fevereiro, 2011

O gordo sofre

27/02/11

Costuma-se dizer por aí em tom de gozação: “O gordo sofre.” O gordo sofre mesmo, sem brincadeira! Sofre com as piadinhas dos outros, sofre com a falta de lojas de roupas e produtos para gordos, sofre para calçar sapatos, sofre para se levantar, sofre quando sobe na balança, sofre emocionalmente… e a lista vai longe. A gordura em excesso, que nós médicos preferimos chamar de obesidade, é uma doença séria. A obesidade pode estragar ou até mesmo encurtar a vida de uma pessoa.
Existem somente duas maneiras de uma pessoa ficar gorda: comendo de modo errado ou desenvolvendo uma doença que provoque acúmulo de gordura no organismo.
Você tem idéia de qual destas duas causas é a mais freqüente? Se você disse que é a doença, errou. A principal causa da obesidade é a alimentação errada, geralmente aprendida na infância. Da grande maioria dos gordos que existem, somente uma pequena parte tem doenças que explicam a sua obesidade. A maioria absoluta sofre de indisciplina alimentar, isto é, não sabe comer. E isto não quer dizer que todos os gordos comem muito, mas que todos comem mal. Beliscam a todo o momento, comem doces e sanduíches, tomam refrigerantes e cafezinhos o dia todo, não resistem a um sorvete, não podem ver uma pizza, e assim por diante.
Antigamente os nenês gordos eram considerados sadios. Havia até concursos para escolher o mais sadio, que geralmente era o gordo. Quanto mais gordos, mais saúde. Hoje sabe-se que a gordura em excesso na criança não é sinal de saúde, mas de doença. Uma criança obesa com grande chance será um adolescente obeso e um adulto obeso, com todas as conseqüências psicológicas e físicas da obesidade.
O combate à obesidade começa na infância, principalmente para aquelas pessoas que têm pais gordos e que, portanto, têm uma tendência de família para a obesidade. O médico pediatra é a maior autoridade sobre o assunto da alimentação infantil. O médico endocrinologista é o especialista que pode ajudar a criança e o adulto obeso.
Gordura demais é doença e está completamente fora de moda. Cuide-se! Trate de entrar em forma!

Câncer de pele

27/02/11

Verão. Sol. Praia. Piscina. Pele bronzeada. Corpos bonitos. Tudo isto é muito bom e faz parte da vida. É o lado gostoso da vida.
Verão. Sol. Praia. Piscina. Pele bronzeada. Câncer de pele. Corpos mutilados. Morte. Isto é muito triste e também faz parte da vida. É o lado ruim da vida.
Você sabia que o câncer de pele é o câncer mais comum no Brasil? Também na Austrália e vários outros países ensolarados como o nosso. Você sabia que o câncer de pele está diretamente relacionado ao sol tropical a que estamos todos expostos? Pois é, infelizmente o mesmo sol que traz saúde e alegria pode trazer sofrimento e tristeza.
Quando estamos debaixo do sol os raios ultravioletas atingem a pele exposta e podem produzir mudanças profundas, mesmo sem causar queimaduras. Essas mudanças podem evoluir, depois de alguns anos, às vezes décadas, para o câncer. O melanoma, por exemplo, um dos piores cânceres que uma pessoa pode ter, freqüentemente mortal, quase sempre começa na pele antes de se espalhar por todo o corpo. O melanoma está diretamente relacionado à exposição solar.
O que fazer? Fugir do sol como o diabo foge da cruz?

Não! Bastam alguns cuidados relativamente simples para tirar proveito do sol e reduzir os efeitos negativos dos raios ultravioletas. Preste atenção aos seguintes conselhos práticos:

Primeiro- Evite o sol entre as 10 horas da manhã e as 4 horas da tarde. Se não der para evitar, use um bom creme protetor solar, boné e camiseta para se proteger.
Segundo- Se você tem a pele muito clara e delicada, proteja-se do sol sempre. Um belo bronzeado poderá custar caro. Infelizmente não são todas as pessoas que podem pegar uma corzinha sem prejudicar a pele. O branco está na moda!
Terceiro- Se aparecerem manchas em sua pele, procure um médico especialista — o dermatologista. A maioria dessas manchas não tem a menor importância. Elas podem desaparecer com um tratamento local. Algumas, no entanto, devem ser retiradas por meio de cirurgia porque podem evoluir para o câncer.
Seja prudente. Vá devagar com o sol e viva ainda muitos e muitos verões.

