agosto, 2013

Quando acontece o aborto

26/08/13

Você certamente já ouviu falar em aborto. O aborto é a morte de um feto dentro do útero materno que ocorre até a 22a semana de gravidez, isto é, até um pouco depois da metade dos nove meses normais de gestação. Nesses casos, segundo a Organização Mundial da Saúde, o feto pesa até meio quilo e mede até dezesseis centímetros e meio de comprimento.
O aborto pode ser provocado ou pode ser espontâneo. O aborto provocado depende da vontade da mulher e em geral sua legalidade depende do país e da cultura. Em nosso país o aborto provocado só é permitido em casos de gravidez decorrente de estupro e de risco de vida para a mãe. Em todos os demais casos nossa legislação proíbe o aborto, que, no entanto, é muito praticado. Estima-se que mais de um milhão de abortos clandestinos sejam feitos no Brasil a cada ano. É um número assustador.
Já o aborto espontâneo, aquele que acontece quando não é desejado nem esperado, e que causa enormes frustrações para o casal, ocorre em 10 a 15% dos casais. O aborto espontâneo pode ser causado por problemas do feto, como defeitos nos cromossomos e nos genes, ou pode ser causado por doenças da mulher: doenças infecciosas, problemas de útero ou de hormônios, uso de medicamentos tóxicos, cigarro, álcool ou drogas. Muito importante: o aborto pode ser causado por problemas puramente emocionais.
Em cerca de metade dos casos de aborto espontâneo não se consegue definir uma causa precisa. O que se recomenda à mulher que acabou de abortar é o seguinte: deixar para trás o que aconteceu e fazer um pré-natal normal na próxima gravidez. Só. Não são necessários exames especiais. No entanto, se a mulher abortar três vezes seguidas, é necessário procurar um especialista para investigar as causas do que se chama de aborto espontâneo de repetição.
Lembre-se: o aborto espontâneo é frequente e ocorre mesmo em pessoas muito sadias. A chance de ocorrer um novo aborto é a mesma de qualquer outra pessoa. No entanto, havendo três abortos seguidos, é preciso investigar-se as causas e eliminá-las quando possível.

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Infecção urinária pode matar

19/08/13

Valter era um moço forte e sadio, até que descobriu que tinha um problema no coração. Não era nada grave, mas precisava ser operado. Imagine só o tamanho do susto que ele, seus parentes e amigos levaram. Ser operado do coração!!!
A cirurgia foi um enorme sucesso. Não ocorreu hemorragia e o coração ficou mais forte do que era. No entanto, três dias depois da cirurgia, já no quarto, Valter começou a ter febre. Procura daqui, procura dali, chegou-se ao diagnóstico de infecção de urina. Isso provavelmente ocorreu porque ele tinha ficado com uma sonda na bexiga durante dois dias depois de operado – a causa de sua infecção.
Apesar do tratamento pronto e correto, Valter acabou morrendo uma semana depois de septicemia, que é uma infecção grave generalizada.
Você acabou de ouvir a triste história da famigerada infecção hospitalar. Uma pessoa entra no hospital com um problema e sai de lá, quando sai, com outro. A pneumonia e a infecção urinária são as duas principais infecções hospitalares atualmente. Podem surgir em qualquer doente internado, mesmo os que não precisam passar por cirurgia. Mesmo os que nem doentes estão, como aqueles que se submetem a cirurgias plásticas estéticas.
A história de Valter se repete todos os dias, nem sempre com o final trágico que ele teve, mas sempre com uma boa dose de sofrimento e de despesas.
As infecções de urina não estão somente dentro dos hospitais, infelizmente. Elas estão em todos os lugares, em todas as casas. É muito difícil encontrar-se uma família onde não houve infecção de urina pelo menos uma vez. Muito difícil.
Como fazer para “pegar a coisa” logo no início e não ter uma infecção grave? Você gostaria de saber? Pois eu também. Não existe uma regra que sirva para todos, infelizmente. Nem existe prevenção efetiva para a maioria dos casos. O jeito é procurar o médico assim que surgir qualquer sinal ou sintoma urinário, como urina com cheiro forte, urina escura, queimação, dor nos rins ou febre mal explicada.
Infecção de urina existe, é comum e pode ser grave. Preste atenção na sua urina!

