setembro, 2012

Febre

17/09/12

A febre é o mais antigo e temido sinal de doença, historicamente sinônimo de graves epidemias que mataram milhões de pessoas. Ninguém fica indiferente à febre porque quando ela vem podem vir outras coisas muito graves junto com ela, às vezes a morte.
Que pai ou mãe não se preocupa quando o filho de repente fica “quente”.
“Meu filho está com febre, doutor.”
Os pais mencionam a febre sem prestar atenção em quantos graus de febre tem a criança, o que é uma informação muito útil para o médico.
A criança está com febre, mas e seu estado geral? É bom? O apetite como está? Há outros sinais ou sintomas além da febre?
Para entender a febre é necessário entender um pouco sobre o funcionamento do corpo humano. A temperatura interna do corpo varia muito pouco em condições de normalidade. Fica entre 37 e 37,2 graus Celsius. O corpo produz e perde calor constantemente e tem mecanismos complexos para regular sua temperatura.
Você e eu perdemos calor através da pele, pelo suor, mesmo sem perceber. Em um dia quente haverá sempre maior dificuldade para o corpo perder calor. Tomemos como exemplo uma criança com febre num dia em que a temperatura ambiente seja de 30 graus. Esta criança tem mais dificuldade em perder o calor pela pele do que quando a temperatura externa for de 17 graus. Por isto a febre, em geral, é mais alta e de difícil controle no verão do que no inverno.
A criança está com febre? Não se exaspere! A febre é apenas a manifestação de uma doença e não tem perigo em si, desde que controlada em níveis razoáveis. A febre quase sempre tem um comportamento benigno e só raramente traz complicações.
Remédios para febre são chamados de antitérmicos. O uso de antitérmico tem como objetivo diminuir o mal-estar causado pela elevação da temperatura do corpo. Desde que a criança esteja se sentindo bem, costuma tolerar uma febre baixa sem problemas.
No fundo a febre é um sinal de alerta porque é o primeiro aviso de que algum desarranjo está começando no organismo.
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Vômito

17/09/12

Todo mundo faz cara feia quando se fala em vômito. Todos ficam assustados quando uma criança vomita.
Em plena sala cheia de visitas, sem um motivo aparente, a criança põe tudo para fora. Suja o tapete, o sofá e o sapato da visita. Os pais ficam assustados e constrangidos. As visitas tentam ajudar, sem saber como. Sofre a criança e sofrem os pais.
Embora possa ocorrer sem qualquer motivo, na maioria das vezes há algum motivo para o vômito da criança: uma infecção benigna e passageira, por exemplo. Um erro na alimentação. Tosse. Alergia. Um distúrbio emocional.
Se não for apenas um vômito ocasional, mas repetido e freqüente, os pais precisam procurar o médico para uma avaliação, de modo a afastar as doenças de maior gravidade, como estreitamentos do tubo digestivo, aumento da pressão intracraniana, diabetes e outras.
O importante é ter em mente que todo o líquido perdido do organismo, pelo vômito, deve ser reposto, caso contrário a criança pode desidratar.
Muitos pais dizem: “Parei de dar água para meu filho porque ele vomita tudo o que toma.” O raciocínio deve ser o inverso: Quanto mais a criança vomitar, mais líquido ela deve receber para repor o que foi perdido. Mesmo que a criança vomite, sempre sobra um pouco no estômago e ela vai melhorando sua hidratação. Melhor hidratada, o mal-estar diminui e os vômitos vão parando.
Nunca dê, nestas situações, água ou soro em grande quantidade de uma só vez. Faça com que a criança beba aos goles e com freqüência. “De grão em grão a galinha enche o papo.”
O soro pode ser preparado em casa: um punhado de açúcar e uma pitada de sal dissolvidos em um copo de água.
Quando a criança estiver bem desidratada, aceitará o soro caseiro sem reclamar. À medida que a hidratação melhorar, certamente preferirá a água.
Repetindo: Oferecer água aos goles, com freqüência, sempre que a criança apresentar perdas de líquidos por febre, vômitos ou diarréia, intercalando de vez em quando um gole de soro.
Não se esqueça: Remédio bom não precisa ser caro: água, açúcar e uma pitada de sal!
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Pais exaustos

