setembro, 2013

Angina – dor no peito?

16/09/13

Estou certo de que você já ouviu diversas vezes a palavra angina. Estou certo também de que você não sabe muito bem o que ela significa, mas tem a sensação de que existe algo sério relacionado a ela. Procure no dicionário. Você encontrará o sentido principal da palavra angina: dor. Simplesmente dor. Pode ser uma dor de garganta, uma dor no coração ou outra dor qualquer. Na maioria das vezes, se usa a palavra angina para angina de peito, que é a dor no peito ou dor no coração. Em latim, ¨angina pectoris¨.
A angina de peito pode n√£o ser nada s√©rio: uma dor muscular, uma inflama√ß√£o no es√īfago, uma rea√ß√£o emocional hist√©rica ou uma inflama√ß√£o na pleura. Outras vezes pode ser uma pneumonia ou uma dor no cora√ß√£o. A dor no cora√ß√£o pode ser coisa simples, sem maior gravidade, como pode ser seri√≠ssima.
A angina de peito, quando provocada por doen√ßa no cora√ß√£o, costuma aparecer quando o cora√ß√£o precisa trabalhar mais, por exemplo quando se sobe uma ladeira, ou ao atravessar a rua correndo, ou na rela√ß√£o sexual, ou quando se leva um susto ou se passa por outras emo√ß√Ķes fortes. Tamb√©m quando o tempo est√° muito frio.
A presen√ßa de angina de peito exige uma investiga√ß√£o cardiol√≥gica completa porque pode ser algo mais s√©rio, como obstru√ß√£o das coron√°rias, que s√£o as art√©rias que levam sangue ao cora√ß√£o. Estando obstru√≠das, o risco do infarto √© grande. √Č preciso tratar, antes que o pior aconte√ßa. Nesse sentido, a angina √© uma esp√©cie de aviso. Ela √© um sinal de alerta.
A angina costuma ser uma dor forte no meio do peito, acompanhada √†s vezes de falta de ar, √Ęnsia de v√īmito e transpira√ß√£o excessiva. Dura segundos ou minutos e passa com o repouso. O quadro costuma se repetir a intervalos cada vez menores e pode surgir at√© mesmo sem esfor√ßos f√≠sicos e sem perturba√ß√Ķes emocionais.
Não confunda a dor de coração dos apaixonados não correspondidos com a angina de peito. A paixão pode ser curada com outra paixão, mas a angina precisa de remédios e às vezes até de cirurgia.

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O aborto deve ser legalizado?

09/09/13

Fui educado para pensar mal do aborto provocado. Aprendi desde menino que o aborto provocado é um crime, praticado em geral por pessoas mal intencionadas, tanto por mulheres de moralidade duvidosa que desejam o aborto, como pelos que as ajudam a alcançá-lo. Ensinaram-me que a vida é sagrada e que só Deus pode tirá-la. Ensinaram-me que o aborto é pecado. Descansei confortavelmente por vários anos sobre estes ensinamentos, enquanto os abortos estavam longe de mim.
No entanto, desde os tempos de estudante de Medicina, encontrei um sem-n√ļmero de meninas adolescentes e de mo√ßas muito jovens que sofreram sequelas grav√≠ssimas em suas vidas e outras tantas que morreram por causa de abortos provocados por curiosas, sem qualquer higiene ou t√©cnica, em lugares imundos. Muitas destas meninas e mo√ßas, a maioria, eram pobres, sem orienta√ß√£o sexual de qualquer esp√©cie, desprovidas de ambientes sadios na fam√≠lia, embrutecidas pela vida. V√≠timas, na verdade, de um sistema econ√īmico e social perverso. Falo da massacrante maioria. N√£o ignoro as sem-vergonhices, a imoralidade, a safadeza, o ego√≠smo, etc., que motivam alguns abortos, que nem por isso justificam o que acontece com as mulheres que os realizam.
Penso muito no que aprendi quando crian√ßa e no que tenho visto na dura realidade m√©dica deste pa√≠s. Hoje sou obrigado a pensar numa solu√ß√£o emergencial que diminua o fabuloso n√ļmero de mortes causadas por abortos provocados. √Č claro que estou de acordo com os que prop√Ķem as solu√ß√Ķes cl√°ssicas: educa√ß√£o sexual, melhor distribui√ß√£o de renda, ensino √©tico nas escolas, democratiza√ß√£o dos m√©todos contraceptivos, fortalecimento da fam√≠lia, etc. Mas isto demora e neste pa√≠s parece ser inating√≠vel, sen√£o a longu√≠ssimo prazo. At√© l√° vamos assistir passivamente ao que est√° acontecendo? Enterraremos milhares de meninas-mo√ßas at√© que se chegue a uma solu√ß√£o ideal?
N√£o tenho a solu√ß√£o, infelizmente, mas desconfio seriamente que teremos, todos n√≥s, que decidir, mais dia, menos dia, por um ou outro mal. O mal de esperarmos d√©cadas pela solu√ß√£o ideal, assistindo passivamente √†s mortes de nossas jovens, ou o mal de legalizaremos o aborto, com todos os seus sen√Ķes. Teremos que optar, eu e voc√™. O que faremos?

