abril, 2011

Dor de cabeça. A quem recorrer?

21/04/11

Estou certo de que você já teve dor de cabeça pelo menos uma vez na vida, ou que conhece alguém que sofre dela de vez em quando. Talvez você já tenha experimentado uma senhora dor de cabeça alguma vez.
Estou certo também de que você já ouviu dizer várias vezes que quem sofre de dor de cabeça deve procurar um oculista, porque deve estar precisando de óculos. Preste atenção ao que vou ensinar hoje e entenda por que você não deve ir ao oculista por causa de dor de cabeça.
A dor de cabe√ßa pode ser causada por raz√Ķes muito diferentes. Por exemplo: press√£o alta, epilepsia, nervosismo, jejum prolongado, cansa√ßo, tumor no c√©rebro, meningite, falta de √≥culos e v√°rias outras. Cada causa exige um tratamento diferente e tem uma gravidade pr√≥pria. √Č evidente que uma gripe ser√° tratada de modo diferente de um tumor cerebral. Para a gripe, aspirina, para o tumor, cirurgia.
O correto nem sempre √© poss√≠vel, mas deve ser ensinado assim mesmo. A pessoa que tem dor de cabe√ßa deve, sempre que poss√≠vel, procurar um m√©dico neurologista em primeiro lugar. Ele √© o especialista mais treinado para fazer o diagn√≥stico preciso da causa da dor de cabe√ßa. Ele tamb√©m √© a pessoa mais qualificada para tratar a maioria dos casos de dor de cabe√ßa. O neurologista pode diagnosticar com precis√£o a maioria dos casos de dor de cabe√ßa no consult√≥rio, pela hist√≥ria e pelo exame f√≠sico do paciente. Em alguns casos ele precisar√° pedir radiografias, eletroencefalograma ou outros exames para chegar ao diagn√≥stico correto. Um n√ļmero muito pequeno de pessoas tem dor de cabe√ßa por um problema nos olhos, como a miopia ou o astigmatismo. Estas pessoas s√£o encaminhadas ao oculista pelo neurologista no momento oportuno, depois de afastadas as causas neurol√≥gicas da dor de cabe√ßa.
Se você mesmo sofre de dor de cabeça ou convive com alguém que vive se queixando, procure ou indique um médico neurologista. Isto é fazer a coisa certa. Não dê ouvidos a curiosos nem aos balconistas de farmácias.
Lembre-se: A dor de cabeça deve ser tratada por médico neurologista em primeiro lugar.

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Quando a cabeça dói

21/04/11

Cefaléia. Você sabe o que quer dizer cefaléia? Quer dizer simplesmente dor de cabeça. Cefaléia é a palavra que nós médicos usamos para dor de cabeça. Dor de cabeça ou cefaléia, para quem padece dela, tanto faz o nome, dói do mesmo jeito. E muito!
Quem nunca teve dor de cabeça? Certamente pouquíssimas pessoas. A grande maioria de nós já teve uma ou várias crises de dor de cabeça, o que é muito desagradável, principalmente quando não passa logo. Ter dor de cabeça forte e duradoura é uma das piores experiências que alguém pode ter.
Voc√™ sabe quais s√£o as causas de dor de cabe√ßa? S√£o muitas. Vou dar s√≥ alguns exemplos para n√£o aborrec√™-lo: Press√£o alta, enxaqueca, tens√£o emocional, meningite, hemorragia cerebral, gripe, doen√ßas dos olhos, sinusite, tumor cerebral, tens√£o pr√©-menstrual… Como se percebe, claramente, as dores de cabe√ßa podem ser causadas por problemas simples e passageiros ou graves e de longa dura√ß√£o. As causas v√£o desde uma briga com o namorado at√© um c√Ęncer no c√©rebro.
O que fazer quando surge a dor de cabeça?
Em primeiro lugar, tomar um medicamento comum para dor, desses analgésicos que estão em casa na gaveta dos remédios, e descansar um pouco. Geralmente isso resolve o problema. E se não resolver? Aí é melhor procurar um médico e, se for possível, o maior entendido em dor de cabeça, que é o médico neurologista. Talvez você tenha pensado que eu diria oculista ou oftalmologista. Pois é, muita gente faz essa confusão e pensa que a dor de cabeça deve ser inicialmente investigada pelo oculista. Mas não é. E muito menos o farmacêutico ou o balconista de farmácia, que geralmente vendem o mais caro, o mais tóxico e o que resolve menos.
Uma dor de cabeça pode não ser nada, mas também pode matar. Por isso, a pesquisa da causa da dor de cabeça e o tratamento correto devem ser feitos pelo médico neurologista. Se ele achar melhor, depois dos primeiros exames, encaminhar o paciente a outro especialista, muito bem. De qualquer modo, é ele, o neurologista, o mais qualificado para tomar esta decisão.