10/09/12

Quem é ou já foi pai ou mãe de criança pequena, sabe muito bem da canseira que os filhos dão. Os filhos pequenos parecem ser incansáveis.
Quando os pais entram no consultório médico com seus filhos pequenos, costumam desabafar: “Estamos exaustos!” E quando não o dizem, às vezes para não deixarem a impressão de serem maus pais, pode-se perceber o cansaço estampado nas olheiras ou na irritação que apresentam. E às vezes a irritação é despejada contra o médico, como se ele ou ela tivesse culpa da doença ou do excesso de energia do filho.
Aliás, doença todo mundo tem. Vivemos num mundo cercado por bactérias, vírus e outros tantos agentes que não podemos ver. Há também os acidentes, que nem sempre podem ser evitados. Portanto, procure encontrar uma solução para as doenças de seus filhos, sem ficar culpando o mau tempo, as outras pessoas ou a si mesmo.
Voltando ao nosso assunto: Pais de crianças pequenas sempre reclamam do cansaço, do esgotamento, do trabalho de cuidar dos filhos. Aliás, trabalho duro de fato.
Passo aos pais cansados algumas dicas do Dr. Mack Ruffin, professor de Medicina de Família da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos:
Primeiro, procure dormir bem.É preciso dormir entre sete e oito horas por noite. Se o bebê acordar durante a noite, tente tirar uma soneca de uns vinte minutos durante o dia.
Segundo, acerte suas prioridades, procurando alistar as coisas que realmente precisam ser feitas, deixando de lado as coisas menos importantes.
Se você tem filhos pequenos e está exausto, aqui vai mais uma dica: Evite cafeína depois das duas horas da tarde. Cafeína atrapalha o sono profundo. Lembre-se: cafeína está no café, mas cafeína é encontrada também nos refrigerantes e nos chás.
Procure atribuir funções dentro de casa. Quando marido, mulher e seus filhos dividem as tarefas, as coisas ficam mais fáceis. Especialmente as mães devem aprender que não precisam fazer tudo sozinhas.
Uma última sugestão: faça algum exercício físico pelo menos três vezes por semana, como, por exemplo, uma boa caminhada.
Lembre-se: nossas forças têm limites. É preciso descansar para repor as energias.
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Dor de ouvido

10/09/12

Os recém-nascidos são encantadores, mas dão muito, muito trabalho. Além disto, sofrem de diversas dores. Uma das mais comuns é a dor de barriga. Outra é a dor de ouvido.
Dor de ouvido quase todo mundo já teve um dia e dela talvez não se lembre porque acomete mais freqüentemente crianças pequenas. Crianças grandes e adultos em geral não se lembram das coisas que aconteceram, tanto boas como ruins, quando pequenos.
A limpeza das orelhas, tanto da criança como do adulto, deve ser feita somente na sua parte mais externa e visível, com fralda limpa, toalha ou lenço. Nada de enfiar um cotonete ou qualquer coisa parecida no canal auditivo. Repito: Não se deve introduzir cotonete no ouvido. Nunca!
A cera que existe no ouvido é a proteção natural do canal auditivo. A cera velha desaparece sozinha. Não é necessário remover a cera velha para dar lugar à nova. O organismo é capaz de fazer isto sem sua ajuda. A limpeza errada das orelhas pode levar a problemas graves de audição.
Por falar em audição, será que alguma criança que você conhece tem problema de audição, isto é, não ouve bem?
Crianças com problemas de fala, que se mostram distraídas e aumentam sempre o volume da televisão, devem ser bem observadas. Pode ser que não estejam ouvindo bem devido ao catarro instalado no ouvido, ocasionado por uma simples gripe, o que não tem gravidade.
Algumas crianças podem ter otite, uma inflamação muito comum que, às vezes, gera infecções repetidas, que podem levar a perfurações dos tímpanos e diminuição da audição. A otite do bebê, se não cuidada corretamente, pode terminar em deficiência auditiva séria.
Preste bem atenção: crianças costumam pôr objetos estranhos dentro do ouvido. Também é freqüente a criança coçar muito as orelhas e pode ocorrer, por causa disso, um acúmulo de cera.
Em todas estas situações, a visita ao médico é importante. Ele tem condição de indicar o tratamento adequado e, se for preciso, fazer testes especiais de audição.
Lembre-se: além da dor de ouvido é preciso cuidar bem daquilo que seu filho ouve em casa todos os dias.

