novembro, 2012

Viver um século

26/11/12

Há 150 anos a Europa era o lugar mais avançado do mundo. As grandes potências militares e econômicas, o centro da cultura e das artes estavam lá. Mas o europeu morava mal, o esgoto corria à sua porta, a assistência médica era precária e suas condições de trabalho eram péssimas. O europeu de 150 anos atrás vivia em média 44 anos. Morria de tuberculose, peste, desnutrição, pneumonia, sarampo, diarreia, varíola e outras doenças raras na Europa de hoje.
O europeu do século XXI vive mais de 80 anos. Quase o dobro de 150 anos atrás!
Isto se deve principalmente aos avanços da medicina. A assistência ao parto reduziu a mortalidade materna e fetal. Os esquemas de vacinação diminuíram a incidência das doenças infecto-contagiosas. Os antibióticos salvaram milhões de tuberculose, pneumonia, diarreia, meningite… Também as condições de moradia, de saneamento e de trabalho progrediram na Europa. Hoje o indivíduo mora numa casa com água encanada, esgoto e energia elétrica. Trabalha no máximo oito horas por dia, de segunda a sexta, tem aposentadoria, assistência médica e odontológica. E, principalmente, tem o que comer.
Pelas mesmíssimas razões se explica o fato de o brasileiro viver cerca de 10 a 15 anos menos do que o europeu de hoje.
Pelos dados do IBGE — Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — de 2010, o brasileiro vive em média hoje 73,4 anos, enquanto  o europeu vive mais de 80 anos.
Não é preciso buscar explicações mirabolantes na genética, no clima, no meio ambiente ou na religião. Basta olhar comparativamente para a mesa do brasileiro e do europeu. E olhar também para as condições de moradia, higiene, educação e trabalho para se constatar os motivos de tanta diferença.
É possível viver mais, sim, é perfeitamente possível. Até mesmo 100 anos, o que deverá ocorrer dentro de pouco tempo nos países desenvolvidos, mas isto só se alcança com melhores condições de vida e de trabalho para todos.
Se você quiser que seus filhos e netos vivam o mesmo tanto que seus contemporâneos do mundo desenvolvido, comece a mudar seu país hoje. A experiência européia mostra que é possível melhorar.

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Coração de mulher

20/11/12

Antigamente não se ouvia falar tanto de doenças do coração nas mulheres como hoje em dia. Só mulheres idosas apresentavam problemas cardíacos. A explicação para isto não é difícil: As mulheres realmente não tinham tantos problemas cardíacos como têm agora. Seus corações funcionavam melhor, o índice de infartos era muito mais baixo e as cirurgias cardíacas eram quase que exclusivamente feitas em homens.
Existem algumas explicações para o fato de as mulheres terem atualmente mais problemas cardíacos, mas destacarei apenas as duas mais importantes: a mudança do estilo de vida das mulheres e o cigarro.
As mulheres trabalham tanto hoje como sempre trabalharam – muito. Só que atualmente elas trabalham debaixo de pressões maiores, dividem o sustento do lar com seus companheiros, cuidam de casa e têm emprego fora. São mulheres divididas e preocupadas. Muitas são solteiras, viúvas ou descasadas e sustentam heroicamente sozinhas várias pessoas. A esse estilo de vida estressante se atribui grande parte dos problemas de coração das mulheres modernas.
O cigarro tem também sua responsabilidade no aumento das doenças cardíacas nas mulheres. Graças em parte ao novo estilo de vida das mulheres, mais competitivo, mais parecido com o dos homens, mais estressante, mais liberal, as mulheres fumam muitíssimo mais do que fumavam poucas décadas atrás. Além disso, a indústria do cigarro investiu pesadamente no mercado feminino, vendendo a idéia falsa de que o caminho da igualdade sócio-econômico-cultural entre mulheres e homens começaria pelo cigarro.
Fumar passou a ser uma bandeira do feminismo, uma espécie de grito de liberdade e de igualdade.
No famoso Instituto do Coração de São Paulo, nos últimos anos, o índice de cirurgias cardíacas feitas em mulheres subiu de 19 para mais de 23 por cento. E continua subindo!
A receita para se prevenir as doenças cardíacas é a mesma que se aplica aos homens: não fumar, controlar o peso, fazer exercícios físicos regularmente, fazer exames médicos periódicos no cardiologista depois dos 40 anos, combater o estresse e evitar o álcool em excesso.
 Existe mulher que não tem coração. Se este não é o seu caso, cuide bem do seu porque ele é um só.
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Expectativa de vida

