Quando se aproxima a hora da morte

Por Dr. Lísias Castilho em 05/06/2018

A morte é inexorável. Todos morreremos, de um jeito ou de outro. Nos lugares mais civilizados do planeta, não se morre senão de doenças crônicas, em idade avançada. Nos lugares incivilizados, como há em várias partes do Brasil e nos piores países do mundo, a morte vem cedo, pela bala, pela faca, pelo espancamento, pelo acidente de trânsito, pela fome e pelo abuso de drogas.
De um modo ou de outro, a morte chegará para todos, democraticamente. Durante o processo crônico de morrer, nos casos de morte natural, por doença, há três maneiras de se encarar a morte, do ponto de vista médico: a eutanásia, a ortotanásia e a distanásia.
Na eutanásia, proibida, ainda, no Brasil, há uma intervenção médica para interromper o sofrimento de quem está morrendo de uma doença incurável. Assim, na Holanda, na Bélgica e em Luxemburgo, há uma legislação em vigor que normatiza a eutanásia já a partir da adolescência. O paciente que está sofrendo e morrendo aos poucos, por vontade própria, tem sua existência abreviada por meio de injeção de substâncias letais, realizada por dois médicos.
A ortotanásia, aprovada no Brasil, não prolonga o sofrimento humano por medidas artificiais protelatórias. O médico permite que o paciente morra naturalmente, e com a ajuda de medicamentos para aliviar seu sofrimento, sem intubação e respiração artificial, por exemplo, medidas estas que prolongariam o sofrimento contra a vontade do paciente e de seus familiares.
A distanásia, praticada no Brasil, infelizmente, e em boa parte do mundo, ao contrário da ortotanásia, prolonga a vida junto com o sofrimento, às vezes por dias ou semanas, não mais do que isso. Pratica-se isso em nossas UTIs, principalmente, onde pacientes sem nenhuma chance de cura, são artificialmente mantidos semi-vivos até onde for possível. Ou até o dinheiro da família acabar.

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Sexologia

Por Dr. Lísias Castilho em 29/05/2018

O estudo da sexualidade humana interessa a várias especialidades médicas, como a Psiquiatria, a Urologia, a Ginecologia, a Endocrinologia e a Radiologia, principalmente. No Brasil, a Sexologia não é reconhecida como uma especialidade médica, mas uma área de atuação médica, segundo a Associação Médica Brasileira (AMB). Outras áreas do conhecimento humano também se interessam pela sexualidade humana, como a Psicologia, a Psicanálise, a Antropologia e a Sociologia, entre outras.
Na prática, são os médicos, os psicólogos e os psicanalistas os profissionais mais diretamente voltados para o tratamento das disfunções sexuais, que acometem um número muito expressivo da população, em todos os lugares do planeta. Os números de dificuldades e de doenças sexuais são grandes e aparecem em todas as estatísticas, em todas as idades. Ejaculação precoce, só para dar um exemplo de uma das disfunções mais prevalentes, acomete cerca de 30% da população masculina adulta brasileira. Esse número é extraordinariamente elevado e não diminui com o envelhecimento, como se supunha antigamente.
O tratamento de qualquer pessoa com disfunção sexual começa por uma entrevista com o profissional escolhido para ajudar, médico ou não. Da entrevista pode sair um diagnóstico provável da disfunção e uma proposta de investigação e de tratamento. Frequentemente, outros profissionais precisam ser envolvidos, o que aumenta o tempo dispendido pelo paciente e os custos. Por exemplo, um homem com dificuldade de ereção, ao ser abordado por um psicanalista inicialmente, certamente irá ser tratado em conjunto com um urologista, que solicitará exames e proporá um tratamento. Esse tratamento poderá incluir um psiquiatra, que dê apoio medicamentoso. Assim, este homem terá um psicanalista, um psiquiatra e um urologista para tratar de sua dificuldade eretiva. Eventualmente, sua parceira (ou seu parceiro) terá que participar da abordagem terapêutica, o que aumenta ainda mais o investimento de tempo e dinheiro.
Lamentavelmente, embora haja recursos técnicos e profissionais qualificados em nosso meio, o acesso aos tratamentos disponíveis para os problemas da sexualidade não é para todos.

