março, 2017

Esquizofrenia e bipolaridade

17/03/17

As doenças mentais são muito comuns. Ansiedade patológica, depressão, esquizofrenia, bipolaridade, mania, personalidade narcísica, perversidade, autismo e diversas outras anomalias mentais são doenças universalmente encontradas em todas as idades, todas as nações e em todas as classes sócio-econômicas.
Há alguns anos, um grupo de cientistas americanos e europeus conseguiu provar que a esquizofrenia, a bipolaridade e o autismo estão ligados a genes mutados na mesma região cromossômica, que regula o desenvolvimento neuronal. Feliz ou infelizmente, nessa mesma região cromossômica encontram-se genes ligados à criatividade e às habilidades intelectuais e artísticas. Isso significa que a genialidade está anatomicamente próxima à área da loucura humana. Essa fabulosa descoberta levanta muitas questões de natureza filosófica e ética.
Daqui a pouco tempo, muito pouco tempo, poderemos estudar o genoma do feto humano por meio de células fetais colhidas do sangue materno e avaliar as mutações, inclusive na área das doenças mentais. Só para efeito de raciocínio especulativo, pais poderão se deparar com a gestação de um filho autista, bipolar ou esquizofrênico. E poderão ter a oportunidade de decidir interromper a gestação, mesmo sabendo da possibilidade de seu filho ser potencialmente um gênio. Ou, seguindo um raciocínio lógico, ainda que muito especulativo, geneticistas oferecerão e engenharia genética para modificar o genoma de seu filho e “curar” a esquizofrenia, ou a bipolaridade, ainda que com o risco de matar ou reduzir a criatividade de seu filho.
Outras pesquisas têm identificado regiões cromossômicas responsáveis pela preferência sexual e pelo comportamento erótico-afetivo. Nunca foi encontrado, ainda que muito procurado, o gene gay, mas isso é teoricamente possível.
Tempos complexos nos aguardam dentro de poucos anos. Se, por um lado, a ciência nos brindará com magníficas soluções, que prolongarão e melhorarão nossas vidas, por outro lado, nos colocará diante de dilemas éticos muito sérios.
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O problema da obesidade tem conserto?

07/03/17

O Brasil é, ao lado dos Estados Unidos, da Rússia, da Índia e da China, um dos cinco países mais obesos do mundo. Existe uma outra lista, com os países menos obesos do mundo, em que a maioria dos países luta contra a pobreza e a fome. Exceto um – o Japão, que é um dos países com menor índice de obesidade em sua população – apenas 3,7%. Os países mais obesos do mundo têm entre 17,1% (Brasil) e 33,6% (EUA). Esse baixo número de obesos em sua população, torna o Japão um exemplo a ser seguido pelos países desenvolvidos e também pelos países em desenvolvimento, como o nosso.

O sucesso do Japão, além de fatores culturais milenares, depende, em grande parte, de duas leis nacionais – uma voltada para as crianças e, a outra, para os adultos. A lei Shuku Iku, que contempla as crianças, vigente desde 2005, estabelece que todas as escolas ensinem aos seus alunos os valores nutricionais e culturais da boa alimentação, além de preparar e repartir os alimentos de qualidade nas suas escolas. Não há lanchonetes nem máquinas de comida para as crianças japonesas nas escolas. Toda a dieta é orientada por nutricionistas profissionais, que também participam da educação das crianças.

A lei Metabo, para os adultos, estimula adultos entre 40 e 75 anos de idade a fazerem a medição anual de suas circunferências abdominais, além de orientar e promover exercícios físicos regulares em seus horários de folga e orientação dietética. A circunferência abdominal masculina, medida com fita métrica, facilmente, deve estar igual ou menor do que de 94 cm, segundo a Organização Mundial da Saúde, e a da mulher, igual ou menor do que 80 cm. Esse importante indicador, serve para avaliar o risco cardiovascular, e vale tanto ou mais do que qualquer check-up exaustivo. Os japoneses têm investido nisso.

Se o Japão conseguiu reduzir a obesidade de seu povo, com investimento do Estado e muita paciência, podemos conseguir também.

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