Perda de memória

Por Dr. Lísias Castilho em 11/07/2018

A perda de memória é uma queixa comum nos consultórios médicos, particularmente por parte de pessoas de meia idade para cima. A preocupação de que isso seja o início do Alzheimer tem levado pessoas atrás de diagnóstico e tratamento.
A memória pode ser subdividida em recente e tardia. Memória recente é aquela que foi guardada há minutos, horas, dias, semanas ou meses. Por exemplo, a memória recente é aquela que faz a pessoa se lembrar do que comeu no almoço de ontem. Ou repetir o que acabou de ouvir no rádio. Ou lembrar-se do conteúdo do livro que acabou de ler. A memória tardia, por outro lado, está associada a fatos ocorridos em anos ou décadas anteriores. Faz com que a pessoa descreva, detalhadamente, o que aconteceu na sua festa de aniversário cinco décadas atrás. Ou lembrar-se vividamente do primeiro beijo. Ou do dia da morte da bisavó.
O processo de envelhecimento normal compromete a memória recente. Todas as pessoas normais se esquecem de nomes, números de telefones, números de documentos ou do que fizeram há dois dias, ou de sua última viagem, ou de sua última refeição. A memória tardia fica preservada. Um dos truques para enfrentar essa perda da memória recente é anotar as coisas importantes e não confiar tanto na memória.
Diversas doenças físicas e mentais podem levar à perda de memória, recente ou tardia. O estresse continuado, a depressão, as alterações hormonais, a apneia do sono, os quadros demenciais, a aterosclerose e muitíssimas outras, nem todas tratáveis ou reversíveis.
O especialista que mais estuda os problemas de memória é o neurologista clínico. Com os recursos existentes atualmente, é possível diagnosticar com precisão a origem dos problemas de memória e, eventualmente, tratar com algum sucesso. Se não para curar, pelo menos para minimizar o problema.

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Problemas urinários do envelhecimento

Por Dr. Lísias Castilho em 03/07/2018

O processo normal de envelhecimento, ainda que com saúde, traz alterações na função da micção, em homens e mulheres. O jeito de urinar muda e muda para pior.
A bexiga normal tem a capacidade de acumular urina entre 350 e 500 milímetros cúbicos, sob baixa pressão, sem grande desconforto. Quando cheia, aumenta a pressão dentro da bexiga e ocorre o esvaziamento voluntário de todo o volume. Esse mecanismo de acumular e esvaziar dá uma autonomia de várias horas para a pessoa sadia e jovem. Não há perdas de urina involuntárias.
O idoso tem autonomia menor. Não consegue ficar muito tempo sem urinar e tem por hábito levantar-se uma ou duas vezes à noite para urinar. Isso ocorre porque a elasticidade da bexiga é menor e porque o esvaziamento é incompleto. Essa mudança é mais pronunciada nos homens por conta do crescimento da próstata, mas as mulheres também sentem a mudança.
Muitos idosos sadios têm, além da perda da autonomia e da nictúria (levantar-se à noite), perdas involuntárias de pequenas quantidades de urina. Outros têm urgência miccional, que é uma vontade imperiosa de urinar, sob o risco de perda de urina na roupa.
O resultado final do processo de envelhecimento do aparelho urinário é uma redução da força da micção, uma redução da autonomia e um risco aumentado de vazamentos involuntários. Isso ocorre em maior ou menor grau em todas as pessoas normais, que envelhecem sem doenças sérias. Quando surgem doenças, isso pode se acentuar muito, levando até ao uso de fraldas ou de medicamentos. Todavia, é um erro pensar que o uso da fralda seja uma consequência natural do envelhecimento humano. Não é. É absolutamente anormal e deve ser evitado.
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Problemas sexuais do envelhecimento