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Vacinação contra a gripe

Por Dr. Lísias Castilho em 21/05/2018

Muitos anos atrás, quando se conseguiu entender melhor a estrutura molecular dos vírus causadores da gripe, que sofrem mudanças genéticas sazonais continuamente, ao que se chama de mutação, foi possível fabricar uma vacina eficaz e segura, com vírus inativos, contra os principais causadores da gripe. De início, o principal grupo de risco, alvo das vacinações em massa, foram os idosos, principalmente por conta das complicações da gripe, potencialmente letais, como a pneumonia e a septicemia. Posteriormente, com o aperfeiçoamento técnico das vacinas e a possibilidade de produção em larga escala, o público-alvo foi ampliado.
Em 2018, no Brasil, o Instituto Butantã, de São Paulo, fabricou 55 milhões de doses para todo o Brasil. O Ministério da Saúde determinou que sejam disponibilizadas vacinas gratuitamente, em todo o país, para pessoas com 60 anos de idade ou mais, crianças entre 9 meses e 6 anos, gestantes, puérperas até o 45º dia pós-parto, pessoas com imunodeficiência, presidiários, crianças institucionalizadas, professores, profissionais da saúde, e alguns outros subgrupos. A finalidade maior é proteger a população mais vulnerável e reduzir o número de mortes. O procedimento vacinal ocorre em quase todo o mundo atualmente, uma vez que já ficou comprovada a boa relação custo-benefício da vacina contra os vírus da gripe.
Como os vírus do hemisfério norte são diferentes dos vírus do hemisfério sul, a vacina tem que ser regionalizada. A vacina norte-americana não serve para nós, brasileiros, por exemplo. Da mesma forma, a vacina oferecida neste ano não serve para o ano que vem, justamente porque os vírus sofrem mutações rápidas e já não são os mesmos alguns meses depois. A vacina tem que ser dada anualmente.
Embora de graça e altamente eficaz, a vacinação contra a gripe não deverá atingir o público-alvo desejado pelas autoridades sanitárias. As principais razões são o desleixo da população, que só se mobiliza quando a mortalidade é alta, nas grandes epidemias, e o medo indevido de reações adversas, que são raras. Soma-se a esse quadro os movimentos antivacinais, que crescem a cada ano, não só no Brasil, e que se promovem especialmente graças às mídias sociais por meio de notícias falsas (fake news). Os movimentos contrários à administração de vacinas são muito antigos e não se baseiam em nada sólido, apenas na opinião de alguns idiotas, que querem aparecer na mídia.

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Síndrome de pânico

Por Dr. Lísias Castilho em 15/05/2018

Síndrome de pânico ou transtorno de pânico é uma doença psiquiátrica do grupo dos transtornos de ansiedade. Pode ocorrer em qualquer pessoa, mas geralmente aparece mais em adultos jovens e sadios, principalmente mulheres.
A síndrome é caraterizada por uma crise súbita, incapacitante e recorrente, desencadeada por algum fator externo (susto, perda, violência, desgosto), ou por nada. Sobe a adrenalina sanguínea e a pessoa tem aumento da frequência cardíaca, aumento da frequência respiratória, ressecamento da boca, falta de ar, medo de morte iminente, contraturas musculares, formigamentos em mãos e boca, sensação de desmaio, escurecimento da visão e outras manifestações subjetivas. O quadro pode durar poucos minutos ou algumas horas, e passa sozinho ou com ajuda médica. O quadro pode se repetir e requerer tratamento psiquiátrico, por meio de drogas (antidepressivos e ansiolíticos) e psicoterapia. A estimulação magnética transcraniana repetitiva é uma técnica indolor, introduzida em psiquiatria em 1997, que pode beneficiar os pacientes que não respondem bem ao tratamento clássico medicamentoso/psicoterápico.
Estima-se que, no Brasil, cerca de 1% da população adulta tem alguma ataque de pânico por ano e que 5% dos adultos relatam algum ataque de pânico na vida. Isso significa que a síndrome de pânico é muito frequente. Todos os médicos deveriam ter familiaridade com essa síndrome, não só os psiquiatras, porque pode aparecer em qualquer consultório ou Pronto Socorro.
A síndrome de pânico pode surgir em pessoas sem antecedentes pessoais ou familiares de transtornos mentais, completamente sadias. Todavia, ela é mais frequente em pessoas que têm pessoas com doenças mentais na família, como depressão e ansiedade.
A síndrome de pânico tem tratamento eficaz e geralmente fica curada ou bem controlada. No entanto, pode estar associada a depressão ou transtorno de ansiedade, doenças crônicas incuráveis, que requerem acompanhamento psiquiátrico permanente.
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Afrodisíacos