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Aborto provocado

09/09/13

Uma das principais causas de morte em mulheres jovens no Brasil é o aborto provocado. Todos os anos centenas de milhares de abortos clandestinos são praticados, a grande maioria em jovens solteiras.
Na maioria dos casos os abortos s√£o realizados por pessoas completamente despreparadas, sem condi√ß√Ķes m√≠nimas de higiene. V√°rios desses abortos s√£o feitos por meio de manipula√ß√£o uterina, isto √©, de inje√ß√£o de subst√Ęncias t√≥xicas dentro do √ļtero ou de coloca√ß√£o de sondas dentro do √ļtero. Parte dessas coitadinhas que se submetem a isso o fazem por pobreza, ignor√Ęncia e medo, n√£o por maldade ou sem-vergonhice. O risco de infec√ß√£o grave existe e pode levar √† septicemia e √† morte.
Na verdade, o governo gasta uma fortuna por ano com o tratamento dessas mulheres em UTIs, cirurgias e leitos do sistema p√ļblico de sa√ļde. Gasta muit√≠ssimo mais do que gastaria se investisse em educa√ß√£o e sa√ļde para prevenir essas trag√©dias.
O aborto no Brasil s√≥ √© legal em casos restritos de estupro seguido de gravidez e nas condi√ß√Ķes em que a gravidez p√Ķe em risco comprovado a vida da m√£e. Todos os demais casos s√£o ilegais. Diante disso, as mulheres que querem abortar o fazem por sua conta e risco. As que t√™m dinheiro, a devastadora minoria, procuram as cl√≠nicas de aborto, onde m√©dicos realizam os procedimentos de modo t√©cnico e geralmente com pouco risco. As outras, todas muito pobres, o fazem com curiosas despreparadas.
A mortalidade de jovens em decorr√™ncia dessa situa√ß√£o √© absolutamente inaceit√°vel. Tamb√©m s√£o inaceit√°veis os custos para se manter essa farsa. De um lado a proibi√ß√£o de se abortar; do outro lado o tratamento car√≠ssimo para as complica√ß√Ķes do aborto mal praticado.
A legaliza√ß√£o do aborto deve ser considerada pela sociedade √† luz desses fatos, independentemente de considera√ß√Ķes morais.
 A solução ideal, naturalmente, é prevenir a tragédia por meio de educação de nossos jovens e, especialmente, de educação sexual. No entanto, isso leva mais de uma geração para funcionar e aqui, provavelmente, jamais funcionará.
Trata-se, na verdade, de uma guerra em que temos que urgentemente optar pelo mal menor. Pense nisso com cuidado.

