O c√°lculo da via urin√°ria precisa ser operado ou sai sozinho?

Por Dr. Lísias Castilho em 18/04/2018

Uma boa parte da popula√ß√£o mundial sofre de c√°lculos urin√°rios, crian√ßas e adultos, homens e mulheres, jovens e idosos. Alguns morrem disso. Outros passam por transplante renal por conta de c√°lculos m√ļltiplos e recorrentes. O espectro de gravidade da doen√ßa calculosa urin√°ria varia muito. Varia de um transtorno leve at√© a morte. Todavia, a maior parte das pessoas que t√™m c√°lculos urin√°rios apenas sofre um pouco de dor e fica curada sem sequelas. Na verdade, a dor n√£o √© pouca. A c√≥lica renal √© uma das maiores dores que um ser humano pode sentir.
Cerca de 90% dos c√°lculos urin√°rios t√™m di√Ęmetro m√°ximo menor do que 7 mm, portanto, podem sair sozinhos, sem cirurgia ou qualquer outro procedimento. Somente 10% dos c√°lculos precisam ser removidos cirurgicamente ou fragmentados com litotr√≠cia extracorp√≥rea com ondas de choque. Regra pr√°tica: se um c√°lculo tiver no m√°ximo 7 mm, o paciente deve ser medicado para dor e esperar at√© 30 dias para a resolu√ß√£o espont√Ęnea. Se tiver mais do que 7 mm, deve ser encaminhado para um urologista para tratamento espec√≠fico.
Algumas situa√ß√Ķes fogem a essa regra: c√°lculo em rim √ļnico ou rim transplantado, c√°lculo na gesta√ß√£o e c√°lculo com infec√ß√£o urin√°ria. Nessas situa√ß√Ķes, que s√£o potencialmente graves, √© melhor internar e preparar para cirurgia.
Infelizmente, muitos c√°lculos que sairiam espontaneamente s√£o operados indevidamente. As principais raz√Ķes para isso s√£o: impaci√™ncia do paciente, dor intrat√°vel porque mal medicada, desconhecimento do m√©dico, intervencionismo exagerado do m√©dico ou press√£o de familiares e amigos para a cirurgia. Boa parte dos c√°lculos operados no Brasil, como em outras partes do mundo, o foram desnecessariamente.
A maioria dos cálculos urinários, cerca de 90%, sai espontaneamente. Isso sempre deve ser levado em consideração diante de um caso de cálculo urinário.

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C√Ęncer colorretal

Por Dr. Lísias Castilho em 11/04/2018

O intestino grosso, que √© a parte terminal do tubo digestivo, tem cerca de 150 cm. Nesse tubo, que compreende o c√≥lon, o reto e o canal anal, podem surgir pequenas sali√™ncias da mucosa, os chamados p√≥lipos. Esses p√≥lipos geralmente surgem depois da meia idade, mas podem surgir mais cedo por raz√Ķes gen√©ticas. Os p√≥lipos podem se tornar malignos e causar sangramento intestinal ou obstru√ß√Ķes ao tr√Ęnsito intestinal.
O c√Ęncer de c√≥lon √© um dos mais frequentes em todo o mundo. No Brasil, √© um dos cinco mais frequentes e matou cerca de 20 mil pessoas por ano em anos recentes.
A preven√ß√£o do c√Ęncer de c√≥lon n√£o √© dif√≠cil e depende de bons h√°bitos alimentares, com a adi√ß√£o de frutas, verduras e legumes, isto √©, muitos vegetais. O tratamento do intestino preso, ou pregui√ßoso, tamb√©m previne o c√Ęncer de intestino grosso, al√©m de prevenir hemorroidas, fissuras e divert√≠culos intestinais. Outra forma de prevenir o c√Ęncer colorretal √© evitar e tratar a obesidade, que √© uma das principais causas do c√Ęncer atualmente, qualquer c√Ęncer. Como a obesidade vem crescendo no Brasil, assim tamb√©m o c√Ęncer colorretal.
Dos exames dispon√≠veis para o diagn√≥stico de p√≥lipos intestinais ou de c√Ęncer inicial de intestino grosso, o mais eficaz √© a colonoscopia, que √© um exame realizado com um endosc√≥pio de cerca de 2 metros de comprimento e pin√ßas de bi√≥psia para a retirada de les√Ķes suspeitas. O exame n√£o √© isento de riscos e tem custos, mas deve ser feito sempre que h√° motivos para se suspeitar de les√Ķes de c√≥lon. Por exemplo, nos filhos de uma pessoa que foi tratada de c√Ęncer colorretal, no indiv√≠duo que j√° foi tratado com sucesso de um c√Ęncer colorretal, em pessoas que apresentem sangue nas fezes, em pessoas que tenham per√≠odos alternados de pris√£o de ventre e diarreia, entre outros.

