julho, 2011

A criança que não come

10/07/11

Nos consultórios de todos os pediatras aparecem dois tipos de mães: as que se queixam que seus filhos comem demais (e são gordos) e as que se queixam que os filhos quase não comem. Raramente vem para ser consultada a criança cuja mãe diz que seu filho se alimenta normalmente.
Eu gostaria de me dirigir especialmente às mães que se queixam que seus filhos não comem “direito”. Eu poderia completar dizendo: as que se queixam que seus filhos não comem o quanto elas gostariam que eles comessem.
Um ex-professor de Pediatria da Universidade de São Paulo dizia que uma tentativa de convencer as mães de que seus filhos não são anormais é dizer que “não há criança que morra de fome, tendo o que comer”. O que ele pretendia dizer com é que o apetite de uma criança normal é o referencial mais confiável para a saúde. Se ela tem à sua disposição comida à vontade, mas come pouco, aquilo basta para seu organismo.
Existem basicamente duas fases de crescimento rápido na vida humana. No primeiro ano a criança “triplica de tamanho”. Costuma passar de três quilos ao nascimento para dez quilos quando completa um ano. Isso equivaleria a um adulto de 60 quilos passar a ter 180 quilos num só ano.
A segunda fase de crescimento rápido ocorre durante o estirão da puberdade, ou seja, na fase em que a criança começa a sua maturação sexual, entre 10 e 14 anos mais ou menos.
Durante o primeiro ano, devido ao crescimento acelerado, o bebê deve ser alimentado a intervalos curtos de mais ou menos três horas. Ao completar um ano o apetite da criança cai; ela passa a fazer apenas quatro refeições por dia e os pais devem aceitar isto com naturalidade, pois o ritmo de crescimento também cai. A criança ganhará somente dois quilos durante o segundo ano de vida, o que representa 20% de aumento aproximadamente. Portanto um bebê de oito meses come muito mais do que uma criança de um ano e meio ou dois anos.
Comer pouco não é necessariamente anormal para uma criança sadia.
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É dos carecas que elas gostam mais?

02/07/11

Lembra-se daquela marchinha de carnaval que diz: “É dos carecas que elas gostam mais…”? Você concorda? Será que as mulheres gostam mais dos carecas do que dos cabeludos, por alguma misteriosa ou inconfessa razão?
Parece que poucos concordam com o autor da marchinha porque os homens, e mais ainda as mulheres, procuram desesperadamente tratamento quando os cabelos começam a cair. Basta que o pente ou a escova traga uns fios a mais e já vem à consciência o fantasma da calvície. Sejamos honestos: Ninguém, com raríssimas exceções, ficaria careca, se pudesse escolher.
Na verdade, algum careca criou a lenda de que os carecas são mais viris, isto é, mais machos que os não carecas, coisa que a medicina nunca comprovou. Embora não haja qualquer prova científica de que os carecas sejam mais alguma coisa, também não há provas de que sejam menos. Em quase todos os casos o problema se limita inteiramente ao plano da estética e não da saúde.
O que fazer quando os cabelos começam a cair?
Existe uma só resposta a esta pergunta: procurar quem mais entende de queda de cabelos. Quem? Ora, o médico de pele, o dermatologista. Todos os demais podem entender um pouco, mas ninguém como o especialista.
Não caia na conversa de comadres e de curiosos. Não faça esses tratamentos esquisitos de cabeleireiros e esteticistas. Se há um salvador para a sua cabeleira é o médico dermatologista.
Em primeiro lugar, ele vai procurar descobrir uma causa para a queda de cabelos, que pode ser emocional, por exemplo, como a depressão. Ou uma doença orgânica, como a desnutrição, a sífilis ou o câncer.
Infelizmente, não existe solução para a maioria dos casos, aqueles que refletem uma tendência de família, e a careca é inevitável. Aí o jeito é usar peruca ou fazer a cirurgia de implante de cabelos. As duas soluções são caras e nem sempre agradam. Mas existem e podem ser usadas como alternativas para a calvície.
Lembre-se: Não é dos carecas que elas gostam mais. Se seus cabelos começarem a cair além da conta, procure ajuda com um médico especialista, um dermatologista.

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