fevereiro, 2017

Depressão e ansiedade no Brasil

24/02/17

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou em fevereiro de 2017 alguns dados muito preocupantes sobre ansiedade e depressão no Brasil. Segundo aquela organização internacional, o Brasil tem 9,3% de sua população com transtorno de ansiedade e 5,8%, com depressão. Nas Américas, o Brasil ocupa o primeiro lugar quanto à incidência de ansiedade e o segundo lugar quanto à incidência de depressão, perdendo apenas para os Estados Unidos (5,9%).
Ambas as doenças, ansiedade e depressão, acometem mais mulheres do que homens, tanto no Brasil, como em outros países. No total, a OMS estima que haja 264 milhões de pessoas com transtorno de ansiedade e cerca de 322 milhões de pessoas com depressão no mundo. O número de indivíduos depressivos que se suicidam por ano é da ordem de 800 mil casos.
Contribuem para esse cenário, no Brasil, a situação econômica muito ruim, a corrupção desenfreada, a desigualdade social, o desemprego, a violência urbana e a falta de esperança da população.
O fato de haver mais mulheres do que homens com ambos os problemas, ansiedade e depressão, não pode ser inteiramente explicado, mas contribuem para essa diferença os ciclos hormonais da mulher, a menopausa, a opressão da mulher pelo machismo, ainda muito prevalente, e outros fatores biológicos e culturais.
O tratamento da ansiedade e da depressão, que são doenças diferentes, mas que podem coexistir na mesma pessoa, é feito pelo especialista – o psiquiatra, eventualmente com a ajuda de outros profissionais, como o psicanalista, o terapeuta ocupacional, o nutricionista e o preparador físico. Ainda que, de modo geral, essas doenças sejam consideradas incuráveis, o resultado do tratamento é altamente satisfatório, promovendo a redução dos sintomas e melhorando significativamente a qualidade de vida do indivíduo e de sua família. Além de reduzir a possibilidade de suicídio.

Visite www.momentosaude.com.br
Visite www.minhashistorinhas.art.br

Aumenta a obesidade no Brasil

21/02/17

Um estudo recente do Ministério da Saúde e da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) mostra que o percentual de pessoas com obesidade e que têm algum plano de saúde subiu de 12,5%, em 2008, para 17%, em 2015. Multiplique-se esse percentual pelo número de brasileiros que têm convênio médico, cerca de 47 milhões atualmente, e se chega ao número redondo de 8 milhões de pessoas. Não é outra a razão por que as operadoras da saúde têm oferecido programas orientados de perda de peso aos seus usuários. Sendo a obesidade um dos principais fatores de risco para os acidentes vasculares, a artrose, o diabetes e a hipertensão, ela precisa ser combatida vigorosamente. Os planos de saúde só têm a ganhar com a redução do percentual de obesos.
O percentual da população com sobrepeso (gordinhos, gordos e muito gordos) subiu de 44,9%, em 2008, para 53,9%, em 2016. Isso significa que a maioria de nossa população está com sobrepeso hoje.
As razões para isso são, de um lado, a maior oferta de alimentos para a população das classes menos favorecidas, e, de outro, a falta de educação alimentar do brasileiro. Tendo dinheiro para comprar comida, o brasileiro compra mal – refrigerantes, alimentos muito calóricos, doces, enlatados, cerveja, farináceos. O resultado é o aumento do sobrepeso, inclusive na população infantil, e os subprodutos dele – doenças físicas e mentais, que levam ao aumento dos custos de tratamento de toda a população.
A prevenção da obesidade é um tema caro ao Estado e também às operadoras da saúde. Ninguém deseja chegar ao ponto que chegaram os norte-americanos nos EUA, o país mais obeso do mundo. Se o problema aqui é grave, lá é gravíssimo e insolúvel. Temos que educar toda a população para que faça bom uso do dinheiro que chega às suas mãos, comprando alimentos de baixa caloria e nutritivos. Há, ainda, um longo caminho a percorrer.