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O crescimento da AIDS entre os jovens brasileiros

Por Dr. Lísias Castilho em 02/04/2018

Em 1996, o Brasil criou um dos melhores servi√ßos de atendimento aos portadores do v√≠rus da AIDS em todo o mundo, pelo SUS, para todas as pessoas. Esse programa foi elogiado e copiado por outros pa√≠ses. Mostrou que funciona muito bem. O n√ļmero de pessoas tratadas e acompanhadas, no Brasil, supera hoje a marca de 500 mil.
Todavia, o Brasil tem sido incompetente na √°rea da preven√ß√£o. Enquanto que, em quase todo o mundo, os n√ļmeros de infectados veem caindo, no Brasil t√™m subido, particularmente entre pessoas entre 15 a 24 anos de idade. A causa principal √© a combina√ß√£o de sexo prom√≠scuo desprotegido e o uso de drogas injet√°veis.
Em 2010, no Brasil, o SUS introduziu uma combinação de drogas chamada PEP (Profilaxia Pós-exposição, com duas drogas, zidovudina e lamivudina), que funciona como a pílula do dia seguinte. Para acidentes com médicos e funcionários de laboratórios, e para o sexo desprotegido eventual, incluindo o estupro, o PEP é receitado por 28 dias, começando dentro das primeiras 72 horas de exposição. Isso previne a doença com altíssima eficácia.
Em 2017, o SUS introduziu o PrEP (Profilaxia Pré-exposição, com duas drogas, entricitabina e fumarato de tenofovir desoproxila), que se destina essencialmente a pessoas que estão constantemente sob o risco de contágio, como os profissionais do sexo. O PrEP, um comprimido azul chamado Truvada, protege contra a AIDS com eficácia de 99%, mas não protege contra outras doenças sexualmente transmissíveis.
Graças ao PEP e ao PrEP, nossos jovens estão perdendo o medo da AIDS, o que tem levado, por exemplo, ao aumento de incidência de sífilis. A perda do medo da AIDS tem levado ao próprio aumento da AIDS, por descuido e desconhecimento. O Brasil está perdendo o jogo na área da educação e da prevenção, lamentavelmente.

