Roupas: defeitos que aparecem após compra podem garantir troca

O consumidor pode escolher outro produto ou pedir o dinheiro de volta

rasgoJá aconteceu comigo e, provavelmente, com muitos de vocês. Você compra uma roupa num momento de desespero ou com toda a calma do mundo, escolhe, experimenta… E na primeira vez que vai usar a costura se abre! Ou a barra (também conhecida como bainha) se desfaz! Ou o botão cai! Enfim não era pra acontecer, mas acaba acontecendo. Pode ser de loja chique ou de uma mais em conta. O risco existe! E agora você vai descobrir que, felizmente, a solução também.

O defeito deve ser constatado logo

O Código de Defesa do Consumidor (CDC) garante o direito à troca ou devolução do dinheiro em casos de roupas com defeitos aparentes ou não. Mas não adianta levar aquela calça que você comprou há dois meses. O defeito “pós-compra” precisa ser percebido o quanto antes.

Segundo a advogada especializada em direito do consumidor Maria Helena Campos de Carvalho, o cliente deve verificar, honestamente, o que de fato aconteceu com a roupa.

maria“Foi ele que rasgou a costura, ou esta se abriu? No primeiro caso ele deve arcar com o prejuízo. No segundo, pode solicitar a troca ou devolução do dinheiro”, explica a advogada.

Se realmente o problema foi uma costura malfeita, o consumidor leva o produto de volta para a loja, que pode encaminhar para uma análise da fábrica. Pode ser que algumas lojas percebam o defeito logo de cara e troquem na hora mesmo, para não correrem o risco de perder o cliente.

E se precisar provar a origem do defeito

O CDC prevê a inversão do ônus da prova. Isso significa que não cabe ao consumidor provar que não foi ele que provocou o defeito, e sim que foi um problema na fabricação. A própria loja deve correr atrás disso. Através de uma análise, ela precisa provar que o defeito não foi da fábrica.

Provavelmente as atendentes vão anotar o que aconteceu, quais foram as circunstâncias, para pesquisar o que pode ter causado o problema. Mas se você foi honesto não precisa se preocupar, certo?

A hora de trocar

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Após a constatação pelo analista da loja, o lojista tem a obrigação de trocar a roupa. O consumidor pode decidir se prefere uma outra peça ou o dinheiro de volta. Se a loja só quiser trocar por produto ela estará infringindo a lei.

Se você preferir trocar, lembre-se que o que vale é o valor que foi pago. Se você tinha um vestido e ele agora está na promoção pela metade do preço, não importa. Troque então por duas peças! Mas não fique inibido com qualquer atitude do lojista.

A advogada lembra que o CDC prevê um prazo de 90 dias para a troca de bens duráveis e de 30 dias para não-duráveis.

“Existe uma certa polêmica no que concerne às roupas, quanto à classificação. Entendo que o prazo de 30 dias é mais que suficiente para perceber um problema”, afirma.

Se a loja não quiser trocar, faça uma denúncia no Procon. O seu direito está no CDC.

Direito não vale para produtos de ponta de estoque

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Quando você compra um produto de ponta de estoque, liquidação, ou que esteja com um aviso de “peças com pequenos defeitos”, não adianta nem tentar trocar. Os preços já foram reduzidos justamente porque as peças não estão em perfeito estado. Logo, não é justo pedir a troca por um produto novo e perfeito.

Mas atenção para as peças de fim de coleção. Neste caso, o melhor mesmo é perguntar antes de comprar, porque se houver problemas, a troca por uma peça igual não será possível.

Fica a dica!

Na hora de comprar uma roupa, nem sempre a mais cara vai ser a de melhor qualidade. Assim como a barata pode durar bastante. Mas segundo a advogada, vale observar desde o atendimento na loja até a forma como as roupas estão expostas. Veja como os clientes são tratados e se os atendentes se preocupam com o bem-estar do consumidor.

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2 Respostas para “Roupas: defeitos que aparecem após compra podem garantir troca”

  1. Tiago - Sertãozinho disse:

    Na minha loja sempre providencio a troca, como empresário acho que a satisfação do cliente e a credibilidade em nossos serviços vale muito mais.
    vale o bom senso dos dois lados. As leis e regras estabelecidas são bem vindas quando utilizados para orientação de consumidores e lojistas.

  2. Tynara-Brasilia disse:

    eu acho errado esse prazo , por que infelizmente poucos são honestos !


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