abril, 2013

Depressão e morte

29/04/13

Maria era uma mulher feliz. Tinha uma bela família, uma profissão e sonhos. Muitos sonhos.
Um dia aconteceu uma tragédia. Seu filho caçula de dezoito anos morreu num acidente de moto. Por muitos dias ela chorou amargamente. Junto com ela choraram seus familiares e amigos. No entanto, a dor de Maria não diminuía com o tempo, o que seria de se esperar. Ela chorava todos os dias e ficava todo o tempo deitada. Ela, que antes era uma mulher bonita e vaidosa, agora estava desleixada. Não se arrumava, não cuidava dos cabelos nem das unhas, não se maquiava mais e às vezes nem mesmo tomava banho. Passados muitos meses naquele estado e depois de procurar ajuda com os parentes e amigos, sua família decidiu levá-la a um psiquiatra. Depois de alguns exames ele fez o diagnóstico de depressão e iniciou um tratamento com remédios antidepressivos e psicanálise individual. Logo Maria apresentou melhoras e voltou a ser alegre e vaidosa. Claro que ela não se esqueceu de seu filho querido. De vez em quando ela se lembrava dele e chorava porque “…saudade é arrumar a cama do filho que já morreu”. Mas Maria voltou a sonhar e a ser feliz.
Esta é a história de muitas Marias e de muitos Josés. É a história da depressão, uma doença terrível.
A depressão, no caso de Maria, foi desencadeada por uma tragédia. Mas nem sempre é assim. Existem pessoas que ficam deprimidas por motivos muito menos importantes e até mesmo sem qualquer motivo. Certas Marias ficam deprimidas na época da menopausa, perto dos cinquenta anos, quando ocorrem profundas alterações hormonais na mulher.
Outros ficam deprimidos quando se aposentam, especialmente se não tiverem muito o que fazer.
A depressão sem tratamento pode levar à morte, quer por doença, quer pelo suicídio. Por isso a depressão precisa ser tratada sem demora. Em psiquiatria a depressão é uma das poucas condições que levam o psiquiatra a agir rapidamente, pelo risco do suicídio. Depressão é uma urgência médica, especialmente quando é aguda e intensa.
Cuidado com a depressão. Ela pode matar. Procure tratamento e volte a sonhar.

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Eu tenho depressão, doutor?

22/04/13

Você sabe o que é tristeza? Estou certo de que sabe. Mas não é fácil definir a tristeza. Seria um sentimento negativo, um estado de espírito ruim ou uma doença? Difícil dizer. O fato é que todos sabemos o que é tristeza porque todos temos as nossas, maiores ou menores. Tristeza pela perda de alguém muito querido, tristeza por uma desilusão amorosa, tristeza pelo amor impossível, tristeza por uma ingratidão, tristeza pelo desemprego, tristeza pela pobreza… Todos experimentamos muitas e diferentes tristezas durante nossas vidas.
No entanto, tristeza exagerada, tristeza que não passa, tristeza que faz pensar em suicídio, é anormal. Pode ser depressão. Sim, porque a depressão é um quadro mental crônico, uma espécie de tristeza profunda que não passa e que não precisa mais de motivos para estar presente. Uma pessoa pode ficar deprimida porque perde sua mãe, o que é perfeitamente normal porque afinal, mãe é mãe, mas depois de um bom tempo, quando nem mesmo a morte da mãe é lembrada, a depressão continua. Isso não é normal e precisa de tratamento.
A depressão acomete pelo menos 15% das pessoas, até mesmo crianças. Ela torna a vida um inferno, além de perturbar profundamente o relacionamento com as pessoas em volta. É muito chato viver ao lado de um depressivo. Às vezes é insuportável.
Hoje sabe-se que muitos depressivos têm falta de lítio em seus cérebros. Outros têm falta de outras substâncias químicas. E outros não têm falta de nada, mas melhoram com o tratamento medicamentoso.
Depressão é um problemão, mas pode ser tratada com sucesso. Quem trata? O médico psiquiatra. O psiquiatra, geralmente com a ajuda de um clínico geral, investiga as possíveis causas de depressão no paciente e depois tenta atacar o problema específico. Muitas vezes ele recomenda, além dos medicamentos antidepressivos, alguma forma de terapia de apoio, como psicanálise individual, análise de grupo, e assim por diante.
Fique com o pensamento do grande escritor espanhol Cervantes, que viveu no século XVI: “As tristezas não se fizeram para os animais, mas sim para os homens; mas, quando as sentem demais, os homens tornam-se como animais”.
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Sintomas de depressão