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√ďpio, opi√°ceos e opioides

Por Dr. Lísias Castilho em 27/03/2018

Da papoula do Oriente, planta cujo nome cient√≠fico √© Papaver somniferum, extrai-se o √≥pio e algumas subst√Ęncias dele derivadas ‚Äď morfina e code√≠na, as mais conhecidas. S√£o drogas chamadas opi√°ceas. Os opi√°ceos semissint√©ticos s√£o resultantes de modifica√ß√Ķes parciais das subst√Ęncias naturais, como √© o caso da hero√≠na. J√° os opioides s√£o drogas sint√©ticas feitas em laborat√≥rio, que imitam as drogas originais, como meperidina, propoxifeno e metadona.
Toda essa família de drogas, algumas usadas por via oral e outras por meio de injeção intramuscular ou intravenosa, atuam no sistema nervoso central, reduzindo sua atividade. Dependendo da droga, da dose e da resposta individual de cada pessoa, os efeitos são variados: tiram a dor, aumentam o sono, deprimem a tosse, deprimem a respiração e podem causar uma sensação de bem-estar.
Todas essas drogas são perigosas e podem matar. Por essa razão, ou são drogas ilegais ou são drogas vendidas sob prescrição médica. Qualquer uma delas pode causar dependência química e são, todas elas, passíveis de causarem vítimas fatais de overdose.
Nos Estados Unidos, nos √ļltimos anos, dezenas de milhares de pessoas morreram por drogas, principalmente as sint√©ticas, com receita m√©dica, principalmente Fentanil e Oxycodin (nomes comerciais), que tamb√©m temos no Brasil. Nos EUA elas s√£o prescritas maci√ßamente para aplacar a dor, por uma raz√£o cultura peculiar dos norte-americanos. Os pacientes ficam dependentes e acabam se intoxicando. Michael Jackson morreu disso, em casa. Prince, idem. Assim milhares de outros. H√° estat√≠sticas que apontam para cerca de 50 mil mortes s√≥ em 2017, nos Estados Unidos.
Dificilmente um dependente qu√≠mico se livrar√° da droga sem ajuda m√©dica especializada, que demanda interna√ß√£o e um longo processo de suporte psicol√≥gico e familiar. Mesmo que aparentemente curado, o √≠ndice de reca√≠das √© alto, cerca de 85%, suscitando novas interna√ß√Ķes, ou pris√£o ou morte.
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N√£o quero ficar demente

Por Dr. Lísias Castilho em 22/03/2018

Se você, como eu, não quer ficar demente, perder sua lucidez e independência, e ser um peso para sua família, saiba de alguns fatos que a ciência já comprovou, ainda que muitíssimo esteja por ser revelado e descoberto nos próximos anos sobre o tema. Pouco ainda se sabe sobre o funcionamento cerebral e muito pouco sobre como tratar as doenças do sistema nervoso encefálico.
1-O envelhecimento √© um dos principais fatores de risco para a dem√™ncia, mesmo que para uma pessoa sadia e com bons h√°bitos. O Alzheimer, que √© atualmente a forma mais comum de dem√™ncia, acomete um de cada cinco indiv√≠duos que passam dos 80 anos de idade. Isso significa que o aumento not√°vel da expectativa de vida alcan√ßado nos √ļltimos 100 anos tem um pre√ßo a pagar ‚Äď o aumento da probabilidade de desenvolver um quadro demencial, quer por Alzheimer, quer por aterosclerose, quer por alcoolismo, quer por outras causas.
2-Uso de drogas il√≠citas, sedentarismo, alcoolismo, tabagismo, hipertens√£o mal controlada, diabetes mal controlado, obesidade e dislipidemia (excesso de gorduras nocivas no sangue, como colesterol e triglic√©rides) favorecem bastante o desenvolvimento de quadros demenciais. O controle dessas doen√ßas cr√īnicas e um estilo de vida saud√°vel, com exerc√≠cios regulares e controle do peso, pode prevenir a dem√™ncia.
3-Um estudo americano muito interessante revela que, isoladamente, a atividade f√≠sica regular √© o fator de preven√ß√£o do Alzheimer mais eficaz. A Cl√≠nica Mayo, nos Estados Unidos, recomenda para todas as pessoas, desde a adolesc√™ncia, tr√™s sess√Ķes de 50 minutos de exerc√≠cios leves ou moderados por semana, coisa que est√° ao alcance de quase todas as pessoas.
4- O hábito da leitura, o estudo constante (de um idioma, de uma nova profissão, por exemplo) e novos desafios ou projetos, previnem a demência. Pessoas que não leem ou que não têm projetos de vida têm muito mais chance de desenvolver um quadro demencial.
5-O bom relacionamento social e afetivo com a família, amigos, profissionais, vizinhos, enfim, com as pessoas que nos cercam, diminui a chance de isolamento social e depressão, que são outros fatores significativos para o desenvolvimento de quadros psiquiátricos demenciais.