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A sa√ļde em tr√™s atos

10/04/11

Tr√™s fatos aparentemente independentes ocorreram no dia 7 de abril de 2011. Primeiro: o mundo todo celebrou o Dia Mundial da Sa√ļde, institu√≠do em 1948 pela Organiza√ß√£o Mundial da Sa√ļde (OMS), tendo como objetivo maior a promo√ß√£o da sa√ļde, definida pela OMS como o bem-estar f√≠sico, mental e social de todas as pessoas.¬† A data celebra as conquistas na √°rea da sa√ļde e promove uma reflex√£o internacional sobre as condi√ß√Ķes de sa√ļde no planeta ‚Äď identifica√ß√£o de problemas, propostas para solucion√°-los e a busca ativa de aperfei√ßoamentos.

Segundo: no Brasil, capitaneada pelo Conselho Federal de Medicina, com o apoio da maior parte das sociedades representativas da classe m√©dica, ocorreu uma paralisa√ß√£o nacional dos m√©dicos, de todas as especialidades, como forma de protesto contra a m√° remunera√ß√£o e as m√°s condi√ß√Ķes de trabalho promovidas pelas operadoras da sa√ļde ‚Äď os ¬®conv√™nios m√©dicos¬®. Com grande ades√£o da classe m√©dica, e tamb√©m da classe dos fisioterapeutas, os profissionais fecharam seus consult√≥rios e cl√≠nicas, limitando-se aos atendimentos de urg√™ncia. Em Campinas e em algumas outras cidades, houve paralisa√ß√£o do atendimento tamb√©m de pacientes do SUS, o maior de todos os maus pagadores.

Terceiro: Wellington Menezes de Oliveira, um jovem psic√≥tico de 23 anos de idade, matou doze crian√ßas e adolescentes, feriu outros tantos, e depois se suicidou em Realengo, no Rio de Janeiro. Pelas informa√ß√Ķes veiculadas na m√≠dia, ele era um doente mental, talvez esquizofr√™nico, que estava sem tratamento adequado havia v√°rios anos. Sua loucura n√£o foi controlada a tempo de evitar uma das maiores trag√©dias deste g√™nero no pa√≠s.

Como unificar esses fatos, que n√£o parecem relacionados entre si? Na verdade, os fatos s√£o profundamente interdependentes. A sa√ļde, definida pela OMS como um direito inalien√°vel de todo ser humano, √© a busca ativa do bem-estar f√≠sico, psicol√≥gico e social do indiv√≠duo, de qualquer idade, seja ele pobre ou rico, retardado ou g√™nio, psic√≥tico ou neur√≥tico, preto ou branco (ou de outras cores e ra√ßas), homem ou mulher, homossexual ou heterossexual, SUS, conv√™nio ou particular. Por conseguinte, o direito √† sa√ļde √© de todos os brasileiros, direito este garantido pela Constitui√ß√£o.

Wellington Menezes de Oliveira, doente mental, se fosse rico provavelmente teria sido tratado por bons e caros profissionais ‚Äď psiquiatra, psicanalista, terapeuta ocupacional, preparador f√≠sico -, e teria tido acesso a medicamentos antipsic√≥ticos de primeira linha, caros e de uso cont√≠nuo. Provavelmente, n√£o teria cometido a barb√°rie que cometeu. Teria tido sua loucura controlada e poderia inserir-se na sociedade sem riscos e de forma produtiva. Ele deve ser considerado como a d√©cima terceira v√≠tima, n√£o s√≥ o assassino de outros doze. O assassino/suicida, o menino/monstro, o algoz de Realengo, como sempre ser√° lembrado, foi v√≠tima da falta de sa√ļde mental, como milh√Ķes de brasileiros. V√≠tima de um sistema perverso, que remunera mal o profissional da sa√ļde neste pa√≠s, o qual atende mal e apressadamente o paciente, faltando com seu dever hipocr√°tico de promover o bem e a sa√ļde.

O Dia Mundial da Sa√ļde, o dia nacional de paralisa√ß√£o dos m√©dicos brasileiros e a trag√©dia de Realengo est√£o intrinsecamente ligados, n√£o s√≥ pela coincid√™ncia de datas, mas pelas √≠ntimas rela√ß√Ķes de causa e efeito. O dia 7 de abril de 2011 jamais ser√° esquecido!

