o dia 26 de maio e tem como meta vacinar 54 milhões de pessoas. Para tanto, o ministério comprou 60 milhões de doses. Serão vacinados pelo SUS, sem custos:
-Crianças entre 6 meses completos e 5 anos incompletos
-Gestantes
-Puérperas (até 45 dias após o parto).
-Pessoas com 60 anos de idade ou mais.
-Todos os profissionais da saúde.
-Povos indígenas.
-Presos e funcionários do sistema prisional, incluindo adolescentes entre 12 e 21 anos.
-Pessoas que têm doenças crônicas, inclusive aquelas que comprometem a imunidade.
-Professores de escolas públicas e particulares. Esse grupo de profissionais será contemplado pela primeira vez no Brasil. Os professores têm contato diário com dezenas de alunos e ficam mais expostos aos vírus causadores da gripe.
Pessoas que não se enquadrarem nessa lista e quiserem receber a vacina, terão que se dirigir a uma clínica particular de vacinação. O valor deverá variar, conforme o Estado e a clínica, entre 80 e 150 reais.
A vacina é trivalente, isto é, contém três tipos diferentes do vírus da gripe: influenza A (H1N1), influenza A (H3N2) e influenza B. Isso confere uma proteção satisfatória, ainda que não absoluta, uma vez que existem outros tipos virais capazes de provocar gripe.
O objetivo maior da vacina é reduzir o número de complicações, das quais a mais grave é a síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que matou cerca de 2000 pessoas no Brasil em 2016.
A vacina precisa de 15 dias para conferir proteção, portanto, quanto antes, melhor.

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Febre amarela. Dose única ou duas doses?

11/04/17

As epidemias de febre amarela no Brasil estão registradas desde o século XVII pelos historiadores. Diante do atual surto de febre amarela no país, as autoridades do Ministério da Saúde decidiram o seguinte:

1-A vacina da febre amarela pode ser dada uma única vez e não é necessário o reforço dez anos depois. Essa norma foi adotada agora, depois de uma recomendação nesse sentido feita em 2014 pela Organização Mundial da Saúde. Isso significa que uma pessoa vacinada contra a febre amarela no passado, em qualquer tempo, não precisa receber nova dose diante desta ou de qualquer outra epidemia. Está protegida por toda a vida. Não deverá ser revacinada, a menos que tenha que viajar para o Exterior, para os locais que exigem a vacina atualmente, e não tenha o certificado internacional em mãos.
2-Caso a epidemia avance e faltem vacinas, há uma estratégia em elaboração, que consiste em dividir uma vacina normal em cinco doses iguais. Esse fracionamento beneficiaria cinco pessoas, em vez de uma só, mas a proteção conferida seria de apenas um ano. Essa medida de fracionar as doses e multiplicar por cinco o estoque disponível, está sendo preparada, para uma emergência, mas talvez nunca seja usada, segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Até agora foram relatados cerca de 1000 casos de febre amarela no país, nos últimos meses, sendo 600 confirmados e 400 sob investigação. Ocorreram cerca de 250 mortes, praticamente todos causados pela febre amarela silvestre. Se a febre amarela chegar à região urbana, onde vive o mosquito Aedes aegypti, o panorama mudará rapidamente. Poderemos ter, sem a vacinação em massa, milhares de mortes em poucas semanas. É por causa dessa perspectiva assustadora que o Ministério da Saúde tomou as medidas referidas e se prepara para um esquema emergencial de vacinação maciça da população.

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Forçar a ingestão de água faz bem à saúde?

04/04/17

Muitos acreditam que forçar a ingestão de água é bom para a saúde. Existe até uma corrente médica, chamada de “tratamento pela água”, ou Hidroterapia, relativamente popular na Argentina e em outros países, que apregoa a hiperidratação como forma de prevenir diversas doenças e de curar muitas outras. Pura bobagem!
O ser humano, como a maioria dos mamíferos, tem um controle cerebral magnífico da hidratação do organismo. Se o corpo precisa de água, o mecanismo da sede é ativado e o indivíduo vai atrás da água. Não há necessidade de forçar a ingestão de água, a não ser nas crianças muito pequenas, que ainda não sabem expressar sua sede, e nos muito idosos, especialmente os dementes, em que o mecanismo da sede está comprometido.
Forçar e ingestão de água, para a esmagadora maioria da população mundial, é inútil. O mecanismo da sede basta para salvaguardar o organismo da desidratação.
Todavia, em alguns casos, a ingestão forçada de água pode ajudar, notadamente nas pessoas que têm a doença urinária calculosa. Essas pessoas precisam beber líquidos para manterem a urina pouco concentrada permanentemente, de modo a evitar a formação de cálculos novos. A rigor, essas pessoas nunca deveriam sentir sede. Deveriam estar sempre um passo adiante da sede. Outro grupo de pessoas que precisam beber água de modo forçado é o grupo de atletas, amadores ou profissionais. O risco de desidratação durante o esporte é grande e isso pode levar, especialmente depois dos quarenta anos de idade, ao acidente vascular cerebral e ao infarto do miocárdio, porque o sangue fica temporariamente concentrado, pela falta de água promovida pela transpiração. Os atletas devem tomar líquidos antes da prática dos exercícios, durante e depois deles. Muitos atletas, mesmo dentre os profissionais, já morreram subitamente durante seus exercícios, quase todos por causa de acidente vascular causado por desidratação aguda.

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