Por Dr. Lísias Castilho em 09/05/2018

Afrodisíacos são medicamentos, alimentos ou bebidas que promovam estimulação sexual ou o aumento da libido. O termo vem de Afrodite, a deusa grega do amor.
Não há nenhuma ou quase nenhuma comprovação científica de que alimentos ou bebidas sejam afrodisíacos. Todavia, os afrodisíacos são muito usados em todo o mundo, tenham ou não qualquer ação farmacológica. Assim, na Europa, alimentos afrodisíacos são as ostras, na Ásia, os chifres de rinocerontes, no Brasil, são as garrafadas de catuaba, a marapuama, o guaraná, os ovos de codorna, o amendoim e outros. Tudo isso é usado sem comprovação científica e seu uso é baseado em lendas. Muito usados ainda são a iombina (planta oriunda da África), o Ginseng (planta do Oriente) e o Tribulus terrestris (planta que existe em vários lugares do mundo). O Ginseng e a iombina têm alguma comprovação científica, embora fraca. A iombina industrializada existe em farmácias comuns e o Ginseng pode ser encontrado em algumas farmácias de manipulação.
Alguns medicamentos podem ter efeito afrodisíaco. Por exemplo, hormônio masculino sintético administrado a uma mulher menopausada, com libido baixa, melhora significativamente seu desejo sexual em pouco tempo. Isso tem fundamentação científica abundante e é usado clinicamente. A razão disso é simples: os ovários fabricam hormônios femininos e também masculinos. Depois que os ovários param de funcionar, o nível de testosterona cai. Ocorre que este hormônio masculino é o estimulador do desejo sexual, tanto no homem como na mulher. Uma dose mínima de testosterona pode ajudar muito a mulher que reclama de falta de libido. Outro exemplo muito comum é o deprimido tomar medicamento antidepressivo e recuperar a sua libido, rebaixada pela depressão.
Remédios com comprovação científica para, especificamente, ajudar, tanto o homem como a mulher sadios, sem qualquer doença, não deficientes de testosterona, com desejo sexual diminuído, ainda não existem na prática clínica.

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Você está em forma?

Por Dr. Lísias Castilho em 02/05/2018

Não é muito fácil dizer se uma pessoa está em boa ou má forma física só de olhar. É necessário examiná-la. Mesmo assim, há uma boa margem de erro.
Dois dos critérios mais utilizados em Medicina são o Índice de Massa Corpórea (IMC) e a circunferência abdominal. Outros critérios são resistência no teste de esforço (bicicleta ou esteira) e exames de sangue.
O IMC é calculado (não serve para crianças) por meio de uma fórmula simples: o peso (ou, mais corretamente, a massa) dividido pelo quadrado da altura. Exemplo: um indivíduo pesa 80kg e tem 1,80m de altura. O peso (80) dividido pelo quadrado da altura (3,24) dá um IMC de 24,69kg/m2, que é considerado normal (normal: entre 20 e 25). Acima de 25 é sobrepeso, acima de 30 é obesidade e acima de 35 é obesidade mórbida. Esse índice é muito utilizado e serve para triar as pessoas fora de forma. Todavia, em pessoas de grande massa muscular, atletas, como jogadores de rúgbi ou de futebol americano, ou boxeadores, o IMC falha em definir sua forma física. São pessoas em grande forma atlética, porém com IMC acima de 25. Mas, de modo geral, o IMC é útil e pode ser aplicado à maioria dos indivíduos.
A circunferência abdominal define não só a forma física, boa ou má, mas também é um indicador de risco para acidentes vasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. A medida é feita com uma fita métrica, com o abdome relaxado, entre a última costela e a crista ilíaca, ou a parte mais alta da bacia na linha da ponta da costela. Se essa medida for igual ou superior a 94cm em homens ou igual ou superior a 80cm em mulheres, isso é anormal e indica acúmulo de gordura intra-abdominal.
De maneira simples e sem custo, qualquer pessoa pode avaliar se está em boa forma ou não. Tanto o IMC como a circunferência abdominal podem ajudar a monitorar a saúde.
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Quem trata de problemas sexuais?