Por Dr. Lísias Castilho em 03/07/2018

Ainda que haja muitos problemas sexuais disfuncionais na juventude, tanto em homens como em mulheres, em todo o mundo, há problemas previsíveis, com os quais todos podemos contar, no processo de envelhecimento normal, sem doenças.
Homens que envelhecem com saúde preservada perdem potência sexual progressivamente. Suas ereções são menos frequentes e incompletas, isto é, há uma menor rigidez peniana. Mesmo assim, o coito é possível, e o indivíduo acaba se adaptando a uma ereção menos satisfatória. Essa situação pode progredir até que uma rigidez insuficiente para a penetração ocorra, ao que chamamos de disfunção erétil severa. Nestes casos, há que procurar ajuda médica. Isso pode ocorrer em homens sadios, não fumantes, em qualquer idade, mas a disfunção erétil guarda uma relação forte com a faixa etária, isto é, quanto mais velho é um homem, mais ele se aproxima da disfunção erétil.
Ao envelhecer, os homens perdem volume e redução da força de expulsão do ejaculado, isto é, o esperma sai em menor quantidade e com menor jato. A qualidade do esperma diminui também com a idade, tornando o homem menos fértil. Todavia, mesmo em idade muito avançada, o homem, diferentemente da mulher, pode ter filhos.
O desejo sexual não é tão afetado no processo de envelhecimento masculino. Diminui, naturalmente, mas ele é mais uma expressão de saúde mental do que de saúde física. Um homem mentalmente sadio preserva sua libido até morrer.
Nas mulheres sadias, a grande encruzilhada da vida é a menopausa. Depois dela, muitas mulheres perdem o desejo sexual, a lubrificação vaginal e o potencial orgástico. Muitas desenvolvem dispareunia, isto é, dor durante o coito. Isso não é uma sina de todas as mulheres, mas de parte considerável delas. Com alguma ajuda médica, esses problemas podem ser facilmente superados, especialmente naquelas mulheres que tiveram no passado uma vida sexual satisfatória.

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Como funcionam os remédios para ereção?

Por Dr. Lísias Castilho em 20/06/2018

Desde que o Viagra foi lançado no mercado, em 1998, outros remédios parecidos com ele surgiram: Cialis, Helleva, Levitra, Zydena e inúmeros genéricos desses originais. Hoje o mercado está abarrotado de remédios para melhorar a ereção peniana. Esses medicamentos funcionam muito bem para quem tem boa saúde física e mental. Todavia, funcionam razoavelmente mal para quem realmente precisa, isto é, para pessoas doentes, seja por diabetes, hipertensão, aterosclerose e outras. Não funcionam quando há doenças severas ou o tabagismo é muito acentuado e de longa data.

Enganam-se aqueles que pensam que esses remédios ajudam a todos. Ajudam a alguns, especialmente aqueles que têm boa circulação arterial para o pênis. Os fumantes e os diabéticos são os homens que mais rapidamente ficam impotentes por obstrução da circulação peniana. Para esses, os remédios funcionam mal ou não funcionam.

O que fazem esses remédios? Eles ativam a circulação do tecido erétil peniano por meio da acumulação de duas substâncias químicas vasodilatadoras, óxido nítrico e monofosfato de guanosina cíclico, 1 ou 2 horas depois da ingestão. Em havendo estímulo sexual, esses vasodilatadores são liberados no tecido erétil e ocorre uma vasodilatação que permite a ereção mais rápida e mais completa. É como se fosse um rejuvenescimento agudo. Essa mágica dura algumas horas e depois tudo volta a ser como antes. Para uma nova boa performance, tem que haver a ingestão do remédio de novo.

O uso dos inibidores da enzima fosfodiesterase tipo 5, que são todos esses remédios, promoveu uma nova revolução sexual, ainda em curso. Outras moléculas estão sendo desenvolvidas, na mesma direção, também para mulheres. Nos próximos anos haverá o aperfeiçoamento dessa linha farmacêutica e casos mais difíceis poderão ser tratados.