15/04/13

Tente sentir as emoções que estes versos carregam:
“Tome, Dr., esta tesoura, e …corte minha singularíssima pessoa. Que importa a mim que a bicharia roa todo o meu coração, depois da morte? Ah! Um urubu pousou na minha sorte! Também, das diatomáceas da lagoa a criptógama cápsula se esbroa ao contato de bronca destra forte! Dissolva-se, portanto, minha vida igualmente a uma célula caída na aberração de um óvulo infecundo; mas o agregado abstrato das saudades fique batendo nas perpétuas grades do último verso que eu fizer no mundo!”
Trata-se dos versos pesadamente tristes do poeta Augusto dos Anjos, um notório depressivo.
As idéias de morte, os sentimentos de tristeza, os desejos suicidas e os sentimentos de culpa fazem parte do que modernamente se reconhece em Medicina como depressão. Como Augusto dos Anjos, muitas pessoas sofrem de depressão. Crianças, adultos e velhos, homens e mulheres, ricos e pobres, pessoas bem- sucedidas e mal-sucedidas, mulheres lindas e feias, muitos padecem de depressão.
A depressão pode ser herdada de pais ou avós depressivos, mas pode também vir do nada, sem qualquer motivo, sem qualquer fator desencadeante.
A depressão pode até levar ao suicídio. A história está cheia de poetas que se suicidaram, não por serem poetas, mas por sofrerem de depressão.
As pessoas depressivas precisam de ajuda médica. Conselhos, férias, tratamentos de comadres ou mudanças de emprego e de namorado não resolvem o problema.
É necessário buscar ajuda com o psiquiatra. Ele é o profissional mais bem treinado no problema da depressão e pode ajudar prescrevendo os modernos antidepressivos e encaminhando o paciente para tratamento psicoterápico. Alguns pacientes conseguem ficar livres da depressão, outros ficam toda uma vida em tratamento.
Não é muito fácil detectar a depressão quando ela está no início ou quando não se acompanha de versos pesados como os de Augusto dos Anjos. É necessário prestar atenção. Tristeza demais, fossa demais, ideias de morte, falta de ânimo, falta de apetite, desespero, choro fácil, podem ser sintomas de depressão.
Se você vive deprê, provavelmente precisa de ajuda. Procure um psiquiatra. Ou escreva versos como os de Augusto dos Anjos.
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Depressão é doença?

08/04/13

Se você está com uma tristeza que não vai embora, desesperança, sentimentos de culpa e idéias de morte, você pode estar com a doença do momento: depressão. E não está sozinho! Cerca de 15 a 20% das pessoas do mundo todo sofrem de alguma forma de depressão, desde a forma mais leve chamada distimia ou doença do mau humor, até a forma mais grave, que pode levar ao suicídio. O número de depressivos é, portanto, extraordinariamente grande.
A depressão pode acometer crianças, adultos e velhos, mas predomina em mulheres jovens, entre 20 e 45 anos de idade. Pode surgir por um problema específico como a morte de uma pessoa querida, uma separação e um desgosto. Mas pode também surgir sem qualquer causa aparente, sem nenhum motivo.
Pode ser apenas uma questão de herança: nas famílias de deprimidos, a chance de uma pessoa ser deprimida é da ordem de 50%. Do mesmo modo, os filhos de pessoas depressivas têm grandes possibilidades de o serem também.
Nos últimos anos a Medicina tem se dedicado a estudar a depressão e já descobriu que na maior parte dos casos trata-se de um problema químico. Certas substâncias do cérebro podem faltar ou mesmo estar em excesso e causar assim perturbações nos sentimentos, como a depressão, a tendência suicida, a tristeza profunda e outras.
A depressão tem tratamento e pode em certos casos até desaparecer. Recentemente foram desenvolvidas drogas antidepressivas muito potentes que não só aliviam os sintomas da depressão, mas ajudam a promover uma transformação de vida completa, para melhor.
Os maiores especialistas em depressão são os médicos psiquiatras. Eles estão aptos a prescrever os medicamentos e a orientar os seus pacientes para uma terapia individual ou em grupo, de acordo com as possibilidades e interesses de seus pacientes.
Não se deve ter vergonha de admitir-se depressivo. Antes, é necessário encarar a depressão como um problema médico crônico, porém solucionável, como o reumatismo, a asma e a enxaqueca.
A depressão é uma doença extremamente comum e tem tratamento médico eficaz. Se você conhece uma pessoa que tem depressão, dê a ela esta boa notícia.
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Disfun̤̣o sexual Рquem pode ajudar?

01/04/13

Quando uma pessoa está com dor de barriga, procura o médico. Se está com dificuldades para enxergar, procura o oculista. Se está ficando maluca, procura um psiquiatra. E quando está doente do sexo? Procura quem? Geralmente não procura ninguém porque tem vergonha de dizer que está doente do sexo.
Na verdade, são muitas as pessoas que têm problemas sexuais, às vezes antigos, mas não vão atrás de ajuda, tanto homens como mulheres. Ejaculação precoce, impotência, desinteresse sexual, frigidez, dor na relação, ejaculação demorada, etc. Essas são as principais disfunções sexuais que as pessoas apresentam, todas elas passíveis de tratamento.
Algumas dessas anormalidades são provocadas por problemas físicos, doenças que podem ser curadas com medicamentos ou cirurgias. Outras são decorrentes de problemas psicológicos, também tratáveis por meio das técnicas psicanalíticas.
Seja como for, o importante é dizer que as doenças do sexo são tão comuns como as outras e têm tratamento. O difícil é convencer os que precisam de tratamento a ir atrás dele porque há muito preconceito e resistência. Já diziam nossos avós: “O doente mais difícil de tratar é aquele que não quer ser curado”.
Infelizmente na área da sexualidade isso tem sido verdade para muitos. Atualmente o preconceito é menor e fala-se mais abertamente sobre o sexo e seus problemas. Até na televisão no horário nobre.
Os psicólogos, os sexólogos, os ginecologistas e os urologistas são os médicos especialistas mais habilitados para orientar as pessoas que têm alguma forma de desajustamento sexual. Outros profissionais eventualmente precisam ser envolvidos, conforme a necessidade, mas de início apenas um basta.
Se você tem algum problema na área sexual deve procurar o tratamento. Não precisa ter vergonha de seu problema de modo algum. Você também deve envolver seu parceiro ou parceira sexual no tratamento porque o problema raramente é individual, mas sim do casal e envolve aspectos afetivos de ambos os parceiros. Sem o envolvimento do casal a chance de sucesso é menor.
Se você tiver uma dor de dente, vá ao dentista. Se tiver visões, vá ao psiquiatra. Mas se você tiver problemas sexuais, vá ao sexólogo, ginecologista ou urologista.

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