Por Dr. Lísias Castilho em 24/04/2018

O estudo científico da sexualidade humana começou com um médico inglês, contemporâneo de Darwin, chamado Henry Havelock Ellis, no século dezenove. Nasceu com ele a Sexologia, ou o estudo da sexualidade humana normal e patológica. Alguns outros deram grandes contribuições ao estudo da sexualidade, mas ainda há muito a ser desvendado. Por mais estudos que tenham sido realizados, sabemos pouco dos mistérios que envolvem o sexo entre os humanos.
Modernamente, há a chamada Medicina Sexual, que se dedica a tratar as pessoas disfuncionais, de todas as idades. Há, inclusive, sociedades internacionais de Medicina Sexual, voltadas para a investigação científica, classificações e tratamento dos problemas sexuais.
Atualmente, há uma profunda convicção de que a abordagem do paciente com dificuldades sexuais deve ser multidisciplinar. Participam psicólogo, psicanalista, urologista, ginecologista, endocrinologista, fisioterapeuta, radiologista e, eventualmente, neurologista, psiquiatra, nutricionista e cirurgião plástico. Isso, por si, já mostra quão complexa é a expressão da sexualidade humana.
Os especialistas médicos que mais atuam na área da sexualidade são os urologistas e os ginecologistas. Esses são os primeiros a ouvir as queixas dos pacientes e a propor alguma abordagem terapêutica. Isso nem sempre basta. O médico é obrigado a recorrer ao psicólogo e a outros profissionais, em busca de melhores resultados. Sempre há aspectos culturais e emocionais envolvidos com a expressão da sexualidade, daí a necessidade de uma abordagem mais abrangente. Da mesma forma, o problema raramente é individual. Uma pessoa disfuncional geralmente tem um parceiro sexual também disfuncional. Para atingir um, é necessário abordar os dois.
Alguns estudos populacionais mostraram que cerca de metade da população adulta tem queixas sexuais relevantes. Mais da metade dos casais reclamam de mau funcionamento sexual, com a decorrente frustração e o inevitável sofrimento emocional.
Em nosso país faltam centros de Medicina Sexual que atuem eticamente e com forte base científica multidisciplinar. O que existe no mercado nacional é praticamente só picaretagem e incompetência na área da sexualidade.

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O cálculo da via urinária precisa ser operado ou sai sozinho?

Por Dr. Lísias Castilho em 18/04/2018

Uma boa parte da população mundial sofre de cálculos urinários, crianças e adultos, homens e mulheres, jovens e idosos. Alguns morrem disso. Outros passam por transplante renal por conta de cálculos múltiplos e recorrentes. O espectro de gravidade da doença calculosa urinária varia muito. Varia de um transtorno leve até a morte. Todavia, a maior parte das pessoas que têm cálculos urinários apenas sofre um pouco de dor e fica curada sem sequelas. Na verdade, a dor não é pouca. A cólica renal é uma das maiores dores que um ser humano pode sentir.
Cerca de 90% dos cálculos urinários têm diâmetro máximo menor do que 7 mm, portanto, podem sair sozinhos, sem cirurgia ou qualquer outro procedimento. Somente 10% dos cálculos precisam ser removidos cirurgicamente ou fragmentados com litotrícia extracorpórea com ondas de choque. Regra prática: se um cálculo tiver no máximo 7 mm, o paciente deve ser medicado para dor e esperar até 30 dias para a resolução espontânea. Se tiver mais do que 7 mm, deve ser encaminhado para um urologista para tratamento específico.
Algumas situações fogem a essa regra: cálculo em rim único ou rim transplantado, cálculo na gestação e cálculo com infecção urinária. Nessas situações, que são potencialmente graves, é melhor internar e preparar para cirurgia.
Infelizmente, muitos cálculos que sairiam espontaneamente são operados indevidamente. As principais razões para isso são: impaciência do paciente, dor intratável porque mal medicada, desconhecimento do médico, intervencionismo exagerado do médico ou pressão de familiares e amigos para a cirurgia. Boa parte dos cálculos operados no Brasil, como em outras partes do mundo, o foram desnecessariamente.
A maioria dos cálculos urinários, cerca de 90%, sai espontaneamente. Isso sempre deve ser levado em consideração diante de um caso de cálculo urinário.

