Aborto provocado

Uma das principais causas de morte em mulheres jovens no Brasil é o aborto provocado. Todos os anos centenas de milhares de abortos clandestinos são praticados, a grande maioria em jovens solteiras.
Na maioria dos casos os abortos são realizados por pessoas completamente despreparadas, sem condições mínimas de higiene. Vários desses abortos são feitos por meio de manipulação uterina, isto é, de injeção de substâncias tóxicas dentro do útero ou de colocação de sondas dentro do útero. Parte dessas coitadinhas que se submetem a isso o fazem por pobreza, ignorância e medo, não por maldade ou sem-vergonhice. O risco de infecção grave existe e pode levar à septicemia e à morte.
Na verdade, o governo gasta uma fortuna por ano com o tratamento dessas mulheres em UTIs, cirurgias e leitos do sistema público de saúde. Gasta muitíssimo mais do que gastaria se investisse em educação e saúde para prevenir essas tragédias.
O aborto no Brasil só é legal em casos restritos de estupro seguido de gravidez e nas condições em que a gravidez põe em risco comprovado a vida da mãe. Todos os demais casos são ilegais. Diante disso, as mulheres que querem abortar o fazem por sua conta e risco. As que têm dinheiro, a devastadora minoria, procuram as clínicas de aborto, onde médicos realizam os procedimentos de modo técnico e geralmente com pouco risco. As outras, todas muito pobres, o fazem com curiosas despreparadas.
A mortalidade de jovens em decorrência dessa situação é absolutamente inaceitável. Também são inaceitáveis os custos para se manter essa farsa. De um lado a proibição de se abortar; do outro lado o tratamento caríssimo para as complicações do aborto mal praticado.
A legalização do aborto deve ser considerada pela sociedade à luz desses fatos, independentemente de considerações morais.
 A solução ideal, naturalmente, é prevenir a tragédia por meio de educação de nossos jovens e, especialmente, de educação sexual. No entanto, isso leva mais de uma geração para funcionar e aqui, provavelmente, jamais funcionará.
Trata-se, na verdade, de uma guerra em que temos que urgentemente optar pelo mal menor. Pense nisso com cuidado.

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