novembro, 2011

Álcool e depressão

26/11/11

Você sabe o que acontece quando você toma uma bebida alcoólica?
O álcool desce para o estômago e é absorvido rapidamente pelos intestinos. Vai para o sangue e circula por todo o organismo, mas não mexe com todos os órgãos, só com alguns. O mais sensível deles é o cérebro. Como o álcool é um depressor do sistema nervoso, e não um estimulante como muita gente pensa, ele inibe certas funções cerebrais. Os reflexos, por exemplo, ficam mais lentos e é por isto que não se deve dirigir veículos depois de beber qualquer bebida alcoólica. Existem leis diversas em diferentes países que determinam a quantidade de álcool permitida no sangue para quem está dirigindo. Mesmo assim, o correto seria que o motorista tivesse o nível mínimo, que é zero. Bebeu? Não dirija!
Mas você deve estar pensando: o álcool não solta a gente, não desinibe, não estimula? Como pode ser um depressor? Na verdade, o álcool é um depressor. Tomado em quantidades pequenas ele inibe as áreas do cérebro que reprimem o comportamento. O álcool diminui a ação dos censores que todos têm em suas consciências. Por isto a pessoa que bebe fica mais alegre, mais corajosa, mais solta, menos reprimida. Mas, se ingerido em quantidades maiores a pessoa fica sonolenta, mole e pode até entrar em coma.
As bebidas alcoólicas têm efeitos também sobre o fígado e o pâncreas, importantes órgãos da digestão. O álcool lesa esses órgãos se ingerido constantemente, mesmo que em quantidades pequenas. Mesmo aqueles que só tomam cerveja podem ter cirrose, pancreatite, certas formas de câncer e outras doenças provocadas pelo álcool.
Muita gente gosta de uma bebidinha de vez em quando, uma caipirinha antes de um churrasco, uma cerveja na praia, um aperitivo antes do almoço de domingo. Não há nada de mal nisto, se não levar ao hábito e depois ao vício. Não faz mal à saúde. De qualquer modo, é preciso ter muito cuidado com a bebida. Se você não sabe beber com moderação e com sabedoria, não beba nunca. Saber beber é uma arte que não está ao alcance de todos.

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Beber, só com moderação

19/11/11

João era um bêbado incorrigível. Tomava uma garrafa de pinga por dia. Também fumava dois maços de cigarros por dia, comia muita gordura e sua vida sexual era uma orgia permanente. João morreu de cirrose hepática ainda jovem, vomitando sangue.
José era um verdadeiro exemplo de saúde. Não fumava, não bebia e era vegetariano. Sexo, nem pensar. Era metódico, dormia cedo e se levantava de madrugada para fazer caminhadas. Tinha um corpo de atleta. José morreu de repente, não se sabe de quê, talvez de tédio. Sua vida era uma chatice.
“Nem oito nem oitenta”, já diziam nossos bisavós. Nem como João, nem como José. Os excessos de qualquer coisa, inclusive de virtudes, podem fazer mal à saúde. Um exemplo disso é o esporte. O esporte praticado em excesso pode causar lesões cardíacas, além das óbvias lesões musculares e articulares. As bebidas alcoólicas, a mesma coisa: tomadas com sabedoria, em pequenas quantidades, e de vez em quando, alegram a vida e não fazem mal à saúde. No entanto, ingeridas em excesso podem matar.
Do ponto de vista estritamente médico, o álcool não é um mal em si. O organismo humano só é prejudicado quando o álcool está presente constantemente no sangue, mesmo em quantidades pequenas. Aí o fígado, o pâncreas, o cérebro e outros órgãos são lesados e não se recuperam mais. Não importa o tipo de bebida, se cerveja, vinho, whisky ou pinga. Pode-se morrer com qualquer uma delas. É uma ilusão pensar que aquele que toma só cerveja está livre de problemas. Não está. Pode ter cirrose, pancreatite, diabetes e todas as outras doenças que as bebidas destiladas causam.
Três conselhos práticos: Se beber, beba pouco e não todos os dias; quando beber, não dirija de modo algum, mesmo tendo bebido muito pouco; beba só bebidas com qualidade, que podem ser mais caras, mas não fazem mal à saúde.
A palavra-chave quanto às bebidas alcoólicas é moderação, palavra que fica bem no meio de outras duas: Alcoolismo e abstinência. Para os que não conseguem manter-se na linha tênue da moderação, só resta o caminho da abstinência.