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Desmaios e desmaiados

10/04/11

Airton Senna foi o mais famoso piloto que o Brasil j√° teve. Foi a alegria de milh√Ķes de brasileiros aos domingos. √ćdolo no Brasil, no Jap√£o e em todo o mundo. Quando ele sofreu aquele acidente em √ćmola, na It√°lia, foi levado de helic√≥ptero ainda com vida para um hospital, mas n√£o resistiu e morreu logo depois. Seu corpo veio para o Brasil para ser velado e ele foi enterrado no cemit√©rio do Morumbi, em S√£o Paulo, onde seu t√ļmulo recebe milhares de f√£s de todo o mundo at√© hoje. Depois de seu vel√≥rio os jornais noticiaram que v√°rios de seus f√£s, jovens em sua maioria, desmaiaram diante de seu caix√£o e que foram socorridos pelos m√©dicos de plant√£o no local. Uma vez atendidos, depois de alguns minutos, todos, sem exce√ß√£o, se recuperaram e retornaram para suas casas, ou continuaram a velar o corpo de seu maior √≠dolo sem qualquer problema. Ningu√©m morreu, embora muitos desmaios tenham ocorrido.
De vez em quando, nas muitas filas do INAMPS, SUS e bancos alguém desmaia. Às vezes morre e aí sai na televisão. Geralmente é uma pessoa idosa.
Esses dois exemplos extremos mostram que os chamados desmaios são provocados por causas diferentes e têm desfechos diferentes. Só um médico é capaz de fazer o diagnóstico correto da causa de um desmaio. Os tratamentos caseiros e as interferências de curiosos não ajudam. As pessoas que por qualquer motivo desmaiam devem ser transportadas para um serviço de emergências, como um pronto-socorro. De preferência, a pessoa deve ser transportada deitada de lado com a boca e o nariz sem impedimentos para a respiração.
Muitas s√£o as causas de um desmaio: Infarto do mioc√°rdio, convuls√£o, crise nervosa, queda do a√ß√ļcar no sangue, queda de press√£o, uma forte emo√ß√£o, etc. Cada uma dessas causas requer uma forma diferente de proceder. S√≥ nas m√£os de um m√©dico, de prefer√™ncia dentro de um hospital, o melhor tratamento pode ser administrado.
Lembre-se: O melhor lugar para o próximo desmaiado que atravessar o seu caminho é o pronto-socorro mais próximo. Leve-o para lá sem demora. Você poderá salvar uma vida e virar herói!

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Desmaio

02/04/11

Você já desmaiou alguma vez? Viu alguém desmaiar perto de você? Horrível, não é?
Eu tenho um amigo que não pode ver uma gota de sangue nem ouvir sobre casos relacionados com cirurgias, acidentes graves e morte. Ele fica pálido em segundos e procura logo uma cadeira. Se não sair de perto da cena ou da conversa, passa mal e pode até desmaiar.
Afinal, que é o desmaio?
Para come√ßo de conversa, desmaio n√£o √© um termo m√©dico. Os m√©dicos usam express√Ķes mais complicadas para dizer a mesma coisa: perda de consci√™ncia, s√≠ncope, lipot√≠mia e outros nomes ainda mais complicados, mas que significam mais ou menos a mesma coisa: Uma situa√ß√£o que acontece de repente onde a pessoa ‚Äúapaga‚ÄĚ e n√£o se comunica com os que tentam conversar com ela durante segundos ou alguns minutos.
Por que acontece o desmaio?
Por muitas raz√Ķes diferentes, algumas graves e outras sem grande import√Ęncia. O desmaio ocorre freq√ľentemente por motivos emocionais. Por exemplo, um susto, um desgosto muito grande, uma not√≠cia muito ruim ou muito boa. Logo a pessoa volta a si e se recupera plenamente. Um exemplo de motivo mais s√©rio √© a queda da taxa de a√ß√ļcar no sangue, comum nos diab√©ticos, e que pode trazer conseq√ľ√™ncias, graves se n√£o for atendida a tempo.
O que fazer diante de um caso de desmaio?
Em primeiro lugar, manter um pouco de calma e lembrar que na maior parte das vezes o desmaio é provocado por um problema emocional, que passa logo.
Em segundo lugar, sem correria, deitar o desmaiado de lado na cama ou no ch√£o e deix√°-lo com a boca e o nariz livres para respirar.
Em terceiro lugar, providenciar sua remo√ß√£o para um hospital com o m√≠nimo de conforto durante o transporte. Jogar uma pessoa desmaiada no banco de tr√°s de um fusquinha pode ser pior do que deix√°-lo onde est√° e at√© causar sua morte. √Č prefer√≠vel esperar um pouco e transferir a pessoa com melhores condi√ß√Ķes de transporte.
 Lembre-se: diante de um desmaio, mantenha seu controle emocional cuidando do desmaiado como você acabou de aprender. Não desmaie você também.

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