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Quando se aproxima a hora da morte

Por Dr. Lísias Castilho em 05/06/2018

A morte é inexorável. Todos morreremos, de um jeito ou de outro. Nos lugares mais civilizados do planeta, não se morre senão de doenças crônicas, em idade avançada. Nos lugares incivilizados, como há em várias partes do Brasil e nos piores países do mundo, a morte vem cedo, pela bala, pela faca, pelo espancamento, pelo acidente de trânsito, pela fome e pelo abuso de drogas.
De um modo ou de outro, a morte chegará para todos, democraticamente. Durante o processo crônico de morrer, nos casos de morte natural, por doença, há três maneiras de se encarar a morte, do ponto de vista médico: a eutanásia, a ortotanásia e a distanásia.
Na eutanásia, proibida, ainda, no Brasil, há uma intervenção médica para interromper o sofrimento de quem está morrendo de uma doença incurável. Assim, na Holanda, na Bélgica e em Luxemburgo, há uma legislação em vigor que normatiza a eutanásia já a partir da adolescência. O paciente que está sofrendo e morrendo aos poucos, por vontade própria, tem sua existência abreviada por meio de injeção de substâncias letais, realizada por dois médicos.
A ortotanásia, aprovada no Brasil, não prolonga o sofrimento humano por medidas artificiais protelatórias. O médico permite que o paciente morra naturalmente, e com a ajuda de medicamentos para aliviar seu sofrimento, sem intubação e respiração artificial, por exemplo, medidas estas que prolongariam o sofrimento contra a vontade do paciente e de seus familiares.
A distanásia, praticada no Brasil, infelizmente, e em boa parte do mundo, ao contrário da ortotanásia, prolonga a vida junto com o sofrimento, às vezes por dias ou semanas, não mais do que isso. Pratica-se isso em nossas UTIs, principalmente, onde pacientes sem nenhuma chance de cura, são artificialmente mantidos semi-vivos até onde for possível. Ou até o dinheiro da família acabar.

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Sexologia

Por Dr. Lísias Castilho em 29/05/2018

O estudo da sexualidade humana interessa a várias especialidades médicas, como a Psiquiatria, a Urologia, a Ginecologia, a Endocrinologia e a Radiologia, principalmente. No Brasil, a Sexologia não é reconhecida como uma especialidade médica, mas uma área de atuação médica, segundo a Associação Médica Brasileira (AMB). Outras áreas do conhecimento humano também se interessam pela sexualidade humana, como a Psicologia, a Psicanálise, a Antropologia e a Sociologia, entre outras.
Na prática, são os médicos, os psicólogos e os psicanalistas os profissionais mais diretamente voltados para o tratamento das disfunções sexuais, que acometem um número muito expressivo da população, em todos os lugares do planeta. Os números de dificuldades e de doenças sexuais são grandes e aparecem em todas as estatísticas, em todas as idades. Ejaculação precoce, só para dar um exemplo de uma das disfunções mais prevalentes, acomete cerca de 30% da população masculina adulta brasileira. Esse número é extraordinariamente elevado e não diminui com o envelhecimento, como se supunha antigamente.
O tratamento de qualquer pessoa com disfunção sexual começa por uma entrevista com o profissional escolhido para ajudar, médico ou não. Da entrevista pode sair um diagnóstico provável da disfunção e uma proposta de investigação e de tratamento. Frequentemente, outros profissionais precisam ser envolvidos, o que aumenta o tempo dispendido pelo paciente e os custos. Por exemplo, um homem com dificuldade de ereção, ao ser abordado por um psicanalista inicialmente, certamente irá ser tratado em conjunto com um urologista, que solicitará exames e proporá um tratamento. Esse tratamento poderá incluir um psiquiatra, que dê apoio medicamentoso. Assim, este homem terá um psicanalista, um psiquiatra e um urologista para tratar de sua dificuldade eretiva. Eventualmente, sua parceira (ou seu parceiro) terá que participar da abordagem terapêutica, o que aumenta ainda mais o investimento de tempo e dinheiro.
Lamentavelmente, embora haja recursos técnicos e profissionais qualificados em nosso meio, o acesso aos tratamentos disponíveis para os problemas da sexualidade não é para todos.