AIDS e Carnaval

09/02/11

Se você vê televisão ou lê jornais, então tem sido periodicamente bombardeado com variadas versões de uma mesma mensagem: “Proteja-se da AIDS. Neste Carnaval use camisinha.” A razão desta propaganda é a grande e promíscua atividade sexual durante o Carnaval.

Você sabe o que é AIDS? Sabe como se proteger dela?

AIDS é uma doença muito complicada e muito grave que já matou centenas de milhares de pessoas, jovens em sua maioria, e deverá matar muitos mais nos próximos anos. Os cientistas mais pessimistas acreditam que dentro de poucos anos milhões de brasileiros terão o vírus da AIDS em seus corpos.
A AIDS se transmite de pessoa para pessoa por três mecanismos principais:

Primeiro- Relação sexual. Tanto o homem pode passar o vírus para a mulher, como a mulher para o homem. O homem também pode transmitir o vírus para outro homem numa relação homossexual. Crianças que sofrem abuso sexual de meninos maiores ou de homens adultos podem também ser vítimas da AIDS.

Segundo- Sangue. O sangue de uma pessoa contaminada pode transmitir o vírus para outra pessoa se elas repartirem a mesma seringa para injetar cocaína, heroína, morfina ou outras drogas. Da mesma forma, a transfusão de sangue pode levar à AIDS, o que é cada vez menos freqüente hoje em dia devido ao controle mais rigoroso que os bancos de sangue fazem.

Terceiro- Gravidez. Uma mulher grávida pode passar o vírus da AIDS de seu sangue para o sangue de seu filho.

Cuidado! Preste muita atenção a estes três conselhos:

Primeiro conselho- Só as relações sexuais entre duas pessoas totalmente fiéis uma à outra diminuem o risco da AIDS. Se não é este o seu caso, e se você não é uma pessoa celibatária, então use camisinha sempre!

Segundo conselho- Se você é viciado em drogas injetáveis e não conseguiu ainda se libertar delas, use seringa descartável e não a divida com ninguém.

Terceiro conselho- Se você é mulher e sabe que tem o vírus da AIDS, não engravide sem antes consultar um especialista e avaliar bem os riscos.

Lembre-se: A AIDS ainda não tem cura. Ela mata.

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Neste Carnaval use camisinha. Será?

09/02/11

Muitas campanhas de saúde pública têm sido feitas no Brasil desde o primeiro governo do presidente Rodrigues Alves (1902-1906), que tomou medidas enérgicas no Rio de Janeiro, polêmicas, envolvendo o grande sanitarista e, então, ministro da Saúde – Osvaldo Cruz. A Revolta da Vacina foi o subproduto das medidas governamentais e entrou para a história das campanhas de saúde no Brasil. A truculenta campanha de vacinação anti-variólica quase causou uma guerra civil, mas trouxe resultados positivos inegáveis, frutos do trabalho de Osvaldo Cruz, colhidos mais tarde por seu sucessor Carlos Chagas.

Nos últimos anos assistimos a várias campanhas governamentais – contra o cigarro, contra o alcoolismo, campanhas de vacinação de crianças, campanhas em favor do aleitamento materno, campanhas de combate à dengue e, notadamente, campanhas de prevenção e combate à AIDS. Quase todos os anos, nesta época, toda a mídia reprisa o slogan da campanha iniciada no passado – ¨Neste Carnaval use camisinha¨.

Pesquisas de ONGs e do Ministério da Saúde mostram que o uso da camisinha não é de modo algum generalizado e que cai muito quando o relacionamento se torna estável, depois de algumas semanas. O uso correto da camisinha, também conhecida no passado como preservativo ou condom, está longe de ser normativo, o que agrava ainda mais o risco de doença sexualmente transmissível e de gravidez, particularmente entre adolescentes.

Dados oficiais mostram que a AIDS cresceu no Brasil ao mesmo tempo que as campanhas contra a AIDS foram orquestradas. Há, no Brasil, entre 1980 e junho de 2010, o registro oficial de 592.914 pessoas com AIDS. Cerca de 38 mil casos novos têm surgido a cada ano nos últimos anos. A AIDS tem crescido na faixa de idade de 13 a 24 anos e tem sido especialmente perversa entre meninas de 13 a 19 anos, única faixa etária em que o número de mulheres supera o de homens.

A principal forma de contágio, tanto em homens como mulheres, é, de longe, a sexual, tanto heterossexual como homossexual masculina. Os casos de transmissão sexual superam de muito, numericamente, os casos transmitidos pelo uso de drogas na epidemiologia da AIDS, no Brasil e na maior parte do mundo.