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Controle seu diabetes

19/11/11

Uma pessoa qualquer, em qualquer lugar do planeta, pode ficar diabética. A doença inicialmente pode provocar sintomas e sinais leves como emagrecimento, perda da disposição, sede, boca seca, tontura ou xixi demais. Mas pode começar já violenta, causando desmaios, convulsões ou o coma. Depende um pouco de sorte e depende mais ainda da idade da pessoa. As crianças em geral começam do modo mais violento. O diabetes juvenil é sempre uma doença mais agressiva. Já os idosos têm um início mais leve e desenvolvem uma doença estável, de fácil controle.
Ao ficar diabética a pessoa procura um médico que vai receitar invariavelmente dieta e remédios. A dieta é feita com poucas gorduras, poucas massas e nenhum açúcar de cana, esse que se compra no supermercado, o açúcar de pacote. Os remédios podem ser comprimidos ou injeções, depende do caso. Os diabéticos que não conseguem um bom controle só com dieta e comprimidos, precisam aprender a usar a insulina humana, que é injetável. O diabético não deve contar com a possibilidade de cura no presente porque a medicina ainda está olhando de longe para os transplantes e outros métodos sofisticados que teoricamente poderão curar os diabéticos no futuro. Infelizmente, para quem fica diabético hoje existe tratamento que controla a doença, mas que não traz a cura. Mesmo o transplante de pâncreas, uma alternativa terapêutica que tem sido usada com sucesso em alguns casos, ainda deixa muito a desejar quanto aos resultados tardios.
O diabético precisa cuidar-se muito e fazer consultas e exames médicos periodicamente, se quiser viver bem. Se quiser viver pouco e mal, deve abusar do açúcar, engordar, comer massas e gorduras. Deve ainda fumar, beber muito álcool e ter uma vida desregrada. Morrerá jovem, mas antes de morrer ficará inválido com absoluta certeza.
Diabetes não é o fim. É só uma doença entre as tantas que temos de enfrentar. É também o começo de uma vida nova, com algumas limitações e muito mais cuidado com a vida e a saúde. O fim do mundo é fingir que o diabetes não é nada e relaxar no cuidado com a saúde.

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Lula no SUS? Melhor não.

12/11/11

Desde que foi feito o diagnóstico de câncer de laringe no ex-presidente Lula, algumas pessoas têm se manifestado contra a escolha do Hospital Sírio-Libanês de São Paulo para seu tratamento, que será longo e caro. O principal argumento dessas pessoas é o de que ele deveria buscar tratamento num hospital público, pelo SUS, para ser coerente com seu discurso. Segundo esses críticos, Lula deveria seguir o exemplo do ex-governador Mário Covas, que foi tratado no INCOR, de São Paulo, quando enfrentou um câncer de bexiga.

Será de fato que o argumento de colocar Lula no SUS tem algum fundamento racional? Ou seria apenas a manifestação oportunista e emocional de algumas pessoas bem desinformadas?

Lula escolheu o Hospital Sírio-Libanês porque tem um câncer muito sério e deseja, do fundo do seu coração, ter o melhor tratamento disponível no planeta, para não perder a voz nem a vida. Naquele hospital ele terá o que existe de melhor em corpo de especialistas e em tecnologia neste país. Escolheu certo. Escolheu o melhor.

Quem vai pagar a conta do tratamento? E este parece ser o principal ponto de desconforto de seus críticos. Há três possibilidades mais prováveis: a primeira, ele mesmo, já que tem sido regiamente remunerado por suas palestras como ex-presidente, tanto no Brasil como no Exterior, além de certamente ter feito um pecúlio durante seus anos na política. A segunda possibilidade, seu convênio médico, se é verdade o que seu porta-voz declarou à imprensa. Como os porta-vozes de políticos estão treinados para dizer qualquer mentira, é provável que isso seja no máximo meia-verdade. Em terceiro lugar, o próprio Hospital Sírio–Libanês, que sairá no lucro de qualquer modo, pela tremenda exposição na mídia que terá durante muitos e muitos meses. Uma instituição que depende do binômio competência e marketing, como é o caso do Sírio-Libanês, tem na doença do ex-presidente uma oportunidade extraordinária de ocupar a mídia sem gastar nada. Grande negócio! É claro que alguns médicos ocuparão exageradamente os microfones e se posicionarão narcisicamente para as câmeras e os flashes, especialmente aqueles que não participarão efetivamente do tratamento, enquanto que os que realmente vão cuidar dele ficarão no anonimato. Mas isso é sempre assim, faz parte da natureza humana. Dados todos os descontos, o Hospital Sírio-Libanês vai lucrar muitíssimo com o ex-presidente.

E, o melhor de tudo, o SUS ficará poupado dessa enorme despesa, que sem dificuldade poderá passar de um milhão de reais em pouco tempo.

