novembro, 2016

Vida longa. Quanto?

21/11/16

Duzentos anos atrás, uma pessoa que vivesse em solo europeu tinha uma esperança de viver  40 anos ou pouco mais. Isso, evidentemente, era a média do que hoje chamamos de expectativa de vida ou esperança de vida. Quem nasce na Europa nos dias de hoje deverá viver, em média, mais de 90 anos.
No Brasil, em 1991, havia uma expectativa de vida de pouco mais de 60 anos. Atualmente esse n√ļmero subiu 10 anos e j√° estamos a caminho dos 80 anos.
O que mudou? Por que uma pessoa vivia pouco mais de 40 anos e hoje vive o dobro?
A resposta n√£o √© t√£o dif√≠cil: vacinas, antibi√≥ticos, drogas contra a tuberculose, esgoto, √°gua tratada, geladeira, pasteuriza√ß√£o, anestesia, cirurgia, alimentos industrializados, luz el√©trica e diversos outros avan√ßos trouxeram o benef√≠cio da longevidade. O desenvolvimento da Medicina e da Engenharia aplicada √† Medicina foram extraordin√°rios. O surgimento da ind√ļstria farmac√™utica e o estudo do genoma humano aumentaram a expectativa de vida nas √ļltimas d√©cadas.
At√© onde poderemos ir? Chegaremos ao ideal sonhado por alguns de viver eternamente? N√£o se sabe ao certo, mas estima-se que, com este genoma humano que temos, sem modifica√ß√Ķes (teoricamente poss√≠veis), talvez possamos chegar aos 120 anos. Com modifica√ß√Ķes promovidas pela Engenharia Gen√©tica, ainda no patamar da fic√ß√£o, poderemos pensar em s√©culos ou mil√™nios.
O aumento da longevidade arrasta consigo o c√Ęncer, a osteoporose, a dem√™ncia, o diabetes, a artrose, a aterosclerose, a catarata e o decl√≠nio da qualidade de vida. Viver muito, uma conquista extraordin√°ria da humanidade nas √ļltimas d√©cadas, pode ser um sofrimento para o indiv√≠duo, para sua fam√≠lia e para a sociedade. Dif√≠cil saber qual √© o meio termo entre viver de menos e viver demais. A qualidade de vida, para muitos, √© muito mais importante do que a quantidade de vida.
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Duzentos anos atrás, uma pessoa que vivesse em solo europeu tinha uma esperança de viver  40 anos ou pouco mais. Isso, evidentemente, era a média do que hoje chamamos de expectativa de vida ou esperança de vida. Quem nasce na Europa nos dias de hoje deverá viver, em média, mais de 90 anos.
No Brasil, em 1991, havia uma expectativa de vida de pouco mais de 60 anos. Atualmente esse n√ļmero subiu 10 anos e j√° estamos a caminho dos 80 anos.
O que mudou? Por que uma pessoa vivia pouco mais de 40 anos e hoje vive o dobro?
A resposta n√£o √© t√£o dif√≠cil: vacinas, antibi√≥ticos, drogas contra a tuberculose, esgoto, √°gua tratada, geladeira, pasteuriza√ß√£o, anestesia, cirurgia, alimentos industrializados, luz el√©trica e diversos outros avan√ßos trouxeram o benef√≠cio da longevidade. O desenvolvimento da Medicina e da Engenharia aplicada √† Medicina foram extraordin√°rios. O surgimento da ind√ļstria farmac√™utica e o estudo do genoma humano aumentaram a expectativa de vida nas √ļltimas d√©cadas.
At√© onde poderemos ir? Chegaremos ao ideal sonhado por alguns de viver eternamente? N√£o se sabe ao certo, mas estima-se que, com este genoma humano que temos, sem modifica√ß√Ķes (teoricamente poss√≠veis), talvez possamos chegar aos 120 anos. Com modifica√ß√Ķes promovidas pela Engenharia Gen√©tica, ainda no patamar da fic√ß√£o, poderemos pensar em s√©culos ou mil√™nios.
O aumento da longevidade arrasta consigo o c√Ęncer, a osteoporose, a dem√™ncia, o diabetes, a artrose, a aterosclerose, a catarata e o decl√≠nio da qualidade de vida. Viver muito, uma conquista extraordin√°ria da humanidade nas √ļltimas d√©cadas, pode ser um sofrimento para o indiv√≠duo, para sua fam√≠lia e para a sociedade. Dif√≠cil saber qual √© o meio termo entre viver de menos e viver demais. A qualidade de vida, para muitos, √© muito mais importante do que a quantidade de vida.
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Transtorno bipolar