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Gravidez depois do aborto

09/09/13

Há casais normais que, em seu perfeito juízo, não querem ter filhos, por qualquer razão, razoável ou não. Trata-se de uma opção de vida cada vez mais encontrada no mundo moderno, particularmente nos países altamente desenvolvidos.
No entanto, para a maioria dos casais, ter filhos é a consequência e o selo natural de uma união amorosa. A paternidade e a maternidade encerram uma alegria indescritível.
Infelizmente, no entanto, cerca de 10 a 15% das mulheres grávidas perdem seus bebês quando eles ainda estão dentro de suas barrigas. Algumas destas mulheres caem num desespero e numa frustração que demoram a passar. Felizmente a maioria se recupera e depois parte para uma nova tentativa, quase sempre bem sucedida.
O que acontece? Na verdade, a M√£e-natureza procura eliminar os fetos malformados e doentes por meio do aborto. Visto desta forma, o aborto espont√Ęneo √© uma b√™n√ß√£o na maioria dos casos. Os casais deveriam ficar gratos por n√£o terem prosseguido com uma gravidez que s√≥ traria problemas futuros para eles e para as crian√ßas.
Esta, no entanto, n√£o √© uma explica√ß√£o que se aplica a todos os casos. Existem mulheres que por fumarem muito, ou por passarem por emo√ß√Ķes fortes, ou por tomarem drogas, ou por terem alguma doen√ßa, perdem filhos perfeitamente sadios. Abortam crian√ßas que viriam a ser bonitas e sadias. √Č uma pena, mas √© verdade. Alguns abortos espont√Ęneos poderiam ser evitados se as mulheres se cuidassem melhor ou se fizessem seu pr√©-natal desde o in√≠cio da gesta√ß√£o.
O que fazer do ponto de vista pr√°tico?
Em primeiro lugar, diante de uma gravidez, o casal ou, pelo menos, a mulher, deveria procurar imediatamente um ginecologista para fazer o pré-natal, que compreende exames de vários tipos e também tratamento com vitaminas e outros medicamentos.
Em segundo lugar, se ocorrer um aborto sem causa evidente, ele deve ser ignorado sem maiores preocupa√ß√Ķes porque isto provavelmente significa que a Natureza eliminou uma crian√ßa que n√£o tinha chances de sobreviver.
Em caso de gravidez, fa√ßa a sua parte: v√° ao m√©dico e siga rigorosamente todas as suas recomenda√ß√Ķes. Se um aborto ocorrer, tente de novo.

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Aborto espont√Ęneo

02/09/13

Madalena estava gr√°vida de seu primeiro filho. Estava felic√≠ssima. Tamb√©m seu marido, seus pais e seus sogros. Ela come√ßou a fazer seu pr√©-natal logo que soube que estava gr√°vida. Tudo apontava para um final feliz. Afinal, ela e o marido eram pessoas jovens e sadias. Nunca tinham tido problemas s√©rios de sa√ļde e sabiam se cuidar. Com toda a certeza seu filho ou filha seria igualmente forte. Fora alguns enjoos e tonturas, tudo caminhava bem, at√© que um dia ela teve um sangramento vaginal com c√≥licas. Ela foi imediatamente ao seu ginecologista que lhe deu uma p√©ssima not√≠cia: Ela havia abortado. Depois de muita choradeira de toda a fam√≠lia, ela voltou ao ginecologista decidida a saber as causas daquela trag√©dia. Ele lhe disse que n√£o sabia e que nenhum exame dela era anormal. Ele sugeriu que ela esperasse alguns meses e depois tentasse de novo. Ela ficou um pouco insegura, mas como confiava muito em seu m√©dico, decidiu seguir sua recomenda√ß√£o. Depois de alguns meses ela ficou gr√°vida de novo e teve um lindo beb√™. Depois desse, teve mais dois igualmente sadios. Passados muitos anos ela mal podia se lembrar daquele aborto.
O que aconteceu com Josefina acontece tamb√©m com 10 a 15% de todos os casais: Um aborto espont√Ęneo. E, felizmente, em quase todos os casos, ele n√£o se repete. O que o ginecologista de Josefina disse a ela √© perfeitamente correto. N√£o √© necess√°rio fazer um mont√£o de exames para se chegar a uma causa do aborto.
O que se recomenda é que se faça uma investigação somente quando ocorrer um aborto pela terceira vez. Aí sim, é obrigatório que se investigue, porque se chega a uma causa em metade dos casos. A outra metade fica sem explicação e nada ou quase nada pode ser feito.
Toda gestante, logo no início da gestação, deve procurar seu médico ginecologista para se submeter aos exames de rotina pré-natais. Se ela abortar sem causa aparente, deve seguir adiante sem se preocupar com o que aconteceu. Sua chance de ter filhos fortes e bonitos é a mesma de qualquer outra mulher.

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