Lula no SUS? Prejuízo para todos. Lula no Sírio-Libanês? Lucro para todos, especialmente para o maior interessado, ele mesmo.

 

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Diabetes e estilo de vida

12/11/11

Você conhece algum diabético? Provavelmente conhece mais de um porque há um número enorme de diabéticos espalhados pelo mundo. Na sua família deve haver pelo menos um. Na sua vizinhança, diversos.
Lembra-se do que o diabético não deve comer? Exatamente: açúcar. O diabético que você conhece, e que é igual a todos os diabéticos, tem problemas com as altas taxas de açúcar no sangue e não pode comer açúcar. Falta em seu organismo a insulina, um hormônio que faz com que o açúcar seja aproveitado pelas células do corpo todo.
Diabetes é uma doença que provoca sede exagerada, perda rápida de peso, boca seca, tontura, fraqueza e muito xixi. Quem tem diabetes, especialmente com açúcar muito alto no sangue, urina litros e litros por dia. E sua urina é doce, o que atrai formigas. Tem gente que descobre que está diabética por causa das formigas no banheiro. Mesmo nos banheiros de apartamentos.
São várias as causas do aparecimento dessa doença. Uma das mais comuns atualmente é a ansiedade. Sim, a ansiedade ou estresse. Com o estilo de vida que levamos atualmente, especialmente nas cidades grandes, com o seu corre-corre e a violência, as possibilidades do surgimento do diabetes aumentaram em todos nós, adultos e crianças. Alguns cientistas, analisando as curvas de crescimento do diabetes nas últimas décadas, acham que ele será a grande doença do século XXI. Nem AIDS, nem câncer, mas diabetes.
Diabetes não tem cura ainda, só tratamento. É uma doença crônica que acompanha o doente por toda a vida. Se você quiser saber se é ou está ficando diabético, procure um médico e faça os exames que ele solicitar. Se você não quiser ficar diabético, siga alguns conselhos muito práticos: Perca os quilos que tem sobrando e mantenha-se sempre em forma; se tomar bebidas alcoólicas, beba pouco; ingira o mínimo de açúcar de cana, esse que se compra no supermercado; prefira o adoçante ao açúcar de cana sempre que possível; fuja do estresse e faça exercícios físicos com regularidade; vá ao médico periodicamente e peça-lhe que solicite entre outros exames a dosagem do açúcar no sangue.
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Diabetes e açúcar

05/11/11

Você se lembra da propaganda de uma cooperativa de açúcar na TV que dizia assim: “Açúcar é energia. Coma açúcar.”?
Pois saiba que aquela propaganda não foi inteiramente enganosa como a maioria das propagandas; só meio enganosa. Na verdade, açúcar é mesmo energia. A vida depende do combustível chamado açúcar. Cada célula viva está viva graças aos diferentes açúcares que a alimentam e lhe infundem energia. Açúcar é vida! Literalmente.
Só que o incentivo para consumir mais açúcar de cana não foi bem avaliado pela agência de propaganda. Quem ouviu ou assistiu à propaganda pode ter ficado com a impressão de que quanto mais açúcar, melhor. Quanto maior o consumo de açúcar, mais saúde. E isto é uma descarada e perigosa mentira.
Vejamos como as coisas funcionam dentro de nosso organismo.
Precisamos dos açúcares para viver. Mas não necessariamente do açúcar derivado da cana de açúcar, este que estamos acostumados a comprar no supermercado. Precisamos dos vários tipos de açúcar como, por exemplo, o açúcar da fruta — a frutose.
Comendo açúcar, ele circula no sangue e penetra nas células com a ajuda da insulina, um hormônio fabricado no pâncreas, um órgão que temos dentro da barriga, atrás do estômago. A produção de insulina é constante por toda a vida. Quando o pâncreas produz insulina de modo insuficiente, o açúcar se acumula no sangue e a isto se dá o nome de diabetes.
Muitas são as causas do mau funcionamento do pâncreas. Alcoolismo e obesidade são duas delas. Estresse, tendência de família e distúrbios emocionais são outras.
Preste atenção: comer açúcar demais é uma das causas do aparecimento do diabetes. Repetindo para você gravar na memória: Comer açúcar demais faz mal à saúde e pode provocar, entre outros problemas, o diabetes.
Uma propaganda inteiramente honesta daquela cooperativa deveria dizer mais ou menos o seguinte: “Açúcar é energia. Açúcar é vida. Se você não é diabético, nem está gordinho ou gordinha demais, coma açúcar derivado da cana de açúcar, mas coma com moderação. O excesso de açúcar, como o excesso de álcool, pode fazer mal a você, a começar pelos seus dentes.”

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