10/11/16

O transtorno bipolar do humor (TBH) ou transtorno afetivo bipolar (TAB) √© uma doen√ßa mental, psiqui√°trica, em que o doente alterna per√≠odos de depress√£o e de mania. Durante os per√≠odos de mania, a pessoa se sente muito ativa, cheia de energia, com o pensamento acelerado, toma decis√Ķes irrefletidas e irrespons√°veis, tem ins√īnia e pode ter um comportamento muito inconveniente. Durantes as fases depressivas, chora, pensa em suic√≠dio, fica isolada e improdutiva.
O transtorno bipolar √© muito prevalente na popula√ß√£o adulta, chegando a n√ļmeros elevados em termos de Sa√ļde P√ļblica ‚Äď 1 a 3% da popula√ß√£o. Pode aparecer em crian√ßas e adolescentes tamb√©m. O risco de suic√≠dio nessa popula√ß√£o √© elevado, bem como o de automutila√ß√£o e de consumo de drogas. Surtos psic√≥ticos graves podem ocorrer nos pacientes bipolares n√£o tratados ou mal tratados.
O diagnóstico nem sempre é fácil, mas ele é estabelecido pelo psiquiatra. Não depende de exames de laboratório nem de exames de imagem. O diagnóstico sai da história pessoal e familiar. Uma vez firmado o diagnóstico, o tratamento é realizado por meio de medicamentos antidepressivos, antipsicóticos, ansiolíticos e outras drogas, conforme a fase da doença. Também psicoterapia e terapia comportamental. Eventualmente, em casos de risco de suicídio ou de risco para outras pessoas, a internação especializada é mandatória. De modo geral, o bipolar bem medicado e bem acompanhado tem uma vida normal e produtiva.
A doença acomete igualmente homens e mulheres e traz um grande prejuízo na qualidade de vida para a pessoa doente e para os que convivem com ela, caso não seja reconhecida e tratada. O tratamento é para a vida toda, uma vez que não há cura para esse transtorno. A principal causa do transtorno bipolar é a genética. Os bipolares em geral nascem em famílias onde há transtornos mentais, como depressão, esquizofrenia e a própria bipolaridade.
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O transtorno bipolar do humor (TBH) ou transtorno afetivo bipolar (TAB) √© uma doen√ßa mental, psiqui√°trica, em que o doente alterna per√≠odos de depress√£o e de mania. Durante os per√≠odos de mania, a pessoa se sente muito ativa, cheia de energia, com o pensamento acelerado, toma decis√Ķes irrefletidas e irrespons√°veis, tem ins√īnia e pode ter um comportamento muito inconveniente. Durantes as fases depressivas, chora, pensa em suic√≠dio, fica isolada e improdutiva.
O transtorno bipolar √© muito prevalente na popula√ß√£o adulta, chegando a n√ļmeros elevados em termos de Sa√ļde P√ļblica ‚Äď 1 a 3% da popula√ß√£o. Pode aparecer em crian√ßas e adolescentes tamb√©m. O risco de suic√≠dio nessa popula√ß√£o √© elevado, bem como o de automutila√ß√£o e de consumo de drogas. Surtos psic√≥ticos graves podem ocorrer nos pacientes bipolares n√£o tratados ou mal tratados.
O diagnóstico nem sempre é fácil, mas ele é estabelecido pelo psiquiatra. Não depende de exames de laboratório nem de exames de imagem. O diagnóstico sai da história pessoal e familiar. Uma vez firmado o diagnóstico, o tratamento é realizado por meio de medicamentos antidepressivos, antipsicóticos, ansiolíticos e outras drogas, conforme a fase da doença. Também psicoterapia e terapia comportamental. Eventualmente, em casos de risco de suicídio ou de risco para outras pessoas, a internação especializada é mandatória. De modo geral, o bipolar bem medicado e bem acompanhado tem uma vida normal e produtiva.
A doença acomete igualmente homens e mulheres e traz um grande prejuízo na qualidade de vida para a pessoa doente e para os que convivem com ela, caso não seja reconhecida e tratada. O tratamento é para a vida toda, uma vez que não há cura para esse transtorno. A principal causa do transtorno bipolar é a genética. Os bipolares em geral nascem em famílias onde há transtornos mentais, como depressão, esquizofrenia e a própria bipolaridade.
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Vitamina D baixa no sangue