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Apneia do sono

Por Dr. Lísias Castilho em 12/03/2018

Muitas pessoas n√£o dormem bem e acordam j√° cansadas. Isso pode ser causado por h√°bitos ruins ou por doen√ßas. O h√°bito ruim mais comumente associado a dormir mal √© a alimenta√ß√£o. Algumas pessoas comem mal durante o dia e jantem muito bem, isto √©, bem demais, √† noite. Comem muito √† noite, bebem muito e v√£o dormir. Podem ter um sono perturbado pelo excesso de comida, pelo refluxo gastroesof√°gico promovido pelo √°lcool e pelo volume excessivo de comida no est√īmago. N√£o descansam e j√° acordam muito cansadas. Para tais pessoas, basta mudar seus h√°bitos ruins por outros melhores, que o problema do sono desaparece. O que se recomenda √© uma refei√ß√£o pequena e muito leve √† noite, com poucos l√≠quidos e nenhum √°lcool. Tamb√©m um intervalo de, pelo menos, duas horas e meia entre a refei√ß√£o e a ida para a cama.
No entanto, outras pessoas dormem mal mesmo tendo hábitos bons. Podem ter apneia do sono, que é uma interrupção da respiração durante o sono, durante alguns ou muitos segundos, o que leva a um sono perturbado e sensação de afogamento durante o sono. A apneia do sono pode ser documentada por meio de exames que são feitos durante o sono, em clínicas especializadas. Se confirmada, mudanças de hábitos podem ajudar. Emagrecimento, também.

Algumas pessoas, todavia, precisam de um aparelho chamado CPAP. O CPAP é um aparelho que envia um fluxo de ar contínuo para as vias respiratórias, por meio de uma máscara, evitando a apneia do sono. A quantidade do fluxo de ar enviado é determinada pela pressão informada no exame de polissonografia, que é o exame realizado durante o sono. O CPAP é um equipamento relativamente caro, mas faz milagres quando a indicação é boa. Muitas pessoas consideram que o CPAP mudou suas vidas para melhor, muito melhor, ainda que fiquem escravizadas pelo aparelho.

Se voc√™ n√£o dorme bem quase todos os dias, deve ter algum problema. Procure mudar seus h√°bitos de alimenta√ß√£o, antes de mais nada. Se n√£o funcionar, procure uma cl√≠nica de estudo do sono e fa√ßa uma investiga√ß√£o para determinar a prov√°vel causa do dist√ļrbio do sono.

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Perda exagerada de cabelos

Por Dr. Lísias Castilho em 01/03/2018

Um adulto normal, sadio, homem ou mulher, perde entre 100 e 200 fios de cabelo por dia. Ele percebe isso quando penteia os cabelos ou quando v√™ fios de cabelos em suas roupas de cama, nas suas roupas ou no piso do box. Algumas pessoas ficam desesperadas com isso e desnecessariamente procuram ajuda para evitarem o ‚Äúdesastre‚ÄĚ da alop√©cia, que √© o termo m√©dico para a perda anormal de cabelos, com a consequente calv√≠cie total ou parcial.
Os m√©dicos especialistas que mais estudam a alop√©cia s√£o os dermatologistas e os cirurgi√Ķes pl√°sticos. Os dermatologistas tentam fazer o diagn√≥stico da causa da perda exagerada de cabelos e prescrevem tratamentos cl√≠nicos para recuperar a cabeleira. Os cirurgi√Ķes pl√°sticos fazem transplantes de cabelos, retirando cerca de 3000 fios do couro cabeludo, entre as orelhas, na nuca ou regi√£o occipital da cabe√ßa, levando os fios para as √°reas de calv√≠cie. Isso n√£o se presta para todos os casos, infelizmente. H√° doen√ßas que promovem a perda de cabelos e que n√£o t√™m cura, nem com tratamento cl√≠nico, nem com cirurgia. Para esses casos menos comuns, s√≥ resta a possibilidade da peruca, casos as v√≠timas da alop√©cia n√£o aceitem ficar sem cabelos.
Muitas doen√ßas e medicamentos podem ser respons√°veis pela alop√©cia, al√©m da heran√ßa gen√©tica. A grande maioria dos casos, felizmente, tem tratamento e cura. Algumas doen√ßas que podem causar alop√©cia s√£o depress√£o, estresse, desnutri√ß√£o, s√≠filis, micoses do couro cabeludo e muitas outras. Rem√©dios que causam queda exagerada de cabelos, tipicamente, s√£o rem√©dios quimioter√°picos utilizados no tratamento de c√Ęncer. Esse tipo de alop√©cia medicamentosa √© quase sempre revers√≠vel. Terminado o tratamento, os cabelos crescem de novo, mas √†s vezes bem grisalhos. O exagero nas tinturas e nas tentativas de alisamento e embelezamento dos cabelos nos cabeleireiros pode tamb√©m promover a alop√©cia. H√° que ter-se modera√ß√£o na manipula√ß√£o qu√≠mica dos cabelos.