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Infecção urinária – um mal para qualquer um

12/08/13

Maria tem dois anos de idade e está com febre alta, calafrios, vômitos e grande prostração. Sua barriguinha ficou um pouco estufada. Sua urina está escura e com cheiro forte. Sabe o que ela tem? Infecção de urina.
Rita tem dezoito anos e está com muita queimação para urinar. Ela vai ao banheiro a cada meia hora e sofre muito  para esvaziar o pouquinho de urina que tem. Ela percebeu também que no final da urina sai sangue. Adivinhe o que ela tem? Acertou: Infecção de urina.
João tem sessenta e cinco anos e está com a urina “presa”. Ele faz uma força enorme para esvaziar a bexiga, mas não consegue. Isto tudo já faz um bom tempo. Só que agora ele está com febre, calafrios, mal-estar e vômitos. João na verdade está muito mal. Sabe o que ele tem? Exatamente. Infecção de urina.
Estes três exemplos são tirados da prática diária de um urologista. A infecção de urina é extremamente comum e ocorre em qualquer idade, tanto em homens como mulheres. E ela não tem a mesma apresentação clínica, como você bem percebeu. Também a gravidade de cada caso é diferente. Vai desde uma simples cistite até uma infecção generalizada seguida de morte.
A infecção de urina interessa a todas as especialidades, sem qualquer exceção. Por isso é que todos os estudantes de Medicina e os residentes de todas as áreas são treinados para diagnosticar, tratar e prevenir a infecção de urina.
Agora vou contar o final da história de cada um dos três casos que citei no início. A menininha de dois anos fez um tratamento rigoroso e depois foi operada porque tinha um defeito de nascença. Ela ficou boa.
A Rita, de dezoito anos, tinha apenas uma cistite aguda. Tomou dois comprimidos de um remédio moderno e ficou boa no dia seguinte.
E o seu João, aquele senhor de sessenta e cinco anos, ficou bom só depois de um longo tratamento, que culminou em cirurgia da próstata e retirada de inúmeros cálculos da bexiga. Hoje ele urina normalmente como um menino.
Final feliz para todos eles.

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Cistite da lua-de-mel

05/08/13

No tempo em que havia lua-de-mel para quase todos os casais, isto é, no tempo em que, pelo menos para a mulher, casar-se virgem era a norma social vigente, havia um quadro clínico interessante que os médicos antigos descreveram como a cistite da lua-de-mel. Isso nada mais era do que uma infecção na bexiga das mulheres no início de sua vida sexual ativa, às vezes imediatamente após a primeira relação. O que acontecia? Algumas mulheres iam para sua lua-de-mel muito bem de saúde, radiantes de felicidade e voltavam doentes, urinando com ardência e, às vezes, até com sangue. Depois tinham que ficar vários dias sem poder ter relação sexual porque a soma das dores das primeiras relações com as dores da cistite tornavam o relacionamento sexual insuportável.
Hoje em dia a cistite da lua-de-mel ainda existe, mas tem o nome mais apropriado de cistite pós-coito, isto é, cistite que vem depois de uma relação sexual. Ela aparece em moças bem jovens com frequência cada vez maior, uma vez que a iniciação sexual tem sido mais precoce nas últimas décadas.
A infecção da bexiga – a cistite, ocorre em quase todas as mulheres, mais dia, menos dia. Em geral, na mulher que tem atividade sexual, embora possa ocorrer em mulheres que não têm relacionamento sexual. A cistite caracteriza-se por vontade de fazer xixi toda hora, queimação na uretra e dor na bexiga. A infecção não é grave, mas judia bastante e precisa de tratamento que, aliás, é bem simples. Alguns comprimidos e… pronto! A cistite vai embora. Mas pode voltar com a mesma facilidade.
As mulheres que têm uma vida sexual mais ativa, as que têm problemas ginecológicos ou intestino preso, ou as mulheres que usam roupas muito abafadas, como aquelas que têm tecidos sintéticos como a “lycra”, estão mais sujeitas à cistite. Também as mulheres que já passaram pela menopausa.
Toda mulher que tem cistite, especialmente aquela que tem cistite várias vezes no mesmo ano, precisa ser investigada e tratada. Na maioria dos casos existe tratamento simples e rápido.
Apesar da possível cistite pós-coito, a lua-de-mel é sempre inesquecível.

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