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Faça o pré-natal

04/09/12

Você sabe o que é pré-natal? Como o próprio nome sugere, é algo que se faz antes do nascimento. O exame pré-natal é o acompanhamento médico da mulher grávida, desde o início até o final da gravidez.
Logo que a mulher descobre que está grávida, geralmente porque a menstruação atrasou ou porque ela está com aqueles sintomas sugestivos, como desejo de comer melancia com leite-moça de madrugada ou enjôos muito freqüentes, ela deve procurar um médico para confirmar ou não a gestação e, principalmente, para se submeter a alguns exames de laboratório. Depois disso, todos os meses ela deve ir ao médico para se pesar e para que o médico acompanhe a saúde dela e do bebê. Muitas são as doenças que podem ser detectadas e tratadas a tempo, antes que se instalem na criança ou que prejudiquem a saúde da mãe.
A sífilis, que é uma doença gravíssima para a criança em desenvolvimento, só passa da mãe para o feto depois do quarto mês de gravidez. Se a mulher descobre que tem sífilis logo no início da gravidez, ela pode ser tratada e curada, preservando a saúde de seu filho. Mas se a descoberta se faz somente no final da gravidez ou, como infelizmente é comum no Brasil, só depois do nascimento, a criança pode nascer com defeitos graves ou com retardamento mental.
Qual é a mulher grávida, mesmo que aborrecida por ter ficado grávida naquele momento de vida, que gostaria de ter um filho retardado ou com defeitos físicos? Creio que qualquer mulher normal deseja ter uma criança bonita, gordinha e com saúde.
O pré-natal é oferecido por todo o sistema de saúde em nosso país. Basta procurar um posto de saúde ou outro serviço médico disponível para fazer o pré-natal de graça, sem qualquer despesa.
Se você está grávida ou tem uma grávida em sua vida, pense nisso. Um simples acompanhamento pré-natal pode salvar a vida da mãe e também da criança.
Em resumo, os exames pré-natais devem ser feitos por todas as mulheres grávidas desde o início da gravidez, sem qualquer exceção. E sem qualquer desculpa.

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Adolescência e amor

04/09/12

No processo normal de desenvolvimento humano, primeiro vem a infância, depois a adolescência e, em seguida a vida adulta. A vida adulta pode ser subdividida em três fases: jovem, madura e senil, mas isto não tem importância agora. Vamos concentrar-nos somente no adolescente, que está entre a criança e o adulto.
A adolescência é um período entre os dez e os vinte anos em que as pessoas passam por mudanças biológicas, psicológicas e sociais. No começo são crianças e no final são adultos. É claro que isto não vale para todo mundo, mas para a maioria. Você e eu conhecemos adolescentes de trinta e até de quarenta anos, que ainda não amadureceram emocionalmente. Mas, no processo normal, próximo dos vinte anos temos um adulto sob todos os pontos de vista. Talvez, emocionalmente falando, a maturidade plena chegue aos vinte e cinco ou trinta anos, como acreditam os psicanalistas, no que provavelmente tenham razão.
As mudanças biológicas são as mais evidentes. O crescimento em estatura, a puberdade, a explosão dos hormônios sexuais, isto é o mais aparente e termina ao redor dos quinze ou dezesseis anos.
As mudanças psicológicas são mais discretas, porém mesmo assim evidentes: a independência emocional dos pais, a vida entre amigos, o interesse no sexo oposto, o desejo de trabalhar e de ganhar seu próprio dinheiro.
As mudanças sociais dependem mais da cultura e da economia. Nas cidades grandes do Brasil de hoje, para as classes média e alta, a adolescência termina na formatura na faculdade; para a classe baixa, na independência financeira, que em geral vem com o primeiro emprego.
O ponto em que mais podemos interferir positivamente é nos aspectos psicológicos, amparando nossos adolescentes assustados e inseguros, dando-lhes o carinho e a atenção de que tanto necessitam. Apesar de enormes e fortes como alguns efetivamente o são, eles se mostram emocionalmente frágeis, delicados e muito vulneráveis. Por isto sua maior necessidade é de amor, principalmente dos familiares.
 Posso recomendar enfaticamente, baseado em uma experiência vivida como filho adolescente que fui e como pai: Ame um adolescente hoje e receba amanhã um adulto amoroso e responsável.
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