A pressão alta é traiçoeira

Quero contar a história de um homem muito bom, parecida, talvez, com a história de alguém que você conheça. Chamava-se Paulo e tinha mulher e quatro filhos. Era um homem sem vícios e aparentemente sem doenças. Trabalhava noite e dia como carpinteiro e era um dos melhores de sua terra. Ia do trabalho para casa e de casa para o trabalho. Suas forças eram repartidas no cuidado com a família e no trabalho.
Um dia Paulo teve uma forte dor de cabeça durante o trabalho e desmaiou. Foi levado a um hospital e ficou internado por cinco dias. Saiu de lá com a má notícia de que tinha pressão alta e que teria que tomar remédios e fazer consultas médicas periódicas pelo resto de sua vida. Para alguém que nunca havia ido ao médico e se sentia bem, a notícia caiu como uma bomba sobre ele.
No início ele se preocupou e fez o tratamento, mas depois relaxou. Ele não sentia nada e achava desnecessário tomar remédios. Às vezes, quando tinha mal-estar ou dor de cabeça, ele se lembrava do que os médicos tinham dito e tomava os comprimidos. Muita gente faz como ele fazia, só toma o remédio da pressão quando se sente mal.
Um certo dia Paulo teve um derrame cerebral e ficou entrevado numa cadeira de rodas durante sete anos. Não podia andar, não falava, usava fralda e babador. Tornou-se um peso e uma tristeza para toda a família. Finalmente morreu de outro derrame cerebral, antes dos 50 anos.
A história de Paulo se repete todos os dias, infelizmente. Muitas pessoas com pressão alta não têm a mínima precaução porque não se sentem mal e acreditam que nada de ruim vai lhes acontecer.
A pressão alta pode não dar qualquer sintoma, mas é traiçoeira do mesmo jeito. Quando não mata, aleija.
Não tenha o destino de Paulo. Cuide-se um pouco melhor em respeito a si mesmo e aos que você tanto quer bem. Vá ao Centro de Saúde ou a outro serviço médico e controle sua pressão de vez em quando. A próxima vítima pode ser você.

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