13/11/12

Você sabia que as mulheres vivem mais do que os homens no Brasil? E que isso acontece também na maioria dos países?
A expectativa ou esperança de vida de uma brasileira hoje é de 77,3 anos, segundo dados do IBGE de 2010.
A de um homem brasileiro é de 69,7 anos. Já nos países desenvolvidos, onde a assistência médica é melhor, bem como as demais condições de vida, espera-se que uma mulher viva bem mais de 80 anos e um homem um pouquinho menos.
Cento e cinquenta anos atrás, na Europa, onde se vive hoje mais ou menos 80 anos, a expectativa de vida era de 44 anos. As pessoas morriam cedo de epidemias, desnutrição, doenças infecto-contagiosas relacionadas às más condições de higiene e de habitação.
Graças aos enormes avanços da medicina e às melhores condições de moradia, saneamento, educação e trabalho, o ser humano está vivendo cada vez mais. Dentro de pouco tempo, homens e mulheres deverão chegar bem perto dos 100 anos de vida. Pense só nisso: um século de existência!
As estatísticas mostram claramente o aumento da longevidade de homens e mulheres nas últimas décadas, principalmente nos países desenvolvidos. Já nos países pobres, como o nosso, esse aumento é menos acentuado. Um homem europeu vive cerca de 15 anos mais que um homem brasileiro. Uma mulher européia vive cerca de 10 anos mais. E não se trata absolutamente de uma raça mais forte ou de uma genética superior. Trata-se de melhores condições de vida de modo global, desde os cuidados médicos quando o indivíduo está ainda na barriga de sua mãe, até os recursos médicos, sociais e econômicos disponíveis para os idosos.
O descaso governamental, a pobreza, as péssimas condições de moradia e de trabalho que imperam em nosso país encurtam a vida média de nosso povo em cerca de 10 a 15 anos, quando se compara com os povos de outras regiões do planeta. Dura a realidade que vivemos!
O tanto que nossos filhos, netos e bisnetos vão viver no futuro depende em parte do que fizermos hoje, depende principalmente das melhorias que conquistarmos como nação.
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Cuide de seu filho na gravidez

05/11/12

Quando a mulher espera um bebê, ela se preocupa com o futuro dele. Dificilmente ela deixa de imaginar como ele ou ela será, a cor de seus olhos e de seus cabelos, seus gostos e dons, seu corpo e sua saúde. Poucas, porém, são as grávidas que pensam na saúde presente de seus filhos em formação.
Nas doze primeiras semanas de gravidez, nos primeiros três meses, portanto, quando mal dá para se perceber a barriguinha da mamãe, todo o processo de formação dos órgãos do bebê já está completo. Daí para frente ele cresce e os órgãos já formados vão amadurecendo e se preparando para funcionar independentemente do útero. Muitos acidentes podem acontecer durante o processo de formação dos órgãos e também durante a fase de crescimento e amadurecimento do feto. Algumas dessas tragédias são inevitáveis, mesmo diante da medicina mais avançada de nossa época. Outros, no entanto, são perfeitamente evitáveis.
O programa de exames médicos durante toda a gravidez se chama pré-natal e está disponível para a grande maioria das mulheres de nosso país e em grande parte do mundo.
A finalidade básica do pré-natal é diminuir as doenças e as mortes da mãe e da criança durante a gestação.
Antigamente, só para dar um exemplo que todo mundo conhece, pensava-se que as mães deveriam comer muito para que seus filhos nascessem fortes. As grávidas engordavam exageradamente e apresentavam depois muitos problemas durante o parto e depois dele. Hoje já se sabe que a grávida deve engordar pouco, entre cinco e dez quilos, para preservar sua saúde e ter seu filho sadio. É por isso que os ginecologistas não deixam que suas pacientes engordem muito na gravidez.
Está mais do que comprovado, em estudos científicos em todo o mundo, que as mulheres que têm um acompanhamento pré-natal adequado têm partos melhores e filhos mais sadios. Os índices de mortalidade materno-infantil são menores onde se faz pré-natal.
Se você pensa no futuro de nossas crianças, aconselhe a gestante mais próxima de você a fazer seu pré-natal. Explique a ela os enormes benefícios que ela e seu filho poderão ter.

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Faça o pré-natal

05/11/12

Você sabe o que é pré-natal? Como o próprio nome sugere, é algo que se faz antes do nascimento. O exame pré-natal é o acompanhamento médico da mulher grávida, desde o início até o final da gravidez.
Logo que a mulher descobre que está grávida, geralmente porque a menstruação atrasou ou porque ela está com aqueles sintomas sugestivos, como desejo de comer melancia com leite-moça de madrugada ou enjôos muito freqüentes, ela deve procurar um médico para confirmar ou não a gestação e, principalmente, para se submeter a alguns exames de laboratório. Depois disso, todos os meses ela deve ir ao médico para se pesar e para que o médico acompanhe a saúde dela e do bebê. Muitas são as doenças que podem ser detectadas e tratadas a tempo, antes que se instalem na criança ou que prejudiquem a saúde da mãe.
A sífilis, que é uma doença gravíssima para a criança em desenvolvimento, só passa da mãe para o feto depois do quarto mês de gravidez. Se a mulher descobre que tem sífilis logo no início da gravidez, ela pode ser tratada e curada, preservando a saúde de seu filho. Mas se a descoberta se faz somente no final da gravidez ou, como infelizmente é comum no Brasil, só depois do nascimento, a criança pode nascer com defeitos graves ou com retardamento mental.
Qual é a mulher grávida, mesmo que aborrecida por ter ficado grávida naquele momento de vida, que gostaria de ter um filho retardado ou com defeitos físicos? Creio que qualquer mulher normal deseja ter uma criança bonita, gordinha e com saúde.
O pré-natal é oferecido por todo o sistema de saúde em nosso país. Basta procurar um posto de saúde ou outro serviço médico disponível para fazer o pré-natal de graça, sem qualquer despesa.
Se você está grávida ou tem uma grávida em sua vida, pense nisso. Um simples acompanhamento pré-natal pode salvar a vida da mãe e também da criança.
Em resumo, os exames pré-natais devem ser feitos por todas as mulheres grávidas desde o início da gravidez, sem qualquer exceção. E sem qualquer desculpa.

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