08/11/16

Atualmente é muito comum nós encontrarmos pessoas, especialmente nas cidades grandes, que contam que têm vitamina D baixa no sangue em exames pedidos por seus médicos clínicos. Dizem, ainda, que tomam comprimidos de vitamina D diariamente para suprir a deficiência.
A vitamina D √© ‚Äúfabricada‚ÄĚ pela pele do ser humano, quando recebe o sol, quase todos os dias. Todos n√≥s, inclusive os beb√™s, precisamos de um pouco de sol para que nossos ossos seja bem formados e que permane√ßam fortes. Sem o sol, a vitamina D n√£o √© produzida em quantidade suficiente, e os ossos ficam desmineralizados e fracos. Pode surgir a osteoporose por causa disso.
A vitamina D promove a fixação do cálcio nos ossos durante toda a vida. Sem isso, os ossos ficam fragilizados e podem se quebrar. Para que o esqueleto seja forte, a vitamina D, ingerida ou produzida com a ajuda do sol, é indispensável.
As pessoas correm muito e não têm tempo de tomar um pouco de sol, nem mesmo em finais de semana. Só nas férias. Mas isso é muito pouco. O correto seria tomar sol alguns minutos todas as semanas, pelo menos cinco minutos, sem o protetor solar, para que a vitamina D seja sintetizada em quantidade suficiente.
Para quem não gosta de sol ou não tem tempo para ele, a saída é comprar e tomar comprimidos de vitamina D, pelo menos 2000 unidades por dia. Isso supre a necessidade do organismo, mas não substitui o sol.
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Atualmente é muito comum nós encontrarmos pessoas, especialmente nas cidades grandes, que contam que têm vitamina D baixa no sangue em exames pedidos por seus médicos clínicos. Dizem, ainda, que tomam comprimidos de vitamina D diariamente para suprir a deficiência.

A vitamina D √© ‚Äúfabricada‚ÄĚ pela pele do ser humano, quando recebe o sol, quase todos os dias. Todos n√≥s, inclusive os beb√™s, precisamos de um pouco de sol para que nossos ossos sejam bem formados e que permane√ßam fortes. Sem o sol, a vitamina D n√£o √© produzida em quantidade suficiente, e os ossos ficam desmineralizados e fracos. Pode surgir a osteoporose por causa disso.

A vitamina D promove a fixação do cálcio nos ossos durante toda a vida. Sem isso, os ossos ficam fragilizados e podem se quebrar. Para que o esqueleto seja forte, a vitamina D, ingerida ou produzida com a ajuda do sol, é indispensável.

As pessoas correm muito e não têm tempo de tomar um pouco de sol, nem mesmo em finais de semana. Só nas férias. Mas isso é muito pouco. O correto seria tomar sol alguns minutos todas as semanas, pelo menos cinco minutos, sem o protetor solar, para que a vitamina D seja sintetizada em quantidade suficiente.

Para quem não gosta de sol ou não tem tempo para ele, a saída é comprar e tomar comprimidos de vitamina D, pelo menos 2000 unidades por dia. Isso supre a necessidade do organismo, mas não substitui o sol.

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A vez do homem – Novembro Azul