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Perda de memóira

Por Dr. Lísias Castilho em 27/02/2018

Muitas pessoas, inclusive jovens, preocupam-se com esquecimentos eventuais de nomes, n√ļmeros, endere√ßos, compromissos, al√©m de perda de chaves, dinheiro, cheques, canetas e √≥culos. Acham que deveriam ir ao m√©dico e pedir um rem√©dio para melhorar a mem√≥ria. Alguns v√£o diretamente ao balc√£o da farm√°cia e acabam comprando rem√©dios para melhorar e mem√≥ria. Geralmente compram rem√©dios in√ļteis, √†s vezes nocivos √† sa√ļde.
A perda de mem√≥ria, exceto por doen√ßa, come√ßa na meia idade, entre 40 e 50 anos, e √© progressiva, em pessoas sadias e absolutamente normais. A mem√≥ria recente fica mais prejudicada do que a mem√≥ria tardia, isto √©, a pessoa n√£o se lembra do que comeu no almo√ßo, mas se lembra nitidamente de um epis√≥dio acontecido na inf√Ęncia. Esse fen√īmeno √© normal no processo de envelhecimento e n√£o deveria preocupar.
Há casos, todavia, como o Alzheimer e outros quadros neurológicos, que se caracterizam por uma perda muito acelerada da memória. Tais casos são francamente patológicos e precisam de tratamento logo no início, de modo a preservar a memória o máximo possível. São os neurologistas os profissionais treinados para o diagnóstico e o tratamento de uma perda de memória patológica, quase sempre causada por doença facilmente identificável. Além dos quadros demenciais, outras doenças podem prejudicar a memória, como alcoolismo, diabetes, esquizofrenia e outras.
Para as pessoas normais, sadias, que t√™m um ou outro lapso de mem√≥ria durante o processo de envelhecimento, o melhor √© fazerem exerc√≠cios f√≠sicos com regularidade e praticarem a leitura di√°ria. Outros preferem aprender coisas novas, se dedicarem a projetos de m√©dio e longo prazo, estudarem para uma outra profiss√£o, etc. √Č v√°lido da mesma forma. Os exerc√≠cios intelectuais, particularmente a leitura, s√£o o equivalente dos exerc√≠cios f√≠sicos. S√£o a muscula√ß√£o da mente. Os que pretendem conservar sua intelig√™ncia e sua mem√≥ria, deveriam cuidar da sa√ļde como um todo, e praticarem a leitura durante toda a vida.