Visite www.momentosaude.com.br
Visite www.minhashistorinhas.art.br

Bebidas alcoólicas na infância e na adolescência

13/02/17

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o consumo excessivo de álcool mate cerca de 2,5 milhões de pessoas por ano no mundo, número maior do que as mortes causadas pela AIDS, pela tuberculose e outras doenças de alta prevalência. Outras 75 milhões de pessoas, ainda segundo a OMS, sofreriam da doença outrora denominada alcoolismo. Os danos físicos, psicológicos, familiares e sociais que o abuso do álcool causa nunca poderão ser inteiramente estabelecidos, uma vez que diversas tragédias humanas decorrem diretamente do abuso do álcool e nem sempre são contabilizadas, como as mortes violentas, os acidentes de trânsito, os afogamentos, os suicídios, a violência doméstica, os abusos sexuais, etc.
A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) acaba de publicar um guia prático de orientação, intitulado BEBIDAS ALCOÓLICAS SÃO PREJUDICIAIS À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (http://www.sbp.com.br/src/uploads/2017/02/N-ManOrient-Alcoolismo.pdf). Esse trabalho, em apenas 20 páginas, não só situa bem o problema, mas faz recomendações objetivas para educadores, pais, médicos e gestores da saúde.
O guia da SBP destaca que 75% de nossos adolescentes entre 13 e 15 anos já provaram alguma bebida alcoólica, muitas vezes dentro de casa. Muitos adolescentes e crianças dependentes de álcool tornam-se dependentes de cigarro, maconha, cocaína, crack e outras drogas, ao mesmo tempo, o que mostra que a liberação de álcool para menores de idade pode ter consequências que vão muito além do alcoolismo, em associação com a criminalidade.
Os pais são os primeiros a incentivar ou a coibir o uso de bebidas alcoólicas por seus filhos. Se fossem tão duros com relação ao álcool, como geralmente o são, com relação a drogas ilícitas e abuso sexual, a história de muitas famílias seria outra. A frouxidão para com o álcool não traz nenhum benefício para o desenvolvimento físico, psicológico ou social da criança e do adolescente.
Visite www.momenmtosaude.com.br
Visite www.minhashistorinhas.art.br

O crescimento do câncer

06/02/17

No dia 4 de fevereiro, todo o mundo celebra o Dia Mundial do Câncer. Neste último dia 4, a Organização Mundial da Saúde divulgou estimativas sobre o câncer no Brasil e no mundo.
Houve um crescimento de 31%, entre 2000 e 2015, do número de mortes por câncer no Brasil. Morreram de câncer 152 mil brasileiros em 2000 e 223,4 mil em 2015. A morte por câncer só perde para a morte por acidente vascular em nosso país. Em 2015, os três principais tumores causadores de morte foram o câncer das vias respiratórias, notadamente o câncer de pulmão, com 28,4 mil casos, o câncer de intestino grosso, com 19 mil casos, e o câncer de mama, com 18 mil casos. Além do crescimento numérico impressionante, cresceu o número de pessoas com câncer com menos de 40 anos de idade em todas as estatísticas.
A OMS estima que 8,8 milhões de pessoas morram por ano no mundo de câncer atualmente e que esse número deverá crescer para mais de 12 milhões no ano de 2030. Outro dado que reforça o fenômeno do crescimento do câncer é o número de novos casos diagnosticados de câncer no mundo em 2016 – 14 milhões, contra o número projetado de 21 milhões em 2030.
São diversas as causas que explicam esse crescimento, mas destacam-se o aumento da expectativa de vida, a poluição ambiental e a obesidade. Outros fatores são o sedentarismo, o uso de agrotóxicos, o alcoolismo, o tabagismo, a redução da camada de ozônio, as doenças sexualmente transmissíveis e o uso de drogas lícitas ou ilícitas.
Apesar dos extraordinários avanços da Medicina, não se espera um panorama favorável até 2030, pelo menos. O câncer deverá crescer mais e provavelmente matará cerca de 240 milhões de pessoas nos próximos 20 anos.

Visite www.momentosaude.com.br
Visite www.minhashistorinhas.art.br