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Vacinação contra a gripe

Por Dr. Lísias Castilho em 21/05/2018

Muitos anos atrás, quando se conseguiu entender melhor a estrutura molecular dos vírus causadores da gripe, que sofrem mudanças genéticas sazonais continuamente, ao que se chama de mutação, foi possível fabricar uma vacina eficaz e segura, com vírus inativos, contra os principais causadores da gripe. De início, o principal grupo de risco, alvo das vacinações em massa, foram os idosos, principalmente por conta das complicações da gripe, potencialmente letais, como a pneumonia e a septicemia. Posteriormente, com o aperfeiçoamento técnico das vacinas e a possibilidade de produção em larga escala, o público-alvo foi ampliado.
Em 2018, no Brasil, o Instituto Butantã, de São Paulo, fabricou 55 milhões de doses para todo o Brasil. O Ministério da Saúde determinou que sejam disponibilizadas vacinas gratuitamente, em todo o país, para pessoas com 60 anos de idade ou mais, crianças entre 9 meses e 6 anos, gestantes, puérperas até o 45º dia pós-parto, pessoas com imunodeficiência, presidiários, crianças institucionalizadas, professores, profissionais da saúde, e alguns outros subgrupos. A finalidade maior é proteger a população mais vulnerável e reduzir o número de mortes. O procedimento vacinal ocorre em quase todo o mundo atualmente, uma vez que já ficou comprovada a boa relação custo-benefício da vacina contra os vírus da gripe.
Como os vírus do hemisfério norte são diferentes dos vírus do hemisfério sul, a vacina tem que ser regionalizada. A vacina norte-americana não serve para nós, brasileiros, por exemplo. Da mesma forma, a vacina oferecida neste ano não serve para o ano que vem, justamente porque os vírus sofrem mutações rápidas e já não são os mesmos alguns meses depois. A vacina tem que ser dada anualmente.
Embora de graça e altamente eficaz, a vacinação contra a gripe não deverá atingir o público-alvo desejado pelas autoridades sanitárias. As principais razões são o desleixo da população, que só se mobiliza quando a mortalidade é alta, nas grandes epidemias, e o medo indevido de reações adversas, que são raras. Soma-se a esse quadro os movimentos antivacinais, que crescem a cada ano, não só no Brasil, e que se promovem especialmente graças às mídias sociais por meio de notícias falsas (fake news). Os movimentos contrários à administração de vacinas são muito antigos e não se baseiam em nada sólido, apenas na opinião de alguns idiotas, que querem aparecer na mídia.

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Síndrome de pânico

Por Dr. Lísias Castilho em 15/05/2018

Síndrome de pânico ou transtorno de pânico é uma doença psiquiátrica do grupo dos transtornos de ansiedade. Pode ocorrer em qualquer pessoa, mas geralmente aparece mais em adultos jovens e sadios, principalmente mulheres.
A síndrome é caraterizada por uma crise súbita, incapacitante e recorrente, desencadeada por algum fator externo (susto, perda, violência, desgosto), ou por nada. Sobe a adrenalina sanguínea e a pessoa tem aumento da frequência cardíaca, aumento da frequência respiratória, ressecamento da boca, falta de ar, medo de morte iminente, contraturas musculares, formigamentos em mãos e boca, sensação de desmaio, escurecimento da visão e outras manifestações subjetivas. O quadro pode durar poucos minutos ou algumas horas, e passa sozinho ou com ajuda médica. O quadro pode se repetir e requerer tratamento psiquiátrico, por meio de drogas (antidepressivos e ansiolíticos) e psicoterapia. A estimulação magnética transcraniana repetitiva é uma técnica indolor, introduzida em psiquiatria em 1997, que pode beneficiar os pacientes que não respondem bem ao tratamento clássico medicamentoso/psicoterápico.
Estima-se que, no Brasil, cerca de 1% da população adulta tem alguma ataque de pânico por ano e que 5% dos adultos relatam algum ataque de pânico na vida. Isso significa que a síndrome de pânico é muito frequente. Todos os médicos deveriam ter familiaridade com essa síndrome, não só os psiquiatras, porque pode aparecer em qualquer consultório ou Pronto Socorro.
A síndrome de pânico pode surgir em pessoas sem antecedentes pessoais ou familiares de transtornos mentais, completamente sadias. Todavia, ela é mais frequente em pessoas que têm pessoas com doenças mentais na família, como depressão e ansiedade.
A síndrome de pânico tem tratamento eficaz e geralmente fica curada ou bem controlada. No entanto, pode estar associada a depressão ou transtorno de ansiedade, doenças crônicas incuráveis, que requerem acompanhamento psiquiátrico permanente.
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Afrodisíacos