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Expectativa de vida

Por Dr. Lísias Castilho em 19/02/2018

O que os especialistas chamam de expectativa de vida √© o n√ļmero de anos que se espera que uma popula√ß√£o viva em determinada regi√£o do planeta, a partir do seu nascimento. O nome correto do indicador √© expectativa de vida ao nascer. Na Europa, por exemplo, a expectativa de vida de uma crian√ßa nascida hoje √© de 92 anos, isto √©, em m√©dia, os europeus nascidos em 2018 dever√£o viver mais de 90 anos, o que √© um n√ļmero muito alto, especialmente quando se considera que h√° 200 anos, no mesmo continente, a expectativa era de pouco mais de 40 anos.
No Brasil, a expectativa de vida em 2017, que vem aumentando ao longo dos anos, foi estimada em 75,8 anos. Nos Estados Unidos é de 78,6 e no Japão é cerca de 83 anos.
Nos Estados Unidos, a expectativa de vida caiu nos √ļltimos anos, por conta de depress√£o, suic√≠dio, abuso de medicamentos e √°lcool. As autoridades norte-americanas est√£o preocupadas e t√™m tomado medidas para prevenir as mortes por suic√≠dios e abuso de medicamentos ou drogas. Dos medicamentos que mais t√™m causados mortes, os opi√°ceos s√£o os principais. Opi√°ceos s√£o medicamentos legais utilizados para aliviar a dor. O abuso disso √© epid√™mico nos Estados Unidos e matou cerca de 50 mil pessoas s√≥ no ano passado.
Quando se separam homens e mulheres, os n√ļmeros favorecem as mulheres, em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, a expectativa de vida de homens e mulheres, considerados juntos, √© de 75,8 anos, mas quando se consideram apenas as mulheres, o n√ļmero sobe para 79,4 anos. S√≥ os homens, 72,2 anos.
Alguns especialistas acreditam que o m√°ximo que nosso equipamento gen√©tico nos permitiria viver seria 120 anos. S√≥ com modifica√ß√Ķes de nosso genoma, pela engenharia gen√©tica, poderia passar disso. Talvez o desenvolvimento de outra esp√©cie, diferente do Homo sapiens, venha a ter este privil√©gio.
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Alguns benefícios que os exercícios trazem

Por Dr. Lísias Castilho em 30/01/2018

Aqueles que fazem exerc√≠cios f√≠sicos moderados, regularmente, 3 horas por semana, t√™m benef√≠cios j√° comprovados para sua sa√ļde. Vejamos alguns deles.
1. Controle do peso. Hoje há mais de 50% dos adultos brasileiros com sobrepeso. Os exercícios regulares promovem perda de calorias, fortalecimento da musculatura e redução da massa gordurosa do corpo. Aqueles que precisam perder peso, devem associar dieta e exercícios.
2. Elevação do colesterol bom, o HDL, e dos níveis de testosterona (em homens), o que reduz o risco de acidentes vasculares, além de promover a redução do colesterol ruim e dos triglicérides.
3. Melhora do humor e da sensa√ß√£o de bem-estar. Os exerc√≠cios promovem a produ√ß√£o de horm√īnios e melhoram a apar√™ncia f√≠sica. Podem ajudar muito na melhora da imagem corporal e da autoestima. Os exerc√≠cios f√≠sicos fazem parte do tratamento de uma das doen√ßas mais prevalentes de nosso tempo, a depress√£o.
4. Sono melhor. Quem se exercita de modo correto e regularmente, tem uma qualidade do sono melhor. Todavia, os exercícios muito próximos da hora de dormir, podem promover uma excitação, que atrapalha o sono.
5. Diminuição do risco da demência. A doença de Alzheimer pode ter seu risco reduzido para aquelas pessoas que têm um estilo de vida sadio e que fazem exercícios com regularidade.
6. Preservação da massa óssea da massa muscular. O envelhecimento leva à perda de massa muscular e óssea em todas as pessoas, mas os exercícios regulares podem preservar o esqueleto e a musculatura até a idade avançada.
7. Redu√ß√£o do risco de c√Ęncer. Trabalhos cient√≠ficos t√™m demostrado, com consist√™ncia, que a pr√°tica de exerc√≠cios, por toda a vida, reduz de modo significativo a incid√™ncia de c√Ęncer.
8. Sexo melhor. Quem faz exercícios sistematicamente, tem uma vida sexual mais ativa e mais satisfatória.

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