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Câncer colorretal

Por Dr. Lísias Castilho em 11/04/2018

O intestino grosso, que é a parte terminal do tubo digestivo, tem cerca de 150 cm. Nesse tubo, que compreende o cólon, o reto e o canal anal, podem surgir pequenas saliências da mucosa, os chamados pólipos. Esses pólipos geralmente surgem depois da meia idade, mas podem surgir mais cedo por razões genéticas. Os pólipos podem se tornar malignos e causar sangramento intestinal ou obstruções ao trânsito intestinal.
O câncer de cólon é um dos mais frequentes em todo o mundo. No Brasil, é um dos cinco mais frequentes e matou cerca de 20 mil pessoas por ano em anos recentes.
A prevenção do câncer de cólon não é difícil e depende de bons hábitos alimentares, com a adição de frutas, verduras e legumes, isto é, muitos vegetais. O tratamento do intestino preso, ou preguiçoso, também previne o câncer de intestino grosso, além de prevenir hemorroidas, fissuras e divertículos intestinais. Outra forma de prevenir o câncer colorretal é evitar e tratar a obesidade, que é uma das principais causas do câncer atualmente, qualquer câncer. Como a obesidade vem crescendo no Brasil, assim também o câncer colorretal.
Dos exames disponíveis para o diagnóstico de pólipos intestinais ou de câncer inicial de intestino grosso, o mais eficaz é a colonoscopia, que é um exame realizado com um endoscópio de cerca de 2 metros de comprimento e pinças de biópsia para a retirada de lesões suspeitas. O exame não é isento de riscos e tem custos, mas deve ser feito sempre que há motivos para se suspeitar de lesões de cólon. Por exemplo, nos filhos de uma pessoa que foi tratada de câncer colorretal, no indivíduo que já foi tratado com sucesso de um câncer colorretal, em pessoas que apresentem sangue nas fezes, em pessoas que tenham períodos alternados de prisão de ventre e diarreia, entre outros.

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O crescimento da AIDS entre os jovens brasileiros

Por Dr. Lísias Castilho em 02/04/2018

Em 1996, o Brasil criou um dos melhores serviços de atendimento aos portadores do vírus da AIDS em todo o mundo, pelo SUS, para todas as pessoas. Esse programa foi elogiado e copiado por outros países. Mostrou que funciona muito bem. O número de pessoas tratadas e acompanhadas, no Brasil, supera hoje a marca de 500 mil.
Todavia, o Brasil tem sido incompetente na área da prevenção. Enquanto que, em quase todo o mundo, os números de infectados veem caindo, no Brasil têm subido, particularmente entre pessoas entre 15 a 24 anos de idade. A causa principal é a combinação de sexo promíscuo desprotegido e o uso de drogas injetáveis.
Em 2010, no Brasil, o SUS introduziu uma combinação de drogas chamada PEP (Profilaxia Pós-exposição, com duas drogas, zidovudina e lamivudina), que funciona como a pílula do dia seguinte. Para acidentes com médicos e funcionários de laboratórios, e para o sexo desprotegido eventual, incluindo o estupro, o PEP é receitado por 28 dias, começando dentro das primeiras 72 horas de exposição. Isso previne a doença com altíssima eficácia.
Em 2017, o SUS introduziu o PrEP (Profilaxia Pré-exposição, com duas drogas, entricitabina e fumarato de tenofovir desoproxila), que se destina essencialmente a pessoas que estão constantemente sob o risco de contágio, como os profissionais do sexo. O PrEP, um comprimido azul chamado Truvada, protege contra a AIDS com eficácia de 99%, mas não protege contra outras doenças sexualmente transmissíveis.
Graças ao PEP e ao PrEP, nossos jovens estão perdendo o medo da AIDS, o que tem levado, por exemplo, ao aumento de incidência de sífilis. A perda do medo da AIDS tem levado ao próprio aumento da AIDS, por descuido e desconhecimento. O Brasil está perdendo o jogo na área da educação e da prevenção, lamentavelmente.

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