Por Dr. Lísias Castilho em 09/05/2018

Afrodisíacos são medicamentos, alimentos ou bebidas que promovam estimulação sexual ou o aumento da libido. O termo vem de Afrodite, a deusa grega do amor.
Não há nenhuma ou quase nenhuma comprovação científica de que alimentos ou bebidas sejam afrodisíacos. Todavia, os afrodisíacos são muito usados em todo o mundo, tenham ou não qualquer ação farmacológica. Assim, na Europa, alimentos afrodisíacos são as ostras, na Ásia, os chifres de rinocerontes, no Brasil, são as garrafadas de catuaba, a marapuama, o guaraná, os ovos de codorna, o amendoim e outros. Tudo isso é usado sem comprovação científica e seu uso é baseado em lendas. Muito usados ainda são a iombina (planta oriunda da África), o Ginseng (planta do Oriente) e o Tribulus terrestris (planta que existe em vários lugares do mundo). O Ginseng e a iombina têm alguma comprovação científica, embora fraca. A iombina industrializada existe em farmácias comuns e o Ginseng pode ser encontrado em algumas farmácias de manipulação.
Alguns medicamentos podem ter efeito afrodisíaco. Por exemplo, hormônio masculino sintético administrado a uma mulher menopausada, com libido baixa, melhora significativamente seu desejo sexual em pouco tempo. Isso tem fundamentação científica abundante e é usado clinicamente. A razão disso é simples: os ovários fabricam hormônios femininos e também masculinos. Depois que os ovários param de funcionar, o nível de testosterona cai. Ocorre que este hormônio masculino é o estimulador do desejo sexual, tanto no homem como na mulher. Uma dose mínima de testosterona pode ajudar muito a mulher que reclama de falta de libido. Outro exemplo muito comum é o deprimido tomar medicamento antidepressivo e recuperar a sua libido, rebaixada pela depressão.
Remédios com comprovação científica para, especificamente, ajudar, tanto o homem como a mulher sadios, sem qualquer doença, não deficientes de testosterona, com desejo sexual diminuído, ainda não existem na prática clínica.

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Você está em forma?

Por Dr. Lísias Castilho em 02/05/2018

Não é muito fácil dizer se uma pessoa está em boa ou má forma física só de olhar. É necessário examiná-la. Mesmo assim, há uma boa margem de erro.
Dois dos critérios mais utilizados em Medicina são o Índice de Massa Corpórea (IMC) e a circunferência abdominal. Outros critérios são resistência no teste de esforço (bicicleta ou esteira) e exames de sangue.
O IMC é calculado (não serve para crianças) por meio de uma fórmula simples: o peso (ou, mais corretamente, a massa) dividido pelo quadrado da altura. Exemplo: um indivíduo pesa 80kg e tem 1,80m de altura. O peso (80) dividido pelo quadrado da altura (3,24) dá um IMC de 24,69kg/m2, que é considerado normal (normal: entre 20 e 25). Acima de 25 é sobrepeso, acima de 30 é obesidade e acima de 35 é obesidade mórbida. Esse índice é muito utilizado e serve para triar as pessoas fora de forma. Todavia, em pessoas de grande massa muscular, atletas, como jogadores de rúgbi ou de futebol americano, ou boxeadores, o IMC falha em definir sua forma física. São pessoas em grande forma atlética, porém com IMC acima de 25. Mas, de modo geral, o IMC é útil e pode ser aplicado à maioria dos indivíduos.
A circunferência abdominal define não só a forma física, boa ou má, mas também é um indicador de risco para acidentes vasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. A medida é feita com uma fita métrica, com o abdome relaxado, entre a última costela e a crista ilíaca, ou a parte mais alta da bacia na linha da ponta da costela. Se essa medida for igual ou superior a 94cm em homens ou igual ou superior a 80cm em mulheres, isso é anormal e indica acúmulo de gordura intra-abdominal.
De maneira simples e sem custo, qualquer pessoa pode avaliar se está em boa forma ou não. Tanto o IMC como a circunferência abdominal podem ajudar a monitorar a saúde.
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