Pode-se concluir, sem dificuldades, que as campanhas governamentais neste particular têm sido pouco eficazes e que a divulgação pré-carnavalesca do slogan não vai longe o bastante para fazer qualquer diferença, tanto quanto a distribuição gratuita maciça de camisinhas no país, ou parte dele, na época do Carnaval. A AIDS, bem como todas as inúmeras doenças sexualmente transmissíveis, está a exigir muito mais da parte do Estado do que o que temos visto até agora. Está a exigir um Osvaldo Cruz.

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O transporte do acidentado

07/02/11

Certa vez conheci um jornalista que ficara paraplégico num acidente. Ele dirigia na estrada à noite com chuva, derrapou e caiu numa ribanceira. Alguns caminhoneiros que viram o acidente o resgataram e o jogaram no banco de trás de um fusquinha. No hospital os médicos constataram que no acidente ocorrera uma fratura de coluna. No transporte desajeitado dentro do fusquinha a fratura levou à secção da medula, irreversível.

O jornalista ficou na verdade paraplégico pelo atendimento que recebeu e não pelo acidente em si. Que pena! Mas ele não se entregou aos fatos. Passou a escrever sistematicamente contanto sua tragédia e exigindo das autoridades a divulgação do conhecimento sobre o atendimento aos acidentados e solicitando pessoal médico e paramédico especializado nas estradas. Muitos anos se passaram até que as principais estradas do país se equiparam com pessoal treinado. Infelizmente, no entanto, o processo de educação da população vem caminhando devagar. Muitas pessoas de boa vontade, mas ignorantes, tentam socorrer as vítimas à moda antiga, causando enormes e irreparáveis males.

Todas as vítimas de acidentes que envolvam desaceleração e contusão, como ocorre em quedas de grande altura, colisões de veículos, choques entre jogadores, queda de bicicleta, brigas e espancamentos, enfim, todos os acidentes que possam provocar fraturas de qualquer tipo, principalmente de coluna, não devem ser tocadas senão por quem sabe o que está fazendo. É preferível deixar a vítima no exato local em que se encontra e chamar o socorro imediatamente. Não mexa na vítima a não ser que você tenha treinamento específico. Não vale dizer que você viu na televisão ou no cinema.

As vítimas devem ser imobilizadas, dando-se especial atenção às partes mais provavelmente feridas, observados os mecanismos do trauma. No caso de suspeita de trauma de coluna, o pescoço não pode ser manipulado; deve ser imobilizado com um colar, que pode ser improvisado no local. O transporte deve ser muito cuidadoso em cima de uma maca ou de uma prancha de madeira, de modo a não permitir que a coluna se movimente durante o transporte. O banco de trás de um fusquinha não serve. Melhor esperar pela ambulância.

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Conheça sua próstata

01/02/11

Se você é homem e tem mais de 45 anos de idade, preste muita atenção a este assunto – próstata.

Todo homem tem um órgão pequeno, logo abaixo da bexiga, atrás do púbis, chamado próstata que, no adulto, tem mais ou menos o volume de uma bola de pingue-pongue, só que com outra forma, mais ou menos parecida com a de uma pera.

A próstata é um órgão da reprodução – sem ela dificilmente um homem pode gerar filhos. Ela produz uma parte do líquido seminal que, misturado com os espermatozóides, forma o esperma. Esta é a razão por que as doenças da próstata podem causar infertilidade.

A partir dos 40 ou 45 anos, a próstata começa a envelhecer e podem surgir várias doenças. A partir desta idade, as três doenças mais importantes são o crescimento benigno da próstata, a inflamação da próstata, ou prostatite, e o câncer.

O crescimento benigno e a inflamação fazem com que o homem urine mal, com jato fraco, às vezes molhando a roupa ou então levantando-se várias vezes à noite para urinar, podendo chegar até à retenção de urina, que é a chamada “urina presa”. Já o câncer de próstata pode espalhar-se por todo o corpo e levar à morte em alguns anos.

O câncer é uma das doenças que mais mata a partir dos 50 anos de idade. O câncer da próstata é o câncer mais freqüente do homem que tem mais de 50 anos. Não é o câncer que mais mata, mas é o mais freqüente.

Se você tem mais de 45 anos, faça o seguinte: procure um médico urologista e faça todo ano um exame de rotina. É muito simples: no consultório o urologista fará um exame local, o chamado toque retal, e depois vai pedir um ou dois exames de laboratório. Se for necessário, o médico vai receitar medicamentos para melhorar a micção. A cirurgia da próstata só é necessária na minoria dos pacientes.

Uma recomendação que pode salvar sua vida: Seja homem e tenha medo só das doenças da próstata. Não tenha medo de ir ao urologista anualmente!

Próstata

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