01/11/16

Depois do Outubro Rosa, m√™s em que os problemas de sa√ļde da mulher s√£o debatidos e divulgados, vem o Novembro Azul, em que se faz o mesmo em rela√ß√£o √† sa√ļde do homem.
Aproveitando as datas de 17 de novembro ‚Äď Dia Internacional de Combate ao C√Ęncer de Pr√≥stata, e o dia 19 de novembro ‚Äď Dia Internacional do Homem, um grupo de australianos organizou um movimento, em 2003, que deu origem ao Novembro Azul, m√™s em que se discute no mundo todo a sa√ļde do homem ‚Äď f√≠sica, psicol√≥gica e social.
Segundo dados do Minist√©rio da Sa√ļde e do Instituto Nacional do C√Ęncer, em 2016 haver√°, no Brasil, cerca de 60 mil novos casos de c√Ęncer de pr√≥stata e cerca de 12 mil mortes por c√Ęncer de pr√≥stata. H√° um n√ļmero ainda maior de casos esperados de c√Ęncer de pele, mas com gravidade e mortalidade muito menores. Outras formas de c√Ęncer do homem, c√≥lon, est√īmago, pulm√£o e l√≠ngua, de grande preval√™ncia, acometem milhares de homens todos os anos.
Al√©m do c√Ęncer, os acidentes vasculares, notadamente, infarto do mioc√°rdio e acidente vascular cerebral, matam dois de cada tr√™s brasileiros que morrem de morte natural. Isso decorre de abuso de √°lcool, do cigarro, da obesidade e do sedentarismo, al√©m de diabetes, hipertens√£o arterial e dislipidemia (colesterol e triglic√©rides aumentados).
Novembro Azul é a oportunidade de refletir sobre outros problemas que atingem o homem, como depressão, desemprego, disfunção sexual, violência, homossexualidade/homofobia, alcoolismo, abuso de drogas, tabagismo, demência, AIDS e osteoporose.
Os homens vivem bem menos do que as mulheres no Brasil. Uma das causas disso √© a falta de cuidados que os homens brasileiros t√™m para consigo mesmos. S√≥ procuram o m√©dico quando est√£o doentes, √†s vezes com gravidade. N√£o fazem uso da Medicina Preventiva. Exames peri√≥dicos, instru√ß√£o, educa√ß√£o m√©dica, acesso √† Sa√ļde P√ļblica para todos, exerc√≠cios f√≠sicos regulares, combate ao tabagismo e ao alcoolismo s√£o alguns dos temas que dever√£o ser discutidos e divulgados durante o Novembro Azul. Participe. Contribua.
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Aproveitando as datas de 17 de novembro ‚Äď Dia Internacional de Combate ao C√Ęncer de Pr√≥stata, e o dia 19 de novembro ‚Äď Dia Internacional do Homem, um grupo de australianos organizou um movimento, em 2003, que deu origem ao Novembro Azul, m√™s em que se discute no mundo todo a sa√ļde do homem ‚Äď f√≠sica, psicol√≥gica e social.
Segundo dados do Minist√©rio da Sa√ļde e do Instituto Nacional do C√Ęncer, em 2016 haver√°, no Brasil, cerca de 60 mil novos casos de c√Ęncer de pr√≥stata e cerca de 12 mil mortes por c√Ęncer de pr√≥stata. H√° um n√ļmero ainda maior de casos esperados de c√Ęncer de pele, mas com gravidade e mortalidade muito menores. Outras formas de c√Ęncer do homem, c√≥lon, est√īmago, pulm√£o e l√≠ngua, de grande preval√™ncia, acometem milhares de homens todos os anos.
Al√©m do c√Ęncer, os acidentes vasculares, notadamente, infarto do mioc√°rdio e acidente vascular cerebral, matam dois de cada tr√™s brasileiros que morrem de morte natural. Isso decorre de abuso de √°lcool, do cigarro, da obesidade e do sedentarismo, al√©m de diabetes, hipertens√£o arterial e dislipidemia (colesterol e triglic√©rides aumentados).
Novembro Azul é a oportunidade de refletir sobre outros problemas que atingem o homem, como depressão, desemprego, disfunção sexual, violência, homossexualidade/homofobia, alcoolismo, abuso de drogas, tabagismo, demência, AIDS e osteoporose.
Os homens vivem bem menos do que as mulheres no Brasil. Uma das causas disso √© a falta de cuidados que os homens brasileiros t√™m para consigo mesmos. S√≥ procuram o m√©dico quando est√£o doentes, √†s vezes com gravidade. N√£o fazem uso da Medicina Preventiva. Exames peri√≥dicos, instru√ß√£o, educa√ß√£o m√©dica, acesso √† Sa√ļde P√ļblica para todos, exerc√≠cios f√≠sicos regulares, combate ao tabagismo e ao alcoolismo s√£o alguns dos temas que dever√£o ser discutidos e divulgados durante o Novembro Azul. Participe. Contribua.
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